Notas iniciais
OLAAAAAAA, cheguei aqui com um capítulo que eu ESPERO espero mesmo que agradem vcs, e se vcs gostarem, comentem aqui embaixo o que acharam porque é muuuuito importante pra mim ❤️ Eu vi que tem bastante leitor novo (sim, bastante mesmo, sejam bem vindos ❤️) e eu queria que vcs aparecessem por aqui pra eu conhecer vcs SOU FOFA MAS N SE ACOSTUMEM, mentira dndkdjdjdkj. Ok, falando sério, é importante saber se vcs tão gostando da fic. Isso ajuda a melhorar o meu desempenho, e também digam o q vcs N gostam, porque ainda dá tempo de mudar nos roteiros. Eu queria agradecer a Evie (LINDA, VC É UMA FOFA! ❤️) que recomendou Skyfall e eu fiquei pulando e gritando por vcs serem uns amores comigo, sério mesmo ❤️ Muito obrigada por Td gente ❤️ Agora vamos ao capítulo e a gnt se fala aqui embaixo UHUL. P.S.: eu disse que chegaria uma parte que o Percy seria um cafajeste (OU NÃO) Kisses

O que me acorda não é o som pacífico do despertador, e sim algo muito mais alto, como uma caixa de som. Meu corpo assustado levanta-se imediatamente quando um barulho ruidoso encontra meus tímpanos, forçando-me a abrir os olhos.

O mais estranho é que a minha música habitual do despertador, é a que está tocando. Eu não lembrava de ter deixado música alta tocando noite passada (até porque minha mãe nunca iria permitir esse tipo de coisa), mas quando olho ao lado, meu amplificador que estava encima da escrivaninha, estava conectado ao meu celular.

Eu até faço questão de procurá-lo em meio a travesseiros e edredons dos quais dormir, mas não o encontro. This Charming Man era minha grande música para todos os dias, mas no momento, eu nunca quis tanto que ela se desligasse e parasse de ser reproduzida.

Me levanto contrariada, desenrolando meus pés de todas as cobertas que envolviam-me, e então, apresso o passo até que esteja frente a frente com a escrivaninha. Encontro meu celular reproduzindo o som matinal do despertador, conectado por um fio até o amplificador que provavelmente, ficou ligado a noite toda.

— Porra! — praguejo, desligando o fio do celular e trazendo um som mudo ao cômodo. Meus ouvidos agradecem, e eu fecho meus olhos e respiro fundo, armazenando grande quantidade de ar para soltar um dos maiores gritos da minha vida. — Mãe!

Eu sabia que era tudo culpa dela. Ajeito meus fios embaraçados com a escova perto da escrivaninha, encarando minha aparência no espelho afastado da penteadeira. Em questão de minutos, a porta do meu quarto é aberta sem aviso prévio, revelando minha mãe e sua grande cara de deboche.

Eu sou melhor que você, ela diria. Como sempre.

Já estava completamente vestida. As mesmas roupas escuras de trabalho como sempre, com nenhum fio do cabelo escuro fora do lugar. Eu agradecia por ser a única de diferente entre eu e ela. Os mesmos pares de olhos como os meus, me encaravam enquanto seus dedos ainda tocavam a maçaneta da porta.

— Ótimo. Pensei que você acordaria.

— Que porra é essa? — berro, recebendo um olhar fulminante em resposta. — Você mexeu no meu celular e mudou o horário do despertador? São 5h30 da manhã, e eu geralmente acordo uma hora mais tarde do que isso para ir ao colégio.

— Eu não sou obrigada a aguentar sua boca suja todas as manhãs, e a menos que você queira que seu castigo se prolongue para mais uma semana, eu sugiro que você arrume outros jeitos de se expressar. — fala, com mais calma do que eu jamais teria pela minha vida inteira. Era incrível a maneira com que ela fazia que um simples detalhe, fosse similar a nada. — E te acordei neste horário porque precisamos conversar, e eu saio mais cedo para o trabalho. Esteja no carro em uma hora.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, abrir a boca, ou até mesmo respirar, ela se foi, fechando a porta atrás de si. Sinto uma vontade imensa de gritar, que chegava a fazer com que o ar em meu peito ardesse. Eu precisava colocar tudo para fora de uma vez.

