Slytherin Blood
41 Chapter 38 - Love is a weakness
Notas iniciais
Previously...
—Vocês é que estão fazendo isso. Em sua ânsia de manter a família unida, vão destruí-la.
Draco
—Por aqui querida — Indiquei puxando sua mão
—Você me chamou de querida? — Perguntou dando um tranco ao parar
—Sim — Franzi a testa — Algum problema?
—Não. Foi estranho. Mas foi bom — Sorriu como não costumava sorrir para os outros e sorri de volta.
Voltamos a caminhar e paramos quando Madame Norra passou por nós. Ela parecia mais preocupada em perseguir um inseto e suspirei aliviado, mas nos mantivemos escondidos esperando que Filch aparecesse.
Alguns minutos depois ouvimos o som de suas botas e suas reclamações com um quadro tagarela.
Passou por nós ainda reclamando e esperamos ainda que seus passos sumissem antes de sairmos do esconderijo.
Izzye riu ao me puxar para fora e deixar-me guiá-la até a Sala Precisa, mesmo que soubesse onde ficava.
Ao entrarmos levei-a até o Armário.
—Aqui está. Precisamos fazer o teste final.
—Ótimo. Eu vou,você fica do lado de cá
—Não! Se der errado seu pai me mata
—Se der errado arrumo um jeito de voltar pra Hogwarts antes que sintam minha falta.
—Mesmo se for parar no meio de duas dimensões?
—Isso não vai acontecer. Você fez o pré teste, não fez?
—Sim.
—Ótimo então. Eu vou.- Pareceu lembrar-se de algo — E se ficar suspensa, aparato pra cá — Piscou terminando de analisar os detalhes do Armário
Bufei revirando os olhos. Ela era teimosa e nada que dissesse a faria mudar de ideia.
—Me preocupo com você. — Falei e ela sorriu
—Eu sei. — Me deu um selinho e entrou no armário — Agora faz esse troço funcionar.
Meneei a cabeça.
—Pense no Armário Irmão, na Borgin and Burkes, e lá, pense no Armário de Hogwarts.
—É quase como aparatar
—Quase. — Ergui a sobrancelha — Não saia do corredor principal. — Os armários formavam um corredor entre si, mas corredores acessórios se formavam e se entrasse em algum deles, nunca a encontraria.
Ela revirou os olhos.
—Isabella. — Me olhou e ergueu as mãos em rendição
—Tá bom, tá ok. Não sairei.
—Prometa
—Palavra de escoteira! -Declarou e eu ri balançando a cabeça
—Você nunca foi escoteira.
Ela deu de ombros e sorrindo torto, acenou enquanto eu fechava as portas.
O Armário vibrou e quando o abri, ela não estava ali.
—Foi. — Fechei as portas novamente e esperei.
Muitos minutos se passaram e comecei a ficar preocupado.
Foi aí que senti o Armário vibrar novamente. Levantei num pulo e abri as portas. Ela estava ali, sorrindo com uma casquinha em cada mão.
—Comprei sorvetes para nós.
Suspirei levando a mão ao cabelo
—Não quis preocupá-lo. — Estendeu o sorvete. Era o meu preferido e estreitei os olhos — Pode tomar Drake, veja como um prêmio por ter consertado o armário tão bem.
Peguei o sorvete e ela riu.
—Deu certo Drake! — Não resisti a sua alegria infantil quando encarou o armário e então me olhou. A rodei, rindo, quase derrubando o meu sorvete e fazendo-a sujar o queixo com calda de abóbora. -Ei! — Lambi a calda e ela riu novamente — Nojento! Pare! Me põe no chão. — Coloquei-a no chão, rindo com ela enquanto tomava meu sorvete.
Ao terminar o sorvete quis testar de novo e a deixei de vigia.
Quando voltei ao armário de Hogwarts ela arqueou a sobrancelha.
—Eu disse que funcionou — Mostrou a língua
—Eu sei que disse. Queria ver por mim mesmo.
—Eu sei, estou implicando. Você fez um ótimo trabalho.
—Obrigado.
Ficamos em silêncio nos encarando por alguns instantes e então nos sobressaltamos ao ouvir uma movimentação; Nos escondemos e observamos o Potter entrar com um livro, escondê-lo e sair.
Franzi a testa e Izzye me olhou curiosa. Assim que a sala estabilizou, demos a volta no armário e nas coisas no caminho e andamos até o lugar onde ele colocara o livro.
Izzye o apanhou.
—O que é?
