Notas iniciais
OIE AMORECOS voltei, triste, mas voltei. uma personagem queridíssima morreu na quinta-feira estou de luto e largada no chão (quem assiste t100 sabe de quem to falando). Pois é, vamos todas chorar. Mas trouxe esse capitulo aqui que tava apodrecendo no meu celular Michsiddodjd SÓ DEMOREI PRA POSTAR POR CAUSA DA BRENA, CULPEM ELAAAAAAA. Tenho uma surpresinha pra vcs lá embaixo, kisses!!!!

Eu apenas decorei o número do meu armário graças ao perfume. Se eu não escutasse Silena repetir os números 212 toda manhã quando íamos ao colégio, ou quando saímos para alguma festa aleatória em Nova York, eu teria completamente esquecido.

O baque metálico era o som presente quando você fechava mais um dos armários de tom tabaco. Eu nunca havia escutado tão periodicamente esse barulho. A força com que os fechavam ruidosamente após pegar todos os seus pertences e saírem andando pelo resto da escola.

Eu não poderia reclamar menos. Eu o fechava com essa mesma força descomunal, de qualquer jeito. Aquilo já virara um hábito matinal do qual eu não conseguiria abandonar tão facilmente.

Quando giro meu corpo para o lado contrário do armário, meu corpo inteiro se choca contra o mesmo atrás de mim. Acabo levando um susto quando vejo aqueles pares de olhos esverdeados em minha direção, com um sorriso habitual no rosto, observando minha reação após ter aparecido tão rapidamente.

Os fios negros caem pela sua testa, completamente bagunçados, como se acabasse de sair de uma corrida. A barba agora, estava por fazer, e aqueles malditos olhos penetrantes, não conseguiam desgrudar dos meus por sei-lá-por-quantos-segundos que passaram-se.

— Acho que te assustei... — Percy murmurou, gabando-se.

A verdade é que ele não havia me assustado por aparecer tão de repente e de forma devastadora. E sim, por todos os avisos prévios que eu recebi de minha avó e de minha mãe.

— Se era isso que queria, conseguiu. — abro um sorriso amigável, inutilmente desesperada para que a conversa acabasse logo.

Percy coloca a palma de sua mão entre mim e o armário, inclinando seu corpo em minha direção, e sustentando-se pelo braço.

— Na verdade, eu fiquei sabendo que você vai naquela festa Lótus. — justifica-se, alternando o olhar entre mim e os seus próprios sapatos. Era algum plano do Valdez... — Eu realmente odeio aquele lugar, mas meu pai e minha madrasta costumam voltar para Londres apenas para frequentar esse tipo de festa.

— Você disse que eles viajam muito por causa do emprego–

— Por isso nunca estão em casa. — completou, abrindo um sorriso mínimo — Eu estava me perguntando se você não gostaria de ir comigo.

— Isso não é um baile, Jackson.

— Bailes são uma droga, — acrescenta — mas eu estava pensando em algo como uma carona. Todos da nossa turma costumam ir... Eu não vejo porque não chegarmos lá juntos...

Ele quis dizer como acompanhantes.

Por dentro, um misto de emoções se explodia em fogos de artifícios e bombas nucleares dentro do meu peito. Uma comparação bem divergente, se quer saber. Porém, era a melhor descrição que eu poderia encontrar para a definição que se formava em meu peito, e ainda não tinha nome.

Não é a porra de um baile, repeti, na minha cabeça.

E, era justo a minha cabeça que insistia em lembrar tudo que minha mãe e vovó falaram. Por mais que eu não conseguisse enxergar um mínimo de maldade – fora destruir corações – naquele garoto. Fique longe dele e de sua família, as vozes estridentes diziam em minha cabeça, lembrando-me do meu próximo castigo, caso isso se repetisse... E minha mãe fez questão de acrescentar que seria um inferno.

Mas desde quando eu fazia as coisas que minha mãe mandava? Desde quando eu passei a ter medo dela, desde que chegamos em Londres?

Eu queria mais é que ela se arrependesse de ter feito-me morar aqui.

— Quer saber? Eu acho que você está certo. — foda-se a história sobre ficar longe dele. Seu sorriso se expandiu, enquanto nossos rostos estavam mais próximos ainda, desde que comecei a pensar nas possibilidades de sair com ele. A essa altura, eu tinha certeza que dezenas de olhares estavam presos em nós, no meio do corredor. — Me pegue às oito.

— Estou começando a descobrir que os seus propósitos são extremamente bons. Eu disse que você seria a primeira a saber, certo?

— Espero que consiga me convencer disto.

Passo minha cabeça por baixo de seu braço, contornando a sua armadilha para me deixar encurralada e sem escapatória. Eu não preciso olhar para trás para saber que ela estava olhando para mim. Eu conseguia sentir seu olhar queimando sobre minha pele. As chamas verdes no meio de sua íris verde-água.

