Notas iniciais
Tô chorando enquanto escrevo isso e nem colei o texto do capítulo ainda. Links necessários nas notas finais - Não vou dar spoiler aqui né? Já cliquei em postar umas quatro vezes e volto no "Clique aqui e faça as modificações necessárias". Não pensei que fosse tão difícil postar esse capítulo. Boa leitura!

Sorriu nervosa ao olhar seu reflexo e respirou fundo alisando o vestido.

O cetim parecia cremoso sob seus dedos, o busto assim como a saia eram brancos e lisos, com um ombro-a-ombro de tule delicado, impedindo de chama-lo de tomara-que-caia; Uma fita marcava a cintura e a barra era de renda. Era um simples, mas lindo vestido de cetim e ele não precisava de enfeites — o destaque se dava para a maravilhosa obra de arte que adornava seu pescoço — Um colar de uma intrincada rede de diamantes e esmeraldas.

Seus olhos se arregalaram quando Charlie o prendeu ao redor de seu pescoço, com Tom os olhando com um sorriso.

—É uma jóia de família Bells — Sorriu — Sua avó usou, sua mãe e agora, você.

Seus olhos encheram-se de lágrimas mais uma vez naquele dia.

—Querida, se for chorar a cada cinco minutos, nem magia manterá sua maquiagem no lugar — Tom comentou sorrindo para a filha que revirou os olhos.

Acariciou seus cabelos que caiam em cascata, organizados por um penteado delicado, mas lindo.

—Vamos? — Indagou estendendo o braço, orgulhoso; Charlie pegou o braço esquerdo enquanto saíam da sala onde se encontravam, já ouvindo o som da marcha nupcial.

—Está tão estonteante quanto sua mãe — Ambos comentaram em perfeita sincronia e a morena sorriu.

A decoração ao seu redor, com belas flores verdes e prateadas, os rostos dos conhecidos e amigos, o sorriso das ruivas que tinham seus cabelos lindamente presos, o sorriso de Kate, Charlotte, Alice ou de qualquer um de seus amigos, os olhares brilhantes dos presentes, nenhum deles importou mais no momento em que seus olhos se cruzaram com os azuis brilhantes de Draco, que a olhavam como se ela fosse o centro de seu mundo.

E era.

O aperto em seu braço esquerdo e direito causado por seus dois pais era a única coisa que a impedia de correr em direção à ele.

—Cuide bem dela — Charlie disse olhando ameaçador para Draco que engoliu em seco, mas sorriu.

—Cuidarei.

—Se ela quiser te matar, não importa o motivo, eu mato primeiro — Voldemort disse em tom descontraído, mas seu olhar era tão ameaçador quanto o de Charlie e o loiro nem conseguia engolir mais em seco.

Isabella riu discretamente, atraindo o olhar de Draco novamente e ele trocou aperto de mãos com os dois sogros ameaçadores e quando Charlie parou ao lado de Betty e Tom parou ladeado por Snape, Bellatrix e os Malfoy, pegou a mão delicada da noiva, sorrindo.

Seus olhares mantiveram-se presos um no outro durante toda a cerimônia, cada um sentindo como se o outro fosse tudo o que bastava.

—Um beijo por seus pensamentos — Focou os olhos nas safiras que a observavam, seu rosto tão próximo que podia sentir seu hálito de menta. Sorriu.

—Nosso casamento — Os olhos dele brilharam, felizes, ao tomarem seus lábios em um beijo carinhoso, mas intenso.

—Huum, acho que vou pensar nele mais vezes — Riu separando-se do beijo, sem fôlego.

—Sempre disposto à pagar — Riu acompanhando a esposa.

Prolongaram um pouco os beijos e então ouviram passinhos apressados em direção à porta.

—Mamãe! — Draco riu, os lábios ainda próximos do da esposa agora descomposta.

—Sim querido? — Abriu a porta com um gesto, o menino parou a mão no ar, a olhou, encarou a mão e riu.

—Isso é legal mamãe — Os pais sorriram para o filho que sempre se deliciava com as magias que via — A Halley e a Carlie não me deixam brincar.

—Tudo bem querido, já vamos sair, sim?

—Não se chateie campeão — Draco jogou o filho nos ombros arrancando uma gargalhada deliciosa dele e um sorriso derretido da esposa; Ela sempre se derretia ao vê-lo ser carinhoso com seus filhos, mesmo depois de 7 anos.

