Slytherin Blood

38 Chapter 35- Mason


Notas iniciais
Heeey everyone! Mais um cap pra vocês ♡ Ah, eu esqueci, no começo da história, que o Lucius devia estar em Azkaban nesse livro, então, ignorem esse fato como fizeram até agora, suponho. Não achei os links, então, ou fica a imaginação mesmo, eu coloco depois já que por não descrever todo mundo (uma vez que tinha fotos) o trabalho ficou todo por conta da criatividade de vocês. Boa leitura!

—O que disse?

—Desculpe — Balançou a cabeça parecendo sair do transe — Me distraí. Isabella e quem?

—Kate. — Charlie disse cerrando os olhos

—Ah, muito prazer garotas! Kate não é? É engraçado, você se parece comigo quando era mais nova — Riu — Isabella?

—Ela é minha sobrinha

—Charlie! Nunca me disse que tinha uma sobrinha! Nem uma irmã aliás. — Ela colocou a mão na cintura e então se virou — Ficam pro jantar? Vai ter lasanha! — Riu novamente — Charlie, explique direito isso. Meninas, fiquem a vontade!
— Minha irmã faleceu quando Isabella era bebê. Ela foi separada do pai então não sabia que eu era tio dela. Descobriu recentemente, vasculhando o passado.

—Ora! Que legal. Gostaria de vasculhar o meu? — Perguntou apontando pra mim e então riu mais uma vez, doce.

—Charlie, como... Como vocês se conhecem?

—Bettina conheceu Reneé pouco antes de sua prima falecer. Veio com ela no enterro e acabou ficando. — Corou — Acho que Reneé planejou isso

Ela riu.

—Gostaria de ajuda? — Kate perguntou para Bettina que assentiu

—Seria bem vinda querida! Aqui, lave as mãos e corte isso aqui — Apontou para as verduras da salada.

—Charlie… — Apontei para a sala com a cabeça e ele bateu as mãos

—Vamos nos sentar ali na sala então Bella, posso contar a história.

Sentamos

—Porque se assustaram?

—Charlie, elas são muito parecidas

—Eu sei

—Há mais um motivo para que tenhamos vindo.

—Qual?

— Há a profecia, certo?

—Certo.

—Mamãe fez um amuleto, e esse amuleto teve uma guardiã. Ela tinha uma irmã gêmea, Brienne. Elas trocaram de lugar, Brienne foi para Azkaban e morreu lá, a guardiã,desapareceu. Ela deixou um diário que a filha dela encontrou. Nesse diário ela dizia que ela e a irmã tiveram o mesmo sonho e que ela deveria ser procurada no mundo trouxa.

—Certo — Ele olhou desconfiado

—Encontrei-me com uma Delectabitur

—Isabella! — Ralhou franzindo a testa

—Ela disse:

“Procure entre os trouxas, lá encontrará a Guardiã do Amuleto. Está ligada ao que Renegou. Tudo está ligado. Os fios ligam-se como numa teia. Precisa recuperar o equilíbrio perdido a muitos e muitos anos.”

Ele arfou.

—Sabe o nome da guardiã? Bettina Mason. Como você é o que renegou, imaginamos que poderia nos ajudar. Só não sabia que — Interrompeu-me

—Que ela estaria na minha própria casa. — Ele murmurou

—É.

—Pelas barbas de Merlin Isabella! Parece que não consigo ficar longe do Mundo Bruxo, não é mesmo?

—É seu mundo Charlie.

Ele suspirou.

—Betty foi encontrada desmaiada na beira de uma estrada, anos atrás. A única coisa que ela carregava era um colar cujo amuleto nunca conseguiu abrir e um graveto com o nome dela. Eu vi e sei que é uma varinha. Ela está danificada. Ela foi encontrada e levada a um hospital. Não se lembrava de nada. Reneé a conheceu em uma visita de voluntariado, a ajudou a conseguir uma casa e um emprego, mas depois, nunca mais se falaram. Betty a encontrou no ano passado durante um jogo do Phill e as duas se aproximaram. Então, quando Reneé veio pra cá, a trouxe. Ela carregou o amuleto e a varinha até hoje. Diz que são as únicas coisas que dizem quem ela era. As vezes ela acorda assustada e na única vez que me descreveu o sonho, me descreve lutas e dois bebês. Agora, suponho que um bebê seja você e o outro, Kate. E que sejam memórias do último dia dela no mundo bruxo.