—Isso é como ele estava indo bem nas aulas — Ela virou as páginas examinando o livro
—Quê? -Fiquei confuso por alguns instantes e então atentei-me para o texto. -Ah
—Veja, sectussempra. Draco! Esse livro é do Snape! Ele criou esse feitiço.
—Ele realmente trapaceou!
—Se Severo não sabe ainda, saberá. Vamos Drake.
Ela colocou o livro no lugar e então olhou ao redor. Seu olhar se fixou na coroa sobre a cabeça de uma estátua; Potter tinha acabado de posicioná-la ali, marcando o local.
Encarei-a.
—O que foi? -ela levou o dedo aos lábios e franziu a testa. Estendeu a mão e tomou a coroa, a analisando enquanto pensava. Quase podia ver as engrenagens em sua mente; Mordeu o lábio e então sua boca abriu-se em um “o”, seus olhos brilharam. Criou uma réplica da coroa e substituiu na cabeça da estátua. — Izzye, o que está fazendo?
—Isso é do meu pai. Vamos — Virou-se sem dar mais explicações e suspirei, seguindo-a.
Depois de dar mais uma olhada no Armário, deixando-o mais oculto, saímos.
Izzye
—Precisamos nos apressar, temos aula de astronomia.
—Certo, vamos. -Demos as mãos enquanto apertamos o passo para não atrasar.
Chegamos à aula e a maioria dos alunos já estava lá.
~
Sinistra mandou que nos posicionássemos em nossos telescópios e indicássemos a posição dos planetas.
—Veem? Não é auspicioso, essa conformação é uma conformação de luta. Lutas sempre trazem feridos. Feridos não são auspiciosos. — Revirei os olhos e analisei novamente os planetas que se alinhariam na próxima semana.
—Não é auspicioso para uma luta ou não é auspicioso por trazer luta com o alinhamento?
—Segunda opção Srta., segunda opção. Nada auspicioso. Tomem cuidado alunos.
—Não vai rolar nada professora! — Kate exclamou. Aquela aula tínhamos com os lufanos.
—Não se precipitem, não se precipitem!
Marshal franziu a testa e resolveu mudar o rumo da conversa.
—Professora, o que é essa constelação? -Enquanto ela se distraia falando sobre a constelação, encarei os planetas novamente.
Auspicioso.
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“Pai,
Não soube mais nada sobre o garoto e a busca pelas Horcrux.
A conformação dos planetas na semana que vem, é auspiciosa.
Não ria!
Os armários funcionam muito bem.
Vamos nos encontrar essa semana antes que chegue a hora.
Izzye”
Fiz o mesmo processo de azaração anterior e entreguei à Emma que dessa vez entregou a carta ao Lucca.
Dylan parecia estar trocando longos olhares com Joy, ao passo que Lucca cortejava Emma cada vez mais abertamente. Susan parecia estar se entendendo muito bem com Jhon, Bill estava claramente interessado na Lucy, desde sempre; Ellie e Josh estavam desde que nos conhecemos, entre tapas e beijos. Luize e Thomas se agarravam pelos corredores ao passo que August e Charlie passavam um tempo considerável juntos. Zabini fazia o que Bea quisesse, Goyle ficava vermelho quando olhava Pansy nos olhos e Marshal e Lya claramente se pegavam.
Balancei a cabeça espantando os pensamentos sobre casais e voltei aos planos.
~
Estava sentada sob uma das árvores do jardim quando ele veio até mim.
Tinha me distanciado de meus amigos, queria sentar e refletir, sozinha.
—Parece que não consigo mesmo ficar sozinha. — Suspirei olhando para o horizonte, ignorando a presença dele ao meu lado.
—Eu sei que há uma profecia.
Arqueei as sobrancelhas, sem olhá-lo. Onde queria chegar?
—Eu sei que você está nela. -Esperou por alguns segundos e olhou para longe, como eu — E eu também. — Franziu a testa quando me mantive neutra.
—Você vai me ignorar, não vai? — Insistiu e após alguns segundos, riu. — Tudo bem, vou falar do mesmo jeito.
Sorri e ele pareceu tomar isso como um incentivo. Isso, fale mais garoto.
—Eu sei que você não é quem os outros pensam. Mas você deve saber disso. -Bufou ao não me ver esboçar nenhuma reação. — A profecia diz que estaríamos em lados contrários. Ouça. Não precisa ser assim. — Pareceu tomar coragem quando o olhei de sobrancelha arqueada em um “não?”. — Sei que o Malfoy é um Comensal e desconfio que você também seja. Acho até que conseguiram levar mais alunos para esse lado. Mas vocês podem sair dele. Voldemort é uma coisa séria.
—Aí preciso concordar com você. — Assenti apontando o fato.