Suspirou enquanto desciam as escadas, suas filhas tinham colocado roupinhas em Dusk e Liz. Franziu a testa.

Duvido que gossstaram dissso— Comentou e riu quando as duas cobras sibilaram para ela.

—Vamos bruxinhas, tirem isso delas, precisamos ir.

As duas tiraram as roupinhas, colocando-as sobre uma poltrona e Halley os olhou tristonha por um momento.

—Preciso mesmo ir?

—Querida, precisamos ser um exemplo — Sorriu carinhosa arrumando uma madeixa da filha — Lutamos para que isso existisse, anos se passaram, mas ainda há quem duvide das ações tomadas — Suspirou — E mesmo dez anos depois, os olhos do mundo bruxo ainda estão sobre nós.

—Ah mamãe, as vezes é tão chato ser de família importante — Bufou — Queria ficar em casa mais tempo.

—Meu amor, virá todos os fins de semana, não moramos longe e algumas de suas tias trabalham lá.

—Vai aprender muitas coisas novas querida — Draco completou beijando a testa da filha e pegando a malinha da mesma.

—Tudo bem, eu sei, vai ser divertido — Piscou os olhos azuis e sorriu — Vamos!

Os cinco foram até à lareira — Havia um salão para entrada pela Rede de Flú que facilitava o acesso dos bruxos aos terrenos da PreHog.

Logo estavam olhando as instalações.

—Olha! Que bonito papai! Mamãe, olha, tem um unicórnio ali! — Halley apontou para a borda do bosque onde realmente havia um unicórnio que pastava tranquilo. Os olhos da filha vasculhavam tudo, com interesse. — Hogwarts é mais bonito e majestoso? — Perguntou curiosa; Queriam sempre que se surpreendessem a aprendessem aventurando-se o máximo de coisas possíveis; Era a primeira vez que Halley se via ali e nunca vira nem mesmo uma foto de Hogwarts.

—Sim, aqui é só um aquecimento.

—Mamãe, em casa, aos fins de semana, podemos ter nossas lições? — Halley perguntou séria, se aproximando dos pais.

—Sim querida, é claro — A menina sorriu novamente, adorava já ter lições de magia antiga — Seu sorriso é igualzinho ao da vovó — Se possível, a filha sorriu mais ainda. Gostava de ter o nome de uma pessoa tão importante e que seu sorriso fosse igual ao dela.

—Olha, tia Lucy! — Nathan apontou para Lucy que guiava um grupo de crianças para dentro.

—Quem é a outra moça mamãe? — Carlie apontou para um segundo grupo de alunos, do terceiro ciclo guiados por uma loira de cabelos cacheados e sorriso doce, ainda que dez anos tivessem se passado, parecia a mesma.

—Luna Lovegood.

—Ela era amiga dos outros né? — Halley perguntou. Sempre se referia aos contrários ao lado em que a família lutara “os outros”

—Sim.

—Ela é uma boa pessoa?

—Muitos eram querida — Izzye sorriu — Ela sempre foi avoada, mas é muito inteligente.

—O mínimo se entrou pra Corvinal — Draco comentou revirando os olhos e levou um tapa no braço.

—Drake — Izzye revirou os olhos para ele.

Viram Luize e Thomas chegarem pela rede de Flu rebocando um Andrew emburrado, mas sorriu assim que viu Halley.

—Hal! — Correu em direção à amiga e tão logo começaram a conversar, Emma e Lucca chegaram com Claire e Lexa e logo depois Peter chegou com Lya e Marshal.

Isabella olhou para seus amigos e seus filhos, olhou para as crianças que entravam na PreHog, orgulhosa por aquilo estar funcionando e tudo estar indo bem; As vezes não conseguia acreditar que aquilo tinha acabado e todas as vezes que alguma dificuldade surgia, como nos dois primeiros anos do pós guerra, com tantos problemas a serem resolvidos, pessoas revoltadas que ainda não haviam entendido as novas regras, pessoas ressentidas e outras animadas pelo porvir, sempre lembrava-se da última palavra de sua mãe naquele dia: Amor.

Sorriu para Ellie quando esta chegou para chamar as novas crianças.

—Mamãe, vocês sentirão minha falta?

