Slytherin Blood
25 Twenty Two - Yin Yang
Notas iniciais
—Minha mãe tinha uma irmã gêmea.
—O quê?
—É! Tenho uma tia. Ou tinha. Em algum lugar.
—Isso é muito importante!
—Eu sei! Conseguiu descobrir do que ela estava falando naquele trecho?
—Sim, ela apoiava os Comensais.
—Então já sabemos por quê Dumbledore me persegue tanto! Não é só por meu pai.
—Precisamos descobrir como e porque seus pais morreram.
—Encontrei um outro trecho em que ela se refere a uma jóia suponho, e ela diz que é algo importante, que ela deve impedir que qualquer um a consiga, e ainda fala sobre uma profecia.
—Mas que diabos seria essa profecia? Vamos ter uma conversinha do lado de fora destes muros hoje. Me encontre no mesmo lugar, depois do jantar.
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—Ele ouviu.
—Ouviu o quê?
—Seus amigos falando mal da loirinha da Lufa Lufa.
—E…?
—Ele contou a mim, e disse que contou aos outros. O trio sabe. Disseram que ouviram os mesmos falando mal ontem.
—Eles vão se resolver.
—Você não se importa com seus amigos?
—É claro que me importo.
—Então…
—Tenho tudo sob controle.
—Mas o Emm…
—Deixe-o.
Deu de ombros.
—Bom, achei legal avisar. Boatos não são bons.
—Eu sei. Obrigada Rosalie.
Ela sorriu e com um leve aceno, continuou andando pelo corredor até chegar na escada em que Jasper a esperava.
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—Aaah, claro! Com certeza! Eu sou a ignorante aqui? — Charlie parecia realmente muito revoltada. Hum… ótima atriz.
Um círculo de pessoas estava ao nosso redor.
—Sim. Pra início de conversa, porquê está gritando?
—O quê? Como é que fica parada desse jeito com essa cara? Eles falaram mal de mim!
—Tá, tá. E daí? Resolva-se com eles!
—Você estava envolvida na conversa! E Kate, sempre é sua queridinha! Ela e essa aí.
—Ei! Não sou essa aí não loira aguada, eu tenho nome. Emma. Ok?
—Você só divide segredinhos com elas! Sempre fico de fora!
—Não é verdade! — Kate exclamou.
—Vai ficar contra mim também?
—Não estou contra ninguém.
—É assim então?
—Charlie… -Josh tentou por a mão sob seu ombro.
—Tire a mão de mim!
—Isso, continuem, estou adorando o show! — Pansy entrou na “brincadeira”
—Não tenho culpa que ficou ofendidinha querida. Tivesse ido brigar com quem falou mal de você em vez de fazer esse circo. -Falei alisando a franja.
—Circo? Está me chamando de palhaça?
—Não… Mas está quase lá.
—Só o que me faltava agora! — Ellie — Vão mesmo ficar brigando desse jeito? Por favor, tenham calma!
—Aah, Ellie, por favor, a Izzye está certa! A Charlie não devia tirar satisfações com ela! -Lucy falou, as bochechas coradas.
—Supõe-se que líderes unam e apaziguem.
—Supõe-se certo.
—Então, faça seu trabalho de líder, arrume as coisas!
—O que quer que eu arrume? Por Merlin! A culpa não é minha.
—Eles falaram mal da lufa lufa! E você? É isso o que pensa sobre nós? Sobre mim?
—Não falei mal de você.
—Não importa! Você não entende? Seja líder!
—Seja líder, seja líder, seja líder, de novo isso? Muda a playlist! -Pansy falou e riu.
—Pansy, cale a boca!
—Cale a boca você oxigenada!
—Porque eu não pude ficar com o Bill? Você quer todos os garotos da escola pra você? Qual o problema de ficar com ele? Não que agora eu queira, depois de tudo, perdi a vontade. Mas o que você pensa que é?
—Olha aqui, tolerei até agora, se não está feliz, saia, não vou ficar perdendo meu tempo ouvindo desaforos!
—Os incomodados que se mudem, não é esse o ditado? — Emma falou e ajeitou a fita verde no cabelo.
—É assim?Kate! Você vai ficar quieta aí? Não vai me defender?
—Eu não… Não posso tomar partido.
—Onde está sua lealdade?
—Charlie… nós… Nós prometemos ser leais na amizade a Izzye.
—Aaah, claro! E nossas juras? O que aconteceu com a lealdade de irmã? -Seus olhos estavam marejados, e uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha.
—A lealdade ainda está aqui.
