Snake and Dagger
3 O príncipe pervertido!
Notas iniciais
O Reino de Perksy recebera uma ameaça naquela manhã, uma carta anônima, uma carta escrita em letras negras e grandes, ameaçando a morte da esposa de Otávio. Ele virou uma completa fera, quem poderia mandar aquela carta depois de tantos anos sem guerra? Quem teria a coragem de ameaçar Otávio?...Ele se levanta do trono do rei que dava de frente aos grandes portões do palácio. E anda com passos tensos e desconfortáveis no chão, alguns dos guardas tentavam impedir que ele saísse, mais era quase impossível, ele ia derrubando cada um que aparecia em sua frente, e entra então na carruagem real, como se já soubesse o responsável pela carta, seus olhos de fúria afastavam todos os camponeses curiosos que se aproximavam e a carruagem andava o mais rápido que podia , enquanto ele gritava ordenando que ela fosse mais rápido, a carruagem ia como se já soubesse o que o rei estava pensando, esmagando e empurrando todos do vilarejo para saírem do caminho. Depois de minutos de viagem, eles entravam pelo grande vilarejo de Crânsfor, os camponeses olhavam para a carruagem com olhares curiosos e assustados. A carruagem desacelerava um pouco deixando Otávio cada vez mais nervoso. Eles param na frente do palácio o motorista ajuda-o a se levantar então anda furioso até a entrada do palácio, onde os guardas faziam passagem para que ele entrasse. Abrindo os grandes portões de ferro :
– Onde está o Rei?...- Diz ele olhando para todos os cantos enquanto estava na sala principal. Ele dizia isso meio irritado com o rosto suando-
– G-Grandioso Otávio... O senhor não deseja sentar? Não quer uma bebida? — Diz uma empregada que se aproxima dele secando o suor que escorria em seu rosto e ele a afasta-
– Não obrigado, não posso descer a guarda!...- Diz ele olhando para todos os cantos, deixando a empregada sem saber o que dizer-
Logo aparece pelo salão o rei seguido por dois guardas e um homem que mais parecia seu “doúlos” (escravo). O rei quase morre do coração, ao ver a cara de fúria que Otávio fazia, enquanto ele se aproximava do salão. Dando um pulo para trás e colocando as mãos na frente do rosto em defesa. Ele logo percebe a expressão confusa de todos e ele volta ao normal.
– O-O-Otávio?...O que f-faz aqui?...- Diz dando alguns passos para trás –
– Ah, o senhor parece nervoso... – Diz dando uma risada irônica-
– Claro! Não esperava a sua visita aqui tão cedo!...O que quer comigo? — Otávio tira algo de trás de seu paletó, era a carta!...E ele a abre mostrando as letras em negrito com uma cara de fúria, Romulo anda até ele, e pega a carta de suas mãos para ler. — Nossa! O que significa isso!? – Diz ele com cara de espanto olhando para Otávio que franze as sobrancelhas e o pega pela gola de sua camisa o tirando do chão-
– Isso? Não se faça de besta Romulo! Sei que foi você que me enviou essa carta em pedido de guerra! É isso que você quer? É a guerra que está fazendo falta? Então... Assim será! Teremos guerra!...- Diz ele jogando Romulo contra a parede, com o estrondo Romulo desmaia e sua filha aparece vendo aquela confusão-
– P-Papai?...Q-Quem é esse homem?...- Ela olha para o rosto dele, e reconhece que era o Rei Otávio. Então tira uma adaga de sua cintura e anda em direção a ele- Como o senhor ousa? Com que direito você entra em meu castelo para atacar o próprio rei? O senhor está ficando louco? Por acaso meu pai deu motivos para o senhor o tratar desta forma? – Diz ela com a adaga em suas mãos pronta para atacar –
– Saia da minha frente! Não se meta em assuntos que não é chamada!...- Diz a empurrando, e ela cai, fazendo com que a adaga perfure parte do chão — Agora irei mata-lo! Para que não haja mais guerras!...- Ele dizia enquanto um sorriso sarcástico brotava em seu rosto despercebido, os guardas se aproximavam dele, e tentavam acertá-lo para que não chegasse a tocar no rei, mais ele era quase invencível, o batalhão de Romulo não era páreo para ele, até que uma voz masculina quebra o momento –.
– Pai! Pare! O que pensa que está fazendo? Não foi o rei que mandou a carta! Pare com isso!- Diz um jovem se aproximando dele e segurando nos ombros de Otávio. –
– O que está fazendo aqui? Você não tem que se meter nos assuntos pessoais meus!...Como sabe que não foi Romulo? Está na cara o bastante! Como pode ser tão idiota de defender o povo inimigo?
