Notas iniciais
REPAREM QUE O NOME DO CAPÍTULO TEM DUAS PALAVRAS CAPÍTULO NADA IMPORTANTE CKDKDHDJDJ como o nome já sugere vão ser muitas tretas e também é divido em três parte. Apresento aqui, a primeira parte, a mais levinha, sem muita coisa, mas é como se fosse uma passagem de águas pro próximo capítulo. Fight Club (clube da luta, no português) é um filme sensacional com Brad gostoso Pitt e Edward Norton (acho que é assim que escreve) que eu simplesmente amo e indico muito pra todos assistirem. QUEM JÁ ASSISTIU ME ABRAÇA ❤️ E por ultimo (mas não menos importante) quero agradecer a MARAVILHOSA E SENSACIONAL recomendação da Meri (americanfanficton, leiam Dangerous dela, é uma fanfic MARAVILHOSA. Quem quiser o link pede aí nos reviews) sua recomendação me deixou no chão, e eu já falei como me senti pelo whats ❤️ Até lá embaixo, folks. See ya.

Os olhos que me encaram de volta no retrovisor do carro, não são meus. Por mais irreconhecível que eu estivesse, eu só consegueria acreditar que aquela era minha genética por causa das faíscas eletrizantes, da cor da tempestade, que saiam deles, com o reflexo voltado para mim.

Eles poderiam estar tão chamativos como os de Thalia. O contorno negro abaixo da linha d'água passava por toda a extensão até chegar nos últimos cílios inferiores, e traçaram o caminho inverso pelos superiores. Meu olhar estava aberto graças ao esfumado negro que partia do meu côncavo, destacando o furacão cinza que era minha íris.

Eu sabia que se lançasse o mesmo olhar que encarava naquele retrovisor, para qualquer um, as reações seriam de puro choque e desconfiança. Silena morreria de ciúmes por Thalia fazer uma maquiagem dessas, mas também ficaria espantada com a graciosidade e tom misterioso que também causava. Como se meu espanto não fosse suficiente para dar uma pose, de que por mais ridiculo que fosse dizer, era tampouco sexy.

Apesar de que, lançando aquele olhar para qualquer um seria de matar, eu não olho para a figura oblíqua ao meu lado, com as duas mãos presas no volante e duas esmeraldas atentas aos carros de uma avenida aleatória... No entanto, nem tão atentas assim, já que durante alguns poucos segundos entrecortados, elas viravam subitamente para mim, tentando analisar algum requisito de desconforto ou fraqueza.

Seria muito difícil mostrar desconforto ou fraqueza com minha aparência essa noite. Fora o vestido, que Thalia insistiu em dizer que eu estava maravilhosa, os saltos me deixaram mais alta e com pernas definidas. Meu cabelo, por sua vez, caia em cascatas douradas pelos ombros, parando na metade de minha cintura. Até meus lábios, que usando um tom de batom neutro e não muito chamativo para não pesar a maquiagem, estavam perfeitamente delineados, em uma linha excepcional.

Eu não me reconhecia diante da visão que tinha ao chegar perto dos espelhos, mas mesmo assim, tão diferente do que eu costumava ser no meu dia-a-dia, eu nunca poderia negar que não apreciei satisfatoriamente o resultado.

— Posso saber o que aconteceu com os dois?

A voz que sai é vinda do banco de trás, onde Thalia sentou desde que entramos no carro de Percy. Ela corta meus pensamentos, fazendo os zunidos ao meu ouvido pararem. Eu estava tão atenta a minha aparência que não conseguia tirar os olhos de algum espelho. Por mais que essa noite, as estrelas estavam mais amostra do que as últimas vezes que observei tão atentamente alguma coisa.

— O que você quer dizer com isso? — pergunto, limitando meu olhar a avenida a minha frente. Eu preferia muito mais voltar a encarar meu reflexo no espelho como uma narcisista, do que os faróis acesos dos carros a nossa frente.

— Que vocês dois estão quietos desde que entramos nesse carro. Ou seja, há 30 minutos atrás.

— Qual o problema em ficar quieto?

Suas mãos agarram o banco do passageiro e motorista simultaneamente, puxando seu corpo até que ele estivesse entre ambos, com cabeças agora lado a lado. Ela olhou para mim, e depois oscilou o olhar para Percy, alternando assim pelo menos duas vezes.

— Eu já saquei qual a de vocês.

— Hm, posso saber então quais suas conclusões? — pergunto, em um tom monótono sem muito entusiasmo.

— Estão se evitando...

Antes que pudesse dizer alguma coisa em negação, Percy bufa ao meu lado, apoiando a cabeça contra a palma de sua mão, sustentada pelo cotovelo. Aquela fora a primeira vez que olhei para ele desde que entramos no carro.

