Notas iniciais
VOCÊS SÃO OS MELHORES JURO aí eu fiquei tão feliz com os comentários do capítulo passado, um monte de gente apareceu, falou sobre o cap... Acho que ele foi um cap importante pra vcs djshsidkdk e principalmente pros fãs de percabeth. Enfim, eu fiquei super feliz com os reviews, com os leitores novos e tudo mais. E EU TO MUITO FELIZ PQ EU RECEBI UMA RECOMENDAÇÃO MUITO FOFA DA THAYNA QUE COMEÇOU A LER A FIC ESSES DIAS E EU TO TIPO ❤️❤️❤️❤️ Sei nem Oq falar, só agradecer por vcs serem tão fofas cmg sempre e me darem esse apoio... Thayna, vc teve sorte, esse capítulo é dedicado P vc ❤️ Eu sempre esqueço o que falar aqui, mas basicamente é isso cmdkdjdjdn espero que vcs gostem desse cap e fiquem lhokas lendo ADORO Kisses

Eu mal consigo prestar atenção ao prato de comida a minha frente. Nessas ocasiões, eu geralmente deveria estar me deliciando e aproveitando o ambiente agradável e a refeição deliciosa que era servida. O carpaccio servido de entrada não caiu muito bem ao meu estômago. Agora, muito menos o risoto bem preparado, com uma diversidade de queijos que eu adoraria aproveitar, estava me agradando.

A comida parecia ter um gosto metálico. É claro que isso era apenas parte da minha imaginação, e os cozinheiros daquela festa deram sua vida para preparar cada um dos pratos. Minha cabeça estava tão concentrada em outros assuntos, que não estava nem com apetite o suficiente para fazer uma das melhores tarefas do dia: comer.

Tudo se tornava ainda mais insuportável quando o garoto ao meu lado, fazia questão de lembrar-me que uma versão mais velha sua, estava certamente se deliciando do prato principal: minha mãe. Não que ele estivesse literalmente comendo ela, mas aposto que depois de anos sem se verem (de acordo com o que eu capitei da conversa), aquilo estava sendo, no mínimo, satisfatório.

Milhares de hipóteses passaram pela minha cabeça conforme bebia uma taça de champanhe depois da outra. A intenção, inicialmente, era ficar tão bêbada a ponto de ser carregada para minha própria casa. No entanto, cada gole amargo que era ingerido, me trazia uma sonolência absurda, trazendo meus olhos para um ponto bem interessante no...nada.

— Annie?

Ao escutar meu nome, desperto, balançando a cabeça e dissipando todas as minhas teoria sobre a cena que acabara de presenciar. Não sei de quem é a voz, tudo parece estar em segundo plano. Apenas levando o pescoço, arqueando uma sobrancelha.

Pela expressão de Thalia e um irreconhecível tom feminino, eu olho em sua direção que me levanta um olhar sugestivo. A sua cara estava estampada como tentava esperar uma resposta, vinda da minha parte.

— O quê? — digo, dessa vez encarando os pares de olhos que me encaravam. Além de Thalia, Leo, Nico e Percy, que tocou meu joelho gentilmente por baixo da mesa.

Meus olhos encaminham pra sua direção, que demonstra uma expressão cautelosa de cenho franzido. Seus olhos verdes agora, eram quase impossíveis de serem encarados pelo meu cinza. Eu reconhecia as mínimas semelhanças entre ele e seu pai.

— Você está bem? — pergunta, com um choque terno passando pela região do meu joelho e subindo até minhas coxas. Certamente, foi uma péssima ideia vir de vestido.

— Estou. — afirmo, com mais convicção do que o necessário. — Por quê eu não estaria?

Um grande silêncio é tomado na mesa, e eu acreditava que isso era por minha causa. Em parte, agradeci, observando que não queria responder mais nenhuma pergunta e apenas ficar pensativa no meu canto, bolando milhões de estratégias para tirar respostas de minha mãe. Entretanto, eu percebi que o silêncio não era por minha causa.

