Notas iniciais
Hello meus amores! Dizer adeus é muito difícil, então, adiei mais um capítulo - Não posso fazer epílogo ainda, preciso dar um desfecho decente na Batalha, não é? Espero que gostem e boa leitura!

Ao ouvirem as palavras de Madame Pomfrey, de um lado, bruxos ansiosos por explodirem de contentamento seguraram-se ao sinal de Lord Voldemort; Do outro, o que primeiro era um burburinho tornou-se uma confusão de bruxos que dividiam-se entre lançar-se à luta ou renderem-se, ainda confusos pelos acontecimentos da noite.

Quando um grupo destacou-se para atacar, empunhando suas varinhas, o escudo ao redor dos Comensais e seus partidários com um leve sinal, fortificou-se.

—Querem mesmo continuar com isso? — Isabella perguntou com a voz cadenciada enquanto via várias varinhas apontadas para si.

—Esperem! — Exclamou Luna, surpreendendo a todos, sua voz delicada parecendo sobressair. — Nem os zonzóbulos acompanharam isso tudo; Não podemos nos lançar à outra batalha sem sabermos por quê.

—Vingança! — Alguém gritou entre os bruxos com varinhas em riste

—Pelo que entendi foi vingança de ambas as partes que nos fez chegar aqui e não acho que vá resolver alguma coisa.

Os bruxos a encararam e ela sustentou o olhar deles.

—Concordo com Luna — Neville colocou-se ao seu lado

Bill e Fleur deram passos à frente, jutando-se aos dois.

—O que estão fazendo? — Molly perguntou ao filho e nora — Seu pai e seus irmãos estão mortos.

Percy andou até Bill.

—E batalharmos de novo vai trazer mais mortes. Estamos com Luna mãe — Disse Bill

—Não entendemos o que aconteceu ainda mãe. Pensamos que sabíamos por quê estávamos lutando, mas parece que não. — Percy disse mantendo-se firme ao lado do irmão e da cunhada.

George pensou e baixou a varinha, devagar.

—Fred não lutaria por vingança, não se trouxesse mais dor.

Os demais, vendo os Weasley erguendo-se com Luna e Neville, começaram a baixar as varinhas, um a um. Ainda havia relutância entre alguns quando Hermione levantou-se do chão, onde velava o corpo quase frio de Harry.

Sua atitude pareceu chocar alguns e causar comoção nos ainda resistentes à ideia, que acabaram abaixando suas varinhas também.

Hermione encarou Isabella e Tom e disse, firme:

—Podemos até não lutar, mas queremos explicações.

Isabella sorriu.

—Um momento — Ela e Tom trocaram um olhar e murmuraram entre si, rapidamente.

—Narcissa, Clarence, cuidem dos feridos — Olhou para Madame Pomfrey — Narcissa chefiará a enfermaria, sim?

—Philip, Aubrey, Sarah, acompanhem-nas por favor. — Cada um deles destacou-se do grupo assumindo suas posições ao acompanhá-las — Ajudem a levitar os feridos e as guardem de imprevistos — Assentiram

—Qualquer um que esteja ferido que não possa ou não saiba curar-se por si mesmo, sigam-nos — Clarence disse e os bruxos relutaram, querendo ouvir o desfecho — Tudo bem, ouçam primeiro, mas venham ser atendidos.

—Ah, conseguiremos sará-los muito mais rápido, muito mais! — Madame Pomfrey comemorou, mesmo que não completamente confortável com o controle de sua enfermaria ser tirado dela.

Enquanto andavam pelo campo e para dentro do castelo, levitando corpos, no centro, as explicações começaram.

Tom adiantou-se:

—A questão em jogo não é mais, como pensado anteriormente, dado aos acontecimentos da Câmara Secreta, por exemplo, a supremacia dos Sangue Puro -Pausou olhando para os rostos dos presentes — mas uma separação do Mundo Trouxa. — Perscrutou os rostos dos que o olhavam, com diferentes expressões — Manter trouxas e bruxos separados, sem que os trouxas saibam de nossa existência, nos parece ser a única alternativa para que situações como as quais passamos e até mesmo a de hoje, não se repitam; Para que vivamos em paz e no fim, não haja mais trouxas entre nós.

