So Happy I Could Die
4 Capítulo 4
Capítulo 4 – Somente uma palavra
Binah e Mauro tinham chegado ao tal lugar. Era simplesmente mágico.
-É essa a minha inspiração – Binah olhou em redor e inspirou fundo. – A Natureza.
-Nunca tinha vindo aqui. É tudo simplesmente fantástico! — exclamou Mauro
-Sinta... esse cheirinho puro do mel das abelhas... delicioso não?
-Sem dúvida. — o garoto fez uma pausa – Binah?
-Sim...
-Será que você podia desenhar alguma coisa dessa natureza p’ra mim? É que...sabe, eu não desenho assim tão bem e... eu queria recordar esse momento. – Mauro sorriu.
Binah ficou surpresa com tal pedido, mas logo respondeu. – Qualquer coisa?
-Claro. – afirmou o garoto ruivo.
-Hum... Sendo assim, irei desenhar uma abelha. – Binah adorava abelhas. Desde pequenina que as achava os seres mais belos de todo o mundo e já tinha feito muitos desenhos retratando essa beleza. Mas, este seria especial. Porquê? Não sabia.
Os dois se sentaram, encostados a uma àrvore.
-Sabe? Acho as abelhas muito lindas. Na verdade... eu amo abelhas. — o garoto falava calmamente, sem pressa. Sua voz percorria os ouvidos de Binah como uma música suave.
O tempo passava... o por-do-sol preenchia aquela tão bela natureza. Binah estava quase terminando o desenho, ainda não sabendo qual o nome daquele tão forte sentimento que se abatia em ela, a cada segundo que passava com Mauro.
O garoto parecia indeciso... tinha palavras presas em sua garganta. As quais não sabia se deveria libertar.
- Melhor eu não falar. – disse Mauro.
Binah levantou a cara da folha – O quê? Agora fala. – disse a menina, curiosa.
-N-nada, acho melhor não falar. — o garoto parecia nervoso.
- Fala. – pediu Binah.
- Eu não posso...- gaguejava Mauro.
- Porquê?
- Eu não posso nem te explicar porquê, se não estaria automaticamente falando... Desculpe. – ele falava pausadamente. Binah não entendia nada do que se passava. A cada momento ficava mais confusa. Indecisa. Até que perguntou:
-Pode ao menos, me dar uma pista?
- Sim. Vou dar duas. Começa com a e termina com r.
- Hum... já sei. — falou Binah, decidida.
- Peraí, não é o que vs pensa... É uma palavra bem desconhecida. – ele falou a medo.
- Amassar? Não, talvez arranhar? Artimanhar? Ah... não sei.
- Vai pensando... acho que em uma hora... você vai perceber.
- Ah, isso não vale
- Bom, já dei pista de mais. Desculpe. – ele fez uma pausa. — Na verdade, pode ser o que você tinha pensando primeiro. Ou não. – ele fez uma pausa de novo. — Ah, vou dar a pista mais especial de todas... Tem 4 letras.
- Eh... já sei... kkkkkk – a garota esboçou um lindo sorriso.
Mauro ficava cada vez mais nervoso. — Não, não sabe. E não é isso. Você nunca vai saber... Acho eu.
Passado algum tempo, o silêncio tomava conta dos dois. Nada se ouvia naquela natureza pura. Nem o zumbido de uma simples abelha. Mauro decidiu cortar esse silêncio ao meio. – Já sabe a palavra? – perguntou.
- Mais-ou-menos. – disse Binah, a medo.
- Qual você acha que é?
- Irá saber... Mas não agora.
- Porquê? – perguntou Mauro, surpreso .
-Você me fez esperar... então eu também faço. – respondeu Binah.
- Eu espero.
Ela virou a cara. — Eu também.
- Eu não vou falar. Você tem que adivinhar ué. Só queria saber que palavra você pensa que é.
- E eu queria saber qual é a palavra.
-Mas você não tem noção? Eu dei mais de três dicas... – exclamou o garoto ruivo.
