Slytherin Blood

34 Chapter Thirty One - Never more!


Notas iniciais
Heey galera! Muito obrigada pelos reviews! Aí está mais um capítulo, espero que gostem.

Point Of View Draco

Saí em silêncio e esgueirando-me nas sombras cheguei à Sala Precisa sem Madame Nora, Pirraça ou qualquer outro impedimento.

“Armário Sumidouro, Armário Sumidouro, Armário Sumidouro”

A porta se revelou e olhando para os lados entrei rapidamente.

Lá dentro caminhei em direção ao armário. Precisava terminar logo. Era imprescindível que ele estivesse pronto até a próxima virada de lua cheia. Isso me daria pouco mais de vinte dias. Era preciso ter certeza de que o armário funcionaria para que as rotas de ataque fossem traçadas com eficiência e a invasão ocorresse com maestria.

Coloquei-me ao trabalho fazendo e refazendo, checando, reforçando.

Meus pensamentos desviaram para Isabella. Sorri pensando em seus cabelos sedosos e seus lábios macios espalhando beijos por minha face enquanto ria, um riso doce e inocente.

Havia deixado-a com seus pensamentos e papeis. Sabia que tinha muito o que estudar.

Ela meditava todos os dias durante horas e dessa forma, dormia pouco.

O Potter acordou.

Ele dizia que algumas coisas estavam confusas em sua mente, bem, dissera isso aos amigos íntimos, o resto acreditava que ele estava novinho em folha. Nós sabíamos a verdade.

Ele estava comendo nas mãos de Charlie, a garota Weasley estava de cara virada, mas ainda se mantinham juntos. A discórdia não tinha alcançado os mais altos patamares, mas se dependesse de nossa loirinha, isso aconteceria em breve.

Kate havia dito que ela fazia a cabeça do Raiozinho todos os dias e que andara jogando um contra o outro discretamente. Hermione e o Weasley discutiam com Ginnevra por gostarem de Charlie, A Rata-de-biblioteca discutia com Cenoura por ele ficar babando por ela, Ronald discutia com Potter por ficar roubando todas as garotas, a Weasley brigava com todos por serem idiotas que acreditavam na loira.

Ri baixinho. Estavam caindo direitinho,completamente previsíveis.

Nossos corvinos Ellie, Bill, Lucy e Josh seguiam sua parte no plano fielmente. Planejaram várias rotas de ataque, defesa e fuga, aproximavam-se de outros bruxos inocentemente e plantavam uma sementinha de desconfiança, discórdia ou simpatia, dependendo das inclinações de cada um, dessa forma, alimentavam aqueles que não gostavam do trio, dos trouxas ou de Dumbledore, e instigavam os que apoiavam-nos a verem o outro lado. Além disso eram bons em escavar coisas. Bea era muito útil nisto também, e mesmo que alguns duvidassem de sua disciplina, Alice fazia um bom trabalho.

Terminei o trabalho, por ora, e rumei em direção à Sonserina.

Agora eu só precisava de uns últimos ajustes e então, testá-lo.

Deslizei pelos corredores e cheguei até a porta de seu quarto. O suave brilho que passava por debaixo dela me deu a certeza de que ainda estava acordada. Parei. Talvez estivesse meditando de novo, não queria interrompê-la; Sabia ser importante para ela canalizar suas energias e seu poder.

Tirei um pedaço de pergaminho no bolso e a caneta trouxa que ela havia me dado quando perdi uma aposta.

Boa noite. Eu te amo.

Sentia-me um tolo fazendo isso, mas essa sensação já era conhecida. Na verdade, era uma constante desde que colocara meus olhos sobre ela. A desejava tanto, mas não a desejava só sexualmente falando; Não. Desejava seus sorrisos, suas lágrimas para que pudesse secá-las e dizer que estava segura, mas ela não costumava chorar; Desejava rodear seu corpo com o meu, mantendo-a ali, junto a mim. Desejava fazer suas vontades, apagar qualquer dor. Desejava ser menos piegas também, mas ouvi dizer que quando alguém rouba seu coração acaba ficando assim mesmo… Bobo.

