Notas iniciais
OI GENTEEEE eu sei que eu demorei mas foi a última vez! Semana q vem acabam as provas e eu tô livre pra postar direto nas férias. Eu espero mesmo que vocês me perdoem pela demora, mas nas férias eu vou compensar tudo se vcs também colaborem. Amei os reviews dos caps passados Não surtem com esse cap bexos

Meus passo ecoam pela sala de aula vazia. Posso escutar o barulho que eles produzem enquanto caminho tranquilamente até a mesa do professor, com uma folha repleta de rabiscos e contas matemáticas pelos seus versos.

Foi uma ideia brilhante me inscrever para a Olimpíada de Química. O sorriso no meu rosto conseguia facilmente comprovar isso. Além de ganhar pontos extras, aquilo seria um ótimo treino para a faculdade. Seria quase como um bônus.

Fui a última a sair. O professor Apolo estava sentado na sua mesa, ajeitando seus óculos de grau enquanto lia algo no notebook posto encima da madeira polida. Ele estava parecendo um Deus grego nerd naquela posição: a camisa social dobrada até os cotovelos revelava os músculos do seu antebraço, dobrados encima da mesa. O seu maxilar estava trincado, enquanto os olhos azuis com um certo brilho passeavam pela tela, lendo atentamente.

Pigarreio quando percebo que estou suficientemente perto. Os olhos dele se encontram com os meus e ele endireita sua postura antes de se levantar da sua cadeira e contornar a mesa para ficar a minha frente. Estendo minha mão até a altura da sua cintura, levantando a prova das Olimpíadas de Química do colégio.

— Terminei, professor — limpo minha garganta assim que seus dedos tocam os meus quando passo a prova para sua mão.

— Não preciso de muito para apostar que você se saiu bem — ele diz, arrumando seus óculos de grau enquanto passeava os olhos pela folha de papel rabiscada. Sorrio em resposta. — Você é, definitivamente, a aluna mais insistente que eu já tive.

— É um exagero, professor — respondo, revirando os olhos.

— Não é não — seus olhos azuis encontram os meus por um breve segundo. — Você conseguiu fazer todos os exercícios. A maioria dos alunos desiste pela metade.

— Gosto muito da sua matéria — justifico.

— Gosto muito de você — ele ri, e eu acabo por rir junto. Aquilo até poderia ser uma cantada se nós dois não tivéssemos um grau íntimo que puxasse para a amizade. — É sério, você é inteligente, bonita, dedicada... Deve ser o sonho de todos os garotos da sua idade.

— Ahm... Acho que não, professor — franzo o cenho, percebendo que minhas bochechas ganham um tom avermelhado quando escuto aquelas palavras saírem pela sua boca, mesmo que transmitam casualidade.

— Fala sério, Annie — ele ri novamente. O nervosismo no meu corpo faz com que meus dedos comecem a tremer. — Quantos anos você tem?

— Faço dezoito em maio.

Seu corpo se aproxima ainda mais do meu, apoiando as mãos na mesa de madeira, em uma linha horizontal com minha cintura.

— Você é nova.

— Saio para beber provavelmente nos mesmos lugares que você — arqueio uma de minhas sobrancelhas.

— Você é esperta, gosto disso — uma de suas mãos ajeita seus óculos de grau, mas logo em seguida, ela o tira, livrando seu olhar do vidro. Ele ficava infinitamente mais bonito assim, sem qualquer resquício para os seus olhos intensos e azulados. — Se não fosse minha aluna, te chamaria para beber comigo um dia.

— Ah.

Minhas pernas falham. Meu professor estaria dando em cima de mim? Merda. Eu achava que essas coisas só aconteciam em filme, principalmente em pornográficos. Além disso, nunca tive aquela paixão pelos professores que minhas amigas costumavam ter; era tudo muito surreal para mim. Na minha cabeça, isso jamais poderia acontecer no mundo real, mas na verdade, se eu estava certa sobre Apolo, aquilo estava de fato acontecendo.

— Ei, não queria te assustar nem nada — seus olhos azuis se arregalam, levantando as mãos em sinal de rendimento. Vejo seu olhar se tornar preocupado, mas mesmo assim, seu corpo se aproxima do meu até estar extremamente perto. Engulo em seco, sem saber o que fazer. — Por mais que eu quisesse muito... ahn... você sabe.

— O-o quê?

Não me dou conta de que as palavras saem da minha boca tão espontaneamente, que um sorriso malicioso se desenha nos lábios do professor Apolo. Eu nunca passei por uma situação dessas, quero dizer, já com outros caras mas não com nenhum professor. E isso além de tornar a cena mais excitante, tornava perigosa também.

