Notas iniciais
Hello! Gente, vocês realmente precisam me amar agora. Eu n tenho noção do tempo que demorei, mas eu tenho um esquema pros capitulos: sempre que eu vou postar um capítulo eu tenho que ter mais capitulos prontos, pra nunca deixar sem capítulo quando precisar. Hoje foi um dia desses. Eu não terminei o capítulo, mas to postando porque já atrasei demais. Culpem a escola. Quando as férias chegarem eu vou postar capitulos com mais frequência (isso se vcs estiverem gostando da história tbm...) e vou poder escrever bem mais. Só que eh mt dificil com prova de todas as matérias toda semana Então, me amem ❤️ Pra compensar a demorinha, um pouquinho de Percabeth Nos vemos lá embaixo, kisses ❤️

A casa está extremamente silenciosa. Não escuto nenhum barulho sequer durante a tarde inteira. Eddy, – ou seja lá que diabos fosse seu nome – por sua vez, ficou dormindo a maior parte do tempo, logo após fazer a festa habitual de cachorro canceriano dramático e pulguento. Ele não soltou um latido pelo resto do dia.

Acreditava que minha mãe estaria me procurando, mas de alguma forma ela sabia onde eu estava. Claramente, todos viram minha saída desastrosa junto com Percy Jackson, após de esmurrar a cara de um garoto e deixá-lo ensanguentado. Não conhecia nenhuma norma desse lugar, Lótus, mas o bastante para dizer que ele não poderia entrar lá de novo durante um tempinho.

Não é exatamente como se minha mãe estivesse preocupada. A única coisa que ela realmente quer é não ser contrariada. Apenas isso. Os outros deveriam seguir suas regras e tudo que ela mandar, sem qualquer uma outra restrição. Absolutamente nada poderia estar do jeito que não fosse o mínimo agradável à ela.

Me impor contra essas regras era uma forma de provar que ela estava errada. E Deus, eu sempre soube o quanto ela odiava isso. Sua personalidade forte e a ignorância sempre tentam fazer com que ela esteja no topo. Acima de tudo, e fosse capaz de fazer qualquer coisa. Mas ela nunca consegue. É sempre a mesma objeção: falta inteligência.

Ela achou que transar com o chefe a faria subir de cargo. Bem, é isso o que eu e todo o resto da minha família acha desde que ela abriu as pernas para o Mr. March... Mas ela não conseguiu. Ele era um cabeça-dura incontestável, e a verdade é que ele não estava nem aí para Atena.

Além de tudo, ela deixou com que sua vida se transformasse em uma perfeita bagunça quando aconteceu. Não casou com comunhão de bens. Após a separação e a desastrosa discussão que houve em casa, minha mãe não teve direito a nada. Morar em Londres era a única e última opção, simultaneamente.

Como sempre: falta inteligência.

Me pergunto, às vezes, os erros que ela cometeu no passado. Como ela realmente conheceu meu pai, uma pessoa boa? E não aquelas histórias fajutas que nossos pais sempre contam quando somos pequenos, apenas porque estão sem paciência para dizer a verdadeira história censurada, para maiores de 18 anos.

Depois de uma tarde inteira um pouco reflexiva, e finalmente em paz, assistindo bons episódios de Game of Thrones e chorando durante a maioria quando algo de ruim aconteceu, eu decido me levantar e começar a me arrumar. Percy disse que passaria aqui por volta às 18h00.

Penso que até poderia ficar o restante do dia assistindo a minha série favorita, aproveitando para vê-la quantas vezes fossem até lançar uma nova temporada. Eu acabei só não fazendo, porque estava em um dilema muito constrangedor, chamado: fugir da minha mãe.

Não me importava quantas vezes isso fosse preciso, eu a evitaria sempre que pudesse. Principalmente em momentos como esse, mesmo que seu desaparecimento fosse estranho.

Me levanto do sofá e desligo a televisão. Rumo até as escadas da casa de minha avó, onde Eddy dormia tranquilamente em um dos degraus... Coisas de cachorro, e nós, seres humanos, não seremos capazes de evitar sua natureza animal.

Clos Maggiore é um restaurante chique. Não precisamos de muitas informações para concordar. Apenas o nome já diz muita coisa... Também é previsível que Percy e sua família frequentem esse tipo de lugar. Julgando pela sua casa, a festa Lótus, os ternos que eles vestiram. Tudo era muito sofisticado até onde eu não me recordava.