—Isso soa como um pretexto para eliminar trouxas, nascidos trouxas e mestiços

—Não Sra. Weasley — Isabella interferiu — O amor de sua família pelos trouxas deve impedi-los de ver quanto mal já foi infligido a ambos os lados — Desviou o olhar de Molly, passando pelos rostos presentes — Da mesma forma que um dia matá-los foi tão comum que a Maldição da Morte virou parte de contos de fadas como uma fórmula mágica, “abracadabra” — Fez aspas com os dedos e alguns presentes riram da palavra — Fomos caçados, queimados, excluídos. A convivência entre nossos mundos nunca foi feliz.

—O conhecimento pode levar à inveja ou ao temor e ambos levarem à retaliação; A ignorância, temor e este ao medo; Medo este que acabaria, assim como o proveniente do conhecimento, à retaliação, à opressão ou retração. Em ambos os casos, acabamos em disputa se respondermos, em perseguição se nos calamos — Voldemort disse, sua voz clara e fluida.

—E então matamos todos os que não são puro-sangue ou que gostam deles? — Uma garota perguntou e ele suspirou

—Inicialmente, era a ideia — Pausou — Mas conheci Halley e ela me transformou — Sorriu — Minha única vontade era então que nossos mundos fossem separados, as relações cortadas — Seu rosto tornou-se sombrio — Entretanto, Dumbledore e seus partidários iluminados nos atacaram e fiquei cheio de ódio novamente.

—Todavia, se há magia ativa no DNA de alguém, este é um bruxo e tão capaz quanto um puro sangue — Isabella disse — Vide Hermione Granger — Apontou com a cabeça para a bruxa — Embora alguns detestem admitir.

Tom retomou a fala:

—Seus ideais tornaram-se manchados, difusos. Os primeiros líderes da Ordem queriam que os trouxas vivessem entre nós, mas nem mesmo ao ver que de fato era uma má ideia, retrocederam. Os contrários à convivência dos mundos foram perseguidos: bruxos mataram bruxos, mataram inocentes; Mataram pessoas que apenas não queriam viver o medo das fogueiras de novo. A situação tornou-se crítica, uma bola de neve, entrando em um looping infinito -sorriu amargo- A Ordem atacava os opositores, muitos opositores tornaram-se Comensais, que atacavam a Ordem e a estabilidade que esta procurava.

Isabella deu um passo e disse, frisando a fala:

—Mas o Lord das Trevas mantinha o seu: Não misturar-se aos trouxas e vingar a morte dos que amava. Seus seguidores tinham o mesmo; Não misturar-se aos trouxas, vingar a morte dos que amavam -Pensou- Alguns queriam poder sim, mas, enfim — Deu de ombros — Vingança pode não ser algo doce ou correto, caso queiram colocar assim, mas a Ordem nunca deu tempo de perdão. Forçou violência sobre violência, sempre sobre a bandeira da paz e da aceitação.

—E você quem pensa que é para falar em nome dele — apontou a cabeça para o Lord — ou da Ordem? — Um auror inquiriu, ríspido

—Ainda não entendeu? — Sorriu sarcástica- Sou fruto da conivência entre bruxos e trouxas — Pausou olhando-o atentamente e então seu olhar foi para os rostos que a observavam — Filha de Halley Priden e Tom Riddle, sendo que esta foi morta pela Ordem — Pausou- mais exatamente por Tiago Potter. — Deixou a informação pairar enquanto alguns sons surpresos eram ouvidos- Narcissa trocou o corpo de minha prima, que morrera de causas naturais naquela mesma noite no mundo trouxa, por mim, usando o tempo que minha mãe ganhou. — Pausou novamente e sorriu amarga — Alvejaram a bebê repetidas vezes — Suspirando, retomou — Cresci no mundo trouxa, mas voltei e hoje estamos aqui. — Abriu os braços sinalizando o local — Trouxas e Bruxos invadiram nosso lar naquela noite. E por que? Porque uma profecia colocava a Ordem em maus lençóis. Se a Ordem não tivesse atacado nosso lar naquela noite, hoje nenhum de nós estaria aqui. Lord Voldemort e os Comensais não existiriam.