— Acho que você sabe, mas quer que eu diga — sua mão que estava apoiada na mesa toca minha cintura, acariciando uma parte da minha pele que estava exposta. Um arrepio passa pelo meu corpo com aquele toque, ainda mais com seu olhar descendo para aquela região. A distância entre nós é quase nula agora, como se eu me esquecesse de respirar. — Desde o primeiro momento em que coloquei os olhos em você nessa sala de aula, eu imaginei eles e minha boca, rondando seu corpo inteiro. Sem rótulos, sem julgamentos.

Eu realmente me esqueci de como respirar. Talvez tivesse ficado tanto tempo sem praticar aquele ato, que minhas bochechas ficaram ainda mais vermelhas, talvez até roxas. Meus joelhos fraquejaram, e talvez Apolo tenha percebido minha reação. Aquilo era surreal demais – não podia estar acontecendo. Além de ser errado e antiético, ele deveria ser dez anos mais velho do que eu, e estava me confessando de que se sentia atraído por mim desde a primeira vez em que me viu... O que era completamente estranho, já que eu nunca havia notado isso, e além do mais, no dia em que tive minha primeira aula de química no colégio, estava pensando em Percy e nos seus olhos.

— E-eu... — gaguejo, sem saber o que falar. Sabia que precisava sair dali o mais rápido possível, caso contrário, eu me renderia ao toque na minha cintura e ao seu olhar intenso. Aquilo era errado e eu era grandinha o suficiente para saber disso. — Eu preciso ir embora, professor... me desculpe.

Me afasto do seu toque antes dele dizer qualquer coisa. Aperto minha bolsa nos ombros e forço com que minhas pernas se afastem de Apolo e do seu corpo perfeito. Não sei se ele diz alguma coisa, mas eu saio apressada da sala de aula vazia, fechando a porta atrás de mim.

Ando pelos corredores com pressa, sem me preocupar se estou esbarrando em alguém. Meu ombro se choca várias vezes com algumas pessoas que resmungam alguns xingamentos para mim, no entanto, estava alheia demais aos meus pensamentos para me importar... Meu professor de Química acabou de dar em cima de mim descaradamente. Ele poderia perder o emprego por isso, e ser preso caso eu quisesse denunciá-lo.

Aquilo era tão surreal porque, inocentemente, todo esse tempo eu acreditei firmemente que ele era apenas meu amigo – fora meu professor. Todas as conversas mais íntimas, como se tivéssemos realmente um laço, além do estudantil. Nunca passaria pela minha cabeça nesse tempo todo que ele queria algo a mais, até porque se recusou a contar uma história de uma certa aluna que pode ter dado sérios problemas à ele.

Eu precisava ir embora. O sinal já havia tocado há bastante tempo, e mesmo avisando minha família que chegaria um pouco mais tarde em casa por causa das Olimpíadas de Química, já estava começando a escurecer. Passo pelas portas pintadas de preto do colégio, parando na beira da longa escadaria que levava até o estacionamento do colégio. Meus olhos procuram Thalia no amontoado de adolescentes, para ir embora comigo, mas eu não encontro nada. Encontro uma coisa pior do que isso.

Encontro cabelos ruivos destacando-se naquele estacionamento.

Encontro olhos verdes encarando o vermelho de uma forma gentil.

Encontro uma mão masculina sendo apoiada na base da coluna, talvez perto dos cabelos ruivos.

Encontro um caminhar até um carro preto familiar.

Encontro Percy e Rachel entrando no mesmo carro. Ela, com um sorriso apreensivo no rosto.

Mal consigo raciocinar direito. Tento organizar os fatos na minha cabeça, mas meu cérebro me manda uma única mensagem em resposta: Rachel estava entrando no carro de Percy. Junto com ele.

O que ela estaria fazendo ali? Até onde eu sei ela não fez nenhuma matricula para voltar ao colégio. E tudo isso indica que ela estava ali por um motivo: ela e Percy combinaram de se encontrar.

Parecia que não havia mais chão onde eu pisava. Ele havia sumido, assim como o ar de meus pulmões. Aquele era um dos momentos em que eu pensaria em mil coisas para fazer quando estivesse em casa, mas agora, eu apenas fico parada, olhando o carro preto se afastar do colégio cada vez mais.

Porque ele faria isso comigo? Ele veio na minha casa e praticamente se declarou para mim. Não parecia haver mentira em suas palavras. Por Deus, ele quase chorou na minha frente! Ele não poderia estar mentindo! Não teria uma única razão para ele fazer isso comigo.

Sexo? De fato, era maravilhoso – e muito provavelmente as melhores transas da minha vida –, mas ele poderia arranjar isso em qualquer lugar. Dinheiro? Sei lá, meio surreal, minha mãe até que tinha uma grana, mas apesar das controvérsias, o pai de Percy era um ricasso... E eu nem conseguia pensar em nenhuma outra opção para dar como terceira. Não tinha nenhum interesse. Ele não estaria me usando.