Tomo um banho, deixando que o nervosismo se acumule pouco a pouco no meu corpo. Em qualquer outra ocasião, eu deveria estar completamente normal. E dessa forma, nem a água quente estava ajudando a tirar a tensão, ou até mesmo a preocupação, de acabar fazendo algo errado.

Desligo o registro do chuveiro e deslizo a porta do box, agarrando minha toalha felpuda. Me seco rapidamente, com o corpo ainda quente, e me lanço para o meu quarto frio, por conta do clima invernal constante na cidade de Londres.

Visto um conjunto de lingerie preta, de renda e uma blusa t-shirt qualquer. Eu não sabia exatamente o que estava por vir, mas quem sabe o que pode acontecer... Vou em direção a minha penteadeira e ligo o secador, passando pelos meus fios loiros até que eles estejam completamente secos e ainda sim, macios.

Na hora de escolher um vestido, não consigo deixar de pensar na reação das pessoas quando me veriam. Na noite passada, um constrangimento intenso tomou conta do meu corpo quando Poseidon, o pai do meu...seja lá o que Percy for, dando-me boas olhadas mesmo quando minha mãe estava presente.

A tensão daquele momento ainda estava impressa em mim. Não no meu corpo, mas sim nos pensamentos. Eu pude definitivamente sentir o tanto de segredos que aquela conversa carregava, e não poderia deixar passar aquele fato. Mesmo aceitando o convite de um jantar com a família estranha de Percy, eu tinha perfeita noção do que estava por vir.

Acabo por escolher um vestido preto justo, que tinha alças grossas mas deixava meus ombros a mostra. Como seu tecido era liso, sem muitos grandes detalhes, invisto em colares, pulseiras, maquiagem escura – que segundo Thalia realçava meu olhar –, uma boa bolsa e salto alto preto. Sabia que a escolha do salto era terrivelmente desastrosa, e eu estava prestes a pagar um dos maiores micos da minha vida. Mas quando se trata de ocasiões como essa, eu quase sempre levo em consideração as agulhas mortíferas.

Estou pronta um pouco antes das 18h, cujo o horário marcado por Percy em que ele estaria em frente à minha casa. Sinto os brincos grandes balançarem ao lado do meu rosto enquanto desço as escadas, e por mais estranho que parecesse, eu estava me sentindo diferente, e de um jeito bom.

Quando alguns minutos após o horário combinado passa, meu celular toca, e eu consigo ver o nome de Percy estampado na tela. Sorrio, mas por um outro lado, não consigo conter o nervosismo que tomou conta do meu corpo na última hora.

Minha mãe ainda não estava em casa. Nem minha avó. Isso era bom, mesmo que estranho. Eu jamais poderia sair com Percy para esse tal jantar, caso ela estivessem aqui. E pensando bem, eu não sabia como faria caso isso estivesse acontecendo. Fugir pela janela e esperar que a polícia – enviada pela minha mãe – tente me achar? Bem, esse não era um melhor jeito de dar uma escapadinha. Eu continuo preferindo a porta dos fundos.

Caminho até a porta, onde Eddy está deitado preguiçosamente barrando minha saída. Quando ele escuta o barulho da maçaneta sendo aberta, rapidamente levanta-se e caminha para longe, resmungando um choro manhoso por ficar sozinho novamente. Sorrio com o fato dele ser um pouco mais carinhoso que minha família inteira – por parte de mãe, é claro.

O céu já está escuro. Aqui, na Inglaterra, era consideravelmente muito mais frio que Nova York, e talvez por isso, perto das 17h00 o céu já está completamente negro. A única luminosidade, além dos postes iluminando a rua, é o carro de Percy ligado.

Ele está ali, encostado na porta do passageiro como se estivesse me esperando. Seus braços estão cruzados, e mesmo de longe, consigo enxergar que ele está sorrindo daquela forma que ele sempre faz. Percy não está vestindo as jaquetas de couro dessa vez, e sim camisa social, com as mangas dobradas até os cotovelos e alguns dos primeiros botões aberto, que vestia completamente bem, ficando presa em seu torno e ressaltando seus músculos definidos mesmo por baixo da blusa. Seu cabelo estava no caos habitual, mas pensando bem, eu detestaria vê-lo de gel com o cabelo totalmente arrumado. Eu preferia as simples marcas dele, como os fios negros jogados para trás, mesmo que não fossem as ocasiões.