Todos os olhos vidrados se fixam atrás de mim. Percy aperta minha coxa com um pouco mais de força. A palidez presente em todos os rostos, os olhos gélidos e sem vida, só afirmavam cada vez mais que algo tinha acontecido. A expressão de Thalia, que estava bem a minha frente, é a pior dentre os dos três garotos. Incomodada com o suspense presente no ar, viro-me para trás em um ímpeto, dando de cara com um terno bem vestido em um garoto que parecia ter nossa idade.

Eu o reconhecia. E não demorou muito tempo para lembrar-me quem ele era. Loiro, dos olhos azuis comum em um britânico clichê e alguns traços de uma barba mal feita. Mas o que me chamou a atenção para vasculhar em minha memória, foi o pequeno corte em seu nariz, que agora estava se cicatrizando. Aquele mesmo sorriso escárnio que Luke Castellan me estendeu no primeiro dia de aula, estava presente ali, em direção a todos nós.

Ele se estendeu ainda mais assim que atraiu a atenção de todos nós. Seus olhos azuis opacos abaixaram para Percy, mostrando um certo tipo de raiva contra ele. Então, começaram um circuito desde seu ombro até sua mão, que estava na minha coxa, onde Percy forçou o aperto assim que percebeu o olhar de Luke.

— Que coincidência... — Castellan disse, desviando o olhar de um por um sentado na mesa. Um silêncio absoluto, de modo que apenas a música clássica e sofisticada tocava ao fundo. — Todos aqui novamente, como nos velhos tempos.

Percy está se remexendo ao meu lado, vislumbrando desespero quando Luke começa a andar em sua direção, contornando a mesa redonda e passando pela sua cadeira. Ele se senta entre a cadeira desocupada entre Percy e Thalia, lançando um olhar sobre os dois com o sorriso de sempre no rosto.

Ninguém disse nada. Acho que ninguém tinha palavras o suficiente para dizer, ou ao menos sabia o que dizer. O fio de voz tinha se esvaído inclusive de mim, observando a cena perplexa, com o coração prestes a saltar pela minha boca.

Thalia olha em minha direção com desespero assim que Luke se acomoda no seu novo lugar. Respiro fundo, em sinal para tentar manter a calma... Ela comentou algo sobre uma vingança, mas nunca tivemos tempo o suficiente para planejá-la. Agora, o que nos restava era apenas a auto-defesa, e que Percy não fizesse nenhuma bobagem até então.

— O quê você está fazendo aqui? — Thalia sussurra, apertando os punhos contra a mesa sem olhá-lo nos olhos.

— Isso não é uma festa particular. — diz o Castellan, de forma relaxada.

— Na nossa mesa. — Thalia completa. O loiro apenas devolve um sorriso malicioso em sua direção, jogando os braços para trás em descaso. — Por favor, vá embora.

Luke para durante um segundo com a pose relaxante. Ele permanece jogado na cadeira entre Percy e Thalia. Posso perceber sua pele ficando avermelhada como um tomate, aos poucos.

— Para quê?! — murmura, desta vez olhando nos seus olhos. Imagino como seria difícil manter o contato visual, mas até pelo tom de sua voz, eu julgava que ele estivesse bêbado. — Está com medo de eu acabar soltando, sem querer, que você andou me traindo, na frente de seus amigos? Acho que eles ficariam um pouco decepcionados com a visão que tem de você agora.

Meu corpo congela e eu pareço entrar em transe por alguns segundos. Sei que era uma informação demais para captar, mas certamente, a garota a minha frente estava devidamente pior. Estava mais pálida do que o habitual. Sua voz falhou em um fio, e mesmo que estivesse todos quietos, Percy se remexeu ao meu lado inquieto, como se mal pudesse acreditar nisso.

Olho para o seu rosto por um instante, onde um misto de surpresa passa por seu semblante, encarando Thalia Grace fixamente. Aliás, eu acho que todos nós nessa hora, estávamos. Sem saber muito o que dizer, olhar para ela nesse momento era tudo o que poderíamos fazer afim de querer respostas.

Luke permaneceu com seu sorriso irritante no rosto, como se tivesse jogado merda no ventilador. Aliás, ele certamente havia. E eu não entendia como ele simplesmente conseguia ficar ali, calmo, sentado e sorrindo, enquanto todas as outras pessoas na mesa estavam prestes a ter um colapso nervoso.

