Slytherin Blood

28 Chapter Twenty Five -- Quem é você?


Notas iniciais
Mals, já expliquei do meu pai, e se me perguntarem "E no seu trabalho?" Então, é o trabalho né? E estou atolada em serviços lá, quando aliviar, escrevo por lá também. Boa leitura!

–Você vai poder sair daqui hoje.

–Vou?

–Vai. Não tem mais nada quebrado, e o machucado na sua cabeça está bom também. Só vai precisar descansar.

–Descansar porquê?

–Obviamente porque bateu a cabeça e é uma área sensível do corpo. Ficou com o cérebro afetado?

–Há.Há. — Revirou os olhos e eu ri. -Quem disse?

–Madame Pomfrey. Ela ficou surpresa com a cicatrização rápida.

–Mas ela não fez um feitiço de cura?

–Fez, mas leve. Carlisle diz que deve deixar o corpo do paciente encontrar as saídas também. Então ela está fazendo magias leves e dando intervalos entre elas, como se fosse remédio controlado.

Ele riu.

–E o Potter?

–Ele vai ficar mais um boom tempo.

–Mas…

–Drake, eu fiz magia para te ajudar.

–Você… Mas, magias de cura são cansativas e…

–E eu não podia mais te ver aí com a cabeça machucada e o osso quebrado e olhar a Madame Pomfrey conter a magia só porquê o Dr.Cullen quer. Agora o Potter que se foda, não vou gastar energia com ele.

–Eu te amo.

Olhei-o surpresa e corei. Meu Deus. Corei!

–Acho que vou ter que me acostumar com isso.

–Vai.

Ele riu e girei a varinha entre os dedos, brincando.

–Sr. Malfoy.

Ergui o olhar e Carlisle nos olhava.

–Sim?

–Vai precisar descansar hoje

–Tá.

–E está dispensado das aulas de amanhã, sendo que seus pais virão buscá-lo.

–O QUÊ?

–Sr. Malfoy, o senhor seu pai veio até aqui ontem junto com a senhora sua mãe, e os dois exigiram que você e a Srta.Priden passem o final de semana em casa. Achei melhor que fosse mesmo, e disse isso ao Professor Dumbledore. Ele acabou liberando então…-Maame Pomfrey intrometeu-se com o rosto corado.

–Tá. Tá. -Draco falou e fechou os olhos. Carlisle e Pomfrey saíram de perto e então Drake abriu os olhos e me encarou.-Você sabia?

–Não. — Estava com a testa franzida e ele suspirou.

–Não estou morrendo pra ter que voltar para a casa.

–Não Drake. É só o final de semana pelo jeito. Amanhã é sexta. Vamos para casa e voltamos domingo a noite, para as aulas de segunda. Pelo menos foi isso que vi na mente dela.

–Usou legilimens?

–Obviamente. Seu pai sugeriu docilmente que ela concordasse com sua dispença e sugerisse a minha presença para ajudar na sua melhora. -Franzi mais a testa. — O que estão planejando?

–Não faço ideia. — Ele deu de ombros. — O importante é que vamos sair daqui um pouco!

–É, tem razão. Dois dias e meio sem o trio e sem os purpurinas! -Rimos e depositei um beijo em seus lábios. — Te vejo depois.

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Point Of View Charlotte

–Tenho certeza de que foi aquela cobra da Priden que fez o Harry cair.

–Ele caiu por desequilíbrio. — Longbotton falou e Weasley meneou a cabeça.

–Não, não. Ela ficou encarando ele!

–Lógico que ficou, ela gosta do Malfoy, e o Harry o derrubou. Ela ficou brava e o fulminou. Harry fez de propósito, os zonzóbulos me contaram. E ela deve ter feito ele se desequilibrar sim, mas não podia derrubá-lo sem uma varinha.

–Luna, ela sabe fazer magia muito bem sem varinha, ela tem o sangue de Merlin.-Granger falou

–Ah é. Me esqueci disso. — Seus olhos desfocaram de novo e Lovegood voltou a falar com os zonzóbulos dela. Sorri de canto.

–O que é Char?

–Nada, só acho os zonzóbulos divertidos. -Falei olhando para a loira e Weasley soltou um risinho.

–É… Isso tenho que concordar. Char, ela sabe fazer muitas magias? Ela faz magia das trevas não faz?

–Ela é muito poderosa sim. Se faz magia das trevas não me contou.

–Ah, abre o jogo, sabe mais que isso.

–Não… Ela não me contava tantas coisas como pensam. Ela azarava bastante, isso sim, mas magia das trevas… já não sei.

–Tem certeza?

–Mione, ela não mente para nós!

–Rony! A conversa não chegou aí!

–Não briguem… — Longbotton falou e os dois o encararam — Ou briguem, vocês é quem sabem.