—Charlie, Isabella! -Betty entrou na sala — Vejo que estão entretidos na conversa, mas, o jantar está pronto. Kate é uma ótima ajudante! — Abraçou Kate de lado e vi os olhos dela marejarem ao olhar pra mim.

—Que ótimo Bettina!

—Pode me chamar de Betty querida. Subam lavar as mãos e venham comer, sim? — Eu e Kate subimos as escadas.

—Ah meu Deus Izzye. Ela é tão doce, sorridente e linda e amável e maravilhosa! Estou com minha mãe. A mãe que achei que estava morta. A mãe que não pode me ver crescer. E ela não sabe que sou filha dela. — Sequei suas lágrimas e a abracei

—Vai dar certo Kate. Conversei com Charlie. Vamos lavar as mãos, sua mãe mandou — Rimos ao lavar as mãos e descemos para comer.

—Betty, a lasanha está ótima. Até parece mágica — Ri e ela me acompanhou

—Obrigada Bella.

—Voce é britanica?

—Não sei, suponho que seja, meu sotaque não mente, não é mesmo? — Suspirou — Mas não sei.

—Como assim?

—Anos atrás me acharam desmaiada na estrada e me levaram a um hospital. Eu não me lembrava de nada. Na verdade, continuo sem lembrar. — Riu triste

—Oh, que triste.

—Tudo bem, consegui montar uma vida aqui, e agora tenho o Charlie.

—Que bom. Kate é órfã, sabia?

—Oh! Que pena querida! O que houve, sabe?

—Meu pai morreu e minha mãe sumiu. Eu era bebê e fui criada por uma tia.

—Compreendo. Espero que encontre sua mãe.

—Eu também. — Kate sorriu

—Kate tem um diário do pai e um da mãe. Dizem que todos os que perdem suas famílias conservam algo delas.

—Ah, deve ser verdade! — Exclamou — Eu fui encontrada com dois pertences, pena que não servem pra nada. — Deu de ombros

—Como assim? — Perguntei cutucando mais enquanto ajudava a tirar os pratos.

—Ah, é uma espécie de amuleto e um graveto com meu nome.

—Que engraçado. — Comentei

—Sim, não é?

—Voce se importaria de nos mostrar? — Kate pediu colocando os pratos na máquina de lavar.

—Claro que não! Deixem as coisas aí, vou buscar e mostro pra vocês lá na sala.

Deu um beijo na testa do Charlie e subiu.

—Isabella, o que está fazendo?

—Estou tentando Charlie. Precisamos dela, estou tentando alguma coisa para que sei lá, ela se lembre.

Ele suspirou.

—É loucura, você sabe, isso tudo.

—Sabemos. — Kate disse secando as mãos ao se sentar.

—Aqui está, bem, posso parecer louca, mas posso jurar que esse amuleto está quente. — Disse ao chegar, olhando para a mão. Abriu os dedos. Colocou a caixinha com o “graveto” na mesinha. — Olha aí meu graveto — Riu e então desenrolou o amuleto segurando o cordão prateado.

Arregalei os olhos. Era o amuleto que eu vi no quadro na Mansão, no dia que acordei.

—Meu Deus, isso é bizarro. Veja Charlie, está realmente quente. — Estendeu para Charlie que o tocou e franziu a testa.

—É, está mesmo.

—Veja Bella — Estendeu em minha direção e quando toquei o amuleto a sala ficou mais clara, Betty fixou os olhos nos meus enquanto o amuleto ficava ainda mais quente, vibrações subiram por meu braço e ele brilhava. -Ow, o que é isso?! -Exclamou abismada

—Não sei — Falei olhando fixamente, sem largar o amuleto. Passei a mão sobre a abertura e…

Clic.

Cobri os olhos devido a luminosidade, Charlie e Kate fizeram o mesmo, mas Betty foi empurrada para trás caindo no sofá com o amuleto ainda em mãos.

A luz passou e corremos para Betty que estava desmaiada.

—AH MEU DEUS MATAMOS MINHA MÃE — Kate exclamou desesperada, passando a mão pelo rosto da mãe desacordada.

—Não, ela está viva. — Charlie disse arrumando o corpo dela no sofá. O amuleto havia fechado novamente, mas continuava quente. Os olhos fechados de Betty estavam agitados.

Examinei a varinha.

—Está mesmo danificada. Mas acho que tem conserto.

— O que foi isso? — Charlie estava olhando desconfiado para o amuleto

—Acho que reagiu a presença da Izzye

—Sim. Mas, Halley fez algo muito poderoso aí. Não consigo pensar em nenhum dos feitiços que aprendemos. — Meneou a cabeça — E não sei o que vai causar nela. -Tirou o cabelo do rosto de Betty.

