Slytherin Blood
43 The battle - I
Notas iniciais
Observador
Isabella viu quando a marca foi lançada sobre a torre de astronomia e sorriu.
—Continuem trabalhando até que consigam furar, ok? — Disse às garotas que sorriram, concentradas
—Espero que fure logo, quero ir pra dentro — Exclamou Scarlet quando a janela brilhou com um feitiço lançado — As coisas estão esquentando
—Estão — Isabella comentou olhando para cima — O velho e o Potter estão demorando para voltar.
—Pode ser que tenham aparatado diretamente para dentro do castelo, ou tenham usado uma passagem secreta — Ellie comentou pensando em um novo feitiço, ansiosa para praticá-lo.
—Não, nossos amigos estão em alerta para isso, ainda não voltaram.
Do lado de dentro, os trinta comensais desejados para início já estavam ali e podia-se ouvir os sons de batalha.
Um sextanista grifino correu para Hermione e Rony
—A escola foi invadida por Comensais, tem comensais na escola!
—O quê? Como assim?
—Tem alguns alunos das outras casas já enfrentando eles, mas a Bellatrix já destruiu o salão. Vocês precisam ajudar, cadê o Potter?
—Ele não está… Meu Merlin! — Hermione largou os livros — Vamos Rony, precisamos avisar a Ordem, Voldemort está atacando Hogwarts!
—Aposto que tem ajuda daquela Isabella — Gina comentou enquanto se colocava em pé, com raiva
—Meu Deus, viu se há alunos mais novos para fora?
—Não, pelo que notamos, todos os que tem menos de 16 anos estão em suas casas.
—Ah, que bom, pelo menos isso.
Nesse momento outro sextanista entrou correndo e quando foi sair e uma garota do quarto ano correu atrás, foi bloqueada, não conseguindo sair do corredor.
—Você fez isso? — Hermione perguntou alarmada, olhando o sextanista confuso
—Não, não fiz nada.
—Bem, alguém fez. Pelo menos está mantendo os mais novos aqui. — Sua mente trabalhava rápido, precisavam de ajuda. -Gin, Rony, corram até a sala da Minerva, caso ela já não esteja na batalha.
—Ei, viu os professores?
—Ainda não, eles parecem ter sumido; Só alunos estão enfrentando os comensais que entraram! — O olhar da menina era aflito
—Tudo bem, vá com Rony e Gina, ei — Chamou o garoto que ainda olhava para a menina mais nova — Vá com os três, procurem os professores.
—E você? — Rony perguntou preocupado
—Vou avisar a ordem e a AD. Vão! E tomem cuidado — O ruivo, sem conter-se, beijou Hermione, que em sua mente exclamou um “Até que enfim” e aproveitou os breves momentos de seu primeiro beijo. Soltaram-se, corados.
—Vamos! — Gina puxou o irmão e os quatro saíram apressados.
A garota ainda ficou parada alguns segundos e então a urgência da situação voltou, fazendo-a mover-se para contatar ajuda.
—Lá! — Ellie exclamou apontando para duas vassouras que se aproximavam — São eles! Dumbledore e Potter! — Quando o diretor facilmente abriu um burado nas proteções bufaram irritadas — Droga, ele é bom nisso.
—Pode ser, mas vamos furar isso e ninguém conseguirá nos parar mais — Scarlet sorriu ao focar na primeira fissura da barreira que notou — Vamos focar ali, já fissuramos, veja — Apontou para o local onde parecia haver um deslocamento de paisagem, uma coloração diferente
—Preciso ir — Izzye exclamou deixando a invisibilidade de lado
—Até logo! — Scarlet exclamou rindo quando a fissura aumentou.
Isabella correu para dentro do castelo, seu alvo era Dumbledore.
Hermione convocou a Armada, ou o que restara dela, e eles se espalharam pela escola, numa luta claramente desequilibrada; Os alunos, pegos completamente de surpresa estavam sendo rendidos pelos Comensais ali, mesmo que estes não fossem muitos.
Não conseguindo contato com a Ordem, correu até os aposentos de Minerva, que acabava com um bloqueio que a impedia de sair.
Rony estava ali com Gina, os outros sextanistas tinham sumido.
—Onde estão os outros?
