Slytherin Blood
35 É, voltamos! - Cap. 32
Notas iniciais
Kate pulou em cima de mim ao entrar no quarto.
—Conseguiu não foi? Está livre?
—Sim Katie. Estou.
—Aaah que bom! Não aguentava mais isso. Foi muito ruim? Como foi? Conte tudo.
Contei-lhe como os dias foram, e contei como foi com o Potter.
—Ah não acredito!
—Pois é.
—Não o vi por aí. Só vi a Hermione na aula.
—Ela nunca falta.
—Veja, vamos nos reunir na Sala Precisa hoje. Descanse, te chamo na hora do jantar.
—Tudo bem.
Ela sorriu saindo da minha cama.
—Fico feliz em ter minha irmãzinha de volta.
—Eu também.
Cobri a cabeça deixando-me cair na inconsciência.
Point Of View Jasper
A cada dia a relação com o resto dos Cullen parecia deteriorar. Tínhamos poucas aulas juntos, e quando estávamos livres, nada parecia como antes. Não para mim. Via Edward e Alice com outros olhos. Ela sempre o apoiava, mesmo que isso tivesse significado abandonar uma amiga. E agora andavam atrás do trio como se fossem a salvação do Universo.
Bufei irritado enquanto andávamos. Alice saltitava a minha frente, Edward estava carrancudo ao lado de Emmett que tinha o braço sobre os ombros de Rosalie.
Ela estava cada vez mais irritadiça com a situação. Discutira com Dumbledore para que pudessemos dividir o quarto uma vez que não gostara da colega, e ele acabou por ceder quando ela ameaçou ir embora; Emmett estava sempre rodeado de garotas grifinas, e isso fazia-a odiá-las, brigando com ele praticamente… Todos os dias. Todos estavam sempre vigiando Isabella, mas pouco conseguiam saber de concreto a partir dos boatos ou de ocasionais espionagens.
Dumbledore estava impaciente pois os Denalli ainda não tinham dado as caras apesar dos pedidos enviados; Carlisle estava tentando falar com eles novamente, mas aparentemente Kate, Irina, Laurent e Eleazar estavam tendo problemas com a ideia, pois não queriam entrar em uma guerra que nem ao menos era entre vampiros. Tânia queria vir, e Carmen gostaria de ajudar, pois o pedido veio de Carlisle, entretanto não viriam enquanto os outros se negassem.
Uma onda de ansiedade me tomou e olhei para Rosalie. Estava me olhando séria e a determinação crescia dentro dela. Livrou-se do abraço de Emmett e andou até mim. Alice estava com os humanos, Edward mantinha-se em sua bolha de autopunição e raiva, e eu estava rabiscando em meu bloco de anotações.
—Jasper.
—Sim Rose?
—Preciso falar com você.
Um “a sós” ficou implicito e assenti. Voltei o olhar para Emmett, mas ele estava infernizando Edward. Assenti e levantei-me.
—Ei, onde você vai Emo?
—Vou estudar Emmett.
—E por que minha Ursinha está indo junto?
—Porque ela ainda não entendeu um feitiço, vou ajudá-la.
—Ah, deixem de ser nerds! Nem precisamos disso! Na hora do vamos ver vai ser na pancadaria!
—Emmett, só… Cale a boca. -Rosalie disse e virou-se
—IIh, que bicho mordeu a Rose? -Perguntou olhando para ela, para Edward, para mim e para Edward de novo que deu de ombros.
—É a Rosalie Emmett. Devia estar acostumado.
—Eu ouvi isso Edward. — Ela jogou o cabelo para trás e a segui.
Emmett voltou a provocar Edward e revirei os olhos.
—Jasper!! -Alice gritou quando passamos por ela e os grifinos. Ela estava tentando convencê-los a perdoar Harry.
—Sim Alice?
—Onde vão?
—Praticar.
—Pratiquem aqui oras! Precisamos passar um tempo juntos.
—Você está passando um tempo com seus amigos humanos, não está? Eu e Jasper vamos praticar. Preciso entender esse feitiço.
—Hermione pode ajudar! — Franziu a testa — Não vi vocês praticando. Está tudo meio estranho hoje.
—Dê um tempo Alice. Deve estar tomando chá demais. — Rosalie bufou e me arrastou. Alice revirou os olhos e voltou a falar com os grifinos sentindo-se levemente ultrajada por alguns segundos para então voltar a concentrar-se optando assim por ignorar Rose.
—Isso está me deixando louca. Não quero mais saber de lutar a favor de Dumbledore! Jasper. Você sabe a verdade. Não sabe? Precisa me dizer!
—Não sei muita coisa.
—Sabe o suficiente para estar desconfortável. O suficiente para não querer estar do lado do velho.
—Rose. Sei que sempre há dois lados. E do lado onde estamos, vi mais vingança, ganância, sede de poder, do que um ideal. Do outro lado vi um ideal: Ser separados dos trouxas. Era isso que queriam. Só queriam ser puros, livres dos humanos, um mundo bruxo.
—Fizeram tipo Hitler.
—Isso é o que nos disseram. Tom Riddle e seus… hum... “partidários” queriam só estar separados e sim, quiseram purificar tudo, mas os bonzinhos eram nobres demais. Não bastou abrir o mundo, queriam acabar com todos os “rebeldes”. Mesmo vendo as desgraças que a chegada dos trouxas pela segunda vez causou, insistiram. A maioria precisa ser soberana não?
—Eles nos contaram as atrocidades cometidas pelos Comensais.
—Mas deixaram as atrocidades trouxa e dos “bruxos bons” de fora.
—Não quero lutar por uma guerra sem sentido!!
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