Slytherin Blood

44 The Battle - II


Notas iniciais
HELLOOOO FELIZ 2018!! Que seja um ano repleto de realizações para todos, que aprendamos com os desafios, lembrando que não estamos sozinhos; Que persigamos nossos sonhos, que lembremos do amor de Jesus por nós! Que sejamos felizes e nos fortaleçamos com as lágrimas - que vem, são inevitáveis aqui nessa terra. Que tenhamos muitas histórias, muitas aventuras, que exercitemos o amor e a paz! Boa leitura ♥

Em toda parte podia-se ver bruxos duelando, desviando e atacando, ás vezes mais de um oponente; Ellie e Emma sorriram ao darem uma pirueta juntas, atacando e desviando em um movimento sincronizado, derrubando dessa forma um auror que lhes estava dando trabalho

—Detonamos ele! — Emma exclamou e aproximou-se do bruxo desacordado — Tá vivo, matamos?

Ellie analisou-o

Crucio!— Gritou Emma protegendo a irmã de um aluno que corria em direção à ela e ao auror. O rapaz contorceu-se — Crucio!— Exclamou novamente e vendo-o apagado, voltou-se para a irmã. — Agora são dois

—Só precisamos incapacitar — Sorriu — Pelo resto da batalha — Já sei — Conjuctivitus!— Proferiu deixando o oponente incapaz de enxergar por algum tempo — E pra garantir… — Sorriu ao apontar a varinha novamente — Confundus!

Emma aprovou a escolha, repetindo no aluno que ainda gemia no chão e deixaram-nos ali ao enfrentarem novos oponentes.

Lord Voldemort duelava de maneira fluida através do campo de batalha, eliminando seus oponentes com facilidade enquanto seus olhos procuravam por sua filha.

Não usava máscara e tão pouco os jovens alunos o reconheciam; Sorriu quando deu de cara com Arthur Weasley.

—Ora, ora, ora — Disse sorrindo malicioso — Se não é o Weasley-Pai

O homem ruivo o olhou confuso e surpreso por alguns instantes

—Vo- Você… — Gaguejava sem conseguir articular frases completas

—Recuperei minha aparência humana? — Sorriu novamente — Parece que tenho uma filha de ouro, não é mesmo? — Seu olhar desviou-se para um corpo de cabelos ruivos que voou próximo à eles — Hum, um de seus filhos suponho? — Arqueou a sobrancelha e Arthur, ainda chocado, olhou na direção, o horror em seus olhos confirmando a pergunta; Tom ergueu o olhar e riu.

Isabella andava calmamente em sua direção, a varinha ainda apontada para o rapaz ruivo.

Crucio!— Exclamou e o rapaz passou a gritar estridentemente

—Não! — Arthur gritou se atirando na direção dela, mas foi impedido por um feitiço silencioso

—Desculpe, embora tenha tentado matá-la uma vez, junto com seus amigos da Ordem, não o fará agora — Esperou o momento em que os olhos do bruxo mostrassem assimilação — Sim Weasley, ela está viva — Sorriu inclinando a cabeça para a filha — Termine isso querida.

—Não precisa, o crucio já explodiu a cabeça dele — Inclinou-se em direção ao garoto — É, desculpe Sr. Weasley, mas ele já era.

O homem, petrificado, olhava em desespero

Protego! — Isabella gritou ao ver que uma aluna lhe lançara uma azaração — Alarte ascendare!— Exclamou e observou o corpo da garota ser lançado para o alto e então cair de maneira dolorosa no chão — Ai — Encolheu os ombros — Pai, vamos.

—Minha esposa se foi, como ficará a sua ao se ver sem você? — Inquiriu ao ruivo — Avada Kedavra

—KATE! — Charlie gritou ao ver a prima duelando com a Lovegood, mas sendo cercada por mais dois bruxos que se aproximavam — Bombarda! — Proferiu o primeiro feitiço que lhe veio a mente e encolheu-se um pouco quando o braço de um dos bruxos explodiu, levando a varinha junto. A ação alertou Kate que abaixou-se a tempo de que um Impedimenta atingisse Luna, e não ela.

Expeliarmus! -Kate exclamou desarmando assim o bruxo que tentara azará-la ao passo que Charlie petrificava Luna

—Foi mal Luna! — Disse com as mãos em sinal de desculpa para a menina petrificada.

—Vamos! — Exclamou Kate puxando a mão da prima enquanto desviavam-se de rajadas brilhantes.

Isabella, Tom e Draco formavam um triângulo, suas costas voltadas uma para as outras enquanto enfrentavam juntos, vários bruxos; Pai e filha duelavam graciosamente e muitas vezes, em silêncio. Parecia que faziam aquilo desde sempre, antecipando os movimentos do outro, atacando e defendendo em sincronia.

Foi ao petrificar uma bruxa de meia idade e apagar a memória de um dos professores que o louro viu o Trio Dourado e Gina juntarem-se a luta com os Cullen em seu encalço.