As palavras assentaram entre os presentes.

—Vocês não tinham o direito de destruir tantas vidas inocentes aqui — Granger disse zangada

—A Ordem que movia-se por seus próprios interesses, que movia-se para continuar no poder, que movia-se para eliminar seus opositores e depois vingar-se pelo que estes causaram, não tinha direito de matar uma mãe e uma criança inocentes. — Disse Voldemort, sombrio

—Não somos tão diferentes assim, somos? — Hermione indagou depois de alguns segundos de silêncio

—Não Hermione — Meneou a cabeça — Não somos.

—Podem tentar se vingar pelos seus entes queridos e todos nós manteremos o ciclo de dor e violência. — Isabella disse andando para mais próximo dos oponentes — Ou todos seguimos nossas vidas, se e somente se, os trouxas não conviverem conosco.

—O Ministério deverá decretar que trouxas e bruxos vivam definitivamente separados. Nascidos trouxa deverão não relacionar-se com trouxas, tornando-se parte definitiva do mundo Bruxo.

—Mas temos família trouxa! — Um nascido trouxa exclamou, as sobrancelhas unidas

—Família que não poderia visitá-lo aqui, nem saber o que é, exceto, logicamente, os pais. — Tom comentou como se fosse algo óbvio

—Vejam, sangue bruxo é sangue bruxo. Podem não ser puros, mas de alguma forma, bruxos. — Isabella dá de ombros — Mas a manutenção de nossa raça, a vivência em paz, depende dos laços cortados com eles. Foi a tentativa de união que causou tudo o que vivemos aqui hoje e que vivemos no passado.

Os presentes murmuravam entre si e alguns ergueram a voz.

Um auror lançou-se em direção à Isabella, mas antes que pudesse fazer algo, Draco, Tom, Bellatrix e Emma tinham-se posto em seu caminho. Emma o petrificou e Isabella impediu Bellatrix de lançar um Crucio nele e seu pai de matá-lo.

—Não estrague o que estamos tentando construir. — Ela suspirou, encarando o auror petrificado — Se for solto vai atacar de novo? — Virou-se para os demais — Como veem, não iniciamos. Se o soltarmos e ele tentar atacar, será morto, sim?

Ninguém respondeu.

—Emma — Draco disse entredentes e Emma o libertou

—MENTIRAS! MENTIRAS! Dizem muitas mentiras!! — Ele gritava, descontrolado, mas não atacou. Neville o tirou de perto dos Comensais — Não posso admitir isso. Não posso.

—Agora vocês tem suas explicações. — Tom disse calmamente — Lutam ou se rendem?

—Lutamos! — Um homem exclamou e mandaram que calasse a boca

—Eles estão em maior número — Uma garota ao seu lado disse o óbvio — E embora eu deteste admitir, foram sensatos no discurso.

—Vai se bandear pro lado das trevas? — O homem exclamou e a garota bufou.

—Não estou vendo lado das trevas, mas dois lados que tiveram seus acertos e erros, uns mais que outros e pelo menos um deles está tentando parar — Ela pausou — E por incrível que pareça, o lado que menos esperávamos — Olhou para o homem — Você, como um membro da Ordem pai, deveria ser o primeiro a querer a paz e não insistir em lutar.

O silêncio caiu novamente sobre os presentes e os burburinhos recomeçaram.

—Não pode tornar-se um Ditador — Hermione acusou Voldemort

—Há Comensais no Ministério, estamos em maior número aqui, a maior parte da Ordem foi extinta e a maior parte de seus lutadores, ferida. — Tom comentou sustentando o olhar da garota

—Teoricamente, ele pode sim — Luna disse e suspirou, triste. Hermione bufou.