—Foram atrás dos outros professores, alguns já estão lutando;
—Já se comunicou com a Ordem querida? — Minerva perguntou para Hermione, parando por um momento de trabalhar no bloqueio
—Não consegui! Nossa conexão parecia bloqueada.
—Está bem, não se preocupem; Afastem-se. Quem quer que tenha feito essa barreira, a fez muito bem e parece estar por perto, pois quando pareço próxima de desfazê-la, ela se fortalece — Comentou e concentrou-se para quebrar o feitiço.
Thomas, que estava no fim do corredor, oculto por um feitiço, deixou de reforçar o escudo, já não era necessário atrasar Minerva, distraindo-a da primeira atitude que deveria ter tomado: Contactar a Ordem.
Sorriu ao correr para a Sala Precisa, onde se encontraria com Emma.
—Consegui! — Exclamou Minerva, sorrindo vitoriosa — Meu Merlin, não é possível que um Comensal tenha feito isso, precisaria de tempo
—É possível se o Comensal já estivesse aqui dentro desde sempre — Hermione suspirou desapontada — Vamos professora, precisamos contactar a Ordem agora. Não dá pra lutarmos sozinhos.
—Claro, está certa. Vamos, vamos. Tomem cuidado! — Exclamou e os três saíram dali. Estavam a meio caminho do Salão, onde a batalha parecia concentrar-se.
—Ron!
—Sim Mione?
—Harry foi com Dumbledore procurar uma horcrux, certo?
—Sim, e daí?
—Lembra-se do Diário? — Gina se encolheu com a lembrança
— Sim.
—Será que conseguimos abrir a câmara? Poderíamos pegar as presas de Basilisco e então, quando Harry chegar, destruímos a horcrux.
—Ótima ideia! — Ron olhou para a irmã — Gina, você se lembra das palavras que usou para abrir?
A garota pensou por alguns minutos, esforçando-se e então eu rosto clareou
—Acho que sim.
—Então vamos, talvez consigamos isso, e então as chances de derrotar Voldemort serão maiores. — Os três amigos correram em direção ao banheiro da Murta que Geme, decididos.
Os Cullen, percebendo a movimentação, procuraram aqueles que deveriam proteger, mas sem encontrá-los, tudo o que puderam fazer foi reunir-se, discutindo; Não sabiam feitiços suficientes para se manterem na Batalha, não sabiam onde estavam Harry, Ronny e Hermione. E Jasper e Rosalie? Eles sabiam que a Batalha estava acontecendo?
Draco já havia deixado a Sala Precisa e subia para a torre de Astronomia; Ainda tinha um papel a cumprir.
Harry e Dumbledore aparataram para Hogsmeade, tremendo e gotejando na rua escura onde, com dificuldade e embora aliviados por estarem ali, e Harry estivesse feliz por ter conseguido aparatar em segurança, o Diretor encontrava-se fraco pela poção, e caiu, desequilibrado. Entrando em desespero, Harry não sabia se corria atrás de ajuda, se ia ao castelo e chamava Snape como Dumbledore pedira ou o quê; Foi então que Madame Rosmerta apareceu descendo a rua, desalinhada. Primeiro Harry pensou que ela os tivesse visto e corrido ajudar, mas as notícias que trouxera foram péssimas.
Quando pediu por ajuda, ela, surpresa apontou para Hogwarts contando sobre a Marca, preocupando os dois bruxos; Dumbledore pareceu recobrar forças, urgente e alarmado.
—Madame Rosmerta, pode nos emprestar duas vassouras?
—Claro! — Exclamou e Harry convocou duas vassouras para que fossem até Hogwarts.
—Madame Rosmerta, mande uma mensagem ao Ministério, precisamos dos aurores. — A mulher assentiu.
O garoto ajudou Dumbledore a montar, e despedindo-se, voaram, rápidos, em direção a Marca Negra lançada sobre a Torre.
O medo inchou sobre o garoto, que preocupou-se com seus amigos e com o que estava acontecendo no Castelo; Urgia que chegassem logo. Percebeu quando o Diretor dissera palavras estranhas para tirar os encantamentos que cercavam Hogwarts e aceleraram em direção à Torre.
No chão, após a passagem deles, as garotas comemoraram a pequena vitória que haviam obtido; Já podiam entrar na Batalha, haviam diluído tanto as barreiras, que em minutos todos os outros Comensais, gigantes e aliados poderiam entrar — e com eles, o Lord das Trevas.