—Será que a memória dela vai voltar?

—Não sei Kate. Espero que sim.

—Eu também. — Ela disse ansiosa.

Fui até a cozinha e limpei tudo com magia. Ao voltar para a sala Betty estava murmurando.

—Ela acordou?

—Não. Mas está murmurando sem parar. Não dá pra entender.

—Charlie.

—Sim Kate?

—Se minha mãe se lembrar, ela vai para o mundo bruxo conosco, não vai?

—Pelo que conheço dela, vai sim.

—Mesmo que te ame?

—Mesmo que me ame. — Ele suspirou.

—E porque voce não vai? — Perguntei inclinando a cabeça

—Porque...

Betty se mexeu, abrindo os olhos.

—Ela acordou.

—Charlie? — Perguntou olhando para ele, testa franzida

—Sim querida. Tudo bem?

—Não sei. O que estou fazendo aqui? Eu sonhei, eu acho. Mas foi tão real!

—O que?

—Ah, coisas estranhas, havia duas garotas aqui e mostrei minhas coisas a elas, mas até aí tá tudo bem. Acreditaria se eu dissesse que meu graveto é uma varinha, meu amuleto que não abre um amuleto de proteção, que sou uma bruxa e que tenho uma filha? Loucura não é? Só posso ter sonhado.

—Na verdade não. — Ele suspirou — Não sonhou.

—O que? — Ela arregalou os olhos e então olhou para o lado onde eu e Kate estávamos. -POR MERLIN! — Exclamou e tapou a própria boca estranhando a expressão. — Não sonhei.

—Não, não sonhou. Suas memórias voltaram. — Ele disse.

Seus olhos se encheram de lágrimas e ela se levantou num rompante, vindo em minha direção.

— Voce. É a criança da profecia. Filha de Halley. Não é? — Sorri

—Sou.

Ela sorriu e se virou para Kate. Ela soluçou.

—E você…

—Kate Mason — Kate falou com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Bettina a puxou em um abraço apertado. Parecia que o corpo delas se fusionaria de tão apertado que se abraçavam enquanto soluçavam.

Charlie e eu sorrimos saindo da sala, deixando que conversassem.

—Eu me apaixonei por uma trouxa. Me afastei do mundo bruxo, mas não o neguei. Ela sabia o que eu era. Mas houve um acidente e ela morreu por minha causa. Por causa da magia. Foi então que reneguei tudo. Juntei meus pertences e vim para os Estados Unidos. Conheci Reneé alguns anos depois. Nunca pensei em voltar para o mundo bruxo. Não sei nem se posso.

—Não sabia as implicações?

—Sabia que não entraria mais em contato, que não usaria mais magia. Detalhes não me importaram. — Suspirou

—Você voltaria?

— Eu… Eu não sei Bells

Kate e Betty entraram na cozinha.

—Charlie. Muito obrigada por tudo! — Betty o abraçou.

—Isabella, é um prazer ver que cresceu em segurança e saber que está indo bem. Continuo sendo sua guardiã. Sei coisas úteis que posso contar a você e seu pai. — sorriu — Chal, — pegou a mão dele — Vou voltar com elas para consertar minha varinha, conversar com o Lord, rever meus familiares e aproveitar minha menina.

Ele sorriu compreensivo, os olhos marejados

—Claro. Compreendo.

—Meninas, precisam descansar. Vamos todos dormir e daqui algumas horas podemos sair. Venham, vamos arrumar o quarto.

Subimos ao meu antigo quarto. Estava do mesmo jeito. Algumas coisas de Betty estavam ali, mas, no geral, mesmas coisas.

—Espere. — Falei pegando a varinha. Ampliei a cama com um feitiço e ela riu

—Preciso me habituar à magia novamente

Rimos e ela se retirou com Charlie.

—Boa noite garotas.

—Boa noite!

~

Antes que a aurora se fizesse estávamos de pé.

—Adeus Betty. — Charlie despediu-se com lágrimas nos olhos

—Adeus? Não Charlie. Voltarei. — Eles sorriram um para o outro e nos viramos quando foram se beijar

—Então somos tipo irmãs agora?

—Parece que sim

Sorrimos.

Enquanto se despediam eu e Kate fizemos uma chave de portal com uma samambaia da varanda de Charlie.

—Não deixe que carreguem sua samambaia Charlie — Falei rindo — Vamos? — O abracei antes que nós três usássemos a Chave de Portal.

