Slytherin Blood
14 Chapter Thirteen - Você não sabe de nada
Notas iniciais
—E então Izzye? Como está?
—Ótima. Mas ficarei melhor quando me vingar. — Falei e sorri andando até ele e lhe beijando.- Desculpe-me por ontem.
—Não, está tudo bem. Compreendo. — Sorriu e andamos até o Salão.
Depois do café da manhã fomos até a aula de EDT.
—Bom dia alunos. — Esme disse quando todos estávamos sentados.
Cumprimentos desanimados retornaram e ela incentivou a respondermos mais alto.
Ignorei e continuei a tarefa — tediosa de retirar meu bloquinho da bolsa. Quando o coloquei sobre a mesa percebi um envelope cair no chão. Convoquei-o e ao olhar o brasão, sorri.
Esme estava falando, mas eu nem a ouvia enquanto passava os dedos sob a textura do envelope e contornava o M verde do selo. Com um feitiço mental fiz o livro de Estudo dos Trouxas se abrir em cima da mesa e continuei com os olhos voltados para a carta que abria devagar.
“Todos os dias são noites, até que eu te veja,
E as noites, dias claros, ao mostrar-te em meus sonhos.”
Imediatamente reconheci o trecho do Soneto 43 de Shakespeare e sorri levemente. Ele queria me impressionar.
“Não podia deixar que meus sentimentos fossem vistos, mas temia que estivessem óbvios. Eu tinha uma tarefa a cumprir, e agora me incubiam de mais uma. Tinha de ser seu ‘vigia’ não seu… ‘parceiro’, e nem de longe poderia cogitar. Filha do Lord! Mas em meus sonhos recordava a sensação de ampará-la antes que caísse, e a sensação de seus lábios nos meus. Quão surpreso fiquei ao perceber que ansiava por aquele contato desde que sob ela os olhos pousei! Seus lábios eram doces, macios e seu beijo guardava promessas do que poderia ser. Mas não. Quem era eu para pensar que pudessem existir promessas de fato? Nem ao menos nos conhecíamos de verdade. Minha soberana. Ponto. Não podia vê-la como mais que isso. Mas os sentimentos idiotas eram inevitáveis.”
Sorri e pisquei os olhos para espantar as lágrimas, e o esforço fez com que ardessem. O ardor era irritante e bufei pensando na espécie de pessoa que Draco fazia com que eu me mostrasse. Não podia ficar sentimental por aí. Dobrei a carta com delicadeza e a guardei no exato instante em que ouvi meu nome.
—Srta. Priden!
Ergui os olhos devagar e Esme estava a minha frente, uma mão na cintura, e sua expressão era a de alguém que espera uma resposta.
—O quê? — Perguntei meio confusa e senti os olhos de todos sobre mim. Draco me fitava com um sorrisinho, mas podia ver certa apreensão em seus olhos. Ele sabia que eu estava lendo a carta. Queria saber minha opinião e estava apreensivo. Bobo.
—Já a chamei três vezes.
—Ah. Estava distraída. — Respondi dando de ombros.
—Percebi. Talvez queira responder minha pergunta.
—Ah não, não quero.
—O quê?
—Oras, perguntou se quero responder. Não quero. — Fechei o livro e o guardei na bolsa. — Pode continuar a aula professora. Vou tentar prestar atenção em… — Olhei para Draco que meneou a cabeça. Ele não tinha prestado atenção também. Procurei o olhar de mais alguém e Luize sorriu indicando o quadro negro. Havia algo sobre comportamento trouxa e sociedade. — Sociedade trouxa. -Franzi o cenho e Luize assentiu voltando a rabiscar o papel a sua frente.
—Srta Priden, eu lhe fiz uma pergunta sobre a matéria!
—Se fez, não ouvi. Queira repetí-la. Ou não. Tanto faz, eu não queria estar aqui mesmo. — Dei de ombros novamente e esperei.
—Não perderei meu tempo com isso. Menos dois pontos para a Sonserina! -Exclamou e arquejei.