- Eu sei, mas não tenho a certeza.
- Começa com a, termina com r e tem 4 letras. É mais fácil do que arrancar doce de criança!
- Ah... mas existem tantas palavras assim. – falou timidamente a garotinha que ainda tinha na mão o desenho de uma pequena abelha.
- Nem tantas. — insistiu Mauro.
- Algumas. — ripostou Binah.
-Algumas, poucas. Mas qual você acha que é?
-Curioso você. – reparou alegremente a menina de olhos azuis.
Mauro corou. – Pois é...
- Eu também sou.
Os dois riram.
- Sinceramente – falou Binah – Só acho uma palavra.
-Sério? Qual? – o sorriso de Mauro revelava uma grande vontade de saber o que Binah lhe iria dizer agora.
- Posso falar? Você não se importa né? — Binah estava insegura, como nunca esteve na vida.
- Claro que não!
Binah respirou fundo. – É que, eu só acho essa... AMOR. Única no mundo.
- Então é.- Mauro virou a cara, corando em seguida.
- Você acha que é?
-Bom, não tem outra... então concerteza é – ele disse.
- Adivinhei então? — Mauro permanecia calado. – Que foi, o gato comeu sua língua?
- É, adivinhou, pronto falei.
- Que mal tem? Eu acho essa palavra super fofa!
- É super fofa! – ele repetiu. – Continuo sem saber se falo ou não.
- Pode falar. – Binah falou, meigamente.
- Já falei. Pensa bem nessa palavra que eu te disse tá?
Binah ficou sem palavras. Não sabia o que dizer, nem o que fazer. – Tá. – disse ainda paralisada.
- Ah e pense também, porque eu falei essa palavra p’ra você. Acho que é isso.
- Você é um fofo sabe?
- Awn... valeu. Você também é uma fofa! – ele riu.
- Brigada.
- Se chegar a uma conclusão me fala, tá?
Binah interrompeu antes que ele conseguisse acabar. – Mas e se eu... tiver medo de falar?
Mauro desfez o seu sorriso. – Nesse caso não precisa falar. Não quero ver você com medo.
- Mas eu não estou com medo. – els disse. – Apenas meio... estonteada. Você entende.
- Hum...entendo. Mas se quiser não fala tá? – ele parecia confuso.
- Tá.
- Você está com medo né? – perguntou Mauro.
- N-não. Eu com medo?
- É sim. Mas eu entendo J
- É... talvez... Nem sei.
- Você já entendeu, espero.
- É sim. Começa com a e termina com r e tem quatro letras . ♥ Falo?
- Fala. Claro que sim.
- Agora?
- Se quiser.
- Ok.- Binah respirou fundo. – Eu aovc.
- O que?
- Nem percebeu... quer que eu desenhe? Não é fácil.
- Não. Eu quero que você diga todas as letras.
- Espere...eu to um pouco nervosa.
- Pode falar sem medo Binah... eu estou aqui com você.
- Euteamo.
- S-sério? Sérinho? Eutambemteamo!
Não foi preciso falar mais nada. O beijo simplesmente aconteceu.
Secretamente, alguém os observava. Chamava-se Fontes. Era um pouco baixo, seus cabelos eram castanhos e encaracolados. Os seus olhos eram castanhos, cor de mel. Sua pele era mais virada p’ro branco. Observava os dois e desejava ser amado também. Não que os outros não gostassem dele. Muito pelo contrário. Toda a gente o adorava, Ele era um Ótimo amigo que ajudava sempre os outros nos momentos mais felizes ou tristes das suas vidas. Ah, e claro, era muito maluco! Ele observava Binah e Mauro e desejava também ter um alguém que o amasse. Uma garota. Ele não era daqueles galas de telenovela, mas...também não era nenhum pobretão. Era lindo do seu jeito e muito inteligente. Mas alguém o amava. Uma garota alegre e muito divertida. Será que um dia ela revelará seu sentimento? E acima de tudo... Quem é ela?
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