—Se cuida Bells — Pude ver seu sorriso antes de me ver na Mansão Malfoy.

~

—Izzye! — Drack exclamou ao nos ver aparecer no meio da sala. Sorri.

Nos beijamos e o mundo pareceu parar por alguns segundos

Pigarro.

—Isabella. — Era a voz de Lúcio — Draco

Rimos

—Oi Tio

—Oi Kate — Draco comprimentou

—Lúcio, Draco — Narcissa apareceu vindo da cozinha- Cissa. — Sorri — Acabei de voltar de Forks. Esta é Bettina Mason. — Apresentei-a

—Testrálios nos mordam! É você mesma? — Betty sorriu

—Sim Cissa. — Elas se abraçaram

—Seu marido era de respeito -Lúcio disse dando-lhe a mão.

—Precisamos ir até meu pai, ela tem informações.

—Claro. Vamos agora mesmo.

~

—Pai! — Exclamei correndo até ele. Ele estava em seu quarto e eu havia ido chamá-lo.

—Izzye querida — Sorriu ao me abraçar — Como está?

—Estou ótima papai! Consegui encontrar a Betty Mason

—Merlin! Isso é ótimo!

— Sim! Ela está aqui e disse que tem informações.

—Não a façamos esperar mais, vamos.

—Ela estava com Charlie. Papai, se ele quiser voltar, ele pode?

—Querida…

—Meu Lord! Milady. — o bruxo nos cumprimentou -Disseram que preciso consertar um varinha…

—Ah, sim. Eu pedi. Não é nossa, é dela. — Apontei para Betty.

Andamos até lá. Ela fez uma messura para meu pai e ele a ergueu.

—Obrigado Bettina. Seu marido foi um ótimo aliado e você, uma ótima guardiã.

Ela estendeu o amuleto à ele.

Ele examinou o amuleto e ao passar o dedo por ele, o abriu.

Havia uma foto nossa. Nós três. E um papelzinho enrolado.

—Mantenha-o consigo, por enquanto.

—Claro. — O rapaz estava ali ainda, examinando a varinha e pai mandou que a consertasse enquanto nos reuníamos; Ele assentiu e desapareceu por um dos portais.

Entramos no salão e o círculo íntimo estava ali.

Tomei meu lugar e esperei que ele iniciasse.

—18 anos atrás, sem que Halley dissesse, soube que estava grávida e que precisava ajudar sua criança.

O namorado de minha irmã gêmea era da Ordem e nós não sabíamos até que ele contou pra ela sobre a profecia. A Ordem planejou eliminá-la de maneira que trouxas e bruxos pudessem conviver sem que houvesse uma ameaça aos seus planos de controle do Ministério. Nenhuma criança deve morrer.

Isabella é a resposta que por tanto tempo ansiamos. A história e profrcia são claras.Trouxas e Bruxos nunca conviverão em harmonia; Eles irão invejar nossos poderes, ou temê-los. Sempre haverá bruxos contra o envolvimento, sempre se lembrarão das fogueiras. Uma ideia que pode ter tido um bom início, mas que ao decorrer, modificou-se. A Ordem desejava matar a criança para que seus planos de controle fossem a cabo. Controlando o Ministério, manter-se-iam com poder ao passo que promoveriam políticas de combate ao preconceito. Estimulariam a existência de mestiços até que a quantia de bruxos de fato poderosos diminuísse. Teriam controle de meios e pessoas. Eliminariam todos aqueles que se opusessem. Tom Riddle era uma ameaça, tinha o sangue de Salazar.

Meu marido, David, conseguiu um diário de registros. Há uma lista de bruxos que devem ser vigiados e planos de ataque. Havia outros dados, mas ele não conseguiu apanhar sem ser pego, pois voltou para salvar minha irmã; Naquela noite fizemos o possível para ficar ainda mais parecidas e deu certo. Enquanto eu fugia, eles lutaram e Brienne acabou em Azkaban; O próprio namorado a capturou.

A Ordem continua trabalhando, mas agora com um alvo mais certo, um alguém para culpar sobre as mazelas causadas inicialmente porque eles mesmos tentaram unir povos diferentes. Trabalham para derrotar Voldemort e obter o controle. E por fim, não precisam mais procurar o assassino de Halley.

—Precisamos. Eu não vi o rosto -Narcissa disse

—Não. Eu sei quem matou Halley.

Todos suspenderam a respiração

—Quem? — Perguntei ansiosa

—Tiago Potter.

Notas finais
E aí? :)