—Lá. — Disse alto o suficiente para que os Riddle ouvissem

Travalingua!— Draco exclamou na intenção de que seu oponente ficasse impossibilitado de prununciar outro feitiço

Pontalingua!— Isabella usou azaração parecida, para que os espinhos incapacitassem a bruxa que a enfrentava.

Crucio! — Tom disse de maneira fluida, fazendo com que os dois jovens o encarassem

—Pai! Não precisa fazer isso em todo mundo — Isabella ralhou e ele pareceu culpado por um momento

—Filha, é guerra.

—Pai! — Ralhou novamente e se interpôs entre ele e o feitiço lançado por uma Molly Wesley furiosa. — Expeliarmus! Petrificus totalis!

Estupefaça! — Ouviu o pai e o namorado exclamarem, fazendo com que os bruxos restantes desmaiassem.

Lançaram alguns feitiços incapacitantes e deixaram os oponentes ali enquanto voltavam sua atenção para os que haviam chegado.

Edward escoltava Gina, Alice, Hermione; Esme, Rony e Emmett, Potter; Rosalie e Jasper, como acordado, não estavam ali, entretanto, na Sonserina, aguardavam e ela tensa e impaciente, não conseguia ignorar a batalha.

—Jaasper — Suspirou exasperada

—Rose — Disse calmamente, de olhos fechados — Já tem emoções suficientes para que me bombardeie com sua ansiedade.

—Não consigo ficar parada aqui sabendo que Emm está lá fora!

—Tão pouco é fácil para mim Rose — Suspirou — Posso? — Arqueou a sobrancelha enviando-lhe tranquilidade e ela suspirou, fechando os olhos.

Poucos minutos se passaram.

—Ele pode ter morrido a essa hora — Jasper levou a mão à ponte entre os olhos e suspirou

—Quer buscá-lo?

Os olhos da loira brilharam

—Me ajudaria?

—Sim, mas saiba que ele ficará furioso.

—Eu sei — Suspirou, mas levantou apanhando sua varinha — Vamos.

Os dois saíram dali em velocidade vampira e desviavam dos bruxos que batalhavam, a procura de Emmett.

—Ali — Disse apontando ao mesmo tempo em que ele conseguia produzir um protego, livrando Harry de um ataque. — Estupefaça! — Rosalie exclamou apontando para Emmett que desacordado, caiu

Ascendio— Jasper proferiu levitando-o — Vamos Rose.

—Veja, Alice! — Jasper olhou na direção da parceira que parecia estar se saindo bem. Ela olhou em sua direção e sorriu, mas ao ver Emmett levitando ao lado de Rose, franziu a testa e meneou a cabeça.

—Ela sabe o que está fazendo — Suspirou — Vamos logo Rosalie, já tem Emmett.

—Certo, vamos. — Os bruxos que os viam pareciam ignorá-los.

Chegaram à Sonserina com Emmett ainda desacordado

—Confundus - Rosalie proferiu ainda, garantindo que ele ficaria inativo por mais algum tempo.

Immobulus— Jasper imobilizou Emmett — Agora sim — Rosalie sorriu

—Obrigada Jazz.

—Onde está Emmett? — Edward perguntou vendo Harry sem companhia

—Rosalie e Jasper o levaram! — Alice exclamou desviando de um feitiço

—Harry não pode ficar sozinho!

—Eu sei!

—Cubra Harry, Alice! — Gina exclamou correndo em direção à um estudante de máscara que estava detonando Neville — Hey! Acha que pode com dois?

Lucca sorriu por debaixo da máscara ao desarmar Neville e estuporá-lo; Gina lançou uma azaração, mas ele não foi afetado e esta ricocheteou

—Lembre-se de construir escudos miss cabeça de cenoura! — Lucca exclamou enquanto Gina tinha sua língua grudada no céu da boca.

Sectusempra! — Gina exclamou, pegando Lucca de surpresa

Lucca tentava parar o próprio sangramento quando Gina o estuporou; Os olhos de Lucca estavam agitados, sabia que precisava parar o sangramento ou morreria de hemorragia, a garota lançara um corte profundo em seu braço.

—Isso é pra provarem do próprio remédio! Eu sei que é um dos amigos da Isab- Sua fala foi interrompida pela voz de outra ruiva

Corpus duo!— As mãos e punhos de Gina prenderam-se, como se atados à algum objeto e a bruxa olhou surpresa para a outra — Ninguém mexe com meu homem! — Exclamou furiosa — Allie, por favor! — Alice que estava por perto lançou um Expecto Slave e com seu patrono atacando o oponente, correu em direção à Emma e Lucca — Cuide de Lucca, preciso acabar com essa aqui.

A morena sorriu, os olhos brilhando.

—Com prazer ruiva!

—Agora, Ginevra Wesley, já que queria usar arte das trevas, que nem ao menos domina para ferir Lucca, vai ver o que é Arte das Trevas de verdade — Sorriu pronunciando, sem som "Dolohov" Conhece a maldição de Dolohov querida? — O corpo de Gina contraiu-se e ela gritou ao sentir a dor interior causada pelo feitiço — É um Sectusempra interno e pode te matar se ninguém fizer nada — Emma notou Edward tentando chegar até elas — Dói? Bem… — Olhando para as margens do campo de batalha, sua mente teve um clic. Olhou para o outro lado e viu Isabella duelando com um professor, tentando chegar até ela, enquanto seu pai duelava com dois homens. Deu de ombros — Levicorpus— Gina sentiu seu corpo ser erguido no ar — Adeus — Exclamou ao lançar o corpo de Ginevra em direção aos Dementadores.