— O quê? — Percy foi o primeiro a dizer, com o cenho franzido, e fraquejando o aperto nas minhas coxas.

— É isso mesmo... — Luke vira-se em sua direção, e pela vista panorâmica posso ver seu maxilar enrijecer quando o loiro chega mais perto. — Sua priminha vem fazendo isso por trás das nossas costas, com alguém que aparentemente eu conheço. Você conhece. Todos conhecemos. Ele está mais perto cada dia, e isso não passa por nossas cabeças... Mas eu vou descobrir o que essa vadia anda fazendo, e com quem foi. Pode apostar que eu vou.

— Vadia? — Percy disse, ajeitando os ombros e virando para frente de Luke. Lanço um olhar desesperado para Thalia, prevendo o que estava para acontecer. — Você acabou de chamá-la de vadia na minha frente?

— Foi o que você ouviu. Vadia. — Luke repetiu, fixando os olhos nos de Percy com tanta seriedade que eu me remexo em minha cadeira, tentando chamar a atenção de Percy para mim, antes que ele fizesse alguma besteira. — Ela, e todo o resto da sua família. Aquela garota ali, bonitinha, dos olhos azuis, é uma vadia. Não presta, assim como resto da família de vocês e quem se envolvem. Ela, vocês... São todos lixos.

Os olhos de Luke passeiam entre Thalia, Percy e Nico, respectivamente. Ele provavelmente estava tentando mencionar o trio família de ouro, e seja lá o que aconteceu no passado, Luke estava tentando atingir Percy por alguma razão que eu ainda não sabia qual.

Em um momento ele estava lá, exibindo o seu sorriso confiante e relaxado, enquanto aproximava-se cada vez mais de Percy, afim de confrontá-lo. No outro, algo que eu não posso evitar acontece: a mão de Percy fecha-se contra a cabeça do loiro, empurrando-a em direção à mesa, e por fim, chocando-a ali com força.

O barulho é estrondoso, e todas as pessoas a nossa volta são chamadas para a atenção. O baque surdo do seu crânio batendo contra a mesa é repetido mais de uma vez. Não uma, não duas e muito menos três. Eu ao menos consigo contar quantas vezes Percy repete a ação de bater a cabeleira loira de Luke contra talheres, madeiras ou pratos.

O barulho de cadeiras sendo arrastadas e uma multidão e imensidade de coisas, que antes estavam devidamente no lugar, despencando no chão. Garfos, facas, colheres, celulares, carteiras. Tudo, apenas liberando o lugar para que Percy continuasse a ação de estraçalhar o lado direito da testa de Luke.

Quando começo a ver tonalidades de uma vermelho vivo saindo pela sua testa, é que resolvo fazer alguma coisa. No mesmo momento em que sou obrigada a agir, todos da nossa mesa puxam Percy para longe, enquanto ele se debate a tentar prosseguir com uma tentativa de matar Luke, ou seja lá o que fosse.

Ele finalmente para de tentar sair do meu aperto e de outras três pessoas. Afasta-se de nós brutalmente, e percorre os olhos pelo resto do salão. Todos olhavam em nossa direção, levantados de suas mesas, de olhos arregalados e bocas abertas em um perfeito "O".

Ele afasta alguns passo para trás, ajeitando seu terno e colocando os fios negros despenteados e suados para trás. Seus olhos passam por Thalia, depois para Leo e Nico, e por fim, por mim. Eles ficam um longo tempo assim, tentando controlar a sua respiração enquanto o loiro ainda está jogado sobre a mesa, tentando se recuperar de diversos cortes no rosto e um provável inchaço, considerando a toalha branca da mesa estar com uma quantidade absurda de sangue.

A mão de Percy se estende em minha direção. No início, não entendi o que ele realmente quis dizer com isso. Eu sei que pelo seu olhar, ele pedia para que eu não resistisse. Ofegante, estendo a minha contra ele, entrelaçando nossos dedos. E no minuto seguinte, Percy está gritando desesperadamente para que eu corresse o mais rápido que pudesse.