Por um momento eu acabo pensando em Percy. Uma breve cena dele tentando controlar sua raiva, e depois, esmurrando a cara de Luke... É claro que eu não presenciei esse acontecimento, mas eu poderia imaginar nitidamente os seus modos de se livrar do estresse. 1) dormir, 2) sexo e 3) porradas.

Minha mente desviou da segunda opção por instinto, apenas quando comecei a criar imagens de Percy suado, movimentando-se em cima de mim e agarrando minha coxas, em um gemido satisfatório que anunciava sua chegada ao ápice. É claro que eu não poderia propor isso à ele.

Mas fora toda a conversa sobre o estresse, o real motivo de estar pensando nele, é porque ontem à noite, recebi uma ligação sua. E hoje pela manhã, minha mãe mexeu no meu celular e configurou o horário do meu despertador... Eu apostaria tudo para dizer que ela definitivamente mexeu onde não deve; nas minhas coisas.

Com esse pensamento, rumo até o banheiro tentando controlar minha respiração. Minha vontade era de esmurrar o boxe do chuveiro quando entrei, mas tudo que fiz, foi simplesmente tomar banho.

Deixei que a água quente levasse toda a tensão do meu corpo, mas eu apenas tentei. Parte dela realmente não foi embora. Quando desliguei o registro e agarrei minha toalha felpuda, caminhei até o espelho, observando o estado em que me encontrava... Enormes olheiras e pele pálida. Tudo resultado de uma noite mal dormida... Mais uma noite mal dormida.

Vou até a penteadeira e cubro meu rosto com maquiagem até que ele esteja aparentável para um cotidiano escolar. Visto qualquer roupa jogada no armário, sem me preocupar se provavelmente nada estava combinando. Seco meus cabelos o mais demoradamente possível, fazendo de propósito com que minha mãe se atrasasse. Porém, quando os fios já estão totalmente secos, faltam alguns minutos para completar a estimativa de tempo que ela me dera.

Atravesso a casa tentando segurar minhas emoções. Eu sabia sobre o que era essa certa conversa. Tentei a todo tempo, na trajetória até seu carro, não pensar sobre isso. Mas como dizem, quanto mais não tenta, faz.

Entrei dentro do carro, acomodando-me no banco do passageiro. Ela estava lá, exatamente ao meu lado, olhando precisamente para a rua a nossa frente e mãos presas no volante. Antes mesmo de eu dizer algo no tom sarcástico habitual, minha mãe pisa no acelerador e eu sou lançada para o estofado de couro do banco em que estou sentada.

— Vai me dizer porque me acordou mais cedo? — questiono, olhando diretamente aos seus olhos concentrados e duros no meio-fio. — Quer dizer, sobre o que quer conversar?

Eu sabia o que estava por vir, e estava preparando-me para minha vida se transformar em um inferno. Procurei manter a calma, mas foi um pouco impossível. Por mais que não quisesse fazer nada do que ela sugerisse, quebrar suas regras e enfrentá-la, eu ainda tinha amor à minha própria vida.

— Hoje é sexta-feira, e como disse, temos a festa. — começou, após alguns segundos em silêncio. — Seu convite está pregado na geladeira. Eu poderia guardar comigo, mas preciso chegar mais cedo...

— Por que mais cedo?

— Negócios. — ponderou. — Você não entenderia. Eu acabei de abrir minha empresa. Minha própria empresa. Eu preciso de mais reconhecimento, e essa ocasião seria perfeita para isso.

— Quer dizer que vai entrar nos esquemas de corrupção de Londres através dessa festa?

— Você é realmente patética...

Se isso tivesse vindo da boca de meu pai, eu até poderia escutar o tom de brincadeira em sua voz. Esse mesmo tom, eu não encontro na dela. Arrisco olhar para sua expressão ao meu lado, que se encontra com misto de ofensão e antipatia. Ela nunca iria mudar as mesmas faces negativas de sempre.

— Tudo bem. — digo contrariada. — Já que vai mais cedo, você está me suspendendo da sua festinha?

— Muito pelo contrário. Você sabe que é você quem vai assumir essa empresa, e não o estupido do seu irmão. — ignoro deliberadamente o adjetivo desnecessário do qual ela se referiu a Malcoml. Éramos todos condenados a vida de querer escolher faculdade de arquitetura? — Você é inteligente. Sabe como fazer isso. Eu só preciso que você queira.

