Slytherin Blood
47 Bonus -Magia de cura
Notas iniciais
A loira observou enquanto o irmão corria de mãos dadas com a beldade ruiva que tornara-se parte da pequena família que formavam, conquistando um lugar de irmã na vida da loira.
—Aylan! — O loiro exclamou quando a ruiva o derrubou, rindo.
Ela riu observando o casal e os dois acenaram antes de se virarem e correrem floresta adentro. Sorrindo, levantou-se do balanço na varanda da casa que dividiam.
Aylan era uma bela ruiva de 22 anos, com seus cachos emoldurando o rosto com leves sardas e covinhas. Fora transformada em vampira por engano, mas como uma bruxa, sabia em que estava se transformando; Era uma canadense de ascendência irlandesa, e estudara em Ilvermorny. Aylan era doce, decidida, habilidosa, com uma dose de sarcasmo e um coração dedicado;
A loira riu ao se lembrar da primeira vez que a viram.
“-Sente isso? Ao norte, parecem ursos.
—Sim, vamos! — O loiro correu em direção ao cheiro que sentiram, mas antes que atacasse o urso, foi lançado para trás. Rolou e parou agachado, pronto para o ataque, com a irmã ao lado, ambos rosnando para a intrusa.
—Hey hey, não está vendo que ela está grávida? Sabiam que a espécie dela está ameaçada? — A ruiva revirou os olhos para a expressão chocada dos dois — Não podem drenar uma mamãe. Que feio!
—O que é você? Como sabe o que somos e como pode me lançar para longe? — O loiro disse e a garota riu.
—Aylan, sou vampira também — Os dois relaxaram a instância, mas ainda estavam relutantes. — Você tem olhos verdes, suas bochechas estão coradas, blá,blá,blá. Sim, um feitiço pode resolver essas coisas.
—Espera, você não é trouxa?
—Oh, vejo que estão a par do mundo bruxo! Não, não sou e aqui os trouxas são chamados de no-maj.”
Passaram horas conversando e descobrindo a história uns dos outros. Aylan era uma Pukwudgie, casa que representa o coração de uma feiticeira ou feiticeiro e favorece os alunos dedicados às artes mágicas da cura; Assim, quando descobriu que não apenas mantivera sua magia durante a transformação, mas que seria capaz de ajudar pessoas para sempre, fazendo magias de cura, alegrou-se. Era uma bruxa que desde cedo odiou ferir qualquer criatura e ao tornar-se vampira, negava-se a ferir humanos ou animais.
Eu era uma bruxa vegetariana, por que seria uma vampira bebedora de animais?
Durante seus primeiros meses, manejou um feitiço que compelia os humanos a doar sangue, mesmo que nas primeiras décadas do século XX tal prática ainda não fosse tão comum e então, roubava bolsas de sangue durante a noite. Até que descobriu uma forma de mascarar os aspectos que a denunciavam como vampira, podendo andar no meio dos humanos, tornar-se amigas deles e então, pedir por um pouco de açúcar, sal ou café. Com a desculpa, sempre tinha um vizinho que enfeitiçava, fazia com que lhe desse sangue em um copo e então curava o corte do humano. Tinha tal prática há 3 décadas e daquele dia em diante, os três partilharam o estilo — Aylan “emprestaria” sangue de vários vizinhos diferentes, guardaria em bolsas ou beberia na hora, dividiria com sua nova família e em troca, sempre ajudava todos do local onde morava com seus chás, xaropes e magias discretas de cura.
A conexão entre Aylan e o loiro era inegável, eram verdadeiros companheiros e qualquer um poderia ver o bem que um fazia ao outro.
Ela suspirou pensando no seu companheiro. Sentindo o estresse e dor de pensar sobre ele a cercando, foi em direção à geladeira, pegou uma garrafa fresca com sangue — era o coquetel que haviam preparado ainda naquela manhã e despejou para si uma taça que aqueceu rapidamente no microondas. Riu ao pensar no quão bizarro era, mas, hey, era uma vampira que vivia com outro vampiro e uma vampira-bruxa. Tudo em sua vida era bizarro.