Sinto que estou prestes a cair do meu salto enquanto caminho em sua direção. Quanto mais chego perto, mais posso observar seus olhos verdes, se incendiando em meu trajeto cada vez mais. Eles recaem sobre minhas pernas expostas rapidamente, e depois voltam a olhar pelo meu rosto. Não pude deixar de conter a agitação em meu ventre com isso. Minha imaginação buscou milhões de formas de repetir a transa da noite passada, rebolando em seu colo enquanto ele apertava minha cintura e pedisse que fosse mais rápido.

Tento afastar os pensamentos, e só consigo quando me dou conta de que não fazia a mínima ideia de como cumprimentá-lo. Quanto mais a distância é diminuída, mais penso em formas diferentes de fazê-lo, mas tudo parece inútil. Agora, estou perto o suficiente de seu corpo, e mais alguns passos sei que estaríamos frente à frente.

— Você não está nada m–

Não consigo completar minha frase. Percy aproxima-se por conta própria e torna a distância entre nós mínima. Sua mão direita vai de encontro ao meu rosto, e então, sua cabeça se abaixa de forma que fique da minha altura. A última coisa que posso perceber é seu nariz tocando o meu, antes de juntar nossos lábios em um beijo.

Sinto que meus pés criaram raízes no chão. Não consigo me mover, é como se todo o meu sistema nervoso falhasse naquele minuto. Minhas pálpebras caem no mesmo minuto em que nossas bocas se juntam como se fossem uma só, e a única coisa que posso sentir – além de seus lábios macios e quentes – é sua mão segurando meu rosto na altura do maxilar, como se fosse um pedido para que eu não me afastasse.

Finalmente nos separamos, e eu sinto a falta daquele beijo como se fosse carbono, essencial para a composição humana. Seus olhos verdes estão tão próximos dos meus que eu permaneço em um estado de transe, sendo hipnotizada por cada chama esverdeada que sai como faísca de seus olhos.

Ele abre um sorriso mínimo, com a quantidade certa de malícia – talvez ao notar minha expressão parecida como uma garota que teve seu primeiro beijo. Ele se afasta gentilmente, em uma distância mínima, para que pudesse deslizar a mão que estava no meu rosto até minha cintura, onde apertou de leve antes de lamber os lábios.

— Desculpe, mas desde o momento em que eu vi você saindo daquela porta, eu tive vontade de te beijar.

Controlo um sorriso, apenas porque pareceria uma boba se o fizesse. Reviro os olhos, apoiando a palma de minhas mãos nos seus bíceps, escondidos pela camisa social.

— Não deveria ter feito isso. Me pegou de surpresa.

— Achei que gostasse de surpresas... — Percy aperta meu quadril levemente, e eu rio — Mas você tem razão. Agora eu preciso de um banho gelado.

— Você tem razão, eu gosto. — confesso, balançando os ombros, mas depois volto meu olhar para ele. — Um banho gelado? Foi só um beijo.

— É meio difícil não pensar no que você está usando por baixo desse vestido, e o que eu quero fazer com você dentro deste carro. — diz, raspando seus lábios nos meus de forma que eu sentisse levemente sua maciez.

Esse é o momento que não tenho muito o que dizer. Engulo em seco, reproduzindo na minha mente a cena que Percy descreveu. Minha boca se abre em um perfeito "O", tentando controlar o arrepio entre minhas coxas. Antes que ele conseguisse me beijar, desvio o rosto e o seu aperto na minha cintura, esticando a mão até a porta do passageiro.

— Vai com calma, Jackson...

Abro-a e entro dentro do seu carro, acomodando-me no estofado de couro. Agradeço pelo aquecedor estar ligado, me aconchegando contra o frio das noites em Londres... Pelo vídeo, posso enxergar Percy sorrindo antes de contornar o veículo e alcançar a porta do motorista.

•••

A fachada do Clos Maggiore não é exatamente igual a Lótus. Aliás, ela era muito melhor. Era difícil encontrar palavras pra descrever a quantidade de luminosidade – tanto da parte de fora, quanto da de dentro –, sendo que poderia até ver diversos lustres pendurados no salão do restaurante.