—E bem, trouxas não são do mal.
—Só nos fizeram mal mais de uma vez.
—Não significa que por isso precisem se aliar a um bruxo cruel, sem coração, de alma partida, que joga sujo e quer matar inocentes.
Senti meu sangue esquentar com as palavras, mas sorri.
—Não?
—Não! Sei que ele consegue fazer lavagem cerebral nas pessoas para que elas sigam os ideais deturpados dele. — Ri.
—Dumbledore não faz lavagem nas pessoas não?
—Não! Ele é um bruxo bom que não quer que inocentes morram. Se Voldemort tomar o controle do Ministério, ele irá matar inocentes, matará os nascidos-trouxa e os mestiços. Matará trouxas também.
—Acha mesmo?
—Tenho certeza! Ele queria libertar o Basilisco para que ele matasse os nascidos-trouxa!
—Em que ponto essa disputa deixou de ser guiada por ideais e passou a ser guiada pela vingança? — Perguntei e levantei
Ele pareceu irritar-se.
—Só se for vingança pelo lado do Voldemort! Do nosso lado, o lado em que você deveria estar, inclusive porque tem amigos e parentes trouxa, tem um ideal.
—E qual é?
—Impedir que o mal vença. — Gargalhei
—Certo Potter. Já deu por hoje. -Virei-me e ele agarrou meu braço
—Não, não deu! Não acabei.
Desvencilhei-me de seu aperto.
—Ah, deu sim.
—Não. Já que não acredita em mim, quero dar um aviso.
—Ah é? — Estreitei os olhos
—Sim. Pare de tentar recrutar estudantes inocentes para isso. Pare de pôr a vida de meus amigos em risco.
—Eu não coloco a vida de seus amigos em risco.
—Coloca sim. Pare. A Ordem não precisa te ter como inimiga. Você pode juntar-se a nós.
Ri novamente
—Não Harry. — Fiquei séria — Aliás, duvido que seu Velhote saiba que veio conversar comigo.
—Ele não precisa saber de tudo que faço.
—Nossa! O fantoche sabe se soltar um pouquinho.
Ele bufou
—Se você planejar mais alguma coisa, saberão quem você é.
O encarei e levei a mão a testa, como se me tocasse de algo óbvio.
—Ah, claro. Dumbledore.
—Dumbledore não precisa me dar ordens e instruir sobre tudo. Sei juntar os pontos. — Seu rosto se avermelhou.
—Olha, rebelde ele — Revirei os olhos
—Não mude de assunto. — Franziu a testa e arrumou os óculos
—Quem eu sou Potter?
—Isabella Riddle. -Sorri — Essa é sua chance de se juntar a Ordem e ter a sua vida poupada ao nos ajudar a derrotar Voldemort.
—Eu nunca me juntaria ao filho do assassino de minha mãe, Potter. — Encarei-o e ele pareceu chocado — Ah, não sabia? Pois é querido, seu pai não é o herói que pensa, é um assassino, tanto quanto o meu.
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—Como assim o Potter sabe quem é?
—Não sei Draco. Ele sabe que sou Isabella Riddle, mas parece ter guardado isso para si até agora.
—Acha que Dumbledore o mandou falar com você?
—Não, não acho. Mas de alguma forma agora ele terá de esclarecer o pequeno Potter sobre o pai dele ser um assassino.
Draco arregalou os olhos
—Mas dizendo isso você confirmou quem é!
—Não importa muito na verdade Drake. Não falta muito para que nossos planos sejam colocados em prática. — Suspirei prendendo a ponte entre os olhos.
—Está nervosa.
—Ansiosa.
—Tensa.
—Preocupada.
—Relaxe — Olhei-o, séria
—Relaxar?
—É, vem cá. — Me tirou da cadeira em que eu estava e tirou meu manto. — Tire os sapatos — Obedeci chutando-os para longe enquanto ele tirava meu suéter. -Deite aqui. — Deitei-me na cama e o ouvi tirar os sapatos enquanto subia nela. — Precisa relaxar.
Suas mãos acariciaram meu cabelo, ele o colocou de lado beijando minha nuca e causando arrepios que nos fizeram rir.
Acomodei-me mais na cama enquanto ele massageava minhas costas fazendo com que cada nervo relaxasse e ondas de tranquilidade me tomassem.
—Onde aprendeu a fazer isso? — Perguntei num murmuro e ele riu
—Melhorou?
—U-hum. — Meus olhos se fecharam e senti-o massagear minhas mãos; Acabou e deitou comigo, acariciando meu cabelo num ritmo constante.