Ao cruzarem as plataformas e desmontarem, Harry olhou ao redor e estranhou não encontrar corpo algum ou sinais de luta.
—O que significa isso? — Indagou confuso, mas o velho, levando a mão ao peito, pediu que este procurasse Severo. Entretanto, quando o garoto virou-se, ouviu passos se aproximando e Dumbledore gesticulou para que se afastasse; Antes que pudesse dizer qualquer coisa, sentiu seu corpo ser petrificado, coberto pela capa da invisibilidade, estando agora praticamente preso à parede, enquanto via a porta ser aberta e a varinha de Dumbledore voar de suas mãos por um “Expeliarmus” silencioso. Voltou seu olhar para a porta e por um momento, chocou-se ao ver Malfoy ali.
Ele encarou Dumbledore no chão e então, olhando ao redor e vendo a segunda vassoura, indagou:
—E seu precioso Potter, onde está?
—Estou sozinho Draco. — Suspirou — Mas e você, está?
—Não — Sorriu — Há Comensais por toda sua querida escola esta noite
O loiro engatou na conversa com o velho, ganhando tempo, respondendo suas perguntas sem muita relutância, transparecendo nervosismo.
Nervoso estava mesmo, mas por Isabella que estava demorando; Sabia que se o matasse, ela não o perdoaria.
—Parece sem assistência agora rapaz — O velho sorriu sob seus óculos meia lua
—Tenho um trabalho a fazer — Disse procurando por sons de aproximação
—Então faça o que precisa — Dumbledore arqueoou a sobrancelha -Ou não tem coragem?
—Tenho a coragem que preciso para cumprir minha tarefa, não sabe do que sou capaz
—Ah, realmente — Falou sobre as tentativas de Draco em matá-lo durante o ano
—Bem, foram tentativas bem fracas — Sorriu novamente, tentando parecer doce — Duvido que seu coração estivesse realmente empenhado nisso.
O rapaz suspirou.
—Realmente, não era nisso que meu coração estava empenhado — Sorriu — Mas não pelos motivos que imagina.
— Ah claro, deve ser pela garota, não é? — Suspirou — Vamos, não é um assassino. Não quer realmente me matar.
Ouviram um grito nas escadas abaixo e Draco suprimiu o sorriso ao reconhecer o som dos passos.
—Alguém parece estar tendo uma boa briga — disse Dumbledore como se comentasse sobre o clima — Mas, me diga, como introduziu Comensais em minha escola, o que, admito, imaginei ser impossível? — Sabia que o homem estava tentando enrolá-lo ali, mas também sabia que não podia fazer aquilo por si só; Não era sua luta.
Manteve-se calado, encarando o homem a sua frente enquanto buscava ouvir os sons abaixo deles.
—Parece que sua relutância em matar um velho diretor desarmado mostra que não pode agir sozinho — Sorriu, os olhos brilhando desafiadores- Há membros da Ordem aqui, talvez seus amigos estejam enfrentando dificuldades em batalha e nenhum possa ajudá-lo. — Pendeu a cabeça — Nem mesmo sua querida Isabella.
—Não toque no nome dela — Trincou os dentes, irritado — Não tem o direito de dizer nada sobre ela.
—Ah, claro. — Riu — Defenderia a pequena meretriz de qualquer forma.
Potter olhou chocado para o Diretor, nunca imaginou que pudesse falar aquele tipo de coisa, mas logo sua mente o lembrou de que a situação era desesperadora. Draco apertou a varinha, os nós dos dedos ainda mais brancos que sua pele.
—Nem mesmo quando a insulto age — Pareceu refletir — Tem medo de agir, não tem?
—Não, não tenho medo! — Exclamou, mas não fez nenhum movimento para atacá-lo.
Ansioso, tentou ouvir os sons abaixo, mas os passos não pareciam mais se aproximar.
—Você não quer me matar Draco — Dumbledore suspirou, revirando os olhos e então retomou a pergunta anterior — Como fez os Comensais da Morte, que tanto espera que cheguem logo aqui pelo visto, entrassem?
Bufando, decidiu falar; Ao menos teria tempo até que Isabella chegasse.
Torcia para que nenhum amigo de Dumbledore chegasse antes dela.