No momento em que entramos, nunca agradeci tanto à mim mesma por estar usando vestido e saltos. Eu poderia facilmente me igualar com qualquer mulher sentada em uma das diversas mesas espalhadas por todo o salão. Semelhante à Lótus, os garçons perambulavam o local de forma apressada, carregando bandejas e bebidas por todo o local.

Tinha a impressão que o lustre acima de nós estava prestes a cair em cima de nossas cabeças. Provavelmente, além de constrangida, estava começando a pensar na possibilidade de encontrar a família de Percy. Será que eu não estava vestida suficientemente bem para este local? Será que meu vestido não era tão apropriado quanto eu achava? O que pensariam de mim? O que Poseidon pensaria quando me visse com um vestido preto, curto, que deixava parte de meus ombros a mostra já que suas alças eram caídas para os lados? Ele estenderia aquele mesmo olhar da noite passada, mesmo na frente do seu filho?

— Você está pálida. — comenta Percy, ao meu lado, entrelaçando seus dedos nos meus. Ele provavelmente sentiria minha mão gelada, e eu poderia dar toda a culpa no nervosismo.

— É sua família... — sussurro.

— É minha família. — ele ri, completando-me.

Bufo, logo localizando uma mesa que Percy nos encaminhava. Eu poderia enxergar poucos rostos conhecidos, e por mais estranho que parecesse, para mim era algo bom... Quando Percy disse a palavra família, eu esqueci de incluir Nico e Thalia no evento, que estavam sentados lado a lado, conversando animadamente em um assunto que não envolvia o resto dos adultos daquela mesa.

Pude distinguir o rosto de Poseidon, também. Ele estava sério, com uma mão apoiada no queixo enquanto escutava atenciosamente um homem de cabelos negros com um cavanhaque. Ele estava se remexendo e falando mais alto do que todos da mesa, atraindo uma atenção especial. Os olhos do pai de Percy não desgrudaram do homem, e em alguns segundos, um pequeno sorriso se formou em seus lábios ao poucos que todos repetiam a mesma ação.

De repente, a mesa inteira se explodiu em uma gargalhada quando o homem de cavanhaque concluiu sua fala, atraindo a atenção de todos à sua volta. Poseidon jogou o pescoço para trás, tirando a mão da perna da mulher que estava ao seu lado, e bateu palmas. Ela era loira, dos olhos esverdeados, e incrivelmente parecida com Triton, de certa forma.

Nos aproximamos lentamente. Tyson, o irmão mais novo de Percy, estava encostado com a cabeça na parede atrás dele, onde uma lâmpada iluminava a pequena aérea reservada onde estavam. Além de Triton, que estava com os braços jogados para trás, sentado ao lado de Thalia e tentando engatar uma conversa. Mas a garota estava o ignorando completamente, deixando-o de lado enquanto continuava a falar com Nico.

Percebo que as únicas mulheres ali eram eu, Thalia e a mulher que estava sentada ao lado de Poseidon. Ela parecia ser alguns anos mais nova, e conforme chegamos cada vez mais perto, cada um daqueles pares de olhos voltam-se na nossa direção.

— Percy! — reconheço a voz que é adicionada no meio das risadas. Poseidon levanta-se, abrindo os braços na direção do seu filho que sorri de lado. Ele solta de minha mão abraçando seu pai por alguns poucos segundos.

Eles se separam e Poseidon lança seus olhos esverdeados em minha direção. Ele abre um pequeno sorriso, um pouco mais sarcástico do que com Percy. Mas o que diabos eu havia feito para ele? Sei que ontem pareci meio desorientada e envergonhada em sua frente, mas agora, estendendo-me aquela expressão maliciosa, eu sentia que necessitava ir embora.

— Annabeth. — cumprimentou-me, abraçando meus ombros contra seu peito. Me limito em não dizer nada. Primeiro porque não fazia ideia, e segundo porque me sentia completamente desconfortável durante aquela cena.

Só então que noto Percy ainda ao nosso lado, encarando-nos de cenho franzido com um belo ponto de interrogação na sua testa. Ele abre a boca para dizer algo, mas no mesmo segundo se perde, tentando criar teorias para a cena que acabou de presenciar... Ele não acreditaria se eu contasse.