—Então vem comigo.
—Não… Não posso. — Kate estava visivelmente sofrendo, mesmo que aquela briga fosse falsa, até eu estava balançada com as lágrimas de Charlie e suas palavras. As duas pareciam sofrer.
—Claro que pode. — A voz de Charlie estava mais baixa.
—Não. Não posso. -Não passou de um murmúrio, mas as lágrimas escorreram pelo rosto de Charlie que suprimia soluços.
—Pode. — Foi quase um sussurro e aquilo tudo estava muito dramático.
—Não Charlotte! Não posso. Eu prometi ser leal!
—Prometeu a mim também!
—Suplantei essa promessa.
—O que é que estão olhando? -Charlie vociferou e olhando uma última vez para cada um de nós, deixando Kate por último. Quando o olhar delas se cruzou, me senti horrível.
O que estava fazendo?
Ela correu.
—Volta aqui Charlie! — Ellie gritou, mas a loira nem ao menos diminuiu o passo.
—O que estão olhando seus idiotas? Vazem daqui, o circo acabou! Vão, sumam da minha frente antes que todos sejam estuporados! — Exclamei furiosa e todos saíram. Pelo canto do olho vi Hermione seguindo na direção de Charlie.
—Vamos Kate.
—Charlie. — Uma única lágrima desceu, tristemente trilhando um caminho em sua face..
Fiquei furiosa comigo mesma por um instante, mas lembrei a mim mesma que tudo era uma farsa. Não adiantou muito
—O show acabou. — Emma quase rosnou enquanto atingia uma garota com uma azaração.
—Parabéns Isabella. É assim mesmo que se mantem os amigos por perto. — Edward falou e percebi que os Cullen ainda estavam ali.
—Ah, cale a boca ou te transformo em minhoca.
—Nunca imaginei que fosse tão fria.
—Vaza daqui sanguessuga. — Com um gesto ele era só uma minhoquinha no chão. -Você não sabe nada da minha vida.
—Transforme-o de novo! Como fez isso? Por favor! -Alice exclamou.
—Cara, isso é irado! Mas… transforma o cabeção de novo? -Emmett pediu.
—Ele está melhor assim. — Draco comentou e os outros riram.
Virei as costas e lançando uma piscada a Jasper e Rosalie, com um estalo o imbecíl estava de volta.
—Não me agradeçam. — Comentei enquanto saíamos.
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—Me sinto péssima.
—Devo confessar que não me sinto muito bem também. Mas por outro lado, me sinto ótima em ver que a Granger correu atrás da Charlie.
—É.
—Desculpe Katie.
—Não, está tudo bem, mas é só que pareceu tão real!
—Bom, pelo menos essa parte está ok. Estão caindo na rede.
—Mudando de assunto — Tropeçou numa raíz. — Ai droga. -Segurei seu braço ajudando-a a se endireitar. -Draco não acha estranho ou reclama de passar tanto tempo sem ele?
—Não nascemos grudados Kate. Não precisamos ficar juntos o tempo todo. — Sorri de canto -E ele tem suas coisas pra fazer.
—Ah, sim. Hum… o que estamos fazendo nesse mato?
—Há uma vidente nesse bosque.
—E porquê uma vidente ajudaria? Ela só vê o futuro.
—Não, ela vê o passado, o presente e o futuro. E a mãe dela foi uma grande profetiza.
—Como sabe?
—Bea. Você não tem ideia de como aquela garota sabe das coisas. Eu tinha uma ideia, mas fui perguntar sobre o que ela sabia sobre profecias e ela disse que conheceu uma vidente que poderia ajudar, se eu conseguisse falar com ela.
—Como se isso fosse difícil. — Ri baixinho enquanto abria caminho. -Não tem trilha!
—Já percebi. -Falei revirando os olhos — Cuidado Kate. Meu Merlin, quem diria que você é tão fresca?
—Não sou fresca! Mas odeio mato.
—São plantas não são mato.
—Dá no mesmo.
Puxei uma samambaia e então pudemos ver uma cabana pequena, de pedra e madeira cercada de ervas, arbustos e algumas árvores frutíferas. Havia um riacho a uns 20 metros da casa, e em suas margens haviam pedras e flores coloridas. Era um recanto no meio do bosque. Alguns vagalumes pairavam próximos às águas e sorri.
—É mágico.
—É sim. — Concordei com Kate enquanto andávamos em direção a cabana. Parecia profanação adentrar naquele espaço e ao mesmo tempo, paramos.
Estávamos paradas a alguns segundos, sem querer voltar e sem querer continuar.