–Por favor, o foco agora é o Harry. — Falei doce e me olharam assentindo

–Tem razão Char. Edward disse que ele ainda está desacordado. Carlisle tem medo de que ele passe muito mais tempo assim.

–Ele vai acordar. — Luna falou e Hermione suspirou.

–É, Luna. Mas quando?

–O que mais Edward disse? -Perguntei

–Edward não disse, mas o Emmett falou que a Isabella passa muito tempo lá com o Malfoy e que ontem os pais dele vieram aqui.

–Sério?

–É, Dumbledore disse-nos que ele vai para a casa no fim de semana. -Hermione falou — E a Isabella vai junto. Ele acha que podem estar tramando alguma coisa, mas deixou porque é melhor que descubramos logo e eu acho que o Sr. Malfoy o ameaçou.

–Provavelmente. Eles sempre ameaçam. -Falei

–Vamos almoçar. Depois vamos visitar Harry.

Ao chegar ao salão andei até a mesa de minha Casa e mal havia sentado Alice sentou-se ao meu lado.

–E aí garota que se bandeou pro outro lado. Ainda senta aqui? — Vi que Rony estava olhando e franzi a testa para Alice.

–Vamos ver o Potter depois do almoço. Os Cullen passam informações sobre ele e Dumbledore também. Todos estão bem informados. — Levantei-me abruptamente e ela jogou a cabeça para trás rindo enquanto eu ia para o outro lado da mesa. Kate chegou e sentou-se ao lado dela e Bea, que tinha vindo logo atrás sentou-se ao meu lado.

–Draco vai sair depois do almoço. Izzye e ele vão para a casa. Só voltam no domingo. Kate está descobrindo mais coisas, só sei disso. A Izzye quer saber mais sobre o que eles fazem.

–É difícil saber tudo, a Granger não confia em mim o suficiente para partilhar todas as ideias. Mas só porque tem ciúmes do Weasley, ele quase come na minha mão.

–Gostou do jogo?

–Adorei. Bom, não a parte ruim, quando os balaços estavam atingindo a Izzye e depois quando Draco caiu, mas o final foi incrível.

–Também acho. Enfim, finite incantatem.

–Ah, é claro que não conseguiu. Precisa usar o encantamento da maneira correta.

–Eu não errei.

–Errou sim, tem que inclinar a varinha, da maneira que descreveu não fez direito.

–Tá. Quantos graus? Uns 15º bastam?

–Creio que sim. Agora, posso me concentrar na comida?

–É claro.

Fiquei em silêncio o resto do tempo enquanto Bea engatava conversa com um garoto que estava a sua frente. Ri baixinho quando ele indagou sobre a pequena cicatriz no lábio superior dela que o deixava mais cheio e ela começava a contar sobre o cachorro.

Terminei minha sobremesa e levantei-me indo ao banheiro escovar os dentes.

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Estava sentada no pátio quando Luna apareceu.

–Charlotte, a Hermione está te chamando.

–Estou indo. -Ela mudou de direção e franzi a testa. -Não vai visitá-lo?

–Não, sei que está bem, ele vai acordar.

–Os zonzóbulos de contaram?

Ela sorriu e não disse nada enquanto enrolava uma mecha de cabelo no dedo.

–Char! Porque sumiu assim? Aquelas garotas te irritaram?

–Alice é Alice, e Bea só queria saber sobre encantamentos. Elas não estavam brigando comigo.

–Mas ainda andam com eles.

–O problema é delas, não meu. Enquanto não me maxucam, está tudo bem. Pelo menos restou alguém não é?

–Nós estamos aqui. — Weasley falou e Gina revirou os olhos.

–Cala a boca Rony.

Chegamos a enfermaria e Ginevra começou a chorar assim que viu Potter.

–Por Merlin, ele está vivo Gina!

–Você não entende Charlotte!

–Entendo que ele está vivo, pode não estar muito bem, mas chorar como se fosse o funeral dele não vai adiantar nada. Só deixa tudo pior!

Ela me olhou com raiva e continuou a chorar, com mais vontade.

–Srta. Weasley, por favor, não pode chorar desse jeito, atrapalha os outros pacientes.

–Madame Pomfrey só tem um outro paciente, e pode ser muito atrapalhado sim! — Respondeu alterada e a enfermeira não gostou nadinha.

–Srta. Granger, leve-a daqui. Só volte se estiver controlada mocinha.

–Não! Quero ficar perto do Harry.

–Mocinhas escandalosas não ficam na minha enfermaria.

Nesse momento Carlisle entrou e Izzye entrou com Emma em seu encalço.

Passaram reto por nós, com excessão de Carlisle que parou para ver a cena.

–Srta. Weasley, porquê está chorando?

–Por Harry, não é óbvio?

–Ele morreu? -Emma se intrometeu e Gina tentou voar em cima dela, mas Carlisle a segurou.

