Slytherin Blood
15 Chapter Fourteen - Colar de Opalas
Notas iniciais
Soneto 23, Willian Shakespeare.
“Como no palco o ator que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,
Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.
Seja meu livro então minha eloqüência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa
Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado.”
Sorri ao terminar de escrever e então coloquei o bilhete na calça de Draco que estava jogada no chão.
Deixei que Dusk se enrolasse ao meu redor e então vesti-me especialmente para o dia. Estava pronta quando acordei Draco e lhe disse que já estava indo tomar café da manhã.
Dez minutos depois Draco apareceu e seu cabelo estava bagunçado, e achei muito mais sexy do que quando o usava arrumadinho.
—Está linda. — Disse ao sentar-se ao meu lado e sorri. Eu usava um casaco branco comprido e meia calça preta. Minhas botas eram longas e por isso não passaria frio.
—E você está sexy com esse cabelo bagunçado.
—Ah é?
—É.
—Gosta?
— Se gosto! -Ri tomando um gole do milkshake
Perscrutei as outras mesas enquanto outros alunos chegavam e tomavam lugar.
Em busca de diversão, fiz um quintanista da Grifinória tropeçar, e o garoto caiu de cara no chão, os olhos lagrimejaram, e ele levantou com o rosto rubro. Todos os que viram estavam rindo, e sorri satisfeita ao reparar que ao menos o garoto tinha fibra. Sentou-se ao lado de uma garota morena que o olhava com piedade e lhe sorriu.
Estava indo para o quarto buscar alguns galeões quando uma garota de cabelos castanhos esbarrou em mim. Usava um casaco amarelo enorme por cima de uma blusa rosa. Seus óculos eram de aro colorido e suas bochechas estavam coradas.
—Ei!
—Foi mal. — Azarei-a e o casaco amarelo diminuiu até ficar justo de mais. -Para com isso. Por favor. De- Desculpa. — Falou buscando ar enquanto o casaco ficava mais apertado ainda.
—Ok. — Bufei e o casaco desapertou.
Ela me olhou atravessado e correu.
—Porque fez isso Izzye? — Lucca perguntou e arrumei a franja
—Deu vontade. — Respondi dando de ombros.
Ficou quieto e quando chegamos ao salão comunal foi ao seu quarto buscar uma jaqueta.
—Vou buscar minhas luvas. As esqueci no baú.
—Ok. — Falei e Draco seguiu na mesma direção que Lucca.
Tinha acabado de pegar um punhado de galeões e colocado em uma bolsinha de veludo verde quando ouvi batidas rápidas e insistentes na porta.
—Que é que está -Antes de terminar de falar, abri a porta e lábios tomaram os meus em um beijo feroz. — O que — Fui empurrada para dentro, a porta foi fechada com um chute e ele me prensou contra ela. Entreguei-me ao beijo e envolvi os dedos em seu cabelo, puxando levemente. Envolveu minhas pernas ao seu redor e apoiou uma das mãos na parede enquanto me beijava ardente.
Aquilo pareceu durar uma eternidade e ele encostou sua testa na minha, ofegante, os lábios avermelhados e os olhos escuros, nublados.
—Uau. — Resmunguei rindo baixinho. — Posso saber o que foi isso?
Draco sorriu e mostrou o papel com o soneto.
—Ah. Se soubesse que seria sua reação, tinha escrito antes! -Brinquei e lhe dei um selinho.
Na porta, encontramos com nossos amigos e entregamos as autorizações a Filch.
—Até que enfim, sair um pouco daqui! Estava cansada de ver as mesmas paredes todo dia!
—É, podemos comprar peças novas de xadrez!
—Não, quero comprar um cachecol novo!
—Aaah não, a melhor coisa é tomar cerveja amanteigada!
—Não, a melhor parte é comprar doces na DedosDeMel.
—Aff gente, cada um tem um gosto, podemos ir juntos tomar cerveja amanteigada, e juntos a DedosDeMel, todos gostamos de comer e beber. As outras coisas, é só se dividir, cada um faz o que gosta, oras! — Exclamei e pararam de discutir o que era melhor para decidir qualquer outra coisa. Revirei os olhos.
—Drake, e a bebida?
Ele me olhou de canto de olho e suspirou.
—Não funcionou. Culpa do Potter. — Sussurrou e assenti.
—O que vai fazer agora?
—Colar de Opalas. — Murmurou em meu ouvido e estremeci.
—Hum… Entendi. — Comentei e afundei em meus pensamentos.
Draco tinha a missão de dar fim a Dumbledore e de arrumar o armário sumidouro.
Mesmo depois de me encontrar, meu pai manteve seus planos, e Drake ainda tinha que matar Dumbledore, mas é claro que, todos suspeitavam, e estavam certos, eu daria um jeito de matar, o velho. Eu o matarei, por isso não estava de fato preocupada com as tentativas de Draco.
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Estávamos saindo do Três Vassouras quando ouvimos o grito.
Todos correram na direção do som e paramos ao ver Katie Bell erguida no ar, os cabelos chicoteando, os braços caídos. Antes que seu corpo chegasse ao chão apararam sua queda e imediatamente os professores começaram a nos mandar de volta para a escola. O passeio tinha acabado.
Olhei para a caixa a seus pés e revirei os olhos. Menina idiota.
Potter nos olhava e acenei para Draco e nossos amigos, não tínhamos o que fazer ali.
—Vamos.
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