Tirei o manto e me joguei na cama puxando os cobertores para cima. Quando o amanhecer chegasse, novidades provavelmente viessem.

Point Of View Isabella

Abri os olhos lentamente. A sensação de estática ao meu redor diminuía gradativamente, as brumas dissipavam-se conforme piscava insistentemente.

Desde a noite em que falara com meu pai vinha praticando a meditação. Li que seria capaz de canalizar meu poder com ela, e acabei descobrindo por quê Cissa parecia sempre controlada. Não era apenas sua etiqueta, mas sim suas sessões de meditação. Ela meditava todos os dias em busca do equilíbrio interior e me ensinara como fazer isso. Disse que depois que se conseguia o equilíbrio, canalizar o poder era mais fácil já que nossas energias entravam em sintonia. Era difícil, mas ali estava eu, sentada sobre uma esteira no chão, algumas velas aromáticas acesas, as costas eretas e as palmas abertas tentando varrer todos os pensamentos para o fundo da mente, visualizando apenas o branco puro, depois deixando que as luzes transbordassem, tentando separar o bom do ruim, o máximo que a natureza permitia e então dispersando até que entrasse em transe sendo incapaz de discernir tudo com clareza depois que abria os olhos.

Uma conexão intensa, fluída e firme com a Energia Superior talvez levasse anos para ser atingida em sua magnitude, mas teria paciência e por ora, contentaria em canalizar e armazenar poder suficiente para realizar o que era preciso de imediato.

Era necessário estar forte para garantir o sucesso no encantamento de Quebra de Maldição, e ainda mais forte para conseguir partir meu ser.

Com o olhar procurei o relógio na mesinha de cabeceira. Era antigo, pesado, cheio de arabescos, voltas floreadas e pequeninas pedrinhas preciosas constituindo seu interior.

–Céus, passei três horas aqui! — Suspirei e então meu olhar caiu sobre o pedaço rasgado de pergaminho enfiado por debaixo da porta. Levantei-me devagar, testei a firmeza de meus pés-meditar dava-me a sensação de estar pisando em nuvens- e peguei o papel. A letra inclinada de Draco escrita em tinta azul me fez rir. Usou a caneta Bic.

Li suas palavras e sorri. Fixei-o em uma das voltas do relógio e depois de apagar as velas, livrei-me das roupas deslizando suavemente para debaixo dos cobertores com um bocejo. Senti Dusk enrolando-se ao meu redor e ri com a sensação gelada de suas escamas contra minha pele quente.

Fui levada para um sono sem sonhos e agradeci por isso ao acordar.

–Dusk… Temo que tenhamos de levantar agora. Veja como a água está mais clara. Os primeiros raios de luz devem estar despontando e isso significa que devo correr para não me atrasar.

A cobra não fez nada a não ser soltar um leve sibilo e ri enquanto me vestia. Escovei os dentes em minha pia conjurada e nem queria saber para onde a água ia quando eu acabava.

Vesti-me e fiz o melhor que pude em um penteado simples, mas bonito.

Peguei minhas coisas e saí apressada.

Já no salão sentei-me com meus amigos e Draco ainda não aparecera.

–Como está Susan?

–Bem Izzye. Eu, Emma,Dylan, Crabb, Goyle, Lucca Zabini,e Pansy estamos treinando duelos.

–Isso é bom.

–Lucy, Josh, Ellie, Thomas, Luize, Kate, Bea e Alice também. — Emma se inclinou para completar — Vamos treinar no jardim na hora livre. Você vai participar não é? — Inclinou-se ainda mais, diminuindo o tom de voz — E à noite, precisamos ir à Sala Precisa.

–Sim, participarei. Sala Precisa?

–É. Amiguinhos. — Sorriu enigmática. Arqueei a sobrancelha. — Lado esquerdo, ponta do banco; A baixinha, Sarah Bowes, a garota da aula de Estudo dos Trouxas.

–Ah! Uma das que bombardeou Esme na primeira aula?