—Continuem queridas. Venham. -A porta da cabana se abriu lentamente, revelando um caleidoscópio de cores lá dentro. A voz era convidativa, mas tinha qualquer coisa de sinistra também.
—Venham, aproximem-se. — Andamos em total sincronia e subimos os dois únicos degraus que levavam até a porta.
Entramos e a porta fechou-se trás de nós. Uma lufada de ar quente soprou abalando as chamas das velas coloridas espalhadas sobre todas as superfícies disponíveis, disputando espaço com algumas peças de barro ou cerâmica, alguns vidros, cristais e ervas.
Havia uma cama baixa, era feita de madeira, uma espécie de planta trepadeira a cobria, grandes folhas verde escuro sobre a palha e uma colcha formavam o colchão e aos pés havia uma outra colcha, mais grossa totalmente bordada de flores e animais, perfeitamente dobrada.
Não dava pra dizer com certeza a idade daquela mulher, sua imagem tremulava entre uma menininha de grandes olhos brilhantes e sorriso banguela, uma jovem de cabelos longos e escuros como ébano, uma mulher madura com algumas ruguinhas ao redor dos olhos e sofrimento estampado, e uma doce velhinha com sorriso misterioso. Só a cor dos olhos se mantinha. Violetas.
—É o sangue das fadas. — Falou e sua voz soou como um repicar de sinos. -Sentem-se.
Sentamo-nos nos toquinhos de madeira. Ela colocou uma mecha do cabelo longo e liso atrás da orelha revelando que ela era levemente pontuda.
—Você… a Senhora é uma fada?
Seu riso foi como chuva depois da seca.
—Não… Completamente. Tenho o sangue das fadas, mas minha mãe era uma bruxa. Mas não vieram para ouvir-me falar sobre isso.
—É… Minha mãe… ela…
—Ela sumiu. Todos creem que está morta. Sim. Eu entendo sua aflição minha filha.
—Como você…
—Há mistérios nesse universo maravilhoso, doce e cruel.
—Como algo pode ser doce e cruel? -Indaguei
—Assim como você. Só se reconhece o mel se provar o fel.
—Já provei fel suficiente.
—Sempre haverá mais fel, em algum lugar, para que nunca se esqueça da doçura do mel. Ah, sim. A Prometida.
—Prometida?
—Sim.
—Prometida pra quem? Pra quê?
—Aah, a impaciencia da juventude.
Duas pequenas xícaras apareceram na nossa frente.
—Bebam queridas
Havia qualquer coisa de errado com ela.
—Não vou beber nada. -Falei e pousei a mão sobre a xícara de Kate que parecia em transe. -Queremos saber sobre a Profecia que a mãe dela falou no diário. E sobre o tal amuleto. -Exigi observando sua reação. O violeta em seus olhos pareceu escurecer.
—Não é assim que conseguimos as coisas querida.
—Is-
—Não fale nada Kate!
—Não grite, não brigue com ela. Ela é tão linda.
—Kate?
—Ah, vejo que é uma garota de talento filhinha.
—Oh, achas mesmo?
—É claro. Beba um gole. -Apontou para a xícara e Kate a pegou e virou um gole antes que eu tirasse a xícara de suas mãos.
—Não toque nisso Kate!
—Ah, como é bom!
—Gostaria de mais minha filha?
—Ah sim!
—Venha comigo. — Estendeu a mão para Kate que levantou-se indo em direção a ela. Quando tentei levantar era como se uma barreira estivesse a minha frente, e der repente o toco onde estava sentada prendeu minhas pernas com o que parecia ser uma espécie de cipó.-Não seria ótimo passar a vida aqui?
—Seria maravilhoso! — Kate parou a sua frente e a mulher passou a mão por seus cabelos. -Ah, é tão linda! Tão bela! Queria passar a vida toda com você!
—Você pode querida. Venha meu amor, mamãe a deixará com conforto!
—Mamãe…
—Sim, sua mamãe. Venha.
—Não! Kate! -Ela me ignorou. -Kate! Olha pra mim! — Ela olhou, mas seus olhos estavam opacos. -Não… Não…
—Aqui Kate, deixe-me fazer uma coisa.
Ergueu a mão até a face de Kate e a acariciou fazendo com que a garota fechasse os olhos.
—Kate…
—Querida, cale a boca. Não quer atrapalhar-nos. Quer?
—Quero sim! Não me chame de querida! Posso muito bem ver o mal espreitando a bondade em seus olhos! Você é Yin Yang!
—Todos somos Yin e Yang.