— Onde quer chegar com isso?

— Você precisa se comportar essa noite.

— Então quer dizer que eu vou?

— Sim. Por isso te chamei aqui. Precisa arranjar uma carona para chegar em Lótus. E espero que não apareça depois do jantar.

— Mais alguma coisa?

— Eu já ia me esquecendo... — resmungou, virando na próxima esquina a direita. Xinguei mentalmente por ter perguntado, esperando pela resposta que eu já sabia do que era. — Você tem falando com Percy Jackson?

— Não...

— Então a ligação de ontem à noite, registrado no seu celular, é uma falha no seu sistema operacional?

Engulo em seco. Eu já previa o que aconteceria caso ela descobrisse. Eu sempre andei confusa sobre suas atitudes, porém meu peito ardia em uma queimação que eu não conseguia ao menos dar uma resposta descente à ela.

— Se realmente quer ter uma vida, eu sugiro que pare com isso agora.

— Você não me fala um motivo!

— Não é da sua conta, Annabeth.

Achei que fosse melhor encerrar a conversa ali. Eu sabia que não levaria nada continuar a briga com ela. Por mais que não chegaríamos em nenhuma conclusão plausível, eu acabaria perdendo a cabeça muito rápido em apenas poucas ofensas vindas da parte dela.

Em mais alguns poucos minutos de silêncio, chegamos na fachada cotidiana do colégio. A grande escadaria e os tijolos tabaco erguidos em torres enormes. Quando minha mãe estaciona, não me preocupo em despedir-me dela. Agarro o sanduíche natural e a maçã que ela apontou no banco de trás do carro, e saio, sem mais delongas.

Eu acreditava que neste horário, a escola estaria completamente vazia e eu seria o único ser perambulando o local. Estava enganada. Acho que pelo fato do britânico ser pontual, eles já estavam subindo a escadaria e conversando em suas diversas turmas divergentes.

Invés de tentar encontrar os meus mais novos amigos, tudo que faço é fingir que nenhuma daquelas pessoas estão ali e subo a escada no estilo morta-viva, com direito a pés arrastando e olheiras que deveriam estar mais escuras do que uma noite de inverno.

A primeira coisa que faço quando entro dentro da escola, além de ser consumida pela escuridão e breu da área, vou direto ao meu armário, adiantar as minhas obrigações. A única coisa que faço, na verdade, é pegar meus cadernos de química, e não ir a biblioteca para fazer as lições que já deveriam estar prontas e organizadas para suas devidas entregas.

Fecho a porta em um baque surdo, similar ao restante de adolescentes presentes no corredor. Quando viro de costas, encontro a minha nova figura cotidiana de todos os dias. Ele está lá, sempre presente quando estou pensando nele, e também quando não estou. Sempre aparecendo silenciosamente, com um sorriso no rosto todas as vezes que me vê.

Seus cabelos estão no despenteado natural, com os fios negros jogados para trás após passar a mão. Estava vestindo sua fiel jaqueta de couro, porém, aquela parecia ser um outro tipo de modelo, com tons amarronzados e alguns brasões estampados nos seus braços. Mesmo que aquele fosse seu estilo habitual de vestir-se, parecia um deus grego após seu nascimento. Estonteante, causando uma boa impressão a todos presentes a sua volta.

Percy para logo a minha frente, cruzando os braços e sobrancelhas arqueadas. Aquele maldito sorriso no rosto, capaz de rasgar algumas calcinhas. A minha, no entanto, já seria uma peça desnecessária. O encaro de uma forma similar ao indiferente. Ele certamente não sabia o efeito que acabava causando em mim. Uma parte de mim, inutilmente pedia para que aquelas sensações que apareciam sempre que ele chegava perto, fossem embora. A outra, era um misto de emoções que pedia para que elas amenizassem minha falta de um ser do gênero oposto.

— Pronta para o seu baile? — perguntou, em um tom de divertimento.

— Pelo amor de Deus, isso não é um baile. — digo, com língua entre dentes, tentando conformar-me com a ideia de aparecer aparentavel para agradar minha mãe.

— Ricos, vestidos, taças de champanhe, e música clássica... É, talvez não seja um baile. Talvez seja apenas o baile da terceira idade.