— Vocês se conhecem? — finalmente pergunta, e Poseidon se afasta de mim gentilmente. Engulo em seco, em um sinal para o homem tomar qualquer explicação que ache razoável como resposta para seu filho.

— Há um pouco menos de 24 horas, devo dizer... — ele abre um sorriso amigável, como se realmente não fosse nada demais.

— Mas como–

— Lótus. Aparentemente ele e minha mãe são belos amigos de infância. — sou eu quem respondo, interrompendo a pergunta de Percy. Sinto minha garganta ficar seca quando digo amigos, rotulando a relação que eu ao menos sabia o que era, apenas poderia sentir o clima tenso.

Alguns segundos se permanecem em silêncio, enquanto Percy tenta digerir a situação. Por Deus, também não era motivo de permanecer calado tanto tempo, com cenho franzido e uma expressão confusa. Não era nada demais se enxergasse do seu ponto de vista.

— Por favor, vamos nos sentar... — Poseidon meneia com as mãos à mesa atrás de nós e só agora eu percebo os pares de olhos grudados na cena que foi apresentada. — Já que Percy está muito ocupado para dizer algo, quero que conheça nossa família Annabeth.

Nos aproximamos da mesa em que o que seria a família feliz estava sentada. Encontro o rosto de Thalia, e ela sorri amigavelmente para mim, como quem diz "fica tranquila", mas talvez esse era o único jeito que eu não poderia estar no momento. Minhas mãos estavam ligeiramente trêmulas, e meu coração batia aceleradamente com o intuito de escapar pela minha boca. Mesmo assim, tento parecer cordial e lançar um pequeno sorriso, que poderia ser facilmente interpretado como "estou bem".

— Imagino que você já conheça as crianças... — Poseidon comenta, apontando com a cabeça para a mulher que estava sentada ao seu lado na mesa. — Annabeth, essa é Anfitrite, minha esposa.

A mulher se levanta com um sorriso cúmplice, com seus olhos esverdeados um pouco mais musgo que o resto da família de Percy.

— É um prazer, Annabeth.

— O prazer é todo meu. — falo, sem jeito. Ela se afasta rapidamente após me dar um curto abraço.

Poseidon me apresenta ao seus dois irmãos. Um deles, Zeus, era de longe o mais bonito entre os três. Por mais que as belezas fossem singulares, o irmão mais velho tinha os mesmos traços que Thalia, levando em conta a corrente elétrica em seus olhos azuis. Ao seu lado, uma mulher muito mais jovem estava sentada com uma feição antipática. Bonita igual Anfitrite, porém seus traços mostravam uma vida cansada e cheia de obrigações.

Ao lado da mulher, – chamada Hera – o único que não havia reparado era o que parecia ser o irmão de Thalia, Jason. Com seus cabelos dourados até o queixo, a única coisa que conseguia aplicar como mera semelhança eram os mesmos olhos azuis. Ele deveria ser um ou dois anos mais velho, ou aparentemente terem a mesma idade. Não conseguia distinguir, porém minha mente trabalhava para recordar toda aquela família.

E por fim, Hades. Definitivamente, a grande característica da família de Percy eram as diferente colorações de seus olhos. O pai de Nico era uma versão completamente diferente dos outros dois irmãos, e também um pouco mais jovem. Seu olhos eram tão negros que era quase impossível distinguir a íris da pupila. E visivelmente, ele foi o único dos três irmãos que não permaneceu encarando-me como se eu fosse um belo pedaço de carne.

Me sentei ao lado de Triton, e Percy ao meu lado. Infelizmente, estava de frente para Poseidon, e não conseguia evitar o desconforto toda vez que seus olhos pairavam em mim. Percy passou seus dedos por minha perna, em alguma tentativa falha de tentar me tranquilizar... Mas aquilo não era nem de longe apenas o fato de conhecer sua família, e sim, o que essa família tinha a ver com minha mãe.

E eu me lembro muito bem das palavras dizendo para eu ficar longe deles. De todos eles.

— Annabeth do quê mesmo? — Triton perguntou, e eu engoli em seco quando finalmente entendi que sua pergunta se referia ao meu sobrenome.

— Chase. — respondo, com a voz tão baixa que mal pude escutar. Pigarreio. — Annabeth Chase.

