Slaver Love
2 Let it be
Primeiro dia de aula.... Que droga.
Quando cheguei no colégio apenas esperava com fé que tudo mudasse mais não, as meninas idiotas que se vestem como bonequinhas as mesmas vadias de marca menor, e esses jogadores de futebol que apenas prestam atenção no corpo da mulher, como se isso fosse tudo. Aonde o talento e a personalidade se infiltram nisso...? Sinceramente, sempre me achei alguém agradevel o problema é que as pessoas não se aproximavam de mim e eu entendia isso, quer dizer, sendo a menina que se enconde em moletons compridos, tenis e capuz, com as melhores notas, distante de todos sempre ouvindo musicas no seu iPod azul e com uma expressão de dor, claro eu entendia porque não falavam comigo, mais não me importo não gosto de ninguém e não faço questão de ninguem por perto.
Quando cheguei no colégio estacionei o meu fusca antigo e fechei a porta, colocando o capuz e praticamente correndo ate a sala, não queria encarar esses idiotas do meu colégio que faziam questão de toda vez que notasse a minha presença viessem fazer brincadeiras de mal gosto, apenas gemi de raiva quando senti alguém puxar o meu capuz pra tras e eu ouvir risadinhas masculinas:
– Ora, ora, ora não é a menininha que é inteligente, como foram as férias? — perguntou um menino, respirei fundo
Não posso perder a paciencia, logo no primeiro dia de aula.... Eu ri baixinho;
– Boas, já que eu não te vi .... — eu sorri malicioso e senti uma mão forte puxar meu cabelo pra tras, eu senti meu corpo formigar e resmunguei
– Me solte.... — mandei irritada, novamente senti algo arder em meu rosto, ele havia batido em mim....? Sim, ele havia, corrompi em lagrimas e ofeguei... — por favor....?
Ele apertou mais o meu cabelo e o puxou com mais força pra tras percebendo que meu pedido não mudou em nada, puxei o folego com força pronta pra gritar quando ouvi uma voz masculina e um pouco rouca:
– Solte-a agora. — pedi essa voz em um tom sério, e ameaçador.
– Quem é voce pra mandar em mim? — perguntou Gabriel o garoto mais idiota do colégio que mantinha as mãos sobre os meus cabelos, ele puxou meu corpo pra frente.
– Eu estou mandando voce soltar ela, ou se não a porra vai ficar séria. — disse o mesmo, se aproximando não olhei seu rosto apenas a sua bota preta desejando que as pessoas do colégio notassem a minha ausencia. — Faça isso.
– Não — bufou Gabriel, gargalhando maliciosamente antes de me puxar com mais força, resmunguei — CALE A BOCA, SUA VADIA! — gritou batendo na minha cara de novo
Automaticamente, senti meu corpo cair com força sobre o jardim e me virei pra olhar surpresa, Gabriel havia me jogado lá e eu cai como uma boneca de panos de bruços no chão, eu vi a poucos metros de distancia o mesmo menino encarando o Gabriel que agora tinha as mãos em punhos fechados prontos para bater no meu defensor, a poucos metros de distancia eu vi o colégio e desejei ter forças de sair dali e nunca mais voltar mais não, eu não sentia minhas pernas apenas tudo formigava.
Me apoiando com o cotovelo, segurei as granas me arrastando e ouvindo barulhos de socos, me virei com dificuldade e vi Gabriel socando a fuça daquele homem que me defendera e desejei ser forte o suficiente para bater nele de volta, mais não ao observar aquela cena mortifira, o homem que usava um longo manto negro sobre o corpo, os olhos brilhavam sobre a escuridão do jardim, o sol nascia atraves daquela sensação frustrante e eu senti um pingo de suor descendo pelo meu rosto, arfante, consegui me levantar apoiando sobre a arvore e me virei
Ele havia sumido, Gabriel eu olhei apavorada o que aquele sujeito havia feito com ele? Eu o olhei e percebi que ele se aproximava de mim, sua presença poderosa, o manto se arrastando atras dele, eu senti meu coração bater mais forte eu não o conhecia quando finalmente o vi por perto percebi que ele tinha cabelos cor de mel, e os seus olhos eram de um mel dourado, claros o seus olhos; os labios avermelhados e convidativos, mais porque eu estava pensando nisso?
Enquanto eu babava, em sua beleza ele se aproximava e com brutalidade ele erguia a mão e automaticamente cerrava os punhos entre si, como se fosse me bater com essa surpresa, meus olhos se arregalaram por causa do choque e me coloquei de pé pronta pra fugir dali quando me virei para o outro lado começei a correr tentando manter a respiração adequada mais quando cheguei perto do colégio o mesmo homem se materializou ali, eu gritei furiosa, como ele podia ser tão rapido? Eu forçei os meus pés e continuei correndo, quando estava prestes a atravessar a rua, ele se materializou-se ali novamente, gritei mais alto enfurecida e um borão se formou quando ele rapidamente prendeu os meus dois braços de cada lado do meu corpo, eu me debati mais não conseguia ele era muito forte.
– Me solte, seu idiota! Me solte! — resmungava, gritando
– Cale a boca, mulher! Eu lhe salvei, oh dieu, que mulher! Fique quieta, vou ajuda-lá! — mandou eu calar a boca? quem ele pensa que é?
– Calo nada, seu idiota! Vai se fuder! — gritei e logo senti um tapa brutal no meu rosto, eu chorei
– Sua imbecil! Não me desrespeite, não vou te machucar, venha! — ele disse furioso
– Saia daqui! ME DEIXE EM PAZ! — eu gritei pedindo agora suplicante;
– SE LEVANTE, IDIOTA! EU TE SALVO DE UM MOLEQUE EU PROVAVELMENTE QUER TE MATAR, QUERO AJUDAR E VOCE SIMPLESMENTE ME AGRADECE DESSA MANEIRA — gritou furioso e eu ouvi quieta — QUEM VOCE ACHA QUE EU SOU?
– UM HOMEM QUE SE INTROMETEU EM UMA BRIGA ESCOLAR! ELE NÃO IA ME MATAR, AGORA ME SOLTE VOU PARA A ESCOLA! — arfei sentindo o meu rosto ardendo.
– SUA IDIOTA! AGORA SEU ROSTO ESTÁ VERMELHO — ele soltou meu braço e me deixou cair sob a calçada, eu estava prestes a reclamar e ele se virou como um vulto pra mim e disse totalmente calmo — Sinto muito por isso mais não tenho escolha....
Ele deu uma pancada muito forte na minha cabeça automaticamente cai para o lado... e tudo ficou escuro.
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