Começou a cantarolar e fiquei surpresa.
—Desde quando você canta?
—Não canto. — Riu baixinho, sua respiração fazendo cócegas em meu pescoço.
—Preciso voltar aos livros. Preciso por em prática tudo o que descobri sobre as horcrux e...
—Você não precisa carregar tudo sozinha. E sobre a Horcrux, não precisa fazê-la
—Eu preciso.
—Não. Agora seu pai precisa preocupar-se em tomá-las e ocultá-las novamente, numa corrida contra os que querem matá-lo.
—Sem elas ele não estaria aqui
—De fato, mas você não precisa. E sei que ele não faria novamente se tivesse vocês.
Suspirei, rendendo-me ao argumento, mas logo emendei
—Se tentarem me matar, e irão, preciso ter certeza de que vou viver. Viver pra você, viver pra meu pai, viver. Não quero morrer. Não quero deixá-los. Não quero que sofram. Não quero que os outros vençam. Se fizermos a Horcrux, a horcrux de amor, estaremos ligados e nada nos matará.
—Izzye. Se matarem um de nós, o outro morrerá
—Não, se matarem um só, ele revive. Precisam matar os dois, mas ninguém saberá da horcrux, estaremos sempre juntos.
—Não quero condicionar nossas vidas a um objeto. Não quero passar a vida preocupado se um pedaço da minha alma está em segurança. Quero passar a vida com você, mas como somos. Não quero que tenhamos uma sombra sobre nós.
—Drake, na batalha vão tentar matá-lo, não quero que morra.
—Não vou.
—Amor é uma fraqueza — resmunguei raivosa
—Não. -Ele riu e tomou meu rosto entre as mãos — Você já deveria saber disso. Inclusive por saber que é maior que qualquer sentimento ruim. Dá até pra fazer horcrux com ele, não dá? Foi ele quem salvou você, quem salvou até mesmo o Potter. Amor é uma força Izzye. Essa força nos fará lutar por quem amamos. Essa força nos fará não desistir. Essa força nos fará vencer. Nos fará ficar juntos. Não precisamos de uma horcrux para estamos juntos pra sempre. Estaríamos presos a uma condição que provavelmente nos traria dor. Se nosso amor é verdadeiro, e acredito que é, estaremos juntos não importa o que aconteça.
Olhei nos olhos daquele garoto que havia se tornado um homem e um homem, apesar de todas as expectativas, bom. Olhei nos olhos do homem que amava e soube.
Venceríamos.
~
—O primeiro trio já deveria estar aqui. — Resmunguei colocando mais um feitiço de ocultação no lado contrário ao que nossos amigos chegariam
—Pare de fazer feitiços sozinha, eles já devem estar chegando!- Draco exclamou e bufei sentando em uma rocha — Fica linda irritada, sabia? — O olhei de esguelha e ele riu
—Izzye! — Dei um pulo correndo na direção do grito
—Emma! O que está fazendo? Não grite.
—Desculpe, mas que lugarzinho ein! — Ela tirava a poeira da roupa
— Não podia deixar a chave nos colocar logo aqui no meio? — Alice apontou para o meio do espaço.
—É só poeira. — Revirei os olhos — E os outros?
—Dylan, Luize e Joy ficaram por último. Jasper e Rosalie tentariam manter os olhos sobre os Cullen, Luize pediu para Aubrey vigiar o trio; Como ele é novo, nenhum deles o marcou como nosso ainda. Os três distrubuíram a polissuco, Lucca e Alice vieram comigo.
—Ótimo. -Eles nos alcançaram e sorri -Vamos ocultar isso aqui gente.
Dez minutos depois Ellie apareceu com Bill e Lucy e ajudaram a terminar a ocultação. Lucca decidiu ficar vigiando do lado de fora de nossa bolha mágica para que os outros soubessem exatamente onde estávamos.
Conforme eles chegavam, a cada 10-15 minutos, já começavam a praticar, de leve.
Durante alguns dias anteriores tínhamos andado em grupos menores, com as pessoas que atravessariam e ficado menos tempo em público, para que as suspeitas essa noite fossem menores; Mesmo assim, tomamos poção polissuco na tentativa de enganar o Mapa do Maroto — Charlie lembrara-se de nos contar sobre ele e de dizer que Harry procurava as horcrux.
Dissera ainda que ele sempre recebia um bilhete quando falava com Dumbledore e por isso, os grifinos estavam sempre de olho nele.
Quando Dylan, Joy e Luize chegaram, nos preparamos para lutar pra valer.