– Não estou sendo idiota! Essa é a mais pura verdade! Agora se acalme e eu lhe explicarei tudo! Mais antes... Ajeite tudo o que você fez de errado aqui... — Diz ele dando as costas e saindo do castelo, saltando por cima e desaparecendo. A princesa ainda estava caída no chão, e se levanta morrendo de raiva dando as costas para os dois, e indo atrás do príncipe. Ela corre por cima do castelo, e o encontra sentado em cima de um das estátuas. –
– Idiota... — Diz ela sussurrando para si mesma e andando de fininho por trás dele, para dar um golpe em sua cabeça, pelo que tinha feito. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Olavo percebe a presença dela, e dá um golpe em suas pernas fazendo-a cair. Ele começa a rir, e ela fica vermelha... E cheia de raiva-
– Você é uma completa idiota! O que estava pensando em fazer? – Diz ainda a olhar para o horizonte –
– Eu quero te matar!...Você acaba de atrapalhar o meu primeiro treinamento de verdade! Eu ia mata-lo se você não tivesse atrapalhado!- Diz ela levantando e dando as costas a ele-
– Ei!...Por que quer me matar?...Por acaso eu já te fiz algum mal?...- Diz ele levantando e se aproximando dela-
– Sim! Você simplesmente nasceu!...E agora, estragou os meus treinamentos! Acha que isso tem perdão? Pois quando eu... — Antes que ela pudesse dizer algo, ele estava a beijando e ela fica alguns segundos sem saber o que fazer, porém, dá um chute em sua barriga- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – Diz ela morta de raiva-
– Ora, beijando a senhorita... Além do mais, um beijo meu é o melhor pedido de desculpas! – Ele olha para ela com um ar misterioso e pervertido –
– Grrrrrrrr! — Ela começa a tentar dar golpes com suas duas espadas que tira de sua cintura, tentando acertas a cabeça dele- Eu vou cortar sua cabeça fora!! Seu pervertido! Ahhh seu nojento! Como ousa me beijar?...Seu grosso!...Nojento!... Idiota!...- A cada xingamento que ela fazia era uma tentativa de mata-lo, mais quase todas falhavam, ele era muito bom para se proteger de golpes-.
– É quase impossível você me acertar! Princesa convencida!...- Diz dando três mortais para trás fazendo-a se desiquilibrar ao tentar dar o golpe. –
– Idiotaaaaaaa! Eu vou acertar você!! Não duvide de mim!!!...- Diz ela dando vários mortais e cortando um pedaço da roupa dele- Grrr... Foi quase!!...Eu te mato!....-
– E depois eu sou o pervertido, por acaso você quer me deixar nu aqui? –
– Não!!...SEU IDIOTA!! EU IA CORTAR A SUA CABEÇA!! FOI CULPA SUA TER COLOCADO A ROUPA NA FRENTE!! GRRRRRR!...- Ele começa a rir enquanto se protege dos golpes-
– É tão fácil fazer você ficar irritada! Princesa Agatha Martins Cristain Valliére!...- Ele começa a rir –
– Ei... — Ela para de dar os golpes- Você por acaso... Não, não pode ser... Você... Por acaso é algum servo do príncipe Olavo?...-
– Huh?...S-Servo?...N-Não princesa, na verdade eu... Sou o príncipe Olavo! –
– O... O... O...QUÊ?...- Diz ela se afastando dele –
– Por que o espanto? Achava que você sabia!...- Ele dá de ombros-
– *Hunft*... – Ela simplesmente dá um salto de cima do palácio e vai embora sem dizer nada a ele –
– Nossa... Que maluca!...O que aquela idiota estava achando que eu era?...Um servo? – Ele ri só para si — Idiota... É cada uma!...
Enquanto isso na sala principal, o rei Otávio estava sentado em um das grandes poltronas. Romulo e ele estavam se encarando em uma distância proporcional para que nenhum dos se atacassem, estava um silêncio assustador. Até que do outro lado dos corredores a esposa de Romulo aparece tagarelando com um de suas empregadas e pega os dois naquele clima tenso, resolve se aproximar como quem não quer nada para tentar ajudar para que aquela conversa tivesse um rumo correto.
– O-Olá! Vejo que não estão muito entusiasmados! – Ela se senta ao lado de Romulo, e o silêncio volta a invadir aquela sala, até que uma notícia formidável sai da boca de um dos mordomos –
– S-Senhor... G-Grandioso Otávio!...Gostaria de dizer que a carruagem está pronta para levar o senhor até ao palácio!...-
– A sim... Que seja feito. – Ele se levanta sem dizer nada e vai até a carruagem deixando os dois em um vácuo. –
– Onde está Agatha... Romulo?...-
– Deve estar brincando lá fora querida! Sabe como são essas crianças! Principalmente da espécie teimosa como Agatha! Tão pequena e tão revoltada, não entendo isso!...- Diz ele levantando deixando ela só na sala –
– Ah, essa garota... Rebelde sem causa!...-
Um pouco longe dali na floresta de Roccos, Agatha caminhava furiosa enquanto pulava sobre alguns galhos de árvore.
– Idiota!... O que ele p-pensa... Que estava fazendo?...- Diz enquanto se lembra do que tinha acontecido a minutos atrás.- Aquele idiota me paga!!! – Diz cortando um pedaço de um galho com sua espada- Eu ainda vou me vingar daquele beijo!!...-
"...A vingança é um prato que se come frio..."
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