Slytherin Blood
42 Chapter 39 - Já começou
Notas iniciais
Era um dia de Junho ensolarado e acordei um pouco mais tarde que o habitual; No café meus amigos já estavam lá e o clima estava leve, todos os alunos animados com o sol, entretanto, podia sentir a ansiedade e expectativa no ar. Fomos às aulas como de costume e relaxamos durante os intervalos;
—Isabella! — Ouvi a voz de Philip
—Sim? — Virei-me vendo-o vir em minha direção.
—Posso caminhar com vocês? — Disse e emparelhou comigo e Draco
—Emma entrou em contato conosco ainda durante a noite; Fizemos um feitiço de marcação e todos os alunos menores de 16 anos. Reforçaremos o feitiço e a partir do fim do jantar os que estiverem fora dos salões serão impelidos a voltar e os que estiverem dentro, não sairão. De qualquer forma, ficaremos no salão nos primeiros dez minutos. — Disse rápido, em voz baixa enquanto virávamos o corredor
—Obrigada- Falei e acenei entrando na sala de aula
—O que ele disse? — Draco perguntou e arqueei a sobrancelha — Ele lançou um abaffiato em vocês dois. — Bufou e ri.
—Só passou um recado Drakie — Meneoou a cabeça enquanto jogava a mochila no chão; Era DCAT.
Foi depois do intervalo do meio do dia que o clima pesou.
—Harry sairá com Dumbledore hoje — Disse Scarlet ao passar por mim — Vi quando lhe entregaram um bilhete e usei legilimens no Weasley — Revirou os olhos — Não tinha resistência nenhuma! — Disse inconformada
—Obrigada Scarlet — Sorri e ela continuou seu caminho.
Percebi na hora do jantar que a maioria de minhas amigas tinha o cabelo trançado de maneira mais elaborada, deixando o cabelo mais preso -diferente do café da manhã onde prenderam de maneira mais descontraída- assim como o meu; Os garotos estavam mais aprumados que o normal e ninguém usava chapéu. Obviamente, as preparações tinham começado.
A expectativa e ansiedade no ar estavam mais palpáveis e ainda que o céu estivesse coberto por milhares de estrelas, o clima geral parecia ter se modificado levemente.
Comemos mais silenciosos que o normal e varri o olhar pelo salão sempre encontrando o olhar de algum de meus amigos que encaravam de volta; Uns circunspectos, outros excitados. Alice e Emma sorriam de maneira sinistramente animada, dignas de Bellatrix; Marshal, August e Thomas piscaram ao passar por nós enquanto cada um se dirigia à sua casa, à mesa de jantar ou suas tarefas pré Batalha.
Pansy, Josh, Jhon e Bea deveriam trabalhar em derrubar as defesas de Hogwarts discretamente, enquanto alguns comensais de meu pai trabalhavam nisso do lado de fora. Quando a Batalha tivesse início, cada um ocuparia sua função e eu trabalharia na quebra de defesa junto com Ellie e Scarlet, no intuito de agilizar a entrada dos Comensais — Se todos saíssem pelo Armário, seria muito fácil perceberem e subjugarem-nos — não podíamos correr esse risco- até que o Velho e o Potter voltassem para à escola, quando interromperia Draco e acabaria com Dumbledore eu mesma.
Bellatrix e Greyback deveriam controlar-se, uma vez que estariam no primeiro grupo de comensais e estes não deveriam anunciar a chegada de imediato, para que um maior número deles conseguisse entrar antes que os professores, Cullens e alunos percebessem.
Metade de meus amigos se juntaria aos 10 primeiros comensais, sendo que quatro outros vigiariam os acessos à Sala Precisa — Susan e August eram responsáveis por criar escudos que impediriam a entrada de qualquer um sem a Marca, até que pelo menos 30 dos nossos passassem por ali — momento em que deveriam se juntar a Batalha, que nesse ponto deveria já estar bem aberta.
Balancei a cabeça entrando no quarto.
—Está quieta Izz
Suspirei.
—Minha mente não para de repassar cada detalhe dos planos feitos.
—Precisa parar um pouco. Pode ser que as coisas não saiam como planejado, mas darão certo no fim.
Suspirei novamente me jogando na cama e ele se jogou ao meu lado, ambos olhando para o teto; Brincou com meus dedos.
—Drake, eu irei matá-lo. — Ele suspirou
—Não consegue só olhar pro teto não? — Riu — Claro que não.