Estaria?

Sei que eu havia feito uma promessa de me afastar e tentar esquecê-lo. Nós não poderíamos ficar juntos de qualquer forma, e eu sabia disso. De qualquer forma, mesmo não estando juntos, eu senti aquele frio na barriga e uma sensação de mal-estar. Não demorei para perceber que eu estava morrendo de raiva. E de ciúmes.

Em um ato impensado, dou meia volta e deixo que meu pés façam o trabalho por mim. Não percebo quando faço o caminho inverso, borbulhando meu estresse e andando apressadamente até a sala do professor Apolo.

Agradeço quando abro a porta e ele ainda está lá. Seus olhos azuis se voltam para mim assustados quando eu giro a tranca atras de mim. Percebo que ele está tentando organizar papéis encima da mesa de madeira, mas assim que me vê, seus músculos travam. Ele provavelmente deveria estar se sentindo constrangido pela minha repentina mudança de humor, mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, dou passos apressados até que estou em uma distância mínima para os padrões considerados aos professores e suas alunas.

Minha boca procura a sua com fúria, até que enfim, nossos lábios se chocam como ondas em uma rocha. Eu poderia ter parado um pouco antes de nossas bocas se encostarem. Eu poderia ter saído da sala enquanto houvesse tempo. Mas eu não o fiz, e quando vi, os lábios do meu professor de Química beijavam os meus com volúpia.

O ritmo do beijo era rápido, mas Apolo parecia saber exatamente o que estava fazendo. Seu corpo era muito maior do que o meu, mas me envolvia com vontade, seus braços fortes abraçando minha cintura e fazendo com que nossos troncos ficassem colados. Levei minhas mãos até seus fios loiros, enroscando meus dedos ali e puxando de leve. Apolo morde meu lábio inferior, puxando-o para si.

Beija a merda do seu professor de Química até esquecer o Percy.

Seus passos fazem com que eu me encoste na mesa de madeira atrás de nós. Meu professor se afasta para jogar todos os papéis no chão, deixando a mesa parcialmente livre para que ele me segure pelas coxas e me deixa sentada ali, se encaixando no meio de minhas pernas. Volto a juntar nossos lábios antes que eu pense em dizer alguma coisa, antes que queira interromper o momento. Eu estava ficando com meu professor de Química, um cara de provavelmente trinta e poucos anos com muita experiência para compartilhar.

O seu beijo é um dos mais fascinantes que já provei na vida, e quase não quero desgrudar nossas bocas para não parar de sentir seu gosto. Era tão bom. Era bom o jeito que ele agarrava as minhas coxas desnudas com força, me puxando até que eu ficasse na beirada da madeira, e então consigo sentir nossas intimidades se encostarem. Era bom o modo como eu sentia a sua ereção encontrar com o meu sexo, provocando-me. Era bom sentir seus lábios descendo até o meu pescoço, enquanto suas mãos entravam por dentro da minha saia.

Jogo a cabeça para trás, sentindo seus beijos escorregarem até a curva do meu pescoço. Apolo fez questão de deixar algumas marcas ali antes de puxar minha saia levemente para cima, deixando-a na altura do meu quadril. Tenho que me controlar para meus gemidos não saírem muito alto; tudo que eu conseguia fazer era ofegar, e se alguém nos pegasse nessa situação, estaríamos muito fodidos.

— Eu esperei por isso desde a primeira vez que te vi — sussurrou contra o lóbulo da minha orelha, acariciando minha intimidade por cima da calcinha. Segurei seus ombros com força, mordendo o lábio inferior para abafar um gemido manhoso. — Eu quero muito te comer encima da minha mesa...

Sua voz estava carregada de desejo, e eu fecho os olhos assim que ele coloca minha calcinha para o lado, passando os dedos pela minha intimidade úmida. Não controlo a altura dos meus gemidos quando ele começa a me acariciar, rebolando vez ou outra e pedindo por mais. Meus dedos começam a tirar os botões da sua camisa social de suas casas, exibindo seu peitoral definido. Eu poderia morrer de prazer só de olhar para baixo e ver sua mão dentro da minha saia.

Acompanho com o olhar quando ele tira o cinto e abre o zíper da sua calça, abaixando sua cueca e revelando seu membro duro. Suas mãos sobem até o elástico da minha calcinha, deslizando pelas minhas pernas até que ela fique pendurada em um de meus tornozelos. Me agarrei aos seus ombros ao passo que ele colava seus lábios no meu pescoço, e descontrolada, empurrei meu quadril na sua direção, esfregando-me nele sem tecidos.

Ele tira da carteira um preservativo, e o veste com agilidade. Uma de suas mãos segura a mesa de madeira, enquanto a outra posiciona seu membro na minha entrada úmida. Meu professor rosna assim que me penetra, mas só com a cabecinha, indo e voltando enquanto colocava só aquilo. Reviro meus olhos em frustração, perdendo a noção dos gemidos que escapavam de minha garganta.