—Rendem-se? — Isabella perguntou e sustentou os olhares dos bruxos que a encaravam. Eles alternavam os olhares entre ela e Voldemort.

—Gosto da opção batalhar — Bellatrix comentou e um crucio a atingiu, fazendo-a inclinar a cabeça e olhar fixamente para quem o enviou

—Faça melhor Weasley — Riu para Molly

—Rendição implica em parar de se opor Sra. Weasley — Snape disse entediado, a sobrancelha arqueada

—Mataram toda minha família! — A mulher gritou, descontrolada

—Ei, olhe ao seu redor, ainda há filhos — Draco apontou para Bill, Fleur, George e Percy — Além da Granger.

—Entenderam o que eu disse! — Ela gritou novamente e livrou-se do braço de George quando ele tentou segurá-la.

—Entendemos Sra. Weasley e sinto muito — Isabella disse olhando-a nos olhos — Sério — Suspirou- Mas é isso o que acontece em guerras, perdemos quem amamos — Seu olhar era sinceramente triste — e é isso que queremos evitar.

— Severo, tome seu posto como Diretor; Malfoy — Tom apontou para Lucio e então para Draco — Listem as baixas de ambos os lados junto com Severo. — Isabella apontou para Newt e Ellie e Voldemort assentiu — Acompanhem-nos.

Ellie olhou para Luna.

—Lovegood, quer nos acompanhar? — A loira assentiu

—Sou útil para identificá-los, não é?

—Sim — Luna seguiu os Comensais enquanto andavam em direção à enfermaria improvisada.

De um lado corpos enfileiravam-se apáticos, de outro, as curandeiras trabalhavam com afinco.

~

Naquele dia, as baixas entre os partidários de Dumbledore foram maiores, mas felizmente, muitos alunos haviam resistido.

A Ordem não mais existia e os únicos remanescentes eram Lovegood, Neville, Granger e os Weasleys.

Os Comensais, continuavam sendo fiéis à Tom e Isabella Riddle, mas passaram a tocar suas vidas sem o peso de uma guerra incessante, alguns tomando novos cargos no mundo bruxo.

Novas eleições foram feitas, estabelecendo novos líderes e novas leis foram formuladas.

“Trouxas e bruxos devem viver separados e as crianças deverão ser educadas para que entendam as implicações que a união dos dois mundos trouxe e pode trazer”

“Magia e tecnologia não se comportam bem juntas, portanto, bruxos são proibidos de realizar magias no mundo trouxa, exceto sob circunstâncias especiais contida no anexo b do presente artigo”

“Trouxas são proibidos de viver no mundo bruxo e de fazerem incursões, exceto nos casos em que trazem filhos nascidos-trouxa; São ainda proibidos de saber de nossa existência, exceto no caso anteriormente mencionado”

“O bruxo que queira viver com um trouxa deverá registrar-se, renunciar ao uso da magia durante sua permanência com este e seguir as leis anteriormente mencionadas.”

“Entende-se que todos tem direito à vida, quer nascidos trouxa ou não; Se há magia ativa no DNA deste indivíduo, este torna-se tão capaz de exercer suas habilidades mágicas quando qualquer puro-sangue”

“Ações movidas por preconceito mágico serão punidas de acordo com a gravidade destas, independente de qual parte proceder”

“Todos os nascidos-trouxa deverão ter um guardião ou família guardiã bruxa — independente da composição sanguínea da família”

Uma escola secundária onde nascidos-trouxa e outros bruxos dos 7 aos 10 anos poderiam estudar, como em Hogwarts, mas matérias comuns aos trouxas como línguas, lógica, desenho, música, matemática e geografia. Além disso, estudariam em disciplina intitulada “Estudo dos Trouxas e Interações Trouxas-Bruxos” as interações entre estes, bem como seus resultados e as leis concernentes à isto.