A risada escapa de meus lábios repentinamente, alcançando os meus tons mais alto da gargalhada apenas por imaginar minha mãe naquele tipo de lugar. Ela até fazia o estilo de megera indomável, e seria uma comédia vê-la exibindo-se para os senhores mais ricos de Londres.

Quando a risada se cessa, Percy encara-me com um sorriso divertido no rosto. Talvez fosse prazeroso ver as mulheres achando-o alguém interessante. Ele era um narcisista, e dos piores tipos.

— Como foi o seu jantar super entediante com as pessoas da terceira idade?

Seu sorriso se desaparece lentamente do rosto, ele olha para os próprios sapatos, aproximando um passo e apoiando seu antebraço direito no armário ao meu lado.

— Foi normal. — deu de ombros.

— Tem certeza de que não aconteceu nada de interessante? — prossigo, em duvida pela sua resposta vaga demais.

— São apenas pessoas velhas, jantando, e falando besteiras, não são? Nada demais.

Decido ignorar a fazer mais alguma pergunta sobre o jantar da noite passada. Eu via a pose desconfortável que ele levou quando eu fiz a primeira pergunta. Eu chutaria que algo ruim aconteceu, talvez uma briga com seu pai, com quem ele disse que tem problemas, mas deixou a resposta vaga demais para tentar justificá-la.

Estou prestes a mudar de assunto ao ver a sua expressão similar à de quem iria vomitar, quando uma terceira voz é adicionada a nossa conversa particular, chamando o seu nome. Eu certamente não deveria procurar quem resmungava "Percy" com tanta audácia, fazendo metade do corredor estudantil atrair mais atenção do que antes.

Uma figura loira, repleta de sardinhas no rosto e os olhos da cor mel-esverdeado, aproximava-se. Eu deveria conhecer ela de algum lugar, pois minha sobrancelhas franziram de certa forma que fizeram meus pensamentos vaguear pelo lugar mais sombrio de minha memória. Entretanto, nada vem.

A garota nem se deu o trabalho de olhar para mim, chegando cada vez mais perto e finalmente atraindo a atenção de Percy. Ela estendeu um sorriso amigável, parcialmente simpático e cúmplice, e Percy apenas respondeu sua expressão com um aceno de cabeça.

— Eu só vim te entregar a jaqueta... — sua voz era mais fina do que imagina, porém, combinava com ela e não tinha um tom infantil. — Estava frio na noite passada, e você acabou esquecendo comigo. Obrigada por ter emprestado.

Arqueio uma sobrancelha quando vejo a mesma garota tirar a jaqueta dos ombros e entregar à Percy. Era a mesma jaqueta de couro que ele usava, e agora eu sabia o porquê ele estava usando um modelo diferente do que o habitual.

Calipso. Seu nome passou pela minha cabeça como se fosse a primeira vez que eu o escutava. Eu lembrava qual foi a última vez que isso aconteceu: no pub, quando seus olhos cor-de-mel passeavam por Percy como se ela quisesse mais do que simplesmente admirá-lo.

O sorriso de escárnio em seu rosto continua presente quando ele pega a jaqueta de suas mãos e abre um sorriso mínimo. Até então, ela ainda não havia dirigido um simples olhar para mim, apesar de que tinha noção da minha presença. Porém, quando girava os calcanhares para ir embora, seus olhos venenosos passaram velozmente por todo o meu corpo rígido. Quase imperceptíveis, se eu não tivesse reparando muito bem.

Então, quem olha diretamente para mim, é Percy, com um olhar repleto de confusão e desespero. Ele não sabia muito o que fazer, e isso estava evidente. Nem um fio de voz escapava pela sua garganta. E mesmo se escapasse, eu não conseguiria escutar nem se quisesse. Tudo parecia estar em segundo plano, apenas um zunido contra o resto de vozes ao nosso redor.

— Normal, hum? — comento, por ele, arqueando as sobrancelhas e garantindo que meu tom de voz fosse o mais sarcástico possível.

Ele continua sem reação, tentando procurar agora algo para dizer em cima do que havia comentado. Ele passa tempo demais quieto, e então concordo que não vou obter nenhuma outra resposta.