Sou arrastada pela mão enquanto tento acompanhar sua velocidade, que desvia de todas as mesas e pessoas que mantinham os olhos fixos em nós. Mal consigo acompanhar seus passos, quase tropeçando inúmeras vezes por conta do meu salto. Tudo que posso ver a minha frente, é meu destino: a grande porta do salão de entrada do Lótus.

Conforme chegamos mais perto, meu corpo entra em uma sensação extasiante. No minuto seguinte, estamos do lado de fora, ainda sim correndo como loucos desesperados, no entanto, tendo a brisa fria da Europa batendo contra nossos peitos que subiam e desciam por conta da respiração.

Se estivéssemos em qualquer outra ocasião, eu simplesmente não aceitaria sua mão e sairíamos fugindo do lugar em que ele arranjou uma briga. Apenas uma pessoa louca, que não estivesse sã o suficiente, faria isso. No caso, eu era aquela pessoa. E por algum motivo distinto eu estava gostando de me tornar alguém diferente do que eu sou no cotidiano.

Contornamos os carros pelo estacionamento, e relutante, Percy encontra suas chaves e vejo o farol do carro se acender. Olho para trás, e fico gratamente feliz que ninguém estava nos seguindo, ao menos. Quando estamos perto o suficiente do veículo, solto a mão suada de Percy e abro a porta, me jogando para dentro do banco do passageiro.

Fecho-a atrás de mim, e uma incrível e indescritível sensação extasiante toma conta do meu ser, trazendo endorfina para o meu corpo. Percy já está ao meu lado, não muito diferente de mim. Seu peito subia e descia, e não estava com fôlego o suficiente para soltar uma sequer palavra de socorro. Meus pulmões ardiam como se eu não conseguisse respirar uma quantidade de ar suficientemente boa para o meu organismo.

— O que a gente faz agora?

Minha voz sai como um fio, ofegante, fraca, tão baixa que até eu não pude escutá-la. Meu peito subia e descia, enchia-se de ar e depois o soltava em uma única lufada, freneticamente. Percy, ao meu lado, não estava muito diferente de mim. Ofegante e algo transbordando de seu olhar que eu não consegui identificar, enquanto ele estava preso no painel do carro à frente.

De repente, este mesmo olhar amedrontador para quem não estava acostumado a vê-lo todos os dias, volta-se para mim. Eles não estavam apagados quanto deveriam estar. Invés de um verde-musgo por conta da escuridão, eles estavam mais acesos e chamativos do que das últimas vezes. Seus lábios entreabertos, deixando que pequenas quantidades de ar, circulassem por aí.

Seu olhar desce para os meus lábios, avermelhados graças a quantidade de vezes que os umedeci nos últimos minutos e a nossa corrida contra o tempo, da qual deixou-me sem fôlego. E bem, com o olhar convidativo recaído sobre eles, eu até deveria ter esquecido de como era respirar.

Incrivelmente, uma tensão magnética se prende no ar. Imediatamente minha boca fica seca, e meu coração dispara de forma exagerada. Eu não conseguia compreender o porquê essas coisas sempre aconteciam, e talvez nem tentava, apenas ignorava o frio que sentia na barriga, toda vez que seus olhos se encontravam com os meus. Aquela tensão, de fato, era algo muito mais do que apenas nervosismo. Ela nos cercava como uma bolha, uma prisão, trancada a sete chaves, e impedindo-nos de acusar algum tipo de negação.

Engulo em seco, tentando encarar aquilo de forma simples, mas não haviam outras formas. Eu simplesmente não conseguia escapar do magnetismo de nossos corpos, e subitamente, estava prestes a encarar tudo aquilo que tentei evitar durante essa semana. As sensações de quando ele estava perto, os sentimentos estranhos que sentia toda vez que ficava incomodada...

Foi tudo rápido, porém produzido de modo lento em minha cabeça. Uma hora, estávamos nos encarando com respirações ofegantes e entrecortada, e bem, na outra, seu corpo virado de lado no banco do motorista, passou a se aproximar. Sua mão direita, livre, esticou-se até em tocar meu pescoço, enroscando seus dedos em meu cabelo e trazendo-me para perto de maneira que não conseguisse escapar. Nossos rostos estavam perto, nossas respirações misturadas. Não lembro do exato momento em que fechei meus olhos, apenas que senti seu nariz deslizar-se contra o meu e nossos lábios juntar-sem como se fossem apenas um.

