Snake and Dagger
4 A Busca. PARTE 1
Notas iniciais
Os meses passaram e Agatha continuava com o mesmo jeito irritado de sempre, com Olavo sempre no seu pé! Já não aguentava mais aquele cara grudado na sola do seu sapato! Quando recebe uma notícia inesperada! Uma notícia mais desagradável que qualquer coisa que ela poderia imaginar! Para Olavo principalmente, a Adaga na qual o reino dele guardava com todas as forças, foi roubado, e suspeitasse, que pela mesma pessoa que enviou a ameaça a Otávio. O império inteiro entrou em grande desespero, pois a adaga era como um amuleto protetor das guerras, e também aude de muita comercialização ao seu redor. Com a falta da Adaga o império inteiro entraria em caos, pelo menos era o que a lenda e o que a redondeza acreditava! Otávio estava em prantos e toda a família real de Perksy. Até o império que se dizia “inimigo” estava preocupado. Além do mais a comercialização dos dois impérios vizinhos (No caso Perksy e Crânsfor) estava em grande perigo de acabar, por culpa dos boatos e também pelas guerras que poderiam se aproximar, estávamos desprotegidos! Até que... Agatha... Isso mesmo! A Agatha! Ela resolve dar sua palavra de que sairia pelo deserto em busca da Adaga, e que não voltaria sem ela, e que se ela não voltasse em dois meses, ordenou que todos perdessem a esperança! Mais enquanto esses dois meses não chegavam, que protegessem os impérios com sua vida... E claro, nós não íamos esquecer o príncipe boa pinta! Sim, Olavo a acompanharia, pois as coisas nunca são perfeitas! Ela teria que admitir que até ficou feliz! Uma coisa que não vai acontecer!...Eles então partem viagem pelo deserto, montados em dois cavalos. Não dizia uma palavra à viagem inteira. Até que Olavo resolve quebrar o silêncio-
– Ei garota!...- Diz ele sem olhar no rosto dela –
– Eu me chamo Agatha, para a sua infor... — Ela não conseguiu completar a frase, pois o rosto de Olavo não parecia tão bem... Ele estava diferente naquele momento, parecia... Parecia magoado! –
– Nada... Esquece... Eu não ia dizer nada... — Diz ele olhando pra ela sério –
– Você ainda tá pensando naquele beijo? Você é um completo idiota Olavo!...Já faz tempo que aquilo aconteceu!...Será que não dá pra pensar em coisas menos constrangedoras? – Diz ela virando o rosto que estava vermelho-
– Idiota... Como se eu fosse me lembrar daquele dia... Saiba que você tem um bafo horrível!...- Diz ele a provocando e correndo com o cavalo –
– S-Sério?...Q-Quer dizer!...Eu não ligo pro que você diz... — Diz ela erguendo a cabeça e o fazendo parar na correria –
– Ah...Sério que você não liga?...- Diz ele dando um sorriso perverso –
– *Hunft*...Mais é claro!...- Diz ela virando o rosto –
– Então você deixaria eu te beijar de novo?...- Diz ele saindo do cavalo e se aproximando dela –
– Ah não sabia que você era tão... — Ela dizia com uma voz delicada e compreensiva, mais logo muda o tom — TÃO CAFAGESTE!...Imprestável, saiba que estamos aqui para recuperar a Adaga e não tenho para perder com sem vergonhas como você Olavo, pois volte agora para o palácio, e fique plantado como batata, é melhor do que ficar aqui atrapalhando a minha busca-.