—Oh meu amor, é claro que vamos! — Draco e Izzye responderam juntos e a filha sorriu.

—Vocês nem treinaram ein — Riu abraçando os pais — É só pra ter certeza.

—Estamos sempre aqui querida, mesmo que agora passe a semana na escola — Izzye sorriu — Sexta feira, às 16 horas, estaremos aqui querida.

—E aí volto quando?

—Segunda, às 10h.

—Ah, vamos ficar um pouco bastante juntos.

Os pais riram.

—Sim anjinho.

—Halley, vamos? — Ellie tinha a mão estendida e a menina abraçou os irmãos mais novos e os pais.

—Amamos você Halley — Disseram ao beijá-la e os gêmeos deixaram lágrimas cairem.

—Podem brincar com a Liz por mim? — Halley pediu à eles, esperando alegrá-los — Treinem sua ofidioglossia para podermos conversar secretamente — Riu baixinho ao beijá-los, secando suas lágrimas — Cuidem da mamãe e do papai viu?

—Tá bom Hal — Carlie subiu no colo da mãe que sorria

—Vou cuidar, sou grande — Nathan disse pedindo colo à Draco e a irmã mais velha riu.

—Claro que é.

—Hal, quem vai cuidar de você? — Carlie perguntou inocente.

—A tia Ellie, as outras professoras e — Olhou para os já amigos que a olharam sorrindo — vamos cuidar uns dos outros — Olhou para eles de novo — Não vamos? — Eles acenaram e então Halley pegou sua malinha. — Tchau — Acenou para sua família e virou-se com as outras crianças.

Izzye suspirou, emocionada.

—Nosso bebê está crescendo.

—Logo vamos nos despedir na 9 ³/4 — Comentou Draco com um sorriso triste e orgulhoso ao mesmo tempo.

—Não vamos pensar nisso agora — Despediram-se dos amigos e tomaram a Rede de Flú novamente.

Isabella, com seu longo vestido verde sorriu ao colocar um cacho no lugar e atender à campainha.

—Izzye! — Os cabelos ruivos a rodearam — Há quanto tempo!

—Eu sei! — analisou a amiga — E essas coisinhas, quando vem? — Ellie pousou as mãos na barriga gigante, sorrindo.

—Há qualquer momento! — Riu puxando a mão de Josh que beijou a mão de Izzye e empurrou as gêmeas mais velhas para dentro.

—Um monsieur, como sempre! — Madallene exclamou atrás do casal com seu sotaque francês que parecia nunca diminuir — Entre logo Josh — Josh e Ellie entraram ainda sorrindo enquanto outros amigos esperavam numa espécie de fila.

Madallene puxava a mão de Newt que apenas acenou com seu sorriso de dentes perfeitos, dando espaço para que Lucy se aproximasse com Bill e sua adorável garotinha.

—Oh! Como está grande! — Isabella pegou a menina de três anos no colo — Como vai querida? — Os olhos mel como os da mãe e os cabelos escuros como os do pai, riu.

—Tia Isabella — Bateu palminhas para sua proeza em chamá-la assim pela primeira vez.

—Ela disse Tia Isabella? — Lucy sorriu, orgulhosa.

—Sim! — Afagou os cabelos da filha — Inteligente não é? Não teve dificuldades em dizer Isabella! — Isabella sorriu assentindo enquanto os amigos entravam; Realmente, todas as crianças a chamavam de Iz ou variações, não Isabella.

Pansy aparatou com Goyle bem em frente à Izzye — Depois que um salvou a vida do outro na batalha, sendo que Goyle quase morreu para salvá-la, pareceram se entender e ambos ostentavam alianças de noivado, embora o casamento nem tivesse data.

—E aí Riddle? — Ela deu um tapa na cabeça de Goyle quando ele pisou no sapato dela — Presta atenção seu molenga! — Ele se encolheu e então sorriu para Izzye.

—Onde está o branquelo do seu marido? — A morena revirou os olhos apontando para dentro da casa.

—Bom ver vocês também — Virou-se para Luize e Thomas que discutiam algo.

Os cabelos loiros brilhantes de Luize estavam revoltos ao seu redor, como sempre e Thomas mantinha o sorriso torto que a irritava enquanto discutiam; Entre eles um garotinho de 7 anos, Andrew, os olhava impaciente e correu para Izzye quando esta o chamou com a mão. Seus pais pararam de discutir e sorriram amarelo para a morena que os olhava reprovadora, mas divertida.