—Reparei o Armário Sumidouro, aquele que Montague se perdeu no ano passado — Viu os olhos do homem ficarem brilhantes e sua face corar-se um pouco
—Ah! — Quase podia ver a maquinaria em sua mente — Muito inteligente. Assumo que haja um par então?
—Sim — Suspirou começando a falar mais. Izzye, onde está?
Isabella duelava durante todo o caminho até a torre; Comensais que passavam por ela acenavam levemente enquanto batalhavam, e Bellatrix gargalhou estuporando um jovem, antes que este entrasse no caminho dela.
—Se apresse Lady! — Exclamou gargalhando novamente e Isabella riu ao desviar-se de um feitiço lançado sabe-se Deus de onde.
—Greyback! Não coma os alunos! — Gritou ao passar pelo lobisomem que bufou
Ao aproximar-se da Torre, deparou-se com Lupin.
—Hum, olá Lupin. — Sorriu felina para o homem que não a conhecia — Soube que ajudou seu querido amigo Tiago durante uma invasão a casa de Voldemort…. Estou certa? — O homem a olhou, a varinha apontada na direção da garota que caminhava até ele, firme.
—Quem é você? Como sabe disso? — Perguntou de sobrancelhas unidas, os lábios crispados.
—Bem… — Sorriu girando a varinha entre os dedos e o olhou nos olhos — Sou a criança que tentaram matar — Viu seus olhos tornarem-se surpresos e então alarmados
—É impossível! Matamos a criança!
—Ah, Dumbledore não mantém nem seus próprios fantoches informados? — balançou a cabeça — Que feio!
—Informados sobre o quê garota?
—Oh, ele não sabe? — Gargalhou — Querido Remo, saiba que mataram o bebê errado e agora pagarão por isso. — Ele foi lançado para longe pelo crucio que ela lançara, mas levantou-se, recuperando-se.
Estavam em uma batalha intensa, ambos pensando em o quão bom o oponente era quando Cho Chang se juntou à ele.
—Ah, ótimo — Isabella revirou os olhos -Expeliarmus!— Antes mesmo que a varinha saísse do controle de Cho, proferiu o próximo feitiço enquanto desviava de Remo — Sectusempra!— Exclamou e uma série de cortes profundos surgiram, rasgando as vestes da garota.
Lupin por um momento, observou chocado a quantia de sangue que começava a jorrar; Por instantes, dividido entre a garota no chão e sua oponente, desesperou-se
Antes que tomasse uma atitude viu sua varinha ser lançada para longe e olhou para trás
—Vá! — Alie gritou para Izzye ao desarmar Lupin, silenciosamente — Hey Greyback! — Exclamou para trás de si — Parece que tem outro lobisomem aqui! — Riu quando o Comensal pulou no outro bruxo e parou ao lado de Cho que chorava, seu olhar começando a parecer perdido — Perdendo muito sangue querida? -Olhou para a amiga- Vai logo Izzye! — Gritou novamente para Isabella que acabara de lançar um feitiço no bruxo que tentara se aproximar
—Cuidamos deles! — Isabella assentiu e viu os cabelos ruivos de Emma aparecerem atrás do bruxo que havia atrasado.
Sorriu enquanto corria escadas acima.
Ao se aproximar, respirou fundo, recuperando o fôlego, ouvindo a voz de Dumbledore.
—Snape tem mantido os olhos em você sob minhas ordens…
— Ele prometeu à minha mãe; Não tem sido nada sob suas ordens — Ouviu a voz de Draco responder arrogantemente para Dumbledore
— Claro que isso é o que ele lhe contaria, Draco, mas — Seu tom condescendente e ao mesmo tempo arrogante foi interrompido
— Ele é um agente duplo — Exclamou e continuou — você é velho e estúpido, saiba que Snape não trabalha para você, como pensa.
—Nós temos que concordar em diferir nisso, Draco. Acontece que eu confio no Professor Snape - Antes que pudesse continuar, Isabella irrompeu, surpreendendo Dumbledore e Harry que alarmado, odiou estar preso no feitiço, pois sabia que Isabella não levaria um bate papo com Dumbledore como Draco havia feito. Este, ao vê-la, sorriu.
—Não deveria ter feito isso — Disse fria e o velho susteve seu olhar feroz, entretanto, puderam ver seus pés deslizarem um pouco mais no chão enquanto ele lutava para permanecer em pé.