—Inicialmente formem duplas, mas quero que nos movamos aqui, como numa luta de verdade. Troca de duelistas, ataques e defesa em trio, ou até mesmo quartetos. Não queremos ninguém debilitado, então nada de crucio nos amigos. Tem essas pedras aí, podem transfigurar em alguma coisa e praticar crucio nisso, assim como escudos. Ah, os Cullen estarão como guarda costas e espera-se que eles pelo menos desarmem os que tentarem atacar quem eles estiverem protegendo. Mas lembrem, são vampiros e fogo os mata.
Sorri.
—Valendo!
Rajadas de diferentes cores, pulos, escudos, gritos eram ouvidos por toda parte.
—Pessoal, vamos! Feitiços silenciosos! — Exclamei e todos começaram a esforçar-se para aperfeiçoar ainda mais o maior número de feitiços silenciosos possíveis.
Após algum tempo, Bea conjurou uma mesa no centro da clareira e todos se aproximaram.
Um mapa de Hogwarts se estendeu.
—Vejam — Apontou Ellie — Lembrem-se, os Comensais começarão a sair por aqui. — Apontou para duplas — Marshal, Madalene, aqui — Apontou para o local — Joy, Dylan, aqui e aqui — Luize, Bea
—Emma, Pansy, Alice, no Salão — Apontei as posições — Crab, Goyle, Lucca...
Após apontar o posicionamento inicial de todos, traçamos as rotas novamente, repassamos os comandos.
—Emma, Alice, Susan, Charlie, August, Thomas, Josh — Trocamos olhares — São os melhores em escudos; Não só protejam-se como protejam os outros, se possível. A esse sinal — Sinalizei com dois acenos — Construirão silenciosamente um escudo ao redor de todos nós, caso necessário. — Assentiram — Repitam o sinal — Repetiram e sorri — Ótimo.
As últimas instruções repassadas, bem como as sinalizações e quais eram os diferentes planos que haviam sido anteriormente traçados.
—Sarah, simpatizantes sonserinos; Anna, corvinos; Jhon, lufanos; Marianna, grifinos.
—Ah, mantenham-se longe dos dementadores e treinem seus patronos. — Alice lembrou e arqueou a sobrancelha — Ninguém quer morrer, quer? — Riu e completou — Mas nossos inimigos podemos jogar pra eles.
Nos lançamos então em batalha por mais duas horas.
—Certo, todos precisamos de descanso, isso foi intenso — Falei enquanto arrumava o cabelo e secava o suor do rosto. — Estejam descansados, bem alimentados e preparados.
—Gosto da parte do bem alimentados — Zabini comentou e rimos
—Tomem a poção ao chegarem à chave — falei
—Troquem os trios — Ellie exclamou- É mais fácil parecer casual
—Sim, devemos tomar caminhos diferentes também — Lucy comentou e assentimos.
—Vamos vencer! — Thomas exclamou batendo um highfive com Josh
Rimos.
—Valeu galera, boa noite — Sorri e observei-os partir em trios, cansados, mas animados.
—Você é espetacular — Draco disse em meu ouvido antes de se juntar à Lucca e Alice enquanto Emma ficava para trás comigo.
—Emma, converse com Ellie, vocês precisam dizer aos seus irmãos que aconteça o que acontecer, não saiam de suas casas durante a batalha.
—Está bem. Não queremos crianças feridas, não é?
—É. — Suspirei.
—Vai dar tudo certo. — Ela sorriu e apertou minha mão.
Sorri de volta.
—Vai sim.
Andamos até nossa chave de portal e ativamos o mecanismo de autodestruição.
—Temos 2 minutos para ir, antes que a latinha se desfaça — Tocamos na lata velha de feijões congelados juntas. Segundos após voltarmos para Hogwarts, a lata desfez-se em poeira.
Estávamos à caminho de nosso salão quando ela teve a ideia.
—Izzye!
—O que é?
—Podemos fazer um feitiço de bloqueio que impeça que alunos menores de 16 anos saiam durante a batalha.
—Ótima ideia. Chame Lucy, o Newt, da Lufa Lufa, o Philip da Grifinória e a Susan para controlarem o máximo deles e fazerem o feitiço. Terão cinco minutos antes que os Comensais comecem a se espalhar.
—Ceerto. — Disse sorrindo — Sei de alguns de nós com irmãos mais novos, direi a eles que avisem-nos para não saírem depois do jantar.
—Tudo bem, mas sejam discretos. Crianças dão com a língua nos dentes. — Disse ao passarmos para nosso Salão, ainda mantendo a conversa baixa
Ela riu.
—Boa noite Izzye
—Boa noite Ruiva
É amanhã.
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