—Andem logo, parem de discutir bobagens — Luize correu para a mulher que havia se tornado não só sua líder, mas sua amiga.

—Tem razão Izz — Abraçou-a — Olá Hadley — Pegou a filha de Lucy nos braços e entrou fazendo a menina rir.

— Vocês são pontuais — Comentou quando Thomas entrou e outros amigos chegavam.

Bea e Zabini chegaram pela rede de Flú e o choro de Antony, seu bebê de seis meses preencheu o ambiente; Bea sorriu se desculpando e Zabini o acalmou enquanto ela cumprimentava a todos, rebocando o filho mais velho, Zacary de seis que fazia um bico enorme.

Emma e Lucca desceram as escadas desalinhados — haviam chegado no dia anterior com Kate e Rickard que se entretiam com as crianças presentes, Brienne enroscada no pescoço do pai.

—Não deviam estar cuidando de suas pestes? — Ellie arqueou a sobrancelha para a irmã apontando para as sobrinhas ao andar até ela e cumprimentá-la; Emma e Lucca tinham gerado duas adoráveis garotinhas de cabelos escuros e olhos azuis que aprontavam o tempo todo.

Philip e Sarah chegaram com Susan e Jhon — Susan estava adorável com sua barriga redondinha marcada pelo vestido que usava e Sarah parecia ter um cabelo mais estonteante a cada vez que a viam, assim como a adorável garotinha de 7 anos de grandes olhos amêndoa e cabelos escuros cacheados, Esther.

Quando ia fechar a porta, Joy chegou montada em um hipogrifo e Dylan ajeitava a gola da camisa suspirando, agarrando Melissa — a filha de cinco anos- fortemente enquanto a menina ria.

—Um dia essa mulher me mata — Comentou dando um beijo na bochecha de Isabella enquanto Joy alegremente dava algo de comer ao hipogrifo.

—Onde você arrumou esse? — A magizoológa sorriu.

—Segredo — Riu para a carranca de Isabella — Como vai?

—Bem, venha, vamos entrar.

Charlie e August chegaram por uma carruagem puxada por testrálios no mesmo momento e Joy correu para os animais antes de cumprimentar os amigos.

Dois garotinhos correram para fora tão logo a porta foi aberta e August desceu primeiro, dando a mão à Charlie que estava na terceira gravidez.

—Tia Izzye! — Tom e Dave de 7 e 5 anos abraçaram suas pernas; Ela apontou para Andrew que espiava na porta e os três imediatamente foram fazer barulho na sala.

Charlie a abraçou saudosa.

—Ah Izzye! Deveríamos nos ver mais vezes! — Riu delicada dando espaço para que August se aproximasse com seu sorriso travesso.

—Se ela não passasse tanto tempo tendo desejos — Ele levou um tapa enquanto Izzye ria.

Olhou para fora esperando que mais alguém chegasse e deu de ombros.

Perscrutou os olhos pela sala e não encontrou Draco.

Todos os amigos ali presentes se cumprimentavam, sorriam, contavam as novidades e brincavam com as crianças, mas não estavam todos presentes ainda e Draco sumira.

MAMÃE! — Virou-se alarmada com o grito e seus olhos encontraram dois olhinhos azuis, os cabelos negros emoldurando o rostinho que portava um sorriso todo covinhas.

—Halley! O que houve querida? — Olhou para a roupinha empoeirada e as mãozinhas sujas da filha de sete anos.

—Foi o papai — Izzye olhou para cima e viu Draco se aproximar com Nathan pendurado em seus ombros e Carlie agarrada à sua perna — Fomos ao jardim procurar pela Liz, mas ela sumiu — Soluçou, ela gostava muito de sua cobra, cria de Dusk e Nagini — Mas adivinha! O Nate a chamou e ela apareceu — Sorriu orgulhosa para o irmão de três anos.

—E aí a gente achou essa flor e vamo dar para mamãe — O garotinho de olhos da cor dos da mãe e cabelos negros sorriu descendo dos ombros dele.

—Obrigada meus amores — Beijou-os — Mamãe ama vocês

—Eu e ela, ele e o papai tamém— Carlie disse, seus cabelos loiros bagunçados; Era gêmea de Nathan.