—NÃO! — Alice gritou, alertando Edward que correu em direção à Gina, Rony, percebendo, tentou terminar o duelo em que estava, desesperado por salvar a irmã.

Isabella que acabara com o professor, olhava a cena e franziu a testa

Edward é tão idiota assim?— Mal acabara de questionar-se quando ele tentou se interpor entre Gina e a não-criatura, quando a ruiva estava meros 5m desta, levando Alice a gritar novamente

—EDWARD! — Esme, mesmo em choque, tentou impedir Rony, sabendo o que significaria aproximar-se.

O garoto correu, tentando desviar dos bruxos em duelo

Expecto Patronum!— Exclamou desesperado, entretanto, estava longe demais, era tarde demais; Seu quase formado patrono esvaiu-se enquanto Gina mantinha-se imóvel, em transe, lágrimas escapando por seus olhos, a hemorragia interna aumentando, ao passo que ao presenciar o beijo do Dementador tão próxima, já começara a entrar em colapso.

Esme gritou, paralisada e inconsolável enquanto via o corpo de Edward tombar, entretanto, ver Alice parada a cerca de 10 metros fez com que corresse até lá para tirar a vampira paralisada dali.

Rony, tentou aproximar-se mais, porém foi interceptado por dois bruxos ao mesmo tempo e impossibilitado de correr até a irmã, duelava furiosamente; Hermione, vendo, aproximou-se para ajudá-lo, entretanto Bellatrix, que vinha rindo, fora mais rápida que a jovem.

Crucio! — Hermione viu o corpo de Rony tombar, agonizante. Ao se ver entre três combatentes e um Rony agonizante, Hermione respirou fundo, batalhando intensamente.

Everete statum!— Exclamou observando o copo do bruxo dar cambalhotas para trás e voltou sua atenção para Bellatrix, que lançava outro Crucio em Rony.

—Bill! — Lucy, uma das bruxas que enfrentava Hermione gritou vendo o corpo do mais-que-amigo dar cambalhotas — Hammas foudelius! — Exclamou, mas a oponente foi rápida

Impedimenta trevolli! — Pronunciou Hermione, silenciosamente, fazendo com que o feitiço ricocheteasse para o lado e quando não atingiu ninguém, suspirou, aliviada; Não queria ninguém sufocado no ar por sua causa. -Estupore! — Exclamou lançando o corpo de Lucy para trás, fazendo com que esta batesse a cabeça ruidosamente.

Virou-se para Bellatrix, mas então, Pansy, Josh e Marshal se juntaram.

Josh, correndo para Bill, criou uma barreira ao redor dele ao certificar-se que estava vivo embora desacordado e com um braço quebrado. Antes que curasse o amigo olhou para diante e viu Lucy com a cabeça sangrando.

—Droga! — Deixou Bill, correndo para a loira e criando ao redor deles uma barreira para que pudesse curá-la sem ser atacado.

Rony, sendo esquecido, conseguiu levantar-se ao ver Pansy e Bellatrix tentando matar Hermione.

Sectusempra! — Exclamou atingindo Pansy nas pernas, desequilibrando-a - Virgardium leviosa!— Proferiu direcionando para Bellatrix que flutuando, riu ao lançar um crucio ainda mais forte que os anteriores, incapacitando o bruxo, que caiu agonizante

Oferatum!— Marshal proferiu com um sacolejo da varinha que com um lampejo púrpura, causou paralisia e envenanamento em Rony.

Hermione estuporou Marshal e criou um bloqueio suficiente para que se pusesse ao lado de Rony e o arrastasse em direção à enfermaria improvisada.

Pansy, ignorando o sangramento nas pernas, desestuporou Marshal

—Ajude Josh! — Exclamou para o amigo, apontando na direção dos outros três e então voltou-se para suas pernas, lançando o contra-feitiço.

Bellatrix que já havia descido, correu em direção à Tonks.

—Carlisle! Madame Pomfrey! Socorro! Rony, ele está.. Ele foi... — Nervosa, Hermione de olhos avermelhados, gaguejava — Crucio e Oferatum

Madame Pomfrey, que desencantava um aluno exclamou, surpresa.

—Oh, santo Merlin! Há anos não vejo essa! Se espalha rápido — Seu rosto estava afogueado, as mãos tremiam

—O que é isso Madame?

—Oh, Carlisle, oh — Suspirou — É um feitiço de envenenamento avançado, restrito! É preciso ter perícia — Olhou para Hermione — Foi um Comensal, não foi? Um aluno não poderia ter feito isso…

—Os Crucios vieram de Bellatrix, o Oferatum, de um lufano, amigo da Isabella — Suspirou — Comensal, com certeza. Vamos Madame Pomfrey, o que pode fazer por ele?