– Busca? Até agora o que eu vi você fazer, é reclamar, reclamar e reclamar!...Pois eu volto se eu quiser, e uma peste como você não tem como ordenar nada! – Diz ele subindo de novo em seu cavalo e a deixando para trás –
– Ei! Cabeça de vento!...Eu... Eu...Vou com você! e-ê...- Diz ela andando com o cavalo até alcança-lo...-
Depois de algumas horas de caminhada, conseguem enxergar algo além das dunas de areia... Parecia ser uma civilização, mais eram simples cruzes, espalhadas pelo deserto em distâncias que mais pareciam ter sido cronometradas!...Nessas cruzes dois esqueletos estavam pregados deixando sempre um espaço em vazio –
– O que é isso?...- Diz Agatha nervosa se escondendo atrás do cavalo — Q-Que é isso?...-
– Ah, vai me dizer que esta com medo de esqueletos?...Boboca!...- Diz ele rindo –
– Cala a boca! Eu não pedi a sua opinião!...- Diz ela dando um soco na cabeça dele, mais logo não continuam a discutir... Uma tropa de cavalos aparece como um furacão no meio do deserto, espalhando areia para todos os lados, ninguém conseguia enxergar mais nada!...-
– A-Agatha?...Você está bem?...Agatha... Responda... Você está... — Logo a tempestade de areia desaparece, e quando Olavo conseguia enxergar, Agatha e os cavalos não estavam em canto algum... Eles tinham sumido em poucos segundos... Assim como os esqueletos pendurados nas cruzes! Não tinha mais nada! Ele entra em desespero, sem saber o que fazer, olhava de um lado e de outro, e corria pelas areias até tropeçar e começar a ver tudo dobrado... Até desmaiar, e não se lembrar de mais nada... -
– Agatha?... A-A-A... GA. THA... AGATHA RESPONDA!...- Ele levanta suando, e logo percebe que estava em um lugar estranho, cercado de mulheres. – Onde eu estou?...O que fizeram comigo? – Diz olhando para suas vestimentas que não estavam ali, ele só estava coberto por um pano -.
– Ai que lindo rapaz, que bom que acordou!...- dizia uma das moças olhando para ele... Então todos dizem juntas – ESTÁVAMOS TÃO PREOCUPADAS!...Nossa... Parecia tão preocupado com uma moça que se chama... Como é mesmo?...Agatha... Quem é?...Sua esposa?-
– *glup*... N-Não sei do que estão falando!...Onde eu estou? Que lugar é esse? Onde está a Agatha?...- Diz ele olhando para todos os cantos sem quietar nunca –
– AGATHA?...De novo com essas asneiras? – Diz uma das moças com raiva – Se ela não é sua esposa... Então o que é pra você?...- Dizem elas cheias de ciúmes –
– Affz... Já disse que não sei o que estão falando... Mais... Já que insistem tanto... Digamos que... — Ele diz enquanto se cobria com o pano e indo até a “porta” que mais parecia um grande lençol de palha escondendo o lado de fora, ele abre aquele lençol e mete a metade do corpo para fora -... Digamos que... Seja uma ficante minha! – Diz ele dando uma piscadinha a elas e rindo baixo quando percebe a cara de espanto que elas fizeram, logo ele sai caminhando pelo lugar que mais parecia uma mini vila... — Mais... Que lugar é este?...- Diz enquanto andava olhando para todos os cantos, até que é puxado por alguém e nem tem tempo de reagir, ele é puxado para um beco daquele vilarejo, e consegue ver o rosto do homem. Que parecia ter uns 50 anos! –
– Ora seu!...- Antes que ele o espancasse, o velho estende a mão na sua cara –.
– Acho melhor você não tentar!...Estou com dois capangas aqui, e não será difícil de quebrar a sua cara!...- Olavo suspira – Além do mais... Você nem tem motivos para ficar tão irritado! Já que... Estou dando a você meu caro, um cupom grátis para ver a luta de ogros no centro do vilarejo, e acontecerá daqui a alguns minutos! Se estiver interessado, vá... E verá algumas surpresas em campo! – O velho da uma risada assustadora – Se não estiver interessado, então me devolva, mas... Se fosse você ia! Tem umas gatinhas que irão servir vinho aos que irão assistir! É quase imperdível! Hahaha!...-
– Está certo... — Diz puxando o cupom com força da mão do velho, depois de alguns minutos ele já estava sentado aconchegado, pronto para assistir a luta de ogros sentado em uma das cadeiras V.I.P. S, quando as moças que o velho havia falado começam a entrar, com roupas bem curtas e apertadas e de “biquíni” segurando bandejas com copos de vinho e servindo ao público, no meio delas se destacava uma de cabelos com tranças, que estava tão atrapalhada que até era mais interessante que a própria luta... Olavo se encanta por ela, mais quando olha melhor... Vê que não era uma jovem desconhecida, e sim... Agatha!...Ele cospe a bebida que teria sido oferecido por outra moça qualquer – O Q-QUE DIABOS?...- Diz ele gritando no meio da arquibancada e se levantando de um jeito nervoso, deixando as pessoas que sentavam próximo a ele, todas assustadas!... – E-ERR... M-ME desculpem... — Diz ele saindo de onde estava sentado e pulando a cerca em que separava as mulheres da arquibancada – Ei!...Agatha!...- Diz ele puxando uma mulher pelo braço, mais por azar, era um cara muito parecido com ela... Pelo menos de costas!...O-o... O cara olha para ele com uma cara sinistra como se fosse mata-lo, ele corre o despistando-...