Estava tomada pelo sabor da mistura e por isso, surpreendeu-se ao ouvir um leve toque na porta. Inspirou e seus olhos arregalaram-se. Andou até a porta sem que percebesse suas próprias ações e observou o visitante, paralisada. O visitante franziu a testa confuso ao olhar para o copo, mas logo seus olhos voltaram para os olhos da loira.
Ela pareceu sair do estupor e pousou o copo na mesinha próxima à porta.
—O que…
—Me perdoe. Eu errei. Tudo o que fizeram foi por uma causa justa; Vocês queriam estar do lado certo, vocês queriam manter a família, você queria que eu estivesse com você. Deixei que a dor, o medo e a vergonha te mandassem para longe. Te fiz sofrer e peço perdão por isso. Não posso viver sem você Rosie, você é minha ursinha. Por favor, me perdoe. Passarei o resto da eternidade pedindo perdão se quiser. A dor por estar te causando dor me corrói todos os dias e eu estava deixando que meu orgulho e revolta estivessem acima do meu amor por você. Eu errei.
Rosalie observou Emmett por longos minutos, os olhos dele estavam escuros, sua pele parecia ressecada e ela nem sabia que tal coisa era possível para um vampiro. Ele abaixou a cabeça diante do olhar dela e aguardou, silencioso, tremendo levemente.
—Como me encontrou?
—Carlisle e Esme estão vivendo com os Denalli e eu disse que te encontraria; No início, apenas decidi percorrer a América, de cidade em cidade. Mas então, percebi que deveria deixar que meu coração, minha mente, minha alma, procurassem por você, guiei-me por instinto, buscando a linha que sempre nos ligou como companheiros. Foi difícil no começo, eu não conseguia sintonizar, não conseguia sentir. Rosie, até pensei que você pudesse ter… ter… — Ele soluçou e ela conteve o impulso de consolá-lo — Mas quanto mais pensava em você, em nós, quanto mais deixava o orgulho, revolta e dor de lado, concentrando no amor que sentia, mais fácil ficou. Cheguei nesta cidade ontem, me concentrei no puxão em sua direção e ao captar seu cheiro, apenas o segui. Encontrei essa ruiva, ela me deu um sermão e me disse a hora em que deveria estar aqui. Ela parecia humana, mas não era. -Ele franziu a testa e Rose sorriu. Aylan levava a sério sua magia de cura, até nestes aspectos — Me perdoe Rose. Por favor.
—Você foi teimoso, estúpido, egoísta e não mostrou amor Em.
—Eu sei Rose, sinto muitíssimo por isso. A dor de estar sem você foi muito pior do que a dor de não ter mais Alice, Edward, a coisa toda com a Bell-Izzye, Jasper ou a vergonha de não ter lutado pelo que Carlisle disse ser o certo. Saber que te causei dor, Ursinha, foi a pior coisa. Me perdoe. Eu te amo Rosie, eu te amo. Eu não mereço, você devia fazer comigo como fez com Royce, mas...Me perdoe.
Rosalie observou-o por mais alguns minutos e Emmett, ainda mais cabisbaixo, começou a soluçar, com tremores por todo corpo.
—Eu te amo Em-Ursão. — Foi o sussurro da loira, o suficiente para que o grandão a puxasse para seus braços a girando e tomando os lábios dela nos seus. — Vamos trabalhar na confiança, vamos trabalhar no diálogo e reconstruir nossa relação, vamos fortalecer nosso amor. Okay Emmett?
—Qualquer coisa para estar com você novamente. Prometo nunca mais te deixar e prometo que sempre consideraremos as coisas juntos. Prometo levar nossos votos à cabo e ter você antes dos outros, sempre.
Ela sorriu.
—Senti falta de você Em.
—Eu também Rosie. Eu também.
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