—O quê?!- Vários protestos foram ouvidos e ela os ignorou.
—Está ficando boa em tentar ser megera. Bem, boa sorte. — Sorri abertamente. — Galera, relaxem, ela nos tirou dois pontos, mas na próxima aula ganharemos 10. E se dois pontos forem a diferença na Copa das Casas, eu os consigo. — Falei e os Sonserinos vibraram em concordância.
Esme continuou a aula, mas até os grifinos estavam dispersos. Os Cullen e o trio olhavam-me meio apreensivos e irritados, e eu não estava nem aí.
Apoiei-me em Draco que passou um braço por sobre meu ombro e fizemos jogo da velha até a aula terminar.
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Jasper não se aproximara mais, e eu estava esperando que tomasse uma atitude com relação a suas opniões, e que o fizesse logo.
Naquela noite, na aula, nenhum dos Cullen, falou mais do que o estritamente necessário, e o trio estava apático.
Esgotei-os com exercícios e feitiços simples, fáceis e repetitivos e depois de uma hora estava com sono demais pra prosseguir.
—Até a próxima. -Resmunguei e bocejando andei até a porta onde Draco esperava. — Ah Drake, estou tãão cansada.
—Uma massagem ajudaria? — Perguntou malicioso e ri me aproximando mais dele.
—Talvez. — Falei e sorri enquanto o puxava pela gravata escada abaixo.
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Point Of View Edward Cullen
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Cerrei os punhos ao observá-los descer as escadas, rindo e brincando como se fossem amigos, não, como se fossem extremamente íntimos a séculos.
Ele parecia completá-la, e era só quando demonstravam sua relação ou ela estava com os amigos, os novos amigos, que podia vislumbrar a antiga Isabella.
Suas palavras na noite anterior haviam me ferido mais do que os cortes e eu tinha certeza que ela sabia disso. Alice chorara, sem lágrimas, nos braços de Jasper por horas e ele nada disse, apenas ficou lá, a amparou e vez ou outra passou as mãos em seus cabelos, delicado. Rosalie não disse nada também, e foi Emmett quem me ajudou. Harry, Hermione e Rony ficaram encabulados, e depois de Rony xingar o Malfoy por minutos a fio, calou-se.
Hermione curou meus cortes e limitou-se a sorrir.
Não podia acreditar que aquela era Bella Swan.
Estava mais atraente agora, mais autoconfiante — até demais — mais teimosa, decidida, sagaz, e outras tantas qualidades que foram ressaltadas, mas junto com elas vieram características que, se já estavam dentro dela, tinham sido muito bem guardadas e escondidas.
Ainda assim eu a amava.
Não sabia se falava a verdade sobre sua história, mas sabia que aquele era Bella Swan, mas de alguma forma, diferente. Não deixaria que aqueles bruxos das trevas a levassem com eles.
Isabella era minha. Deixei Tânya por ela, e embora já tivesse me arrependido antes, não importava. Eu precisava da minha humana. Foi ela quem me fez sentir-me vivo, com ela eu tinha quem abraçar, tinha com quem partilhar, tinha alguém para cuidar.
Deixei aquela linha de pensamentos. Ela me levaria a questionar-me e decidi mudar o assunto.
Concentrei-me nas vozes ao meu redor, e estranhei.
“Ah, minha melhor amiga virou um monstro. Um monstro de olhos claros. Tenho que admitir que está mais bonita, mas, oh, o que houve? Aquela não é a mesma Bella. O que fizeram com ela? O que ela fez com si mesma? Porque me machucou? Não gosto desta Isabella.” Bloqueei os pensamentos de Alice, ela me faria voltar as questões anteriores, mas tive de concondar com ela.