O beijo começou agitado. Eu podia sentir a pressão da suavidade que sua boca emitia, e escutar nossas respirações pesadas enquanto explorássemos aquilo como se fosse uma grande novidade. A falta de ar ainda era constante, e mesmo assim, meu corpo estava com energia para aprofundar o beijo enquanto eu podia.

Levo minhas mãos até seu coro cabeludo, raspando minha unha de leve sentindo a leveza de seus fios negros entre meus dedos. Nossos corpos se aproximaram imediatamente, mesmo entre o espaço minúsculo do carro, fazendo com que eles ficassem grudados.

Eu já deveria imaginar que ele beijasse bem, mas talvez, aquilo era bem mais do que eu esperava. Ele levava o ritmo de forma confiante, subjugando-me, e ditando um ritmo que apenas nós dois conseguíamos acompanhá-lo.

Aquilo não era o suficiente, não para mim. Mesmo com a falta de ar, a energia do meu corpo implorava por mais. Apoiei meus braços em seus ombros, fazendo com que ele voltasse a se encostar no banco do motorista, e então, subi em cima do seu colo, de forma que cada uma de minhas pernas ficassem ao lado de seu quadril. Sua mão livre, toca minha cintura, enquanto a outra traça o mesmo caminho até o mesmo local, enquanto o puxava para um beijo desajeitado.

Arranho de leve sua nuca, e então ele puxa meu lábio inferior entre os dentes, como uma deixa dos meus, prestes a traçar um novo caminho. Sua boca passa pelo meu queixo, indo pela linha maxilar, enquanto ela desce um pouco mais até a área de meu pescoço.

Estremeço, e ele parece notar isso. Sinto uma risada nasal bater contra meu pescoço, seu hálito quente fazendo meus pelos se eriçarem. Suas mãos descem da minha cintura, raspando até que chegassem em ambas coxas... Ótimo, ele achou meu ponto fraco. Aliás, dois deles.

Um gemido fraco escapa de meus lábios em meio ao beijo quando ele as aperta, bem como subindo os beijos ao norte, abaixo do meu lóbulo da orelha. Suas mãos sobem ao norte da minha coxa, entrando por dentro do meu vestido e agarrando minha bunda. Meus dedos escorrem até sua camisa social, de forma desajeitada, tentando encontrar o primeiro botão da mesma.

— Isso provavelmente é uma má ideia. — ele disse, batendo com a respiração contra o meu pescoço, e logo em seguida, voltando a encarar meus olhos, com a boca próxima do meu queixo.

— Acabamos de sair de uma puta confusão. Pare de falar...

Volto a juntar nossos lábios, forçando nossos quadris e já sentindo sua ereção por cima da calça social. Meus dedos dedilham o primeiro botão da camisa, desabotoando-o e escorregando minha mão para o próximo. Ele aperta minhas coxas, antes de quebrar o beijo mais uma vez, e encarar-me com seus olhos cor-do-mar, semicerrados.

— Há alguns minutos atrás você estava com raiva de mim, e agora querendo transar no meu carro... — sussurra, meneando com sua cabeça mesmo na curta distância. — Se está esperando que eu diga que você está errada, e não está pensando direito... Eu não sou esse tipo de cara.

Seus dedos tocam o elástico lateral da minha calcinha, brincando com o mesmo como se fizesse um sinal para que eu autorizasse sua descida. Reviro os olhos, enquanto ele puxa os lábios para dentro em uma linha fina, de forma sugestiva, sem quebrar o contato visual.

— Que bom. — respondo, prendendo os dedos na camisa social, e estralhaçado o resto dos botões da mesma, ignorando deliberadamente o fato de precisar de calma e paciência para realizar aquela tarefa. — O que eu disse sobre parar de falar, Jackson?

— Na verdade, eu prefiro quando você me chama de Percy... — sua voz sai como um fio, sendo sussurradas de forma excitante contra minha boca, e antes que eu pudesse soltar uma risada curta, seus lábios já tomaram os meus para si.