–Sim. O garoto ao lado dela é o Marshal. Lá, com a Ellie. Está vendo as duas garotas de olhos jabuticaba? São irmãs. Ao lado de Lucy, o rapaz, acho que é o August. Lá, com Alice o garoto é Jhon, a garota com a Bea é Yasmin. Do lado direito de Luize é a Marianna, ao lado do Josh, a Madalene.

–Já esqueci os nomes.

–Depois aprende. Legal isso não é?

–É sim. Parabéns. — Ela sorriu voltando a comer. Meu olhar encontrou com o de Jasper que inclinou a cabeça levemente em direção à Rosalie e depois olhou-me fixamente. Acenei levemente em reconhecimento e deslizei para o lado dando espaço a Draco que estava vindo.

–Bom dia Izzye.

–Bom dia Drake. — Sorri mordendo um pãozinho.

–Só preciso testar. E dar uns retoques.

–Que bom. — Bebi um pouco de suco — Termine rápido. Precisa de ajuda no teste?

–Seria bom.

–Ok.

–O que foi?

–Coma Drake, depois conversamos. Está atrasado querido.

Ele meneou a cabeça e começou a comer.

As corujas chegaram, e junto, as cartas.

Susan pegou o Profeta Diário e já começou a ler, destacando certos pontos para nós. Mas eu não estava ouvindo.

Bella,

Acho que não está em período de férias, mas se quiser fazer uma visita… Tudo bem.

Só… Avise antes. As pessoas da cidade não podem ver uma morta por aí.

Sabia que os Cullen não voltaram mesmo? Aqueles desgraçados…

Ainda é estranho estar em contato com o mundo bruxo novamente; Fique bem.

Charlie

Desculpe Charlie, mas vou visitar sem avisar mesmo. Ninguém vai me reconhecer aí em Forks.

Dobrei a carta e peguei a próxima.

Querida, como está?

Melhorou sua meditação?

Draco está tomando o xarope?

Um abraço, Cissa.

Sorri e dobrei sua carta também. Peguei outra.

Isabella,

Lembre-se de seus objetivos. Preste atenção ao seu redor, sim?

E apresse seu namoradinho, precisamos daquilo pronto.

Com carinho, R.T

Franzi a testa pensando no que poderia estar errado ao meu redor, e sorri quando li namoradinho; Pais são sempre pais. Ele inverteu as iniciais, e isso me fez refletir. Será que a vigilância está maior?

Guardei as cartas no bolso interno e terminei meu café. Seguimos para a aula alguns minutos depois.

–------------

Vingardium Leviosa! — Emma exclamou e Ellie apenas acenou com a varinha em um protego silencioso eficiente.

–Emma, faça feitiços silenciosos, seu oponente não deve saber o que vai fazer até que seja atingido! — Exclamei e então voltei o olhar para a floresta. Precisava entrar nela.

–Venha fazer melhor Belsy!

–Não chame duas vezes ou vai acabar com Avada no meio da testa.

Ela riu desviando de uma azaração.

De repente estava em pé duelando com Ellie, Emma, Lucca, Josh, Susan e Pansy e nem lembrava de quando entrei na briga.

–Isso não pode ser chamado de duelo. Vocês sabem! — Exclamei desviando da azaração de Emma, amarrando Josh, me livrando de Susan com um Protego desviando de Pansy e sendo atingida de surpresa por Ellie enquanto Lucca dava uma cambalhota desviando da rajada de fogo que enviei.

Perdi a varinha, mas conjurei uma barreira elétrica por tempo suficiente para recuperá-la impedindo que se aproximassem.

–Eletricidade não é justo!

–É sim, desde que estou sozinha contra vocês. Vamos lá pessoal, detonem!

Ri atacando Lucca, Pansy e depois Ellie que ficaram imobilizados. Susan foi ajudá-los enquanto Emma duelava furiosamente.

Protegi-me dela e ataquei Susan que acabou envolvida com os outros em uma teia. Lancei Emma na teia também e então enxuguei o suor da testa com a manga do manto. Meu braço estava sangrando e meu tornozelo dolorido, mas estava bem.

Game Over.– Exclamei libertando-os.

Baixei a varinha ainda rindo.

–Foi uma ótima luta.

–Acabamos presos aqui, não foi uma ótima luta.