—Drake, não devia sujar as crianças quando vamos almoçar com nossos amigos — Franzi o nariz e ele depositou um beijinho rindo enquanto ela já pronunciava um feitiço e os filhos ficavam com as roupinhas e mãos limpas.

—O vasinho de nossa flor deve ser de que cor querida? — Indagou à Halley.

—Azul que nem a flor — Sorriu enquanto corria para abraçar as “tias”

Fez um vasinho e colocou a flor nele, sob a lareira.

Lya e Marshal chegaram com seu garotinho de 7 anos, Peter, acompanhados de Anna e Aubrey com Cameron, de 3.

Marianna adotara duas irmãs nascida-trouxa que viviam em um orfanato quando ainda tinham três e quatro anos — ambas foram identificadas pela Pena ao demonstrarem magia precocemente. Ela estava trabalhando como Recrutadora e simplesmente se apaixonou pelas meninas, tomando-as para si, não apenas como guardiã, mas mãe.

Estavam almoçando quando Alice aparatou no meio da sala de jantar, surpreendendo a todos e causando risos.

—Ops, acho que estou atrasada — Colocou a bolsa cheia de artefatos num canto; Viajava o mundo atrás de relíquias e coisas arqueológicas mágicas.

O carinho de Draco a despertou da lembrança.

—Izzye?

—Sim?

—Está meio off hoje — Riu, mas a olhou preocupado — O que foi?

—Ah Drake — Suspirou — Estarmos na semana de aniversário da Batalha sempre me deixa assim — Olhou para as safiras que ocupavam as órbitas do loiro — Fico me lembrando de nossos momentos e é impossível não pensar no passado.

Ele sorriu.

—Quem diria que Alice seria uma Magiarqueóloga, Joy magizoóloga — Interrompeu-se — Okay, isso sabíamos — Riram — Dylan tornou-se herbologista e colecionador de ervas perigosas — Franziu a testa — Me lembre de nunca mais tomar os chás dele.

—Scarlet provou-se uma ótima auror, não sei como Ellie consegue ter gêmeas, estar grávida, ser professora e escrever 12 livros bem conceituados nesses anos.

—Ela é corvina e uma Hilly — Izzye sorriu.

—Tem razão.

—Madelene realmente desbancou Rita — Deu de ombros — Nunca gostei daquela insetinho mesmo — Kate é uma ótima empreendedora, assim como Emma.

—As roupas de Emma são divinas! — Comentou Isabella — Charlie se deu bem no ministério, Aubrey e Philip tornaram-se ótimos Medibruxos

—Marshal e Lucca pareceram sossegar como Inomináveis.

—Sarah e Susan são ótimas Obliviadoras e Recrutadoras.

—Ah, são mesmo.

Ficaram em silêncio por alguns momentos. Isabella tinha uma novidade, pensava em qual seria sua reação.

Seu pai já sabia, ela tivera a visão que confirmava suas suspeitas quando estava com ele — sua reação fora tão engraçada e maravilhada quanto as anteriores. Ela estava com ele no Ministério, onde ele era Conselheiro do Ministro, havia acabado de passar por Hermione — altiva em seu terninho, com um sorriso no rosto enquanto resolvia coisas no Departamento de Elfos; Ela lutara por eles, para que tivessem condições melhores — quando a Visão a fez tropeçar e imediatamente seu pai a levou para dentro de seu gabinete, alarmado e então, rira como uma criança recebendo um presente de natal.

—Drake?

—Sim?

—Vamos empatar por aqui.

—O quê?

—Halley tem cabelos escuros e olhos azuis, Carlie tem cabelos loiros e olhos azuis — Olhou para ele — E Nathan cabelos escuros e olhos verdes — Refletiu — Nossos genes são bons.

—Tá, e o que é que tem?

—Que precisamos escolher o nome do nosso garotinho de olhos verdes e cabelos loiros. — Ficou quieta, um sorriso brincando em seus lábios.

—O-O quê? — Gaguejou a olhando de testa franzida.

—É bom termos bons salários, seu trabalho no Ministério é realmente bom, assim como o meu — Riu baixinho com a cara de surpreso dele.

—Você está brincando? — Um sorriso nascia nos lábios dele.

