So Here Is New York
23 Obrigado
Notas iniciais
—Não – diz Kurt meio transtornado.
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—Nem deveria não é? – diz e começa a rir – Não é o tipo de conversa que se tem com o atual. Mas você deveria tentar Blay, conta pro Kurt sobre as coisas que fazíamos juntos, sobre as nossas noites. – ri do desconforto dos dois – quem sabe isso não dá ideias para dele. – Sebastian coloca o indicador embaixo do queixo de Kurt, o fazendo olhar para ele – Se bem que, ele não tem cara de que faça essas coisas – sorri malicioso.
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—Já chega Sebastian – Blaine fala, fazendo o outro olhar para ele – Nós viemos apenas para assistir as Regionais.
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—Veja se não é o Dentes de Cavalo – diz Jeff se aproximando com Nick, ele parecia não gostar de Sebastian.
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—Ola Jefferson, – diz debochado – Nick.
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—Oi Sebastian – diz Nick educado, o que só irritava o namorado.
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—Bom, então vejo vocês nas Regionais – diz triunfante, piscando para Kurt e se retirando.
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—Uau, isso foi estranho – diz Jeff, enquanto Blaine encarava o castanho ainda afetado.
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—Kurt? – pergunta preocupado – Tudo bem?
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—S-Sim! – diz desviando o olhar.
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—Bom, esquecendo agora o Dentes de Cavalo, quero saber se você já decidiu Blaine? – Jeff diz mudando de assunto – Vai levar o lindo Hummel para a mansão do horror? – diz engrossando a voz.
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—Pra onde? – pergunta Kurt assustado.
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—Minha casa – diz o moreno esclarecendo – e não é tão ruim assim Jeff.
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—Se você realmente quer me convencer disso, você tem que falar e APONTAR – o loiro apontou o dedo na cara de Blaine. Todos riram com a brincadeira, menos Kurt que não entendeu nada.
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Depois de um tempo conversando, Wes chegou. Eles combinaram de se encontrar ali mais tarde, antes de ir ao McKinley, onde seria as regionais. Depois de se despedirem dos amigos, Kurt e Blaine foram para o carro do castanho.
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—Hoje eu dirijo – diz o moreno pegando a chavo do carro na mão de Kurt.
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—Por que isso agora? – Kurt pergunta achando graça.
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—Eu vou te levar para a “Mansão do Horror” – Blaine diz imitando Jeff, fazendo o castanho rir.
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Eles entram no carro e Kurt liga o rádio, estava tocando Fucking Perfect da Pink e o mais alto sorriu.
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—Kurt. – o castanho abaixou a música e olhou para o outro, que parecia incomodado.
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—Não gosta de Pink?
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—Não, não é isso. Eu amo essa música – diz sorrindo para o outro que também sorri.
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—É sobre o Sebastian? – diz vendo o moreno suspirar.
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—Não leve a sério o que ele fala okay? Ele estava querendo te provocar e me provocar e...
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—Blaine – o moreno para de falar – Eu sei que você tem um passado antes de mim, isso é normal – Blaine fica mudo – Não é culpa sua se ele fala essas coisas – Blaine sorri em agradecimento pela compreensão, mas logo fica serio de novo.
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Kurt aumenta o som novamente e começa a cantarolar a música enquanto olhava pela janela. Já Blaine, prestava atenção na estrada, mas principalmente, pensava no que o castanho dissera, em como ele fora compreensivo, como ele era sempre tão bom consigo, e com todo mundo. E, como a música dizia, ele era perfeito, perfeito para Blaine.
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O carro estacionou em frente a uma casa branca, com um lindo jardim na frente, enfeitado com tulipas roxas e brancas. Kurt ficara admirado com a beleza do lugar, a casa devia ser duas vezes o tamanho da sua, e três vezes mais bonita também.
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Blaine olhava para o castanho que tinha os olhos brilhando. Depois de alguns segundos admirando a casa, o mais velho olhou para o moreno sorrindo.
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—Kurt – Blaine olhava nos olhos do outro, na imensidão azul que sempre hipnotizaram o Anderson.