—E por que diz isso senhorita Priden?
—Lembra-se de uma jovem de olhos brilhantes, longos cabelos, corpo esguio, sorriso cativante e coração doce, que fez muitos amigos de diferentes casas e que foi uma aluna espetacular na Sonserina, anos atrás?
—Devo supor que está falando de sua tia Halley. — A garota assentiu — Ah, sim, me lembro bem dela.
—Deve lembrar-se também que ela teve um bebê, não é?
Ele suspirou.
—Sim, fazia parte de uma profecia, e a pobre garota havia sido levada por Tom.
A morena riu.
—É isso que conta? — Fez um som de asco e cuspiu aos pés de Dumbledore — Halley Priden amou Tom Riddle, que a amou de volta. Halley Priden o fez ser bom
—Bom? Tom nunca foi bom.
—Quando ele teve a chance de ser, você tirou dele. Tiago Potter tirou dele o que ele amava.
—Do que está falando? — Disse nervoso e seu olhar desviou-se para onde Harry estava, preocupado. Isabella percebeu o movimento.
—Ah, claro, não quer que seu precioso Potter descubra que, uma vez partidário de Grindenwald, não se torna bom da noite pro dia, não é? Não quer que ele descubra que sabia toda sua história, sabia da profecia e deliberadamente o fez o famoso "menino que sobreviveu", o conduziu, manipulando-o, aos desfechos que gostaria. Assim como usou Tiago que matou — Pausou e pisou nos dedos do homem que suprimiu o grito — minha mãe, agora quer usar Harry para matar meu pai.
Deixou que as palavras assentassem.
Harry arfou, confuso; O velho sorriu.
—Vejo que é tão sagaz quanto seus pais.
—Sim, ao que parece.
—Amando ou não Halley, amando ou não você, ele ainda era um inimigo; Ainda era contrário à tolerância aos trouxas.
—Poupe-me Dumbledore! — Exclamou, irritada — Seu discurso já está polido demais, você me enoja! Tom Riddle pode ter sido muita coisa, mas não é dissimulado. Não usa as pessoas da forma que você faz, não esconde suas verdadeiras intenções tentando passar uma imagem do que não é. S3eu desejo sempre foi o domínio e não pode deixar que nada esteja em seu caminho, não é?
O homem sustentou o olhar da jovem e sorriu.
—Soube da profecia, precisava impedir que Tom se fortalecesse; Ele sempre foi persuasivo, facilmente levaria muitos bruxos para seu lado.
—E então, vamos matar sua esposa e filhas inocentes, quando a única coisa que ele está fazendo é levar a vida com elas; Enquanto tenta viver em paz, longe das atrocidades que cometera no passado e indisposto a cometê-las no futuro; Force-o a recomeçar o ciclo de ódio e dor. Excelente plano, Alvo Dumbledore. — Cuspiu seu nome com nojo.
Ouviram passos se aproximando e o rosto de Severo surgiu, deixando os gritos abaixo dele.
—Severo. — Dumbledore disse com a voz fraca — Sabia que viria.
—Sim, ele veio; Mas não pra cumprir seu desejo — Isabella disse e abaixou-se, ficando na altura do velho, o olhando nos olhos — Ele pode ter amado Lilian Potter; Ele pode ter te ajudado. Mas Halley foi como uma irmã para ele e a filha dela, como se fosse dele. — Severo tinha os olhos pousados carinhosamente sobre a garota. — Você vai perder tudo o que construiu. — Ela sorriu.
Os olhos de Dumbledore voltaram-se, urgentes para Snape, mas ele o olhou frio.
—Adeus Alvo. — Disse ao mesmo tempo que Isabella apontava a varinha e firme, pronunciava:
—Avada Kedavra.
O grito de horror silencioso de Harry, ficou preso em sua garganta enquanto via o corpo de Dumbledore ser lançado no ar e cair lentamente, como uma boneca de trapos, por cima das ameias e longe de suas vistas.
Paralisado por todas as afirmações ouvidas ali e a cena presenciada, ainda ouviu Isabella:
—Accio varinha – A varinha de Dumbledore veio para sua mão e ela sorriu.
Antes que os três deixassem a torre, a garota olhou para trás.
