Slytherin Blood
26 Chapter Twenty Three -- É só uma tatuagem baby!
Notas iniciais
–Como assim? Horcrux com amor?
–Sim.
–Mas…
–Sua mãe não apenas deu a vida por você naquela noite. Ela ligou-se a você deixando um pedaço da alma dela no Amuleto. Um pequeno pedaço, só uma fração,mas suficiente para protegê-la dos que tentavam matá-la. Foi isso que a protegeu por todo esse tempo em que esteve no mundo dos trouxas, não foi apenas o feitiço como tinhamos te contado.
–Então… ela pode estar por aí? Com a esssência dispersa?
–Não sabemos. Achamos que não, pois foi apenas uma fração como já disse. Embora isso tenha lhe custado alguns dias de fraqueza. Ela era pura de mais até mesmo para romper sua alma por amor.
–E onde está o Amuleto?
–Foi roubado.
–E a Guardiã?
–A Guardiã… A guardiã sumiu.
Fiquei em silêncio, procurando absorver suas palavras.
–Pai…
–Sim?
–A Delectabitur falou sobre O que Renegou.
–Sim… — Olhou-me inquisitivo.
–Quantas pessoas que renegaram sua raça e seu mundo conhece?
–Uma.
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–E aí?
–E aí o quê Zabini?
–Animada?
–Por quê estaria?
–O jogo!
–Oh! Quando é?
–Amanhã! Porquê acha que estávamos treinando tanto?
–Tenho mais em que pensar.
–Tá, mas temos treino depois.
–Já saquei Zabini.
Ele deu de ombros.
–Só avisando.
O correio chegou e abri a carta que a coruja deixou na minha frente.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Camões
Lancei um olhar a Drake e sorri. Olhou-me intensamente e depois encarou a torta de abóbora com calda estrelada de suspiro.
Sorri dobrando o poema e guardando-o na bolsa. Pousei a mão em sua coxa por alguns instantes e ele estreitou os olhos. Rindo terminei de comer meu pãozinho de queijo.
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–Drake…
–Sim?
–Descobri uma coisa.
–O quê?
Inclinei-me em sua direção e comecei.
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–Charllie já conseguiu. A Granger ficou com pena, foi atrás dela, a consolou no banheiro, depois a levou bater um papo com seus amiguinhos. O Rony já está todo encantado com os olhos cor de safira dela.- Allie disse parando ao meu lado por alguns momentos.
–Quem foi que…?
–Ela. Vocês precisam de alguém que não brigou… Ou não? Porque sabe, tenho coisas mais importantes para fazer.
–Obrigada.
–Cadê meu dicionário?
–No meu quarto, estou traduzindo ainda.
–Nossa, anda logo então, vou precisar dele.
–Você não manda em mim.
–Mas mando no dicionário.
Meneei a cabeça enquanto ela saía. Disse alguma coisa para um garoto que passou por ela, e depois fez uma garota tropeçar no cadarço dos sapatos.
–Acho que é contra as regras usar esse tipo de calçado querida! — Exclamou jogando o cabelo para trás enquanto seguia em frente.
–Nasceu assim. Fazer o quê? -Bea falou quando passou por mim e correu até alcançar a irmã.
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–Ei, desvia! Aah, seu panaca! Quase fiquei sem cabeça! — Reclamei quando tive que abaixar-me de uma vez só para desviar do balaço que Goyle não desviou.
–Foi mal!
–Galera, o jogo é amanhã! Vamos lá. de novo!
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Estava passando pelo corredor em direção ao banheiro quando esbarrei com Charlie.
–Charlie? — Falei surpresa. Ela conteve o sorriso e me olhou com mágoa.
–Isabella.
Lembrei-me e então recriminei-me por ter esquecido.
–Presta atenção por onde anda.
–Foi você quem esbarrou em mim.
–Ela está te incomodando? — Ouvi a voz de Rony e ergui a cabeça.
–Nada que tenha a ver com você Cenoura. Aliás, o que está fazendo no corredor do banheiro feminino?