–Foi sim Lucca. Veja. -Apontei para meu braço — E não é só isso, meu tornozelo está doendo por culpa sua — Apontei para Josh — E várias vezes quase fui pega. Estou cansada. Então foi sim.

–Ui, falou a fodona.

–Desculpe pelo ferimento — Josh disse e Ellie também, sabendo que fora ela quem cortara meu braço.

–Não foi nada. Isso foi uma luta.- Sorri curando o ferimento.

Estávamos nos recompondo quando ouvimos uma agitação do outro lado do jardim, na margem do pátio.

–É Charlie. — Kate disse levantando e corremos atrás dela. Charlie significava Potter.

Point Of View Charlie

Embora não estivessem muito contentes, Ginevra, Ronald e Hermione estavam conosco no pátio, e viraram-se para ver a luta que Izzye e os outros estavam travando debaixo da árvore no jardim. Vendo que ninguém estava prestando atenção em nós Harry passou a mão por minha cintura apertando-me contra ele e vi aí minha deixa. Virei-me o suficiente para que pudessemos nos beijar em uma posição confortável, e foi nos beijando que Ginevra viu ao se virar e começou a surtar.

–NÃO ACREDITO NISSO HARRY! Na minha frente está se agarrando com essa loirinha aguada traiçoeira?

–Ela não é uma loirinha aguada traiçoeira.

–Ah, é sim Harry! Seu idiota! — Começou a usar todos os xingamentos que conhecia, e Hermione não conseguia acalmá-la. Ronald estava furioso.

–Por que faz isso Harry? Sempre quer todas as garotas não é? Sempre quer a fama! Tenho que ficar em segundo plano! E você Charlie? Achei que estivesse gostando de mim, mas parece que me enganei.

–Ronny Weasley… Você estava gostando dela? — Hermione perguntou e ele se calou. — É bom saber Ronald. Muito bom. Vamos sair daqui Gina. Garotos não prestam.

–O que eu fiz Hermione?

–Ronny, venha pra cá, agora! Não fique com esses dois. — Ginevra disse apontando para nós dois. Harry tentava articular, mas não o deixavam falar, e nem tentei responder. Uma imagem de inocência seria mais bem vinda no momento.

–Por favor, fiquem aqui. — Falei, mas não me ouviram. Hermione meneou a cabeça, Ronald bufou, Gina cuspiu.

Harry tentou correr atrás deles, mas Luna que estava o tempo todo parada com Neville a alguns metros de distância o impediu.

–Não Harry, fique aqui. Nenhum deles vai falar com você agora.

Virou as costas deixando-o ali e Neville a seguiu.

–Desculpe Charlie.

–Tudo bem Harry. Eu disse que era uma péssima ideia.

–Eles deveriam entender.

–Eles nunca irão. Acho melhor nos separarmos.

–Não! Veja… Eu acho que… — Calei-o.

–Aqui não Harry. Temos platéia.

–Pelo jeito está gostando de se envolver em confusão não é? — uma garota disse e a ignorei saindo dali com Harry em meu encalço.

Meu olhar encontrou o de Kate que sorriu. Izzye, ao lado dela assentiu discretamente. Seguimos rápido até a torre de astronomia onde Harry se jogou no chão e colocou a cabeça nos joelhos.

–São tantas coisas!

–Tantas coisas o quê Harry?

Ergueu a cabeça, os olhos marejados. Ficou de pé e começou a andar de um lado ao outro.

–Me machuco, perco lembranças, descubro que tenho uma namorada que era amiga da minha inimiga e que meus amigos não gostam muito dela já que parecem ter ciúmes e desconfiança que acho não muito precisas, porque a garota que se diz minha namorada, parece com uma, é um doce, e lembro-me de beijá-la antes. Então as coisas ficam confusas. Acabei de me recuperar, Dumbledore precisa da minha ajuda, escuto coisas sobre a garota da Sonserina que não sei se devo ou não acreditar, sou instigado a te fazer falar, mas acho que não deve saber de muita coisa. Então, tem as horcruxes, devo manter em segredo a busca por destruí-las, porque se conseguir destruir, derrotarei Voldemort. Sou o Menino que Sobreviveu e agora meus amigos provavelmente fiquem sem falar comigo e assim não sei o que fazer, porque não sei em quem confiar.