Esme e Alice estavam presas em suas posições; Esme ainda há uns 2 metros de Alice, ambas dentro de círculos de fogo criados por Madallene. O corpo de Edward jazia próximo à Gina, que tinha os olhos sem vida.

Luna, já recuperada uniu-se a Longbotton para ajudá-las.

Madallene não parecia se importar se o fogo consumiria as vampiras ou por quanto tempo duraria, pois abandonara-as ali; Luna, com aguamenti conjurou água para apagar o fogo que as cercava, ao passo que Neville levitou o corpo de Edward e Gina enquanto Esme carregava Alice, que estava viva, mas seriamente perturbada.

Isabella vê as cenas que se desenrolaram e urge para que Narcissa, uma segunda bruxa curandeira e Philip — que buscaria os feridos — atendessem os seus; Dessa forma, Lucy, Bill, Pansy e alguns comensais passaram a ser ajudados com maior eficiência.

Viu quando Bea e Alice em perfeita sincronia derrubaram dois membros da Ordem, quando Susan e Dylan incapacitaram alguns alunos e quando Joy liderou algumas aranhas.

Seus olhos varreram o campo a procura de seu pai que não parecia estar tendo problemas.

Foi então que viu Draco sendo cercado pelos gêmeos Weasley e sua mãe.

Ele tentava lidar com os três, mas estes, tomados pela urgência e dor, lutavam bravamente, cobrindo uns aos outros, atacando e defendendo com maestria.

Infernus apes!— Draco conjurou, fazendo com que Molly começasse a gritar e espantar abelhas não existentes em todo seu corpo

Fred, furioso, lançou-se para Draco, fazendo-o flutuar e inchar.

Ignis umbrae!— Izzye conjurou com um aceno em sentido horário, fazendo com que uma névoa esbranquiçada envolvesse Fred que caiu, semi-morto. — Finite Incantatem! — Fez com que Draco parasse de inchar e pousasse. — Agora, vocês … — Ninguém mexe com que amo e vocês, fizeram isso demais — Sorriu — Que não se repita, ou eles — apontou para os Dementadores — Ficarão felizes em beijá-los. — George fez menção de atacar — George, não odiamos vocês, não têm culpa pelos erros de seus pais. Mas, se atacarem de novo, serei obrigada a matar de vez, os três. — O bruxo baixou a varinha e voltou sua atenção para a mãe e o irmão, levando-os à Madame Pomfrey.

—O que houve com ele? — George perguntou trazendo sua mãe e irmão, ao ver Hermione com a cabeça de Rony em seu colo

—Madame Pomfrey lançou um contra-feitiço que atrasaria o oferatum e foi buscar uma erva para uma poção, mas está demorando e Rony não vai resistir por muito mais tempo. Carlisle não pode ajudar com magia, e veja — Apontou a cabeça para Esme que velava Alice que estava com olhos vazios e o corpo sem vida de Edward — Dementadores — O rosto de Hermione tinha caminhos de lágrimas em meio a poeira quando descobriu o rosto do corpo ao seu lado

—GINY! — George gritou, em dor — Quem a matou?

—Dementador — Hermione repetiu, as lágrimas rolando e então apontou para Molly que estava vermelha, sem voz e quase sem fôlego - Finite. — A mulher caiu sentada, sem forças, respirando profundamente; Então olhou ao redor e vendo os corpos dos três filhos, desmaiou.

Carlisle, onde está Madame Pomfrey? — Hermione perguntou alarmada, enquanto George, chorando, tentava acordar a mãe.

A bruxa voltou, descomposta

—Não encontrei, não encontrei — Desculpou-se e ajoelhando-se, tentou curar Rony, mas não podendo, desculpou-se novamente e foi atender outros feridos. — Desculpe Hermione, desculpe Sra. Weasley, George.

Hermione inclinou-se sobre Rony, chorando, enquanto sentia seu corpo desfalecer em seus braços.

—Quem fez isso com ele?

—Comensais — Hermione levantou-se, fria — Procure Neville e Luna, precisam procurar mais feridos e trazê-los, tentando ajudar Madame Pomfrey. Carlisle é inútil sem magia. — Olhou para Rony novamente — Reúna seus irmãos.

Foi nesse momento que Harry chegou até eles, o rosto afogueado, trazendo um de seus colegas que estava virando pedra.

Madame Pomfrey suspirou ao levitar o garoto até um canto e atender outros com mais urgência.

—O que houve, o que — Seu olhar pousou em Rony — Ele… Ele está — Urgente, seus olhos se voltaram para Hermione que mantinha a expressão fria, mas seus olhos encheram-se de lágrimas ao encarar o amigo — Não… Não… — Caiu de joelhos ao lado do corpo do amigo, chacoalhando-o

—Não adianta Harry, ele se foi. — Harry olhou para o corpo de Fred, e então seu olhar pousou em Gina

—Ela não… Ela não… — Sussurrou, insistentemente, passando as mãos pelos cabelos da ruiva — Dementadores? — Hermione assentiu

—O patrono de Rony não deu certo, eu estava batalhando mais longe, não pude fazer nada. Agora Rony, bem, eu podia tê-lo salvado se tivesse sido mais rápida, se tivesse ignorado Bellatrix, criado um escudo e fugido com ele — Fechou os olhos e os abriu — Mas não adianta agora.