Os olhos de Poseidon parecem ter brilhado, mesmo que eu não tenha os visto. Os rostos dos três irmãos viram-se simultaneamente na minha direção. Temo por ter respondido algo errado, ou talvez seja apenas a curiosidade deles. Engulo em seco, esperando por uma resposta.

— Frederick Chase... — é Poseidon quem diz, e sinto meu coração disparar quando escuto o nome de meu pai saindo de sua boca. Minhas mãos se tornam mais trêmulas do que já estavam. — Ela é a filha de Atena. — completa, dizendo aos seus outros dois irmãos, explicando a situação.

Onde foi que aprendi a ser tão medrosa assim? Eu deveria botar minha cabeça para trabalhar e achar situações em que suas orações fossem verdades. Como diabos ele poderia conhecer meu pai? Ou ao menos saber seu nome? Eu vivia em Londres agora, e pelo que eu saiba, Percy também... Mesmo que ele tenha dito que morava em Bristol antes de se mudar para cá, continua sendo o continente europeu. Como ele poderia conhecer uma maldita pessoa que estava do outro lado do mundo? Ou pior, um americano?

Paro com meus pensamentos quando percebo que todos estão com os olhos em mim, ainda. Mesmo aqueles que não faziam menção de prestar atenção na conversa, agora estavam bem atentos, pensando nos míseros detalhes, e esperando que eu dissesse algo. Mas o quê eu supostamente deveria dizer?

— Como você conhece meu pai? — pergunto, tentando regular minha voz para que não saísse desesperada demais.

— Isso é uma longa história... — Poseidon pega sua taça de champanhe, levanto até seus lábios, visivelmente tentando mudar o assunto... Eu simplesmente não poderia obrigá-lo a falar.

— Como está sua mãe? — é o irmão mais velho que diz, Zeus. Seu sorriso gentil parece tentar fazer com que eu desse uma resposta sem tentar me preocupar com novas próximas perguntas sobre minha linhagem.

Não posso dizer que confio totalmente neles, agora. Por um momento, tudo que minha mãe falou parecia ser verdade. Fique longe dele, e principalmente, de sua família... Essa frase nunca fez tanto sentido como neste momento, e por um mísero milésimo de segundo, me faz questionar se eu realmente queria estar ali.

Olho para Percy ao meu lado. Está com a mesma expressão de um ponto de interrogação na sua testa, novamente... Era a única pessoa que eu conseguia enxergar apenas como um quebrador de corações e badboy de carteirinha, nada mais. Nenhum mal ou ofensa... Muito pelo contrário. De todos ali, ele parecia ser o menos inofensivo.

Mas agora, nem eu conseguia confiar inteiramente nele. Ou Thalia, que se mostrou maldosa ao falar sobre Luke, ou o que ele diz que foi traição... Por um momento, eu parei para desconfiar de todos a minha volta, como se fosse um simples bando, e eu sua presa... Todos aqueles olhares e todos os interesses pessoais em mim e minha família, só faziam-me questionar se eu realmente sabia algo sobre eles.

E então a ficha caiu.

Eu realmente não faço ideia de quem eles realmente são.

Mas invés de fugir correndo para a minha nova casa, correndo para dizer pra minha mãe que ela estava certa, eu fiquei. Não conseguia desprender da minha cadeira por mera curiosidade... Estava sedenta por informações, e agora que admiti que não sabia nada sobre de onde eu vim, ou quem eles são, eu permaneci exatamente onde estava.

— Ela está bem, eu acho... — tento afirmar com tranquilidade, arquitetando planos diferentes em minha cabeça.

Na verdade, não. Minha mãe não estava certa em nenhum momento. Eram eles que sabiam mais sobre minha família do que eu mesma.

Notas finais
MIL DESCULPAS se aparecer algum erro ortográfico, mas é que eu nem revisei o capítulo pra postar, já que eu não aguentava mais a demora. Então, odiaram? Gostaram? Amaram? O que vcs acham que tem entra a Atena e essa galera Jackson aí? Kdsihd eu espero que vcs tenham gostado, e GRANDES REVELAÇÕES ESTÃO CHEGANDO. Em breve mais percabeth PRÓXIMO CAPÍTULO TEM TRETA BJS XOXO, Kydd P.S.: JON SNOW TÁ BEM VIVO EU TO MT FELIZ ELE TAVA DIVANDOOOO NO ÚLTIMO EP, quem assiste got surte cmg nos reviews, bjs