Aos bruxos seriam mandadas cartas, assim como em seu primeiro ano em Hogwarts, mas aos nascido-trouxas seriam designados funcionários à suas famílias ou responsáveis para que os trâmites fossem realizados e famílias bruxas ou bruxos solteiros poderiam responsabilizar-se por serem guardiões de uma ou mais dessas crianças, responsáveis por acompanhá-las no mundo bruxo e facilitarem a transição.

As crianças do primeiro ciclo (7-8) voltariam para a casa trouxa 3 vezes ao mês, nos feriados e férias — a família guardiã ficava com um fim de semana e feriados acordados; As do segundo ciclo (8-9) já tinham os fins de semana divididos entre a família biológica e a guardiã; As do terceiro (9-10) teriam seus fins de semana e férias divididos; As do quarto (10-11) tinham um fim de semana e férias com a família trouxa, passando feriados e um fim de semana com a guardiã.

Uma vez que Poções, Herbologia e Magizoologia envolvem Biologia e Química, Aritmancia envolve Cálculo e Astrologia, Física, tais matérias não seriam abordadas na pré escola mágica.

Os nascidos-bruxo tem a opção de estudar ou não na PreHog — o nome pelo qual a escola foi batizada.

Os outros Ministérios da Europa seguiram o exemplo do Ministério da Grã-Bretanha e aos poucos outros começaram a aderir, a princípio, lentamente. Todos pareciam ter achado sensato modificarem seus costumes para evitar situações... complicadas.

Os danos que Hogwarts sofreu foram reparados e novos candidatos à professores apresentaram-se à Snape, o novo diretor.

Todos os mortos tiveram seus enterros dignamente feitos, as famílias receberam pequenas medalhas; Medalhas não substituíam os entes perdidos, não tinham o mesmo valor, mas davam a família certo consolo de que seus entes morreram em uma batalha quase apocalíptica para seu mundo, ajudando a salvá-lo, de certa forma — ainda que tivessem lutado do lado perdedor.

Harry Potter fora enterrado junto ao túmulo dos pais e do padrinho, Sirius.

Rony, Gina, Arthur e Charles foram enterrados em uma bonita cerimônia; Fred, que fora recuperado graças à Narcissa, lhe foi grato e conduziu o enterro dos irmãos e pai, como o filho que escapou da morte.

Isabella se desculpou com ele, ainda no campo de batalha, logo que Narcissa o curou, mas nenhum dos dois espalhou o fato — Embora ambas as mulheres tenham descontos nos produtos das Gemialidades Weasley.

Dumbledore teve um enterro promovido por Molly, seu irmão, a professora Minerva, que sobrevivera e alguns alunos; Quando seu corpo foi enterrado, Fawkes cantou pela última vez.

Cullen

Carlisle e Esme carregaram Alice e Edward para dentro do castelo, onde encontraram Rosalie e Jasper acompanhados por um Emmett cabisbaixo.

Emmett, ao acordar dos encantamentos, ficara inicialmente furioso, mas então percebeu o quanto Rose se importava para tê-lo tirado de lá e ter ouvido seus gritos silenciosamente — o que não era do seu feitio — e calou-se, mesmo que chateado por ser tirado da ação.

Jasper não conseguia aproximar-se de Alice, tamanho vazio emotivo proveniente dela — era como se suas emoções tivessem sido tão afetadas, que quase anulavam-se.

Emmett ficou furioso, culpando-se por não estar lá, mas quando tentou virar sua fúria para Jasper e Rosalie, Esme o impediu.

—Emmett, Jasper e Rosalie salvaram sua vida. — Fungou — Perdemos Edward,quase perdemos Alice — Olhou-o nos olhos — Quem sabe se não perderíamos todos vocês?

—Rosalie e Jasper estavam certos o tempo todo; A batalha não era nossa, nunca deveríamos ter participado dela. Perdoem-nos. — Carlisle suspirou, olhando para os três filhos restantes.