—Fale logo sobre a Profecia!
—Estou ocupada agora.
Aproximou-se mais de Kate, e ao seu redor uma aura mais intensa começou surgir.
Lentamente aproximou a cabeça da de Kate e passando o dedo sob os lábios dela os fez entreabrir-se.
Estava em pânico e furiosa por sentir-me impotente.
Não. Não.
Os olhos de Kate estavam fixos nos lábios da velha.
Seus lábios se tocaram e eu não sabia se achava lindo ou nojento. A explosão de cores foi maravilhosa, mas aquilo não foi natural. Não era amor! Ela sugaria a vida de Kate!
O beijo intensificou-se e quando puxou o cabelo de Kate e minha… minha amiga soltou um leve gemido, gemi de frustração e ódio.
—Largue-a! -A luz de Kate diminuia e o desespero tomou conta de mim.
Não. Não.
Não vou perder ninguém.
Não. Não!
Ela é minha amiga.
Ela é minha serva. Sim. Mas...
Ela é minha amiga!
—Ninguém toca nos que amo! — Exclamei e numa explosão de poder me livrei das amarras e da barreira. Separei Kate de Delectabitur com uma barreira mágica e a bruxa sorriu maldosa.
—Pensa que pode me superar?
—Eu posso. Ninguém mexe comigo. Muito menos com aqueles que amo. Me diga agora, fale-me sobre a profecia.
—Não.Não tive meu pagamento.
—A vida de Kate não é seu pagamento!
—Então porquê a trouxe?
—Porque é minha amiga e estamos ajudando uma a outra!
—Ela não é sua seguidora?
—Não! Quero dizer, é, mas primeiro é amiga.
—Se importa com ela?
—Sim! Me importo com todos embora não demonstre!
—A Lady e o Menino. Quem vencerá? Aquela do sangue mais nobre?
Trevas ou Luz? Afinal, o que são as trevas? O que é o mal? O que é a Luz? Quem tem as melhores intenções? Ela nascerá a Meia Noite durante o cometa do Destino. Ele nascerá ao Amanhecer. Ela poderá ganhar o mundo. Lutarão contra ela. Tentarão impedir sua existência. Precisa estar em segurança. Alguém precisa guardar o amuleto. — Enquanto ela falava sua aparência era a de uma criancinha indefesa, a menininha banguela. — A Prometida. O sangue mais poderoso possui.
—Procure entre os trouxas, lá encontrará a Guardiã do Amuleto. Está ligada ao que Renegou. Tudo está ligado. Os fios ligam-se como numa teia. Precisa recuperar o equilíbrio perdido a muitos e muitos anos. Há duas. Duas mulheres. Só uma Guardava. A outra sofreu pela Guardiã.
Soltei-a e sem uma palavra peguei Kate pelo braço para tirá-la dali.
—Devolva a energia dela.
—Dê-lhe água do riacho.
Arrastei Kate porta a fora e deitei-a às margens do riacho.
—Não se preocupe Kate.
Seu rosto estava pálido, olheiras profundas sob os olhos, os cabelos sem brilho, os lábios sem cor.
Materializei uma caneca e recolhi um pouco d’água.
—Beba. Beba Kate. — Murmurei enquanto erguia sua cabeça e a fazia entreabrir os lábios. Um pouco escorreu por seu queixo e pescoço e então ela tossiu afogando-se. — Kate. -Ergui mais sua cabeça e ela abriu os olhos. -Beba. -Dessa vez ela engoliu avidamente e quanto terminou parecia melhor. -Sente-se melhor?
—Espere aqui.
Analisei o entorno e antes que decidisse completamente uma flor desprendeu-se e flutuou em minha direção. Olhei para a cabana e a Delectabitur estava na porta e quanto ergui a sobrancelha juntou as mãos como em uma oração, baixou a cabeça e erguendo-a, sorriu.
Enchi a caneca novamente mergulhando a flor anis dentro dela. De alguma forma eu sabia o que fazer… Fechei os olhos e concentrei minha energia, busquei dentro de mim qualquer coisa boa e agarrei-me ao pânico que senti com a ideia de que a vida de Kate se esvaisse por minha culpa. O sentimento de afeto me preencheu e quando abri os olhos a água tinha um brilho dourado, a flor havia sumido e um leve cheiro revigorante pairava ao nosso redor. Sorri e fiz com que Kate bebesse o líquido dourado em que a água havia se transformado.
—São seus bons sentimentos. O amor cura.
—Sou filha do Lorde das Trevas. E sou Comensal. Um comensal não tem bom sentimento.