Seus dedos esticam a calcinha até que ela se rasgue, e sobre um mero pedaço de pano enrolado em seus dedos, do qual o joga para o banco do passageiro. Eles voltam para dentro do meu vestido, subindo pelas minhas coxas, indo cada vez mais ao norte, até encontrar minha intimidade. Sinto seu toque pelo meu sexo, passando por toda a área, e inutilmente, gemi sofregamente contra o beijo. Aquilo pareceu agradá-lo tanto quanto a sensação de sentir que eu estava muito molhada.

— Eu adoraria te ver sem esse vestido. Aliás, azul é minha cor favorita. — Percy murmura, passeando as mãos pela área. Gemo de frustração, sabendo que tirar a peça seria um empecilho no meio de um estacionamento.

Em contra resposta, minhas mãos voltam a atenção para sua camisa social, abrindo-a o máximo que posso, sem eliminar as mangas e apenas deixando seu peitoral exposto. Mesmo de olhos fechados, eu posso visualizá-lo em minha mente enquanto vou deslizando minhas mãos por toda sua extensão quente e definida, vendo seus músculos retesarem-se sobre meus dedos.

Continuo o trajeto para baixo, enquanto uma das mãos de Percy sobe e encontra meu meu pescoço, enroscando em meus fios loiros emaranhados. Tiro seu cinto, tendo que quebrar nosso beijo desajeitado para conseguir realizar a tarefa, em seguida abrindo o único botão e zíper... Puxo o tecido, enquanto Percy levanta o quadril ajudando-me a retirá-lo, até que a calça esteja presa no meio de suas pernas.

Sua cueca preta estaria prestes a rasgar-se por conta da ereção. Abaixo o elástico, de forma que apenas consiga deixar seu pau para fora. Ele afasta-se durante um segundo, procurando nos bolsos da calça abaixada sua carteira, tirando de lá uma camisinha.

O pacote metálico é rasgado na extremidade, e Percy a coloca em seu membro com agilidade. Apoio minhas mãos em seus ombros, voltando-me a aproximar-me dele como antes. Mesmo o carro sendo um espaço pequeno para praticar esse tipo de coisa, aquilo de certa forma, também era usado a favor em relação à estarmos sempre centímetros de distância.

Espero que Percy me puxe para um beijo, mas ele não o faz. Seus olhos estão fixos nos meus, enquanto ele desliza seu pau pela entrada do meu sexo. Solto uma respiração ofegante, com olhos prestes a fechar-se, e aquilo parece agradá-lo, de certa forma. Ele posiciona fixamente pela minha entrada, levando uma das mãos novamente aos fios emaranhados do meu cabelo loiro, mantendo o olhar em mim.

Deslizo sobre seu membro, sentindo-o penetrar-me. Um gemido manhoso escapa de minha garganta, e Percy está com os lábios entreabertos, assistindo a minha expressão enquanto entra dentro de mim. Minhas unhas fincam em seu peitoral quente e musculoso, acostumando-me com a sensação de tê-lo preenchendo-me. Era quente, e excepcionalmente prazeirosa.

Abro meus olhos lentamente. Uma fina camada de suor é exposta na minha pele, e dessa vez, quando encaro seus olhos de um verde aceso como faróis de carro, ele puxa meu queixo, beijando meus lábios com voracidade. O calor do veículo, agora estava mais abafado do que nos últimos minutos, e tudo que poderia sentir era um ar quente batendo contra todo centímetro de pele exposta.

Percebo como é difícil para Percy manter-se parado. Uma de suas mãos já está agarrada em meu quadril, sugerindo para que eu continuasse o que estava fazendo. Uma das minhas apoia no seu tórax definido, e a outra, nos fios bagunçados do seu cabelo. Nossos rostos estão centímetros de distâncias, trocando respirações entrecortadas, quase como arfadas e suspiros.

Minhas mãos trêmulas não conseguem trabalhar direito. Eu me levanto, por contra própria, e depois sento, repetindo este movimentos diversas vezes em um ritmo desregular. A boca entreaberta de Percy solta arfadas contra meu queixo, apertando minha cintura toda vez que aumento o ritmo. Os sons que escapam de minha garganta são desconexos, e ao mesmo tempo irregulares.