Jasper tinha o maxilar travado, assim como Rosalie. Nenhum dos dois conseguia pronunciar-se.

—Vamos embora daqui — Rose disse, séria

—Dumbledore nos trouxe por meios mágicos — Carlisle os lembrou — e aparentemente esqueceu-se de ensinar como voltar.

—Tudo bem, pedirei à Isabella — Disse Jasper, surpreendendo Esme, Carlisle e Emmett

—Ela não vai nos ajudar bro — Emmett coçou a cabeça, mas Jasper sorriu.

—Ela vai, não vocês. Mas à mim e à Rose.

Jasper saiu, costurando em meio aos bruxos e encontrou Isabella rodeada por seus amigos enquanto resolviam alguma coisa.

—Isabella? — Chamou mantendo-se alguns passos distantes

—Sim? — Respondeu virando-se com um sorriso — Vencemos Jasper! — O vampiro sorriu

—Fico feliz por isso.

—Obrigada por toda a ajuda — Disse ainda sorrindo, lembrando a velha Bella Swan, feliz

—Edward foi beijado por um Dementador — Comentou — Mas acho que já soube

—Na verdade sim, eu vi.

—Alice estava perto dele e agora não consigo me aproximar, ela parece ter uma confusão sentimental tão grande, que não sinto suas emoções; Ela não está falando com ninguém e seu olhar está vazio.

Isabella suspirou.

—O beijo do dementador é pior que a morte, ele suga todas as boas lembranças, sonhos, emoções, deixando no lugar um grande vazio; A pessoa revive suas piores memórias e como empata, conhece o poder das emoções. Não há volta, o beijado apenas existe, não tem mais alma. Por ele, o melhor que podem fazer, é queimar. — Pausou procurando reações em seu rosto — Agora, por Alice — Meneou a cabeça — Embora não beijada, perdeu todo o resto, é uma casca vazia, devido ao colapso causado por presenciar o beijo tão de perto e estar sob a aura do Dementador.

—Ela não se recuperará — Sua pergunta soou uma afirmativa

Isabella meneou a cabeça.

—Sinto muito.

Jasper a olhou intensamente

—Ela escolheu o que fazer Isabella — Sorriu amargo — Foi uma batalha, em batalhas, pessoas se vão.

—Você é um soldado.

O loiro olhou para os que ali estavam

—Todos somos. — Alguns dos bruxos sorriram e então Jasper se voltou para Isabella novamente -Pode nos mandar embora?

—Claro — Olhou ao redor e então apanhou uma pedra e colocou-a no chão- Portus -Pronto, agora — Olhou para seus amigos — Jhon, está bem?

—Sim — Sorriu

—Ótimo, levite a pedra até onde os outros Cullen estão, por favor. Depois que forem transportados, destrua-a. — Ele assentiu — Ah, Jasper, precisam devolver as varinhas. Entreguem à Jhon, sim?

Jasper assentiu.

—Obrigado Izzye.

Ela sorriu

—Essa chave os mandará para sua mansão em Forks, de lá, estão por sua conta.

—Já é um ótimo lugar.

—Certo — Tocou o ombro de Jasper com sua mão esquerda

—Continue sendo forte Comandante Whitlock — Sorriu novamente — Obrigada por seus trabalhos, somos gratos — Inclinou a cabeça levemente em direção à seu pai que comandava Comensais para um lado e para o outro — Adeus.

—Adeus Isabella Riddle — Ele sorriu e acenando aos bruxos ali presentes, virou-se, sendo seguido por Jhon.

Em Forks, embora a contra-gosto, queimaram o corpo de Edward e meses depois, quando levaram Alice à uma caçada, ao menor descuido, ao ficar sem vigilância, Alice caminhou para uma fogueira quase extinta que campistas haviam abandonado pouco tempo antes de os Cullen chegarem.

Quando Esme, Emmett e Carlisle chegaram, seu corpo já estava em chamas e ela os olhava, apática.