—Quantas pessoas ainda morrerão por minha causa? — Harry se perguntou e levantou, furioso

—Juntos Harry — Apertou a mão do amigo e ambos andaram ao centro do campo de batalha onde Isabella e Tom pareciam esperá-los.

Expeliarmus! — Hermione exclamou, mas Tom já havia erguido um feitiço silencioso de bloqueio com ricochete, fazendo com que a varinha da mesma fosse lançada para trás

—Ora, ora, ora — Voldemort disse, sorrindo — Boa tentativa Granger

Ela estreitou os olhos

—O que…

—Aprenda a criar bloqueio com ricochete silenciosos e seja mais rápida que seu oponente — Disse, calmo

—Você…

Os duelos ao redor deles pareceu arrefecer, os sons diminuindo e olhos se voltando para as quatro figuras ali paradas.

—Está brava Granger? — Isabella perguntou, a sobrancelha arqueada

—Você é — Potter o encarou, incrédulo

—Lord das Trevas? Voldemort? — Perguntou o homem, divertido

—Surpreso? — Inquiriu, a Lady, sarcástica

—Como pode?

—Digamos que talento é algo latente em nossa família, que, diga-se de passagem, as pessoas pelas quais luta, mataram uma parte.

—Vocês também mataram parte das nossas então, creio que estamos quites. — Potter disse, amargo

Hermione, que havia recuperado a varinha, a empunhou.

Eletricus duo!— Lançou em Isabella que, despreparada, levou um tranco, sofrendo o choque. Trincou os dentes para não gritar e sussurrou um “não” quando seu pai apontou a varinha para a garota.

—Inflamare corpus!— Proferiu novamente, furiosa

Finite! — Tom exclamou e Isabella suspirou, encarando Hermione

Incarcerous nerus!— Proferiu girando a varinha no sentido horário e sorriu observando o corpo de Hermione ser envolvido por cordas negras; A bruxa arfou — Tisc tisc tisc Hermione — Meneou a cabeça — Não queria te matar! — Erguendo sua mão direita, como se agarrasse algo no ar, elevou o corpo da oponente do chão, apertando seu pescoço.

O rosto da bruxa estava ficando arroxeado, seus membros começavam a enegrecer onde as cordas os envolviam.

Potter ergueu a varinha, mas esta voou em um expeliarmus silencioso lançado por Tom.

—Pare! Por favor Isabella. — Harry pediu, vendo que não poderia atacá-la ou à Tom Riddle.

A morena o olhou, inclinando a cabeça

—Por que deveria?

—Essa batalha não é dela. Você sabe disso. — Ele sustentou o olhar de Isabella que afrouxou o aperto no pescoço de Hermione.

—Sim, de fato. Granger, não ataque querida, lembre-se que sua vida foi poupada — O corpo da garota caiu no chão, ela procurou ar e as cordas pretas começaram a esvair-se. — Agora, onde estávamos?

Accio varinha — Harry disse, recuperando sua varinha e encarando os dois bruxos a sua frente.

O campo estava silencioso, partidários de ambos os lados pareciam ter se dividido inconscientemente, ao redor das três figuras.

Hermione foi puxada para perto de George e Luna lhe entregara sua varinha, silenciosamente.

—Destruímos suas horcrux, Voldemort. Você não é imortal e partir sua alma não adiantou nada

Ele gargalhou.

—Destruíram falsas horcrux, Harry Potter.

—É mentira — Disse firme

—Está bem, vá em frente e ele retornará novamente, se, somente se, for capaz de matá-lo- Isabella sorriu — Mesmo depois de tudo o que Dumbledore confessou, ainda luta por ele?

—Você não sabe de nada! — Sua face crispou-se — Patozevoro!

Protego! Não quer que saibam Potter? — sorriu - Nollove! Cuidado com o que faz Potter- sabendo que a pessoa ali presente que ele mais amasse seria afetada pelo próximo feitiço que lançasse — Sectusempra! Esse você e seus amigos conhecem não é? — O garoto parou, lançando um Vulnera Sanitur no local atingido — Aprendeu até o contra-feitiço, não é mesmo?

—Cale a boca! — Gritou, nervoso — A profecia diz que era ao Lord das Trevas que eu deveria enfrentar, não você!

—Acha que com ele seria mais fácil? Esqueceu-se do resto da profecia querido — Com um floreio da varinha

Arbos vitae!

O feitiço voltou-se para Hermione, que sobressaltou-se ao ver raízes envolvendo-a. Harry, assustado, lembrou-se do Nollove anteriormente lançado.

Finite incantatem! Finite!

As raízes pararam de envolvê-la e ele suspirou.

—Isso foi jogo sujo!

—Ah, foi? Tanto quanto matar uma mãe e sua filha inocente? Tanto quanto invadir a casa de alguém que queria viver em paz com quem amava? Forçar uma criança a ser separada do pai porque tentaram matá-la?