Reviro os olhos e dou de ombros, girando meu corpo para a esquerda, para que não fosse impedida pelo seu braço no lado direito. Passo a caminhar deixando-o para trás, mas de repente, algo se prende em meu pulso, e quando olho para trás, seus dedos estão fixos na região, impedindo-me de continuar meu caminho.

— Annie, não é isso que você está pensando...

— Isso é uma resposta retórica, Percy. — entrevenho, encarando o meu pulso que já estava com a marca de seus dedos. — Você poderia ao menos ter falado.

— Por que acha então que eu te chamei para o jantar? — sobrepôs.

— Acho que como tive que recusar, você partiu pela segunda opção... — respondo, puxando meu pulso com força quando noto que o aperto de seus dedos afrouxaram. — Se você achou que teria alguma chance de ficar comigo, bem, ela acabou agora.

Eu não espero que ele diga algo, e também, sua resposta não vem. Apenas continuo a seguir o caminho que estava decidida a seguir, seja lá qual for, pelos corredores da escola. Meus passos são firmes no chão, e eu ando como se nada tivesse acontecido há alguns segundo atrás. O que eu mesma tentava esconder, é que queria tirar aquela ultima cena da minha cabeça desesperadamente, e eu não sabia o que estava acontecendo comigo.

Escuto Percy esmurrando o armário do qual apoiava a mão direita. Eu não olho para trás para conferir se era mesmo ele, eu simplesmente sabia. O barulho ecoou pelo corredor inteiro, e todas as cabeças e pares de olhos voltaram-se para a área de onde ele viera. Menos os meus, que continuaram firmes no breu de escuridão das paredes de tijolos.

Agarro meu celular no bolso traseiro da calça jeans, desbloqueando a tela e procurando o ícone de mensagens no visor. Em uma velocidade igual à de um relâmpago, abro uma caixa de diálogo com Thalia, e meus dedos batucam contra a tela de vidro.

Podemos nos arrumar juntas? Minha casa está liberada... Acho que você sabe onde fica, sou vizinha do Valdez.

•••

Nem mesmo o enorme espelho da penteadeira conseguia abrir minha silhueta inteira ali. Eu estava me esgueirando o máximo para poder apenas ajustar o comprimento do meu vestido, mas nada adiantava.

Ele era azul. Nem muito claro e nem médio, ele puxava para um turquesa escuro, de cetim, justo até a cintura, onde criava ondas soltas e aparentava estar com a medida acima do meio de minhas coxas. No busto, além de preso por alças finas, havia a impressão de meus seios serem ainda maiores, – por ser aquela região a mais apertada – com os mesmo exprimidos em duas bolas que pareciam de futebol. Silena riria daquela cena se pudesse vê-la agora. E eu, estava me sentindo o ser mais desconfortável do universo.

Thalia sai do banheiro após ter alegado fazer xixi, mas pelo tempo que passou lá, aposto que estava fazendo algo mais interessante, do tipo bisbilhotar minhas gavetas e ver se encontra camisinhas, ou tirar fotos dos peitos e mandar para algum cara com o corpo coberto de tatuagens.

Seus olhos azuis recaem por todo o meu corpo, passeando por sua extensão e pelo vestido. Um sorriso malicioso abre-se lentamente, e eu jurei que ela iria fazer-me tirar aquele vestido curto no mesmo momento.

— Que gostosa! — ela berra, aproximando de mim, e simultaneamente, eu recuei um passo. — Onde você comprou esse vestido? Quer dizer, esquece, eu não vou até Nova York para ter um desses.

— Acho que a última vez que usei ele, eu tinha 15 anos. — murmurei, tentando esticar os meus braços para mostrar que a peça estava apertada. — Bom, eu consigo me mexer, mas minhas coxas e meus peitos estão pra fora.

— Bota pra fora nisso... — ela pega minha mão, fazendo com que eu dê um giro desengonçado de 360 graus. — Eu adorei. Percy vai querer te comer na hora.

— A intenção não é impressionar Percy.

— Por mais que eu apoie muito você e ele, algumas taças de álcool no Lótus e você verá tudo bonito. — gesticula, passando a mão no céu como se representasse um arco-íris.

— Você quer dizer a terceira idade?