—Até breve, Potter.
No meio dos degraus, Severo abraçou a afilhada, lívido; Ela, soltando-se de seu abraço sussurrou um “desculpe” e sorriu em seguida.
—Obrigada Sev. — Ele assentiu.
—Temos uma batalha a travar — Pausou, sério- As barreiras que cercavam Hogwarts já caíram, seu pai já entrou — Sorriu — A varinha das varinhas, é sua. — Apontou para a varinha que a jovem segurava em sua mão esquerda e ela a olhou mais apática do que deveria, dado o significado da relíquia.
—Sim. — Suspirou — E Dumbledore está morto. — Sorriu — Vamos!
Correram em direção à Batalha.
Por um momento, os gritos e sons de batalha no pátio externo de Hogwarts cessaram quando o corpo de Alvo Dumbledore foi lançado do alto da Torre de Astronomia.
Tom Riddle observou, satisfeito, sabendo que sua filha havia sido a responsável; Ordenou aos Comensais que voltassem ao foco ao invés de comemorarem a morte de Dumbledore, ao passo que os alunos, professores e membros da Ordem, por um momento aturdidos, lançaram-se à batalha raivosos.
Ás margens da batalha, dementadores esperavam, vagando, atentos aos movimentos, esperando que desavisados se aproximassem ou fossem lançados em sua direção.
Carlisle e Esme, esbaforidos, tentavam levar feridos para um canto onde Madame Pomfrey, já cansada, tentava curá-los.
Alice, Edward e Emmett pareciam ser ignorados pelos bruxos enquanto procuravam os que deveriam proteger. Estavam em um dos corredores, indo em direção aos banheiros, onde Alice tinha visto Hermione quando Harry esbarrou com eles, deixando a capa cair de seus ombros.
—Harry! — Alice exclamou assustada — Procuramos vocês por toda parte! Onde estão seus amigos? Onde está Dumbledore?
Harry, com olhos vermelhos pegou a capa, levantando-se.
—Dumbledore está morto.
—O quê?! Como assim? — Emmett sobressaltou-se sem acreditar
—Isabella o matou — O garoto disse com um misto de raiva, dor e tristeza.
—Isabella? — Emmett pareceu confuso — Caraca — Coçou a cabeça — Essa garota ficou foda mesmo.
—Esqueça Emmett Harry -Edward pediu e Harry o olhou
—Não sei onde eles estão; Não estão em batalha?
—Não que tenhamos visto. — Edward suspirou — Carlisle e Esme estão ajudando a separar os feridos, Alice viu Hermione em um banheiro. Sabe o que seria?
—Não sei, mas vamos! — Exclamou e correu em direção aos banheiros com os Cullen em seu encalço.
Hermione, Rony e Gina vinham carregando presas de basilisco e exclamaram, lívidos, quando viram Harry.
—Fomos buscar as presas, achamos que pode destruir as horcrux, encontrou a que foram procurar, não encontrou? Deve ser mais fácil derrotar Voldemort se destruir todas as possíveis — Hermione disse em um único fôlego
—Sim, estou; Vocês tem razão.
—Onde está o diretor? — Rony perguntou e Harry o olhou pesaroso, baixando o olhar
—Morto.
Os três paralisaram, surpresos, pesarosos, raivosos.
—Quem?
Harry contou-lhes o que se passara e por alguns segundos refletiram, as informações assentando; Hermione ainda parecia abalada, mas suspirou e retomou as rédeas.
—Onde está a horcrux? Onde poderia haver outra?
—Dumbledore havia falado sobre o Diadema de Rowena.
—Ele acha que poderia ser uma horcrux?
—Sim, bem como a taça de Helga e o Medalhão de Salazar.
—Não temos tempo de encontrar essas coisas.
—Mas temos de destruir esse troço primeiro! Depois procuramos a droga da tiara — disse Rony exasperado -Harry, onde está?
—Aqui, é o medalhão — Harry colocou o medalhão no chão e Rony lhe entregou a presa de Basilisco
—Acerte bem no meio — Disse Hermione quando Harry mirou a ponta afiada da presa.
Ao acertar o medalhão e este partir-se, franziram a testa com a facilidade com que aquilo fora feito, mas comemoraram a pequena vitória.
O que não sabiam, entretanto, era que aquele não era o verdadeiro.
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