—Não… — Ele a olhava de olhos brilhantes, radiante com a notícia.

A descoberta da gravidez de Halley veio como um presente por passarem por toda a confusão dos dois primeiros anos depois da batalha — estavam casados já a um ano, pois casaram-se logo que terminaram o último ano. Quando ela chegou, não havia dúvidas de qual seria seu nome e Charlie vivia dizendo que ela era muito parecida com a avó, só não tendo olhos verdes.

Então a gravidez dos gêmeos veio e ambos trouxeram ainda mais alegria mas já em tempos de calmaria. Agora, chegava seu quarto filho.

Draco pensava que não tinha como caber mais amor no coração, mas parecia que ele estava abrindo um novo espaço ali — Eles não sabiam que ambos sentiam como se seu coração inflasse mais uma vez.

—Vamos competir com os Weasley querida? — Riram ao lembrar da penca de filhos que estes tinham.

—Não, ainda estamos perdendo pra Ellie, se ela engravidar mais uma vez atinge seis — Riram novamente e então Draco a girou em seus braços, tirando-a da cama.

Tomaram os lábios um do outro em um beijo a princípio casto, mas então tornou-se urgente, sôfrego.

Isabella sentiu suas costas pousarem no colchão macio e suas mãos passearam pelas costas de seu marido.

—Depois de tantos anos, ainda é engraçado e lindo pensar que é meu — Deu um selinho em seus lábios — Meu marido.

—E como pensa que me sinto sendo você minha esposa? — Revirou os olhos e seus olhares se encontraram divertidos — Tem noção do que é fisgar você e cada dia descobrir-me mais apaixonado?

Ela tomou seus lábios mais uma vez.

—Eu te amo Isabella Priden Riddle

—Eu te amo Draco Malfoy.

E amaram-se.

O mundo bruxo estava, pela primeira vez em décadas, em paz.

Estava em equilíbrio.

E finalmente, continuaria assim.

Notas finais
https://drive.google.com/file/d/13w4yqqDthNX--rBaBxQVnMK5BwWbfU--/view?usp=sharing - Crianças (Se estiver faltando alguma, sorry, é muita cria) https://drive.google.com/file/d/1sIgpSZmir81J5tDJUoEGoAsd7AlZz98j/view?usp=sharing (Nossa noiva preferida) Finalmente, na marca de quatro anos desde a primeira postagem, posto o último capítulo - Mas não é aqui que acaba a história, porque, como sabem, as histórias nunca tem um fim, elas não acabam no ponto final, muito menos na última página. AH MEU DEUS DO CÉU, não vou dizer adeus ok? Mas um até logo. SB não foi minha primeira história, mas com certeza é a melhor e não vou negar que pensei em desistir; Pensei sim. Como sabem, minha vida virou toda de ponta cabeça de 2014 pra cá, mudando tudo o que eu conhecia até então e vivendo um mundo novo - durante o ano me ocupava tanto com a universidade, iniciação científica e tudo o mais que só escrevia nas férias. Mas todas as vezes que pensava em não escrever mais, não apenas relia a fic, mas lia seus comentários e recomendações - Está aí a importância deles: Não só nos ajudam a saber se estamos agradando, mas nos impulsionam a prosseguir. Cara, eu amo vocês, amo a história e cada personagem, amo a oportunidade que o Nyah! nos oferece - estou pensando em escrever um livro, comprariam? (sorrindo) Pensei em escrever a história de Tom e Halley, o que acham? (Se realmente escrever - e quero a opinião de vocês sobre - edito na capa de SB colocando o nome, deixo SB em aberto não decidi ainda, mas dou um jeito para que saibam :) Minha irmã acabou de fazer 15 anos, deve estar lendo isso agora junto com vocês - hum, cuidado quando reclamarem de coisas da família nas notas, vocês que escrevem, eles podem ler um dia hahahahaha - Observá-la lendo o capítulo final da Batalha, observar cada reação, cada emoção passar pelo rosto dela foi uma experiência incrível e fez-me ainda mais feliz por poder imaginar como vocês reagiram lendo e sabendo que fui capaz de atingi-las com as palavras - Tem magia nelas, não tem não? Obrigada a todos os que estão aqui desde o começo, obrigada a todos os que chegaram depois, obrigada a todos que amaram SB tanto quanto eu. Espero que tenham gostado. Até breve!