Falou tudo em um folego só, que foi difícil entender tudo, mas quando processei as informações arregalei os olhos. Ele não parecia ter percebido ainda.

–Vamos terminar por aqui Harry.

–Não, eu não quis dizer que deveríamos terminar e que…

–Não vai dar certo. Entendeu?

–Vai sim e…

–Olhe nos meus olhos. — Ele me encarou e então, erguendo a varinha com um feitiço silencioso o fiz dormir. Assim que seus olhos se fecharam e a respiração cadenciou entrei em sua mente retirando as falas sobre as horcruxes de sua memória. Não saberia que me contou. Procurei mais a fundo, mas então fui bloqueada e resolvi voltar. Não tentaria passar dali. Arfei pelo esforço em manipular sua mente e então saí dela com um suspiro.

Ele abriu os olhos assim que o fiz.

–O quê…

–Harry.

–Eu não entendo… Tudo ficou meio escuro e…

–Foi mais um daqueles flashes. Lembra-se que o Dr. Cullen disse que aconteceriam? O nervoso o fez apagar.

–Droga. Ainda bem que não acontece no meio da aula.

–É.

Ficamos em silêncio por alguns instantes.

–Olha Harry. Vamos parar por aqui, okay? Kate me pediu perdão, e os outros também. Isabella veio falar comigo, pediu desculpas por tudo o que foi dito a mim. Eu não queria aceitar voltar a andar com eles, porque significaria perder você, mas temo ser obrigada à isso.

–O quê? Não! Porquê?

–Kate sempre foi minha família, e eles foram os primeiros a me receberem de verdade como amiga. Nós brigamos, mas no final foi tudo um mal entendido e me pediram desculpas. Eu disse que não estava pronta para isso, porque não quero deixar você, mas depois de hoje…

–Não Charlie, você não precisa fazer isso.

–Sim Harry, eu preciso.Estou destruindo sua vida. Seus amigos não gostam de mim, e por isso se afastaram de você. Não quero que seja solitário, se arrastando sozinho por aí.

–Eles precisam te aceitar.

–Eles nunca irão. Hermione me consolou naquele dia e então passei a andar com vocês, mas nunca foram minha família de verdade. Eu podia ver os olhares de esguelha.

–Isso não quer dizer que…

–Quer sim Harry. Sinto muito. Vá trás de seus amigos, diga que sou uma megera e que o enganei. Diga que me viu beijando outro garoto, não sei. Invente. Não goste de mim. Voltarei para Kate e os amigos dela. Eles não me olharão de esguelha, já pediram desculpas.

–Não consigo imaginá-los pedindo desculpas.

–Pediram. — Lágrimas desciam por meu rosto enquanto eu falava, minha voz estava embargada.

–Não posso dizer nada disso, não é verdade…

–Harry, não te amo.

–Não precisa falar assim.

–Preciso. Se eu for dura e má, poderá dizer isso à eles.

–Charlie.

–Adeus Harry. ACABOU ok? Não vou sacrificar sua vida. Deixá-lo sem amigos por me querer por perto.

–E vai voltar para os que te fizeram mal?

–Eles se desculparam.

–E se meus amigos se desculparem?

–Não irão. Eles não gostam de mim. Eles me toleram. Esqueça. Não temos mais nada.

Levantei do chão deixando-o sentado ali olhando-me partir.

–É para nunca mais?

–É. Para nunca mais.

Desci os degraus apressadamente, mas o esforço pelo feitiço e a invasão mental tiveram seu preço e precisei sentar por alguns minutos, a respiração pesada. Estava com sono, mas não podia ir para o quarto.

Fui ao banheiro, lavei o rosto e sorri.

–Acabou Charlotte! — Suspirei e segui para as estufas. A aula já devia ter começado, mas a Sra. Sprout me amava o suficiente para relevar.

Notas finais
Penteado da Isabella: http://www.guiasaude.org/wp-content/uploads/penteado-meio-preso-com-tran%C3%A7a-3.jpg