Thalia se submete a voltar a sua posição inicial, deitando as costas bruscamente no banco de trás. Ela solta um gemido parecido com nojo quando o faz, limitando-se a dizer mais alguma coisa, que por sua vez, mesmo com minha nova aparência incrível, faria-me sentir um pouco constrangida. E seria notável.

Não demorou mais do que poucos minutos para que todos aqueles carros na avenida, passassem a seguir na mesma direção que a nossa, quando uma casa grande demais para ser considerada uma, e sim um prédio, ocupam boa parte de um quarteirão daquela avenida.

Percy guia o carro para dentro de um lugar que seria mais parecido com um estacionamento. Sei que subimos para algum lugar pavimentado, já que o carro parou de balançar de repente. Uma grande fonte de água esbanja no meio daquele lugar, com carros a circulando ao que seria uma pista. Em frente à mesma, uma grande escadaria bege, se estende a fachada do que seria uma mansão, coberta com sua fachada principalmente por palmeiras.

Exatamente como a minha escola nova, aquilo parecia ser uma mansão construída nas antiguidades, resistindo ao tempo e tornando um monumento para apreciar. A diferença é que, além das torres erguidas por tijolos, o local é repleto de pilastras, todas em um tom bege, sustentando a fachada coberta da entrada, onde um misto de pessoas bem vestidas, caminham para dentro sem hesitar.

O carro de Percy faz o mesmo caminho que os outros enquanto estou atenta demais em observar aquele local delimitado majestoso. Vejo que algumas pessoas trajadas com terno, fazem sinal para Percy parar o carro para que eles assumissem a posição e seguissem adiante até que ele esteja estacionado. Mas Percy não para, indo por si só até o estacionamento aberto e encontrando uma própria vaga.

Saio do carro muito antes de Percy pensar em abrir a porta para mim. Meus olhos ainda estão admirando a fachada do local, e eu estou vislumbrada enquanto caminho com os saltos finos até aquela direção. Thalia está ao meu lado, tagarelando alguma coisa para o moreno da qual eu não faço questão de prestar atenção.

Vamos chegando cada vez mais perto da incrivelmente gigante porta de entrada, já aberta, com o que eu julgo serem seguranças espalhados. Ouço alguma parte da conversa em que Percy diz que chegamos atrasados, quase todas as pessoas já entraram, mas aquilo parece inútil aos meus ouvidos quando vejo ainda dezenas de pessoas passando por uma mulher próxima à porta.

Seguimos naquela direção no sentido de uma fila. É tudo muito rápido. A mulher que estava lá, trajava terno feminino, e carregava um tablet maior que minha cabeça nas mãos. Eram algumas poucas palavras trocadas, e o casal entrava, passando despercebido pelos seguranças.

Ficamos poucos segundos na fila igual aos demais, e então, a mesma mulher pede para que nos aproximássemos. Thalia vai primeiro, e eu vejo que ela tem seu convite em mãos. Rapidamente, abro minha bolsa de mão, torcendo para que ele não estivesse a personificação do amassado, rasgado e mal-cuidado.

— Seu nome? — pede, educadamente, e eu sugiro que aquilo tenha sido para mim, porém ela se dirige à Percy.

— Perseu Jackson.

Ele entrega o convite sem a moça perguntar e ela sorri abertamente. Coloca a câmera do iPad em algo que parece ser um daqueles aplicativos de scanner, e em um passe de mágica, algo no visor do aparelho indica que o convite é verdadeiro... O que soou um pouco estranho para mim, já que até então eu não sabia que Perseu era o seu nome verdadeiro. Eu jamais imaginaria que Percy é apenas um apelido.

Percy passa pela sua guarda e olha para trás em minha direção. Só faltava eu, e então caminho onde ele deu os últimos passos, parando em frente a mulher que tem um sorriso estampado no rosto. Pergunto-me se não deveria doer permanecer assim durante um dia inteiro, mas é claro que pela quantidade de dinheiro que ela estaria recebendo por participar o evento, ela não questionaria.

— Annabeth Chase. — falo, antes mesmo dela fazer alguma pergunta, já entregando meu convite em suas mãos.

Ele passa pelo mesmo processo de Percy, indo para o aplicativo do scanner e segundos seguintes, sendo entregue de volta para a minha mão, como era de imaginar. A mulher murmura algo mais formal do que "curta a festa", e eu passo da sua guarda, juntando-me a Percy e Thalia, que está com uma cara mais emburrada do que o normal.

Quando para ao lado deles, vejo um leve movimento no corpo de Percy. Demoro um pouco para entender o que ele fez, e quando reparo, seu braço está esticado ao lado do meu corpo. Seus olhos, me lançando algo sugestivo, e quase tentador.

Não sei porque o fiz, mas aceitei seu braço, enlaçando ambos. Talvez porque não estava guardando receios, apenas fazendo um show de drama para meus espectadores. Porém, a vontade de chegar como acompanhantes em um lugar como aquele, era muito mais do que tentadora.