—Foi diferente do que aconteceu comigo?

—Ah, foi. Meu pai foi melhor que o seu no trabalho; O seu matou apenas minha mãe e minha prima, que já estava morta aliás. Fomos trocadas e cresci longe do meu pai. Ao passo que meu pai fez o trabalho completo, matando ambos os seus pais e se não fosse o amor de sua mãe, mataria você. — Pausou, olhando para as pessoas — E você cresceu protegido, com seus tios. — Franziu a testa — No fundo somos bem parecidos Potter.

—Meus pais tinham um ideal, o seu não.

—Claro, o ideal dos seus pais era matar o meu e tudo o que ele amava, sob as ordens de Dumbledore, pois o meu não queria que trouxas e bruxos convivessem. — Olhou-o firme -Já tivemos essa conversa antes.

—Não! A Ordem não queria que trouxas, nascidos trouxas e mestiços fossem perseguidos

—No começo; Mas quando Voldemort só queria que os mundos ficassem separados, foi oposição e oposição é deletada. Não é Molly Weasley? — Voltou seu olhar para a mulher que havia se aproximado do filho. Os Weasleys restantes estavam juntos e franziram a testa para a mãe

—Do que ela está falando? Vocês participaram da primeira Ordem?

—Que mãe ela está falando?

—Talvez os mais velhos aqui tenham conhecido ou ouvido falar de Halley Priden — Os adultos pareceram reconhecer o nome — Se alguém poderia fazer alguém amar, esse alguém era ela — pausou — pelo que ouvi dizer, desculpem, me impediram de conhecê-la.

—Pare! Petrus Pontus! — Pedras voaram em direção à Isabella, mas ricochetearam em um escudo que ela não havia estabelecido

—Não toque em minha filha Potter — Ergueu a sobrancelha, tomando espaço — Pagamos sangue com sangue, não é? Minha esposa, minha filha, seus pais. Dumbledore manipulou a todos com maestria e mesmo ouvindo-o confirmar, continua ao lado dele. Por quê?

—A profecia diz que devo derrotar você e que só um de nós pode viver! Você vai lançar trevas sobre todo mundo bruxo se assumir o controle, irá perseguir nossos iguais! Você matou meus pais. Matou muitos que amo.

—A Ordem também. Em que pé estamos?

—A profecia, a profecia, a profecia — Isabella bufou e então sua voz assumiu um tom diferente enquanto proferia-a

A Lady e o Menino. Quem vencerá? Aquela do sangue mais nobre? Gryffindor, Hufflepuff; Ravenclaw , Slytherin; Priden;

Trevas ou Luz? Afinal, o que são as trevas? O que é o mal? O que é a Luz? Quem tem as melhores intenções? Ela nascerá a Meia Noite durante o cometa do Destino. Ele nascerá ao Amanhecer. Ela poderá ganhar o mundo. Lutarão contra ela. Tentarão impedir sua existência. Precisa estar em segurança, o amuleto, ser guardado. A Prometida. O sangue mais poderoso possui.

Os fios ligam-se como numa teia. Precisa recuperar o equilíbrio perdido a muitos e muitos anos.

Quem conseguirá? A Lady ou o Menino?

Deixou que as palavras assentassem.

—A Ordem matou o marido da Guardiã do amuleto que a protegia, mandou a irmã para Azkaban e a Guardiã, felizmente, salvou-se, entretanto, ficou sem memória, presa no mundo trouxa. A filha cresceu sem os pais. Há muitos órfãos nessa história, não há? — Voldemort questionou, olhando para os que os cercavam — Realmente parece que chegamos à um impasse.

Harry e Isabella se encararam.

—Dumbledore o usou Harry, ele o manipulou desde antes que nascesse, para que a profecia se cumprisse e enfrentasse o Lord das Trevas, uma vez que achava que a dita Lady, não existia mais. E agora estamos aqui, a Lady e o Menino que Sobreviveu.

Crucio!— Proferiu e Isabella deu uma pirueta lançando um Protego ao mesmo tempo.

Tisc tisc tisc Potter! Pernum Negrum!

—Protego! — Escapou por pouco do feitiço que prenderia seus pés ao chão só permitindo que fosse descolado por ácido

Eletricus Duo!— Sacolejou a varinha, produzindo um lampejo azulado na direção do garoto que começou a ter espasmos, o corpo perpassado pelos choques — Vamos Potter, já que quer lutar, faça melhor.

Esperou que ele se recuperasse; As pessoas dividiam-se entre encarar vidrados e cochichar sobre o que haviam ouvido.

Isabella sinalizou à sua Guarda Escudo para que erguessem proteções ao redor dos seus — não podiam confiar que os partidários de Dumbledore não atacariam.

Ele se aprumou, respirando fundo.

—Tudo se tornou uma questão de vingança, não é?

—Podemos parar Potter e encontrar outra forma de resolver isso.

—Está com medo ou pensa que eu estou?

—No momento, nenhuma das alternativas — Rodopiou a varinha entre os dedos — Só propondo pararmos com esse ciclo de dor.

—Não sem antes acabar com você e com seu pai.