Rebolo contra seu pau em alguns intervalos irregulares, ora sentando, ora rebolando. Percy alcança meu pescoço, puxando meus cabelos para o lado e beijando a área exposta, bem como deixando alguns chupões. Meus gemidos sôfregos estão concentrados no pé de seu ouvido, e subitamente, aumento o ritmo em que movimento deslizando sobre seu pau.

— Caralho, Annie... — sussurra, de forma como um gemido ruidoso, e aperta meu quadril com mais força, dessa vez estocando em mim por conta própria.

Nem consigo acreditar que os gemidos que escapam de minha garganta, são na verdade meus. Encontramos um ritmo juntos, ambos movimentando-se, e meu corpo sendo arremessado para o espaço. Percy busca minha boca com pressa, beijando meus lábios com voracidade e em um ritmo descompassado graças às estocadas.

Sinto espasmos percorrerem pelo meu corpo, e minhas pernas se estremessem. Abafo meus gemidos contra seus lábios quando sei que estou perto de gozar. Ele aperta minhas coxas, em um aviso de que também está perto, soltando arfadas descompassadas. Meus dedos voltam-se para seu peitoral, arranhando sua extremidade como forma de aliviar a tensão presente em nossos corpos.

Com um último gemido ruidoso, nossas bocas abertas em um perfeito "O", alcançamos nosso ápice juntos. Sinto a sensação de tocar o céu, liberando meu orgasmo ao mesmo tempo que Percy. A tensão se esvai de meu corpo, dominando agora uma sensação relaxante e cansativa.

Meus movimentos cessam ao mesmo tempo que Percy. Meu corpo desaba sobre o dele, com a respiração ofegante e entrecortada. Agora, toda a energia que eu sentia depois de uma maratona até o carro de Percy e uma rodada de sexo ali, tinha certeza que todo requisito de calor do meu corpo tinha se esvaído.

O carro estava quente. O ar predominante caloroso e o cheiro de sexo nos envolviam no veículo. Minhas bochechas e a de Percy estão coladas, e eu posso sentir o calor que elas trocam. Afasto meu rosto gentilmente, olhando para as duas esmeraldas que encaram-me de volta. Sua boca está entreaberta, ainda com a respiração ofegante. Percebo que não estou muito diferente dele, meu peito subindo e descendo mostra que estamos tão cansado quanto um o outro.

— É tudo isso que eu perdi tempo esperando? — ele arqueia uma sobrancelha, com uma risada na ponta da língua.

— Você está sendo modesto. — rebato.

— Não mesmo... — seus dedos enrolam no meu cabelo, na altura do meu maxilar, puxando-me gentilmente para mais perto. — Seria uma merda ter que dividir isso com outros caras.

Seus olhos passam rapidamente pelo meu corpo jogado no seu colo, com a palma de suas mãos na minha coxa. Arqueio uma sobrancelha, mal acreditando que escutei isso vindo dele, de forma descarada.

— Ressalto: eu queria muito te ver sem esse vestido. — complementa.

Dou um soco de leve no seu ombro esquerdo, tentando controlar uma risada. Ele resmunga, tirando a mão de minha perna e passando no seu braço em uma tentativa de aliviar a dor.

— Sei que você adoraria repetir a dose, mas eu estou muito cansada. De verdade.

— Não se preocupe, Annie. — ele sorri minimamente. — Você vai dormir bem essa noite...

Notas finais
QUEM AQUI GRITOU PQ TEVE SEXO PERCABETH VCS TIRARAM AS CRIANÇAS DA SALA NÉ? AÍ fazia muito tempo que eu não escrevia um Hentai e bem, foi isso que saiu. Eu espero que tenha ficado bom, até PQ o primeiro sex deles foi em um carro então acho q o melhor está por vir hehehe #percyliberaacama Comentem aqui Oq vcs acharam. De novo eu não tive tempo de revisar o capítulo, então se saiu uma merda ou com mts erros me perdoem ❤️ Prometo que o próximo vou dar aquela revisada monstra. Nos vemos nos comentários Xoxo, Kydd