– Meu Deus... Que cara esquisito... — Diz andando e acaba esbarrando em uma das garotas... E por sorte, era Agatha, que fica super vermelha quando vê que era Olavo –
– O-O-OLAVO?...- Diz ela disfarçando o seu rosto –
– Para de enrolar e vamos logo!...Por onde você se meteu todo esse tempo?...- Diz ele a puxando pelo braço –
– Ah! Para!...Eu não posso sair daqui... — Diz ela virando o rosto –
– Mais por quê?...Em que encrenca você se meteu? – Diz ele segurando ela pelos dois braços a colocando bem perto de seu rosto –
– Me solta!...Pervertido... — Diz ela se desprendendo dele e acariciando os pulsos –
– Anda vamos logo! Temos que procurar a Adaga... Ou você se esqueceu desse detalhe?...- Diz ele olhando para ela, que não parava de apalpar os pulsos -.
– Quem disse que... Desculpe-me Olavo... Mais... Se eu sair daqui eu... Eu vou pôr a vida do reino em perigo!...- Diz ela virando o rosto –
– Do que você está falando? Você é idiota?...Eu não ligo, anda... Vamos sair logo daqui!...- Diz colocando ela pendurada em seus ombros, deixando sua cabeça caída para trás em suas costas-
– Ai! O que é isso?...Está ficando doido?...Solte-me agora!...- Diz dando socos em suas costas enquanto é carregada –
– *hunft**... Bata-me o quando você quiser, eu não saio daqui sem você! – Diz ele determinado, passando pelos portões daquele vilarejo que até então eles não sabiam o nome! –
– Grr! Pare de se importar comigo, e me ponha no chão!...-
– Então tá bom!...- Diz jogando ela no chão –
– Seu bruto!...Você não sabe como se trata uma princesa?...Idiota!- Diz ela levantando o deixando confuso... Logo eles dois se calam, quando percebem algo se movimentando rapidamente na areia... E ficam a postos com suas armas –
Ali no meio da areia, uma cobra com aparência exótica, aparece, fazendo movimentos ondulados pela areia, como um mini furacão ao redor da cobra, deixando os dois pasmos. Logo a cobra desaparece como mágica, sobrando apenas a sua cabeça e dentro de sua boca uma adaga e um bilhete enrolado nela.
– O-Olavo... O que... O que foi isso?...- Diz ela um pouco assustada apertando com força nos ombros de Olavo. –
– E-Eu não sei... — Diz ele olhando para a cabeça da cobra -... V-Vai me dizer que está com medo? –
– *hunft**... Você também ficou cheio de medinho...Só faltava se borrar todo!... – Diz ela empurrando ele na areia –
– Ai! Você é idiota?...- Diz vendo que tinha caído ao lado da cabeça da cobra e levanta como um foguete, e logo disfarça –.
– Ande! Pare de ser covarde e. E. Tire a-a A-Adaga e o bilhete... Vamos ver o que é! – Diz virando o rosto, e ele faz o que ela pede –.
– *puft**... As coisas não pareciam tão óbvias assim... — Diz enquanto observava a adaga cuidadosamente – ISSO AQUI É UMA CÓPIA BARATA!...- Diz jogando a adaga quilômetros de distância com raiva –
– Ah, como era de esperado! Essa tal pessoa mandou uma cobra trazer a adaga mais... Como conseguiu domesticá-la?...Isso é quase impossível!...- Diz olhando para Olavo desconfiado –
– Provavelmente... Esse ser não é totalmente humano como pensamos... — Diz ele andando pela areia de cabeça baixa, bem pensativo –
– O q-que você quis dizer?...- Diz ela correndo atrás dele e empurrando ele na areia, logo ele se levanta e começam a brigar e a rolar pela areia, um tentando acabar com o outro primeiro, eles dois, estavam se divertindo, mesmo não percebendo, apesar daquele clima tenso, o que Olavo quis dizer com aquilo?...Aquele ser não era humano? Mais o que ele quis dizer?...O que Agatha também quis dizer, quando disse que não sairia daquele lugar, pois se não estaria colocando a vida do reino em perigo?...O que estaria escrito no bilhete que Olavo e Agatha não se lembraram de ler? Que tipo de cobra era aquela? ...E que tipo de ser é aquele?...Que homens eram aqueles que deram o cupom de graça a Olavo?... O que eles ainda não sabem?...Veremos, na continuação desse capítulo!!!!!! : D
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