–Srta. Hilly, ele está bem. Srta. Granger, converse com a Srta.Weasley. Ela precisa se controlar.

–Como se eu fosse uma histérica…

–Na verdade mana, está muito próximo disso.

–Ronald! -Ela exclamou e ele se encolheu. Hermione pegou Gina pelo braço e a tirou da enfermaria.

Ouvi quando Carlisle disse que Draco podia sair e ir descançar e contive o sorriso quando Emma soltou um gritinho e saiu correndo. Ela fez questão de jogar na cara de Hermione e Ginevra, em alto e bom som:

–Há, enquanto seu queridinho está na cama, Draco está saindo! Chorem mais, chorem, vamos lá, quem sabe seu amado Potter não morre? Pelo jeito o Malfoy é mais forte não é mesmo? Vou contar pra todo mundo! Draco está de alta! Yeah!

–Céus, ela está fazendo mais festa que você Izzye. -Draco disse enquanto passava abraçado com ela. Era claro que não estava tão forte assim já que se apoiava nela, mas suas condições eram bem melhores que as de Harry.

–Nossa festa é depois amorzinho. -Ela disse e fiquei chocada. Não pela malícia da frase, mas pelo carinho do apelido meloso. Ai Meu Merlin!

–Você me chamou de amorzinho?

–Não vou repetir. Vamos logo. — Ela estava com as bochechas rosadas quando Carlisle interrompeu-os.

–Novamente, tome o remédio e não faça nada cansativo. Repouso é importante quando ferimos a cabeça.

–Pode deixar, tenho uma enfermeira particular, e não estou falando da minha mãe. — Disse com um sorriso malicioso e piscou para Izzye que riu e o ajudou a continuar.

–Porquê é que o Malfoy já foi liberado?

–Ele está melhor. Se recuperou incrivelmente mais rápido.

–Mas ele não está andando sozinho!

–Só porquê pode sentir alguma vertigem, e andar é um esforço. Seu amigo também vai precisar que alguém o ajude a caminha quando receber alta. Vai ver, amanhã ele vai estar andando praticamente sem ajuda, as vertigens terão diminuído.

–Desculpe Dr., mas queremos saber do Harry.

–Ah sim, é claro. Ele está se recuperando devagar, mas está respondendo bem. A fratura está praticamente curada, e o ferimento na cabeça já está cicatrizando, mas provavelmente vá precisar de mais dois ou três dias para que cicatrize completamente.

–Porque ainda está dormindo?

–Porque o organismo está esgotado, dormir recarrega nossas baterias.

–Tá, entendi. -Olhou para o amigo — Acorda logo cara, não aguento ficar cercado por tantas garotas sozinho, elas me deixam louco.

Ri baixinho e Ronald sorriu.

–Elas me perseguem! Acho que sou muito lindo mesmo.

–É muito convencido, isso sim. — Falei e ele mostrou a língua.

–Ronn! -Hermione entrou correndo.

–Que foi?

–A Gina se trancou no banheiro, vem me ajudar a tirá-la de lá.

–Tá. Char, fica com o Harry aí. Nós já voltamos.

–Tá. -Sentei-me na cadeira ao lado da cama dele e entrando na personagem peguei sua mão e encostei a cabeça nela. Olhei para cima e Carlisle estava saindo e fez a gentileza de puxar um pouco a cortina.

Lancei um abafiato ao meu redor e ri, ri, e ri de novo. Estava com a cabeça abaixada, o rosto vermelho e lágrimas descendo por ele quando senti um toque em minha mão.

Levantei o olhar lentamente e um par de olhos claros me fitavam.

Congelei. Potter acordou. Sabia o que parecia. Eu parecia estar chorando por ele, e agora ia ter que explicar porquê, se antes meu interesse parecia voltado ao Weasley.

–Harry? — Expandi o abafiato, não queria que soubessem que ele tinha acordado.

Ele me encarou e ergueu a mão secando minhas lágrimas.

–Está chorando…

–Não eu…

–Está sim. Seu rosto está vermelho. E isso são lágrimas. Porque...O que aconteceu?

–Você caiu durante o jogo de Quadribol e bateu a cabeça. Está na enfermaria desde então. Não se lembra?

–Não… Na verdade… Está tudo confuso. Muito confuso.

–Quem é você?

–Sou… Sou o Harry. Harry Potter. Isso eu sei. Mas as imagens estão embaralhadas. Quem é você?

–Não se lembra mesmo?

Minha mente trabalhava acelerada.

Ele não se lembrava? Aquilo era momentâneo? Não importava. Eu tinha que arriscar.

–Não. Quem é você?

–Harry querido, sou sua namorada.

–E eu te amo?

–Sim, ama muito.

–E você?

–Mais que tudo.

–Acho que não seria difícil te amar.

–Que bom querido.

Os dados estavam rolando, e eu estava jogando.

Para ganhar.

Notas finais
Muahahahua E aí?