—Desculpe. — Ri — Eu… — Antes que pudesse falar mais alguma coisa, seus lábios tomaram os meus e travamos um duelo sem perdedores, até que estivéssemos sem fôlego e nossas faces coradas.
—Agora parou não é? — Sussurrou com os lábios a milímetros dos meus e ri beijando-o novamente.
Dusk sibilou.
—Dusk não quer que continuemos com isso — Ri — e quer ir para a Batalha — Suspirei e ele sibilou novamente. — Se Nagini vai, ele também pode
—Essa sua cobra parece criança — Draco bufou e ri com o som que Dusk produziu — Vai deixar ele ir?
—Pode ser pisoteado, amaldiçoado, preso, roubado. Não posso deixar que isso aconteça — Franzi a testa — Essstá bem, masss essstará em minha pele— Sibilei para ele que remexeu-se na poltrona.
Draco olhou para o relógio
—Preciso ir. — Puxou-me para si e beijou-me mais uma vez, sofregamente. Deixamos nossos rostos colados por alguns segundos — Eu amo você.
—Eu também — Beijei-o mais uma vez. — Vá. — Andei com ele até a porta e trocamos um último beijo antes que ele saísse. Suspirei. — Vamosss Dusssk.
Observador
Draco olhava para o relógio de ponteiros prateados sobre o Armário.
Seus pensamentos se voltaram para a mulher que amava e então balançou a cabeça. Sabia que ela estaria se movendo naquele momento e que não o deixaria cumprir sua tarefa; Quanto a esta, desde que Isabella aparecera nem mesmo o Lord esperava que ele a cumprisse, mas nunca revogou a missão.
Tanta coisa mudara desde que chegara ali. Descobrira que seu pai era Comensal e que sua mãe era adepta à causa, não gostava de trouxas ou de sangues-ruim, não gostava do Potter, que sempre tinha a glória, mas não fora isto que o impelira até ali. Tudo bem, em parte foi isso; Mas fora o amor por sua mãe que o levara à aceitar a missão. Até aquela noite em que Isabella voltara para a vida do Lord, parecia que nele havia despertado todo o ódio, todo o desprezo, crueldade e sede de vingança que, segundo seus pais, o haviam abandonado ao conhecer sua falecida esposa. Sem amor naquele homem, a única coisa que poderia salvar sua família era ser leal á ele e cumprir sua vontade.
Mas hoje, o que o tinha levado até ali não era sede por poder ou medo por sua família. Era lealdade real, era amor. Amor por Isabella Riddle, a garota de olhos brilhantes e sorriso provocador, a garota que sofreu tanto e usou toda a dor para se impulsionar, para se tornar mais forte.
Ela transformara todos ao seu redor, trouxera luz aos Comensais da Morte ao trazer luz para Lord Voldemort que em sua presença era novamente um rapaz de cabelos negros apaixonado por uma jovem e radiante pelo bebê em seus braços.
Nenhum dos dois entretanto, havia superado a dor pela perca de Halley Priden, nenhum dos dois conseguira perdoar aqueles que os haviam causado tanta dor e raiva e realmente acreditavam em cumprir a justiça, triunfando sobre eles.
O rapaz Malfoy rogou que triunfassem, não podia perder aqueles que amava.
Do lado de fora da Sala onde Draco esperava o primeiro Comensal, Susan e August estavam posicionados, ambos sob feitiços de invisibilidade, criando um escudo ali — primeiramente, qualquer um sem a marca que quisesse passar por ali, mudaria de ideia, sem saber por quê; Se insistisse, não conseguiria atravessar o escudo.
Do lado de fora do Castelo, Pansy, Josh, Jhon e Bea trocavam de lugar com Ellie, Scarlet e Isabella, informando quanto progresso tinham tido; Pansy e Bea foram para suas posições nos corredores encontrando outros no caminho. Quando o movimento começasse, deveriam colocar suas máscaras.
Alice encarava sua máscara com uma sobrancelha arqueada.
—Preciso mesmo usar isso né? — Inquiriu à Kate que arrumava o cabelo depois de colocar suas botas novas.
—Sim, devemos. Vai que dá ruim?
—Não vai dar ruim, vira essa boca pra lá Mason. — Bufou — prateada desse jeito tá bem sem graça, vou incrementar.
—Vai ficar com destaque
—Não me importo, pelo menos quem eu atacar apreciará uma imagem bonita, já que meu rosto vai estar oculto — Kate revirou os olhos e riu.
—Vamos Alie, Emma nos espera.
—Sua mãe vai lutar?
Kate suspirou.
—Não sei, acho que sim.