— Terceira idade são os nossos pais. Eu estou falando do filho deles. — comenta — Se bem que se meu pai me visse com um vestido desse, ele rasgaria enquanto eu estivesse dormindo. Apesar de ser cetim.

Um lâmpada surge na minha cabeça no mesmo momento em que escuto isso. Na frente de minha mãe, eu até poderia indicar que estava cumprindo suas regras, mas de alguma forma, eu queria vingança por estar em Londres. Mesmo que, nem estivesse tão ruim assim, eu ainda sentia saudades de Nova York.

— Você me deu um bom motivo para usá-lo agora...

— Quer ser puxada para fora da festa pelos cabelos, com as unhas de sua mãe fincadas?

— Você quis dizer garras. — confirmo, contradizendo sua última fala. — Bem, ela quer que eu cause uma boa impressão. Eu vou. Mas para ela, sempre será um absurdo. Por quê não?

Thalia ficou quieta por alguns segundos. Subitamente, seus lábios começam a crescer lentamente em um sorriso de aprovação. Eu até poderia começar a discutir todo o meu plano, se não fosse pelo apito do meu celular jogado em cima da colcha da cama.

Caminho até aquela direção, girando meus calcanhares e deixando Thalia de lado por um momento. Eu ainda poderia sentir seu olhar sobre o vestido em mim, e ela definitivamente estava rondando meu corpo de cima abaixo, fantasiando mil tentativas de Percy tirando minha roupa no meio de um salão de festas.

Quando desbloqueio o visor, uma pequeno índice de mensagens é aberto, e a ultima presente no aplicativo, tem o nome de Percy como contato.

Até penso em ignorar e fingir que fora apenas algum erro ou mensagem da operadora. Talvez os olhos de gavião de Thalia já tivessem flagrado a mensagem. Mas, mesmo com todas essas razões, algo dentro de mim faz com que meu dedos toquem o botão para abrir a conversa.

Você ainda precisa de uma carona?

Fecho os olhos com força, xingando-me mentalmente por esquecer do mínimo detalhe e da conspiração do universo que fazia com que eu precisasse de Percy nas horas erradas. Porque quando se trata de mim, tudo pode sempre ficar pior do que está.

Thalia não está de carro. Aliás, eu não acredito que ela tenha um, mas eu soube que seu pai a trouxe aqui... Minha mãe foi bem clara quando disse pra arranjar carona, e não existiam chances de pedir para a minha avó, que juntou-se a minha mãe durante a fuga.

Meus dedos batucam na tela, tentando tomar calma na hora de digitar, e não parecer nem muito idiota ou desesperada. Eu não deveria aceitar a carona depois da cena que vi hoje, pela manhã. Mas talvez Percy até estivesse certo em dizer que tudo acontece por um propósito, uma razão... Eu não poderia reclamar de nada no fim das contas, porque não tínhamos nenhuma relação estabelecida.

Não como se eu quisesse ter uma.

Hoje é seu dia de sorte, Jackson. Imprevistos acontecem.

Notas finais
Espero que vcs não odeiem o Percy, pq realmente tem uma explicação pra tudo flsudbduddb mas lembrem que eles estão tretados muahaha SOU A PROVA VIVA DE FAZER VCS ODIAREM PERSONAGENS (mas talvez Percy não seja um deles). AGORA, nas notas do capítulo passado, eu comentei se as pessoas queriam que eu colocasse spoilers do próximo aqui embaixo, e como prometido, estoy aqui: "— Eu já saquei qual a de vocês. — Hm, posso saber então quais suas conclusões? — pergunto, em um tom monótono sem muito entusiasmo. — Estão se evitando..." "— Você sabe que está encrencada, não é? — Sei. E espero que você mostre tudo o que você é capaz... Você escolheu me trazer para esse lugar. É tudo culpa sua. E não pense que vai ser fácil conviver comigo sem o papai por perto." Não é nada demais, mas eu realmente não posso falar muito. AGORA, ressaltando: leitores novos, apareçam! Sério, eu vou ficar muito feliz, deem sinal de fumaça dkdidjd e pros leitores antigos, não abram mão de Skyfall (nem de mim, amo vcs), e quem ainda não favoritou a fic, favorita ai galeraaaaaaa Skyfall fez dois meses semana passada, me façam feliz ❤️ Vejo vcs nos reviews Xoxo, Kydd