–Só… só ia entregar isso a Charlie. -Estendeu uma fita vermelha com bordas douradas. — Isso é pra você, e isso aqui — Pegou outra, vermelha e preta. — É da Hermione, ela esqueceu na mesa. Achei que estaria com você.
–Cheguei. Desculpa C, estava procurando minha fi- franziu a testa. -Obrigada Rony. Pode ir sabe? Vamos tomar banho.
–Sim. Tchau.
–E você? Está aqui pra humilhar a C de novo? — Perguntou com raiva e revirei os olhos.
–Não sou eu quem persegue as pessoas. — Falei e empurrei a porta do banheiro.
–Vamos C?
–Na verdade, já tomei.
–Demorei tanto assim?
–Um pouco.
–Ah. Bom, tudo bem então. Nos vemos depois. Ela não te fez nada não é?
–Não, só nos esbarramos.
A porta fechou-se e revirei os olhos enquanto separava minhas coisas e tirava o uniforme de quadribol.
Estava entrando na banheira quando ouvi um arfar.
Sorri de canto e fingi não ouvir.
–Você…
–Eu? -Ergui a sobrancelha com cara inocente enquanto me acomodava e pegava um pouco de sabonete líquido e começava a espalha-lo pelos braços.
–Sua… você tem… uma…
–Uma tatuagem. Nunca viu?
–Mas… é igualzinha a…
Esperei pacientemente enquanto ela, vermelha abria e fechava a boca.
–Perdeu a língua Granger?
–Mas…
Sabia que meu cabelo ocultara o crânio por alguns instantes e aproveitei isso para criar uma ilusão, modificando a imagem.
–É igual a Marca Negra. Só que mais elaborada e enorme!
–Marca Negra?
–É. A marca dos Comensais seguidores de Voldemort.
–Uuh, nossa, que coragem você tem de proferir o nome dele!
–Você…
–Fiz uma tatuagem. Olhe, pode ver. — Ergui o cabelo.
–Mas… pensei que…
–Que...?
–Que era uma caveira.
–Não Granger, que imaginação fértil a sua! É só o Patrono da minha Casa. Uma serpente enrolada em um Dragão adormecido. Uni meu Patrono de Família e o de minha Casa em Hogwarts.
–No corpo inteiro? Meu Merlin! — Respirou fundo -Bom… Desculpe pensei que… Acho que vou tomar banho no banheiro dos monitores. Boa noite.
–Boa noite. — Desejei enquanto ela saía.
Ri baixinho enquanto brincava com as bolhas de sabão coloridas.
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Trancei o cabelo e o arranjei com a ajuda de Emma misturando fitinhas verdes e prateadas nele além de pedrinhas brilhantes de esmeralda e diamante, fixadas com magia, obviamente. Meu cabelo reluzia nas cores de nossa Casa.
Vesti-me já com o uniforme do time e pegando minha vassoura, sorri em frente ao espelho.
Meus lábios brilhavam, vemelhos como sangue.
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–E olha que o jogo vai ser queeeente! De um lado os grifinos, um mar vermelho e dourado, do outro, esmeralda e prata… ai, ai, ai! No último jogo da Sonserina, Isabella se revelou uma ótima jogadora, mas será que manterá o padrão hoje? Tô sabendo que tem apostas por aí! E é bom que não desaponte os que apostaram em você ein? — O garoto comentarista exclamou e piscou para mim quando entrei em campo.
–Relaxa que o jogo é nosso! — Um dos garotos de meu time exclamou e os grifinos vaiaram.
Passei os olhos pelas arquibancadas e vi Charlie sentada ao lado de Hermione e Luna. Fiquei feliz em vê-la de trança. Nós sempre trançávamos o cabelo em jogos da Sonserina. Mas a fita que prendia a trança era a que Weasley lhe dera.
Suspirei. Era por um bem maior.
O aperto de mãos foi trocado, as balaços lançados, pomo e goles e então estávamos no ar.
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