Passamos por dois seguranças postos cada um em uma extremidade da gigantesca porta. Quando entramos no salão, percebo que a parte de dentro pode ser mais estonteante do que a entrada de fora. Claro que isso já deveria ser expectado, porém minha reação continuou de vislumbre mesmo ao já ter entrado em um lugar como aquele.

O piso estava incrivelmente lustrado. Aquele grande terreno que parecia ser uma mansão, erguido em dois andares, onde uma enorme escadaria no fundo do salão o levava para tal. Ele dava uma vista panorâmica para todo o salão debaixo, fazendo-nos parecer pequenas formigas ao seu ver. As pessoas ali, miseravelmente olhavam para baixo com taças de champanhe nas mãos, admirando as poucas conversar que tinham.

O som do lugar era audível, com barulhos de tilintares de vidro e conversas baixas. Uma música clássica tocava de segundo fundo, e eu não sabia de onde ela vinha. Mesmo com o enorme lustre de cristal, bem acima de todo o salão repleto de mesas e cadeiras e uma pista de dança onde alguns casais coordenavam juntos passos lentos, o local ainda estava com uma iluminação um pouco baixa, trazendo elegância ao ambiente.

Eu poderia visualizar aquele lustre, recoberto de diferentes formas de cristal, caindo sobre nossas cabeças, transformando aqueles pequenos pingentes delicados em míseros pontinhos brilhantes contra o chão.

Perto da pista de dança, vejo um rosto familiar. Não percebo que já estamos caminhando entre as mesmas com arranjos enormes de flores, provavelmente procurando uma, mas de repente eu paro. São os olhos cinzas-tempestade, tão familiares que eu poderia reconhecê-los em qualquer lugar.

Percy para com a inércia, e me encarava como se eu fosse dizer algo. Quando olho para ele, até penso em sorrir amigavelmente e dizer que estava tudo bem, mas uma parte da personalidade rancorosa permanece, deixando o mesmo olhar misterioso e sexy encará-lo de volta.

— Achem nossos amigos, eu já volto. Preciso falar com uma pessoa.

Não espero que ele faça perguntas, por isso, solto o apoio do meu braço no dele, e caminho diretamente para a extremidade da pista de dança, desviando de pessoas, garçons e arranjos de flor que atrapalham minha visão. Quando estou perto o suficiente, consigo vê-la claramente, mais feliz do que eu jamais teria visto desde que chegamos nessa cidade, conversando abertamente com um casal de loiros e uma garota com o cabelo da mesma tonalidade.

Seus olhos tempestade encontram os meus, e sua expressão se fecha por um momento, antes de lembrar-se de que deveria agir como se nossa relação de mãe e filha, fosse extraordinária. Eu imito sua expressão, abrindo um dos melhores sorrisos quando me aproximo da minha mãe e das pessoas estranhas da qual conversava.

— Annabeth! — pronuncia, de braços abertos e um rápido olhar pelo meu vestido, mas sem hesitar no sorriso presente no rosto. — Chegou na hora certa, quero te apresentar para algumas pessoas.

Chego perto o suficiente para seus braços "maternais" me envolverem em um rápido abraço, e então, dou de cara com os nem-tão-estranhos com quem ela conversava. Quero dizer, o casal era completamente desconhecido, mas tinham um sorriso amigável quando estendi minha mão direita para cumprimentá-los. Porém, quando eu vi a quem julguei ser a filha do casal, na mesma manhã ela não parecia ser conhecida, mas agora, eu sabia que guardaria aquele rosto mais facilmente do que achava.

— Estes são o senhor e senhora Atlas, e essa sua filha, Calipso. Vocês estudam juntas, pelo que acabei de descobrir.

— Sim, estudamos... — fingi em não ter feito alguma expressão um tanto abalada quando vi seus cabelos loiros e as sardinhas espalhadas pelo resto. Não hesitei em também cumprimentá-la, mas queria o mais longe possível ficar dela.

— Como chegou aqui?

— Vim com meu acompanhante, Percy Jackson.

Digo, olhando estreitamente para Calipso, que demonstra uma pequena expressão de falha quando tenta mostrar que também não havia sido abalada. E, mesmo que o alvo fosse a loira, acabo também por atingir minha mãe, que enrijece ao meu lado, trancando o maxilar.

Se ela ainda estava com um aperto cúmplice em meu braço, ele cessou-se naquele momento. Girei minha cabeça em sua direção, observando um pouco de constrangimento, que pelo visto só havia notado nela. Muito diferente da família ao meu lado, exceto por Calipso, que esteve inquieta desde que eu disse a minha última frase.

— Annabeth, podemos conversar a sós um minuto?