Ela gargalhou

—Não vai não — Endureceu a expressão — Crucio! -O rapaz caiu sentado, às mãos levadas a cada lado do crânio — Com quem está acabando agora?

Ele se levantou, com dificuldade, mas aprumou-se novamente.

Azulacius!— Gritou e com um sacolejo da varinha, um lampejo azul atingiu o peito de Isabella, lançando-a ao chão.

Cutare!— Exclamou cortando o ar com força, ainda levantando-se e dessa forma, pegando-o de surpresa. Sua perna cortou-se.

—Avada Kedavra!

Aconteceu num átimo.

O lampejo verde fluiu da varinha de Harry em direção a Isabella, Draco gritou um sonoro “NÃO”, sobrepujando os gritos dos outros amigos e padrinhos de Isabella; Do lado de Harry, uma série de sons de surpresa foram ouvidos.

Tom Riddle não pensou em mais nada, sendo tomado pelo amor que ainda existia nele, a necessidade de garantir que sua filha sobrevivesse — num átimo, antes que o lampejo chegasse á ela, ele se interpôs, os braços ao seu redor, derrubando ambos.

Harry, por um momento, sorriu, mas então o lampejo que parecia tê-los atingido ricocheteou, e sua visão ficou verde enquanto sentia seu corpo ser lançado.



Nenhum dos presentes conseguia acreditar no que via.

Os três corpos no chão, imóveis. Os braços de Tom ao redor da filha, uma das mãos atrás da cabeça dela, impedindo que batesse diretamente no chão, seu peso apoiado em um dos joelhos e um dos cotovelos; Seu manto negro chamuscado, bem como o buraco entre as vestes de Harry.

Draco correu, ajoelhando-se ao lado deles, percebendo Emma e Kate abrirem caminho, se atirando ali; Bellatrix, Severo e outros aproximaram-se, surpresos, incrédulos, curiosos. Hermione correu para o lado de Harry, Molly, Neville e Luna aproximando-se.

Izzye, Izzye— Draco tirou o corpo de Thom de cima dela, deixando-o ao lado; Os olhos de ambos estavam fechados, suas faces, como se dormissem. — Izzye, Izzye, Izzye, não — Os olhos do garoto Malfoy marejaram-se, seu rosto, avermelhou-se.

E então

Um retomar de fôlego profundo, como aqueles que se tem ao passar muito tempo com a respiração presa ou ao de acordar de um pesadelo intenso, foi ouvido ao mesmo tempo que uma espécie de onda de energia brilhante rompeu como uma pedra jogada no lago desperta a superfície. Os que estavam próximos foram lançados um pouco para trás enquanto olhos claros se abriam, brilhantes.



—Onde estou? — Isabella abriu os olhos, confusa; Havia muita luz ao seu redor, obrigando-a a cerrar os olhos. Vasculhando o local, viu o corpo do pai ao lado dela. Seus olhos estavam fechados — PAI! — Gritou se pondo ao seu lado, levando a mão ao ombro dele, o chacoalhando.

Quando seus olhos abriram, ela respirou, aliviada — Não sei o que está acontecendo, mas que bom que está vivo. — Abraçaram-se

—Sonhei com isso tantas vezes! — Uma voz doce, delicada como um repicar de sinos de cristal se fez ouvir, fazendo-os separarem-se.

Isabella se pôs em pé em um salto, dando um passo para trás, os olhos arregalados. Tom não conseguia acreditar enquanto se colocava de pé.

—Mãe?

—Querida?

Disseram ao mesmo tempo e Izzye surpreendeu-se com a doçura na voz do pai, que avançou em direção à mulher que sorria para eles.

Seu sorriso era brilhante, chegava até os olhos, parecendo capaz de derreter um iceberg, suas covinhas acrescentando doçura ao rosto; Seus olhos verdes brilhavam, emoldurados por cílios negros e longos; Seus cabelos cacheados caiam até a cintura, macios; Trajava um longo, fluido e belo vestido verde esmeralda, os pés, descalços.

Tom aproximou-se, e então, prestes à abraçá-la, parou.

—Não estou etérea — Comentou, risonha ao abrir os braços

Ele a puxou para um abraço, seus braços envolvendo-a, com uma urgência saudosa, aspirou seu cheiro de olhos fechados.

—Tem o mesmo cheiro — Ela riu

—Não mudei de perfume — Sorriu — Na verdade não uso nenhum há um tempo — Riu novamente e então seus lábios em forma de coração foram tomados por Tom.

Os dois se separaram, colando as testas por alguns instantes e então ela olhou para Isabella, seus olhos marejando.

—Não posso acreditar no quão linda, grande e talentosa está! Nunca pensei que pudesse vê-la novamente — Sorriu puxando a garota que continuava estática, admirada. — Ah, como desejei poder abraçá-la, niná-la, cantar para que dormisse e para que seus pesadelos fossem embora — Aspirou o cheiro da filha que fez o mesmo, tentando memorizar cada parte daquele encontro.

—Mamãe?

—Minha Izzye — Sorriu novamente, espalhando beijos pelo rosto molhado de lágrimas de Isabella.