“Ah cara, minha Ursinha está tão gostosa! Sabe o que me deixa bolado? Não poder brincar com ela todos os dias. É frustrante esse negócio de morar em ‘Casas’ diferentes! Maaaan, que loira é essa!Bruxinha gostosinha! Deus, acho que tenho queda por loiras. Foco Emmett. Hum… Acho que tenho uma queda por morenas mandonas também. — Soltou um risinho- Tomara que o Cabeção não esteja lendo meus pensamentos agora. Sério ein, a Bellinha virou uma leoa aqui neste lugar! hahaha, Ai, ai. Que será que tem pro rango? Tô gostando mesmo dessa ideia de comer comida humana, não lembrava que era boa… haha, mas ursos são melhores…” Revirei os olhos e ignorei seus pensamentos também antes que tortas aparecessem em minha cabeça.
“Dourado, prata, vermelho, azul, amarelo, roxo, preto, verde, cinza, rosa… Droga, que cor poderia usar?” Franzi a testa para os pensamentos de Rosalie.
“1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30…” Jasper estava contanto até cem em todas as línguas que conhecia e depois começou a recitar todos os feitiços que aprendera. Parou e começou a cantar todos os hinos nacionais que sabia, e então desisti. Que droga é essa?
Ignorei a todos, ainda desconfiado com Jasper, ele me encarou e fiz questão de encobrir minhas emoções me concentrando no caminho a ser seguido.
Harry começou a partilhar suas suspeitas conosco e resolvi prestar atenção no Menino.
—E por isso eu acho que o Draco convenceu a Isabella a ser comensal e eles convenceram todos aqueles amigos deles a serem também. Hermione e Rony não me obedecem sempre que digo algo, e os amigos dela obedecem como se ela fosse uma Tenente ou General. Sei lá, mas é estranho.
—Ela é só mais uma chata esnobe da Sonserina.- Weasley falou pensativo.
—Ela não é quem pensamos que é. — Hermione, a voz da razão daqueles garotos falou e Rony retrucou sua afirmação continuando a conjectura de Harry.
—Aposto que é comensal, talvez a história seja toda mentira, ou não, mas o fato é que ela não presta. Ninguém da Sonserina presta. — Rony comentou.
—Sei que não tem nada a ver com Comensais, mas tem um novo integrante na Sonserina. Precisavam de um artilheiro e o boato é que é uma garota. Acho que é a Isabella. — Harry tentou apaziguar sabendo que Jasper e Rosalie estavam na Sonserina. Sua afirmação me despertou a curiosidade, mas minha Bella nunca jogaria algo como Quadribol.
—Bella nunca jogaria nada. — Falei e o trio me olhou e deu de ombros.
—Bella nunca machucaria você. — Rosalie comentou ácida e a olhamos. — Oras, é verdade Edward! Não aja como se não soubesse do que estou falando. Sabe o que acho? Que ela está certa. Você é egocêntrico demais para admitir. Isabella Priden não é Isabella Swan. Não sei se a história dela é verdade, mas não importa. E quer saber? Até gosto mais da atual. Pelo menos ela não está sacrificando tudo o que pode ter por um vampiro metido a sabe tudo. Você não a conhece mais, e provavelmente nunca conheceu, portanto, não aja como tal! — Apertou o passo, acelerando.
—Rosalie o que foi isso?
—Foi um desabafo meu querido irmão. Pensa que não percebo as coisas? Ela ama o Malfoy, não te ama mais. Esquece, bola pra frente! Se Potter está conjecturando, deixe que conjecture, se Weasley vai ficar exibindo seu preconceito e rixa se parecendo muito mais com o caráter que diz que os Sonserinos têm do que o caráter que prega sobre os Grifinos, deixe que exiba, mas não se intrometa. Sério, você não sabe de nada.
Virou-se e saiu, furiosa.
—Isso foi pelo o que falei?
—Rosalie não gritaria com Edward por algo que você fez Rony. — Alice falou e olhou para o corredor vazio a nossa frente.
Jasper disse que iria atrás de Rosalie, beijou os cabelos de Alice e saiu nos dizendo um baixo “boa noite”.
Meus pensamentos estavam em turbilhão.
Será que Rosalie tinha razão?
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