— Você não é virgem, é? — ele murmura, a voz carregada de tesão cada vez que restava me penetrar mais fundo. Ofego, sem ar suficiente para responder.

— Eu já transei antes, professor.

— Eu queria tanto ser o primeiro a fazer isso com você — ele diz, e eu reviro os olhos. Ele provavelmente levava muito a sério o lance de eu ser menor de idade. Deveria ser um tipo de fetiche, mas antes que eu pudesse perguntar algo, sinto seu membro entrar em mim, centímetro por centímetro, fazendo com que um gemido escapasse da minha boca. — O primeiro a te foder desse jeito.

Seu quadril começa a se mover contra o meu, e eu me agarro aos seus ombros com fúria. Eu estaria vendo estrelas se não o segurasse com tanta força... Apolo tinha onde abafar seus gemidos, já que descansou a cabeça em meu pescoço... mas eu? Bem, ficar com a boca livre não era uma das melhores opções quando ele se movimentava cada vez mais rápido dentro de mim.

Suas mãos puxam minhas coxas para ainda mais perto, e eu as entrelaço no seu quadril. Meus dedos deslizam pelos seus músculos embaixo da blusa social, sentido um por um se retesar ao meu toque. Apolo entrava em mim forte e duro, fazendo com que eu visse mais estrelas do que existem na via láctea. E assim, perdemos o controle da altura dos nossos gemidos.

Fode com seu professor de Química até esquecer o Percy.

E é só então que me dou conta do que está acontecendo, graças aos meus pensamentos.

Enquanto Apolo está cada vez mais próximo de chegar ao seu ápice, eu acabo ficando tensa e apreensiva. Me dou conta da imbecilidade que estou fazendo, de como aquilo era errado e totalmente surreal. Segui meus instintos por causa da raiva e agora percebo o tamanho da merda que estou fazendo.

Apolo solta um último gemido, anunciando que havia chegado ao seus orgasmo.

Sua cabeça levanta e seus olhos encontram os meus. Seu olhar estava em uma mistura completa entre desejo e prazer. No entanto, assim que ele percebe meus olhos arregalados, sua feição muda.

— Merda — murmuro, com meu último lapso de sanidade, descendo da mesa e subindo minha calcinha pelas minhas pernas.

— Annie, e-eu... — meu professor tenta, tirando o preservativo e vestindo suas calças ao passo que tento arrumar minhas roupas. — M-me desculpe, e-eu não queria...

Coloco minha bolsa nos ombros novamente, caminhando até a porta e a destrancando. Saio da sala antes de escutar qualquer resmungo vindo da parte dele, meus pensamentos alheios demais para tentar mandar as coordenadas ao meu cérebro. Tudo o que sei, é que volto para casa andando, totalmente dispersa as coisas ao meus redor.

•••

— Você parece péssima, cara — Thalia diz, jogando a mochila no canto do quarto. — Porque não me esperou para ir embora?

Abri minha boca diversas vezes para responder. Estava jogada na cama, abraçando meus joelhos durante minutos. Não movi nenhum músculo meu depois do banho longo que tomei. Se pudesse, ficaria debaixo do chuveiro durante horas, apenas para tentar esquecer os últimos momentos da minha vida.

— Fiz uma coisa horrível.

Só assim os olhos de Thalia voltam a atenção para mim. Ela parece preocupada.

— O que você fez?

— Uma coisa horrível. Eu não posso dizer.

— Eu te contei que transo com meu primo.

— Você não me contou, eu descobri — murmurei baixinho. — Mas é algo tão ruim quanto.

— O que eu posso fazer para te ajudar então?

— Me ajude a marcar uma entrevista com Poseidon. Vou descobrir essa merda de uma vez por todas e então posso tirar o Percy da minha cabeça.

Notas finais
CALMEM CALMEM EU DISSE Q O APÓLO ERA IMPORTANTE PRA ESSA HISTÓRIA, MAS O MOTIVO AINDA N CHEGOU, AGUARDEM QUE AÍ TEM MUITOS SEGREDOS E PRESTEM ATENÇÃO NOS CAPS COM ELE RISOSSSSS fiquei triste com alguns comentários falando Q o Percy não ama a annie nao, e todas essas coisas, gnt ele n tava mentindo tá, confiem no nosso Percy ❤️ Eu N revisei o cap então me desculpem se tiver algum errinho... tenho uma noticia bad De acordo com meus cálculos, Skyfall acaba em fevereiro, então nós só temos mais alguns meses juntas... e vai ser minha última fic aq no nyah, depois disso só Wattpad Vejo vcs nos reviews Xoxo, Kydd ❤️