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—Sim – Kurt diz, esperando o moreno falar, mas o outro apenas o olhava, com uma expressão indecifrável para o castanho. Então Kurt retribuía o olhar, na mesma intensidade, e percebeu que os olhos de Blaine mudaram de cor para verde novamente, mas dessa vez em um tom mais claro, que faziam o maior sorrir ainda mais.
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—Eu te amo – o moreno falou por fim, fazendo o outro arregalar os olhos em surpresa e um silencio se instalar no carro, enquanto Blaine esperava uma resposta.
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—E-eu... Eu – Kurt tentava raciocinar, enquanto Blaine se desesperava e a insegurança tomava seu rosto – Eu também te amo Blaine! –diz por fim, vendo o outro sorrir aliviado, logo selando seus lábios.
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Blaine juntava seus corpos o máximo que podia, quase subindo no castanho. Quando o ar faltou, Blaine partiu para o pescoço do outro, dando leves beijos e mordidas enquanto o outro suspirava.
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—B-Blai-ne – Kurt tentava raciocinar, e afastar o moreno, mas acabou gemendo, o que animou ainda mais o outro.
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Os beijos continuavam cada vez mais quentes, até que Blaine sem querer apertou a buzina, assustando os dois que se separaram em um pulo, e depois de recuperados do susto, começaram a rir descontroladamente da situação.
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—Blaine? – um rapaz moreno, pouco mais velho que os meninos, estava parado na porta da casa, tentando enxergar dentro do carro.
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—Oi Cooper — Blaine saudou alegremente enquanto saia do carro, dando a volta para abrir a porta do carro para o namorado – Onde estão mamãe e papai?
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—Em alguma viagem de negócios – diz indiferente, dando espaço para os dois passarem – O que faz de volta em Westerville? E acompanhado? – pergunta se sentando no sofá, de frente para o casal.
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—Vim para assistir as Regionais – Blaine diz, olhando para o castanho ao seu lado, que parecia bem nervosos – E esse é meu namorado, Kurt Hummel.
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Cooper encarou Kurt com um olhar sério, analisando o maior, enquanto o mesmo suava frio, Blaine nunca falava de sua família e de como eles reagiam e sua homossexualidade, e isso estava preocupando o maior agora.
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—Tem certeza disso? – Cooper olha pra Blaine, ainda sério.
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—Absoluta – o moreno diz, abrindo um lindo sorriso para o namorado, que pareceu relaxar.
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—Okay – Cooper levanta e vai saindo da sala – Não é problema meu – sai, deixando os dois meninos sozinhos na sala.
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—O que foi isso? – Kurt pergunta evidentemente confuso.
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—Isso é como o Cooper diz foda-se – Blaine diz levantando os ombros – Vem, vou te mostrar a casa.
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Os meninos começam a andar pela enorme casa. Blaine mostra a cozinha, toda branca, onde Kurt já sorri e observa os moveis.
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—Qualquer dia eu posso cozinhar aqui, para você e sua família – diz sorrindo.
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—Não vejo isso acontecendo – o Anderson diz, pegando na mão do namorado, e o levando para os fundos da casa, onde tinha uma enorme piscina, extremamente limpa.
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Percebendo que Kurt estava ainda incomodado com o comentário sobre a cozinha, o moreno lhe rouba um selinho e o leva para dentro novamente.
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Eles passam pela sala de jantar e voltam para a enorme sala em que estavam com Cooper. Kurt começa a olhar as fotos nas paredes e sobre os moveis. Diversas fotos de Cooper e Blaine quando crianças, dos pais de Blaine no dia do casamento, da formatura do filho mais velho, de Blaine, Jeff, Nick e Sebastian com um troféu das Regionais, Blaine muito novo tocando um enorme piano, e uma outra, em que o moreno está com um enorme sorriso em que faltavam 3 dentes.
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—Obrigada Blaine – o castanho fala, ainda de costas para o outro, que não entendeu – Obrigada por me amar – diz ainda olhando para a foto. Blaine se levanta e abraça o outro por trás.
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—E obrigada Kurt – diz o moreno, apertando o abraço. Quando o maior abriu a boca para perguntar por que, Blaine segurou em sua mão e começou a o puxar para a escada – Vamos, eu ainda não te mostrei o meu quarto.
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