—Eu… Eu sinto sua falta.

—Oh querida, eu sei. Perdoe-me não ter resistido mais

—Não, não se culpe. — Exclamou a garota, olhando nos olhos da mãe — Só… Posso te abraçar de novo?

—Sim, é claro querida — Abraçaram-se mais uma vez e então se soltaram.

—Querida, Halley, não entendo, onde estamos?

—Estão na Estação. Foi-me permitido estar aqui com vocês

—O quê? Como assim?

—Querida, estavam batalhando, não estavam? — Ambos baixaram o olhar, as faces coradas — Ora, não se culpem. O que Betty lhe deu?

Isabella olhou-a confusa e então levou a mão ao pescoço, por debaixo das vestes, o medalhão repousava, intacto.

—Eu… Eu o coloquei antes da batalha, queria sentir que estava comigo.

—Sempre estarei com você querida. -Olhou para Tom -Com os dois. — Sorriu — O medalhão foi feito para protegê-la filha; Está impregnado com a magia mais poderosa. E além disso, seu pai fez hoje a mesma magia, o contra-feitiço mais poderoso que já fez algum dia.

Os dois a olharam, absortos e ainda um pouco confusos

—Ora,vamos! São inteligentes — Riu — Quando Harry lançou o Avada, seu pai não pensou em nenhuma batalha, em nenhum trouxa, em nenhum poder, em nenhuma vingança; Ele apenas pensou em protegê-la. Ele moveu-se para dar a própria vida por você, assim como eu, anos atrás.

—Amor — Murmuraram juntos e a mulher sorriu

—Sim! — Exclamou feliz — O amor contido na magia do medalhão e o contido na ação dele fez com que o feitiço ricocheteasse e se voltasse para Harry. Tocou em vocês o suficiente para que tivessem essa passagem aqui, entretanto, o amor os protegeu. Ainda que não tivéssemos esse encontro, sobreviveriam.

—Então estamos vivos?

—Sim. — Sorriu novamente, acariciando o rosto de ambos

—E o Potter?

—Talvez esteja em algum lugar da estação, mas não tenho certeza sobre seu paradeiro — Suspirou — Ele tinha um pedaço da alma de seu pai nele, devido ao Avada que lançou anos atrás

—Isso explica a ofidioglossia e tudo — Tom refletiu

—Sim

—E o que isso significa?

—Que se você tivesse tentado matá-lo, teria matado a si mesmo e não estaria aqui agora.

—Como ele mesmo lançou e voltou, atingiu a alma dele?

—Sim.

—Então o pedaço da alma do papai voltou pra ele?

—Se o corpo dele não estivesse por perto, vagaria e dispersaria, mas sim, voltou. O amor a atraiu.

—Inacreditável.

—Tanto quanto estarem aqui — Sorriu doce

—Você sempre sorri? — Izzye inqueriu, curiosa

—O tempo todo — Tom comentou, sorrindo para a esposa

—Temos pouco tempo — Seus olhos marejaram novamente — O amor os manteve vivos, foram poupados, pudemos nos ver e agora recebem uma segunda chance. Usem-na com sabedoria.

—Está bem — Disseram, juntos

—Eu os amo, sempre

—Nós também — Isabella e Tom disseram juntos novamente, fazendo Halley sorrir e abraçá-los.

—Eu sabia que abriria meu quarto querida — Piscou, beijou a bochecha de Isabella e depositou um beijo sobre os lábios de Tom — Lembrem-se, amor. — Sorriu e então, num átimo, tudo se esvaiu e ambos se viram lutando para recuperar o fôlego.



—Santo Deus!

—Por Merlin!

Várias expressões de surpresa foram ouvidas quando os dois abriram os olhos e quando esforçaram-se para levantar, um pouco tontos, Draco amparou Izzye e Severo estendeu a mão ao Lord.

—Como vocês….

Izzye sorriu e arrebatou os lábios de Draco

—Amor — Respondeu soltando-o e pegando a mão de seu pai — O amor na ação dele e o amor de minha mãe, incutido no medalhão — Tirou-o de dentro das vestes — A magia mais poderosa. — Sorriu — Fez com que a Maldição da Morte voltasse.

Os seus comemoraram e muitos tinham diferentes olhares para as duas figuras ali destacadas.

Ninguém nunca havia visto, havia imaginado, Lord Voldemort como alguém capaz de amar. Como alguém capaz de sacrificar-se por outrem; Como alguém que enxergasse além da vingança e do poder, entretanto, agora haviam presenciado justamente o que criam ser impossível.

Isabella olhou para o lado oposto e viu o corpo de Harry ainda largado no chão.

—Ela disse que não sabia que rumo ele tomaria… Achei que … — Aproximou-se, mas Hermione ergueu a mão

—Por favor Isabella.

—Não vou ferir vocês. — Olharam-na, surpresos — O quê? — Suspirou voltando para perto dos seus

Hermione suspirou;

Madame Pomfrey aproximou-se e então, ao examinar Harry, seu rosto tornou-se triste e ela meneou a cabeça.

—Harry Potter está morto.

Notas finais
Não é nosso adeus :) O que acharam??