—Meu pai vai, coitado, tá enferrujado, tomara que consiga.
—Do que está falando? Vai dar tudo certo — Kate riu apontando um arabesco que Alice coloriu de dourado.
—Você tem razão Katarina, bora.
Riram ao sair do quarto e assumirem suas posições.
Jhon, Sarah, Marianna e Anna começaram a identificar os simpatizantes que tinham entrado em contato com eles- discretamente e com juramento que garantia que não falariam nada — no momento em que qualquer um deles contasse sobre o movimento à qualquer um ligado à Dumbledore, ao trio ou aos Cullen teria seus lábios colados e sofreriam cortes por toda a face.
Nos Salões e corredores da Sonserina, Lufa Lufa, Grifinória e Corvinal, com os cinco minutos correndo, Susan, Philip, Newt e Lucy viam seu feitiço funcionando, lívidos. Os menores de 16 anos pareciam surgir aos montes pelas portas de seus Salões Comunais e os que ali já estavam, não faziam menção de sair ou quando faziam, preciam confusos e iam para seus quartos. Lucy trocou um sorriso com Hector, irmão de Ellie que correu até ela
—Chamei vários amigos para um jogo, nenhum de nós vai sair — Disse orgulhoso — O irmão do Bill, que é mais velho, chamou os amigos dele para desvendarem enigmas. — Sorriu travesso — Todos estaremos ocupados
—Isso é ótimo Hector, vocês são brilhantes.
—Nós sabemos — Riu — Boa sorte
Lucy, rindo, agradeceu enquanto andava em direção à porta com seus pensamentos focados nos planos traçados.
Ela achava incrível a maneira como Isabella influenciava os que estavam ao seu redor e ainda mais incrível que realmente fosse filha do mais temido bruxo das trevas existente. Não parecia possível que ele tivesse um coração e que este funcionasse, mas aparentemente, era real. Suspirou.
Sua família uma vez apoiara os trouxas, na Primeira Guerra Trouxa, mesmo contra as ordens do Ministério; Seus bisavós e avós perceberam o erro quando perderam entes e eles mesmo quase perderam suas vidas quando os trouxas descobriram que eram bruxos.
O conhecimento e a ignorância podem gerar temor e este, medo; O medo levaria a retração ou retaliação; Infelizmente, a maior parte das vezes, quando se tratava de bruxos e trouxas, os trouxas respondiam ao medo do desconhecido com reprimendas e à inveja do conhecido com perseguição. Não era saudável que convivessem, pensou, enquanto identificava um primeiranista e o repreendia por estar fora do Salão, fazendo com que este corresse para lá.
Jasper e Rosalie, sabendo o que aconteceria, mantiveram-se reclusos com o passar do dia e não haviam tomado a dose de poção daquele dia. Sabiam que depois da meia noite não teriam mais seus efeitos tão pronunciados e no dia seguinte, seu veneno já teria diluído o que sobrara.
De manhã, Alice se surpreendera com o beijo de Jasper, assim como Emmett com o de Rosalie, mas nenhum dos dois comentaram sobre, temiam desfazer aquela réstia de paz que parecia estar sendo proposta.
Os Hale podiam sentir sua audição e olfato mais fortes que no dia anterior e observavam a movimentação de Isabella e seus amigos cientes do que significava.
Viram quando, depois de algum tempo mais nenhum aluno menor de 16 anos estava no Salão Comunal e reparam quando Susan estendera o bloqueio aos corredores — aparentemente, ninguém menor de 16 anos conseguia passar para o Salão Comunal embora os que estivessem fora conseguissem entrar.
Quando nenhum dos Comensais de Isabella podia ser visto no Salão, souberam que havia começado.
Joy que estivera com Dylan próxima à Sala precisa, correu para fora até o local onde Isabella estava com Ellie e Scarlet.
—Já saíram da Sala Precisa e estão tomando terreno, havia poucos para fora dos Salões, a maioria indo ou voltando dos banhos, só houve dois duelos até agora, mas não demorará para estourar.
—Obrigada Joy.
—Como está indo aí?
—Metade já era, as proteções de Hogwarts foram bem feitas. Como não sabemos as palavras exatas do encantamento é mais difícil — Suspirou — elas são realmente boas
—Mas nós somos melhores — Scarlet sorriu felina.
Ouviram a movimentação aumentar dentro do castelo.
—Diga à Emma que lance a Marca sobre a torre de Astronomia — Isabella disse à Joy que, com um aceno, aparatou.
—Já começou — Ellie comentou e sorriu.
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