—Nasceu do amor. Todos temos bons sentimentos. Caso contrário Yin Yang não existiria.
—E você me provou.
—Sim.
—Não precisava disso.
—Precisava sim. Agora você sabe. Se não a tivesse como amiga não a teria libertado do encanto.
Quando olhei novamente para a janela não havia nínguem e dentro da cabana via-se apenas o brilho tênue das velas coloridas.
—--------------
—O que foi aquilo?
—Ela ia sugar sua vida.
—Porquê? Bea nos mandou pra uma cilada?
—Não. Ela é Yin Yang, é uma Delectabitur.
—Ãn?
—Ela só ajuda se o pedinte passar na prova. E a prova é sugar a vida.
—Passamos?
—Eu passei. A prova era você.
—Como assim?
—Se eu a deixasse ser sugada… Por um beijo numa velha enrugada
—Não me lembre dessa parte.
—Provaria que meu Yin o princípio passivo, noturno, escuro, frio, o silêncio, o fim, Ugyo lutaria contra meu Yang, e deixaria que você tivesse seu fim. Yin Yang não é simplesmente bem e mal, são todas as coisas que se completam. O próprio Yin tem um pouco de Yang e vice-versa.
—Então… você tem sentimentos bons por mim?
—Sim Kate. Se eu não a amasse como amiga não teria conseguido te salvar.
—Que bom que sou sua amiga então. — Rimos juntas. — Espera, e se estivesse sozinha?
—Então ela tentaria me enfeitiçar e eu só não teria minha vida sugada caso tivesse bons sentimentos e pensasse neles.
—Ah. Entendi. Agora chega de Delectabitur, vamos lá, me conte o que ela disse, eu não me lembro.
Contei-lhe e ela assentiu séria.
—Certo. Minha mãe tem ou tinha uma irmã gêmea. Aparentemente você e o Potter estão na mesma profecia. E com esse negócio de será que o mal é o mal mesmo nós caimos na filosofia taoista do Yin Yang. De novo.
—Yin Yang está em tudo. São o equilíbrio.
—E não podemos perder o equilíbrio e a questão é que esses dois fatores estão bagunçados há um tempinho e precisamos, quero dizer, você é a chave para o equilíbrio… ou o fim? Eu não queria estar no seu lugar querida.
—É, trocando em miúdos é isso aí. Feche os olhos.
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—Pai.
—Mas que surpresa agradável! O que a trás aqui?
—Tentaram me matar quando eu era um bebê porque sabiam da profecia que envolvia o Potter também. Certo? E aquele fragmento que vocês tentaram apanhar antes do garoto lá no Ministério que a Ordem da Fênix interferiu e blá blá blá é justamente isso, um fragmento? E já que eu apareci, a responsabilidade da luta é minha. Certo Milord?
Ele me encarou por alguns instantes, os poucos que ali estavam pareciam boquiabertos e com um aceno saíram silenciosamente.
—Como sabe disso?
—Pai, não importa.
—Importa sim! Quem te contou?
—Uma Delectabitur.
—Por Merlin! Você está bem?
—Sim, Kate quase morreu, mas provei minhas intenções. Então. É verdade?
—É, deduziu corretamente.
—Ótimo. Ela falou sobre um amuleto. Que amuleto é esse?
—Havia um amuleto que era guardado por uma de nossas Comensais. Ela era a guardiã dele.
—E o que isso fazia?
—Te protegia. Ocultava sua presença e era a chave para encontrá-la.
—Tipo um Fiel do Segredo?
—Quase isso. A analogia serve.
—Como assim?
—Poderia sair cara Kate? Onde está Rickard?
Reparei que a única pessoa que ficara na sala saiu e segundos depois voltou com Rickard em seu encalço.
—Milord?
—Leve essa jovem até um aposento onde possa descansar.
—Será uma honra. -Fez uma messura e deu o braço a Kate que parecia tremula de novo. Sorri.
—O que sabe sobre Horcruxes… Há mais um único jeito de conseguí-las. Mas é mais difícil que o comum.
—Mais difícil do que fragmentar sua alma?
—Sim.
—Porquê? Existe algo mais delicado que isso?
—Essa horcrux, a que é mais conhecida…É conseguida pelos sentimentos ruins na alma de alguém… certo?
—Sim pai.
—Há uma forma mais poderosa que essa. Mas a fragmentação pode destruir o criador da horcrux mais rápido que a... "normal".
—Tá, entendi. Que forma é?
—O maior sentimento puro que existe.
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