Sabia que o tom amigável de sua voz não era tão pacifico quanto aparentava. Me despeço do senhor e da senhora Atlas, deixando Calipso de escanteio por um minuto. Eles deram parabéns à Atena, por ter uma filha linda, o que foi um pouco constrangedor, mas estava considerando, e então nos retiramos sorrateiramente para um lugar mais afastado de pessoas dançando ou bebendo taças de champanhe.

— Pode repetir o quê disse? — diz, forçando o aperto no meu braço, do qual havia iniciado logo que me puxou para longe da conversa com a família de Calipso.

— Você escutou. — abrigo grande quantidade de ar para encarar seus olhos ameaçadores. Eu sabia que seria difícil enfrentá-la mas eu deveria fazer isso. — Eu vim com Percy Jackson. Se quer me manter longe dele, dê uma desculpa plausível. Pode me deixar o resto da vida de castigo... É loucura.

Solto, em uma lufada de ar. Por incrível que parecesse, um misto de emoções acumulavam-se em meu peito. Confiança, receio, medo, inferioridade, mas acima de tudo, algo bem grande que conseguia cobrir todas as emoções negativas que vieram juntas: liberdade.

Ainda que fosse loucura arriscar-me dessa forma por causa de Percy – o que é um fato mísero a ser considerado após a cena pela manhã –, aquilo não era apenas por ele. Era apenas para conquistar um pouco do gostinho de sentir-me mais leve, contrariando a minha própria mãe cujo implicou as suas loucuras em minha vida, e adolescência inteira.

— Você sabe que está encrencada, não é?

— Sei. E espero que você mostre tudo o que você é capaz... Você escolheu me trazer para esse lugar. É tudo culpa sua. E não pense que vai ser fácil conviver comigo sem o papai por perto.

Dou de ombros, girando meu corpo para a direção oposta à ela, virando-me de costas... Eu não sabia o que estava fazendo, apenas que estava sendo tomada pela livre e espontânea vontade de me sentir menos presa às suas regras.

Todo adolescente sempre tem o seu momento de responsabilidade, de liberdade e de auto-confiança. Para alguns, isso acontece mais cedo, às vezes dando a oportunidade de estabelecer relações com seus pais. Para outros, o ideal de compaixão paternal permanece, impossibilitando que você continue a argumentar pelo que estivesse lutando. O fato é, que a vontade de se rebelar, mesmo por alguns segundos, sempre vai acontecer.

Essa foi a minha.

Caminho em direção ao que parece ser um fumódromo. Em uma mesa próxima a pista de dança, encontro todos os meus novos amigos, já sentados e conversando amigavelmente, levemente mais agitados do que o resto dos adolescentes naquela festa.

Os olhos de Percy encontram os meus. Eles ofuscam toda a visão periférica aos meus lados, portanto, eu rapidamente os desvio, mostrando o que parecia ser indiferença, as minhas técnicas.

Porém, elas não parecem funcionar inteiramente. Conforme vou aproximando de uma grande porta de vidro que leva para um área descoberta, posso ver que o morena levantou-se, e agora, traçava um caminho que seguia os meus passos. Talvez seja só pela minha expressão após ter "discutido" com minha mãe e ele tenha se confundido, e mesmo não conhecendo-me muito bem, Percy parecia entender que eu precisava de uma companhia maior do que um cigarro neste momento.

Notas finais
Como eu disse, nada de extraodinário mas MUITO importante. Eu não consegui revisar o capítulo inteiro (queria muito, e de vez em quando eu faço isso CKDKDHDJDJ) então qualquer erro deixem aí embaixo que depois eu arrumo. QUERO AGRADECER TODO O CARINHO QUE VCS TÃO TENDO COMIGO ❤️ Recebi reviews de vários leitores novos, que aproposito são umas fofas, e peço que vcs continuem assim, me incentivando todo dia ❤️ Pra quem começou a ler a fic agora, deixa um review aqui embaixo que eu vou adorar falar com vcs hsksjsjsdj. Pra quem tá curtindo muito a fic, não esqueça de favoritar que faz uma diferença do carai, e para aqueles que tão AMANDO DJSDBDK sigam o exemplo das outras garotas e me presenteiem com uma recomendação ❤️ Juro, eu amo muito quando vcs fazem isso aiiii. Agora vamos pros spoilers "— Calipso. Eu não chamei ela. Eu te chamei porque ela já estava lá, e pensei que você pudesse ajudar a me livrar dela" "— Ok, você quer perdão? Eu dou isso para você. Está perdoado. Mas agora eu realmente preciso checar o quão puta minha mãe está antes que essa festa acabe." "— ...você me tirou de tudo e de todos que eu amava, e quando finalmente esse lugar começa a valer a pena, você quer tirar a pessoa que o faz, também?!" Comentem o que acharam!!! ❤️ Amo vocês Xoxo, Kydd