Esme gritou tão alto que as aves alçaram voo e os animais fugiram das proximidades, assustados; Jasper e Rosalie, que chegavam de uma visita aos Denalli encontraram Esme de joelhos, Carlisle com os braços ao redor dela, Emmett em choque observando as chamas que, com o material comburente do corpo de Alice, haviam rapidamente recobrado à força.

—Esme, ela já não estava conosco desde Hogwarts, precisa deixá-la ir — Carlisle dizia com voz doce, tentando consolar a esposa.

Emmett culpava Rosalie e Jasper, que culpavam Carlisle; Os Hale, que já passavam certo tempo longe do Clã, indispostos à ver seus olhares e ouvirem suas palavras, indispostos a verem Esme velar Alice que não saía nem pra caçar, sem que Esme os deixasse queimá-la e acabar com aquilo, ouviram calados Emmett dizer que agora que Alice tinha se atirado na fogueira eles deveriam estar felizes; Ouviram calados os soluços de Esme e sustentaram o olhar pesado, culpado e dolorido de Carlisle.

Rosalie tentara aproximar-se de Emmett, achando que haveria chance de voltarem a ser como antes, talvez.

—Emm...

—Não me toque. — Retraiu-se — Não a conheço Rose. — Olhou-a firme — Não foi com você que me casei.

—Emmett, você tinha escolha, assim como eu e Jasper. — Franziu a testa — Como todos nós.

—Você me privou quando me tirou de lá, eu poderia salvar Alice e Edward.

—Não Emm, não poderia — Carlisle pousou a mão em seu ombro — Como Esme já disse, talvez tivesse morrido também.

—Seria melhor do que viver como um covarde, sem o irmão e a irmã; Vendo a esposa que tirou sua liberdade levar dias para voltar pra casa.

—Sua esposa fazia isso para não estourar com seus olhares e murmúrios! Para não estourar com o quadro da irmã — Respirou fundo e fez aspas com os dedos — “Tirou sua liberdade” para salvá-lo, por amor o tirou de uma batalha que não era sua.

—Não devia ter feito isso — Disse enraivecido. -Carlisle é nosso líder, ele nos colocou em uma luta que valia a pena ajudar.

—Não Emmett, nunca valeu — Rosalie sorriu amarga — Carlisle foi mais um manipulado por Dumbledore, aposto que devia algo. Fomos arrastados para onde não era nosso dever e para onde a vitória já tinha sido determinada para o lado oposto ao que estávamos.

—Vocês traíram sua família para ajudar a Isabella — Falou com asco e cuspiu — Dá nojo!

—Você tem nojo de mim Emmett? — Rosalie perguntou.

Ele a encarou, sustentando seu olhar.

—Sim.

Rosalie engoliu veneno e assentiu.

—Tudo bem então Emm — Tirou a aliança do dedo, a garganta e olhos ardendo; Estendeu para ele, mas ele não se moveu para pegá-la. Suspirou deixando em cima da mesa de centro.

—Rose, não — Esme a olhou e Rose retribuiu o olhar e andando até ela, a abraçou.

—Seja forte Esme.

Pôs a mão no ombro de Carlisle e suspirou; Ele podia ter errado, mas era seu pai.

—Obrigada.

Olhou nos olhos do marido que se mantinha de queixo trincado, os braços cruzados, sem nenhum traço de seus antigos sorrisos.

—Dumbledore não destruiu apenas famílias bruxas — Virou-se olhando para Jasper que encarou os três Cullen restantes.

—Não a deixarei sozinha.

—Aposto que estão juntos — Emmett disse, furioso.

Antes que Jasper fizesse algo, Rosalie ergueu Emmett do chão, enraivecida.

—Eu nunca o trairia Emmett, não sou uma vagabunda infiel e ao contrário do que pode pensar, o amo. — Largou-o.

—Adeus — Sem olhar para trás, correu.

Jasper a acompanhou.

Agora só tinham um ao outro e seriam realmente os irmãos Hale.

Notas finais
Falem comigo, amo ouvir suas opiniões e até choro ♥