No começo, andava sem rumo, mas então encontro Thalia, que estava parada no meio do mesmo corredor, onde presenciava a cena de longe. Caminho até ela, tentando manter uma personalidade indiferente, porque ela definitivamente, viu o que aconteceu.

— Eu acabei de ver meu primo dando em cima de você? — comenta, talvez alto demais, apontando na direção que estávamos antes conversando.

— Eu não diria que isso seria dar em cima. Ele me ofereceu uma carona para aquela festa, Lótus.

— Percy Jackson nunca fez o estilo de oferecer caronas... Ou chegar com acompanhantes em festas.

— Thalia... — parei em sua frente, respirando fundo. — Não é nada demais, ok? Eu não estou agindo como se fosse. Percy até pode estar agindo assim. Mas... Realmente, não é nada demais para mim.

Ele realmente está agindo assim. — ela apontou para Percy, conversando com algum garoto, metros de distância de nós. — E é a primeira vez que eu escuto uma garota falando assim dele. Espera... Eu acabei de escutar que você vai no Lótus?

— Eu vou.

— Isso é ótimo. Quer dizer, você saiu correndo ontem à tarde, então não tive tempo de conversar direito. — Thalia meneia com a cabeça o restante do corredor, e passamos a caminhar lado a lado.

— Era minha mãe. Eu não podia simplesmente... Ignorá-la.

— Awn, você é gay pelos seus pais! — Thalia fugiu um falso tom de fofura, mas depois se recompôs em sua pode durona e monótona de sempre. — De qualquer jeito, os pais de Luke sempre vão nessas festas. Os meus também, e acho que foi assim que eles acabaram ficando tão amigos.

— Sentindo saudades de Luke?

— Não! — seu tom saiu ofensivo, e ela imitou uma careta como se estivesse prestes a vomitar. — Estou querendo dizer que lá é um ótimo lugar para planejar algo contra ele. Você se lembra do nosso plano, certo?

— Ah, sim... — lembro-me de Thalia resmungando algo sobre vingança, antes de eu simplesmente desaparecer. — O quê você está planejando fazer?

— Aí está o problema. Eu ainda não sei, mas provavelmente, algo parecido com passar vergonha na frente de toda a alta sociedade britânica...

Ela concorda com a cabeça, tentando arquitetar alguma vingança maligna. Eu não fazia a mínima ideia do porquê tanta raiva acumulada. Sei que Nico está com um olho roxo por causa disso, mas o que mais parecia, é que Thalia estava tentando apenas dar um susto em Luke.

— Ei, Thals? — ela vira a cabeça em minha direção, novamente. Meus passos pelo corredor acabam se tornando mais lentos. — Por que você e Luke terminaram?

Ela riu, um pouco nervosa, um pouco sarcástica. Seus olhos azulados estavam um pouco arregalados. E eu simplesmente sabia que ela estava escondendo alguma coisa, além do nervosismo.

— É uma longa história, nova-iorquina... — ela bate com a mão no meu ombro direto. — Aliás, já disseram que você faz perguntas demais?

— Seu primo disse.

— Então continue enchendo o saco dele, mas com perguntas mais inteligentes. Coisas do tipo "qual o tamanho do seu pau?", irão agradar. Tenho certeza que ele não se importaria de responder um "que tal vir conferir?". Agora, tenho aula de álgebra. Nos vemos mais tarde!

Dizendo isso, ela simplesmente desapareceu no meio da multidão de pessoas andando nos corredores e batendo armários violentamente. Agora, eu tinha certeza de que ela estava realmente escondendo algo, e meu lado curioso realmente não conseguia deixar passar.

Mas como eu iria, de fato, descobrir? Thalia era a única pessoa que realmente sabia do motivo, e é claro que eu não iria perguntar ao Luke Castellan em pessoa... Apenas uma pessoa, era tão próxima de Thalia assim. As risadas, as brincadeiras internas, o mesmo sangue. Percy era da família, mas algo me dizia que ele não fazia a mínima ideia.

Mas Nico di Ângelo era o mais próximo dela entre os três. E além disso, também era da família.

•••

Aquelas portas escuras de entrada do colégio, no tom mais sombrio do preto, já não estão mais tão sombrias assim. Eu já havia parado de culpar tudo ao meu redor pela minha saída de Nova York. Embora sim, eu ainda estivesse triste, e talvez até uma parte de mim quisesse voltar. Mas a outra estava começando a se adaptar a minha realidade um pouco mais insana do que eu estava acostumada a viver todos os dias.

Às vezes, algumas mudanças são necessárias para fazerem bem.

E Percy até poderia estar certo no assunto sobre destino, ligações, razões e propósitos. Eu até poderia estar aqui, em Londres, por alguma razão ainda desconhecida por mim e o resto da humanidade... Mas ele iria fazer-me descobrir.

Desço a escadaria que me levava para o meio-fio. Ela ainda está repleta de alunos, que seguiam o mesmo caminho que eu. Embora ainda recebesse alguns olhares, a maioria deles acabam por cessar-se rápido. Minha presença, a americana, já não era tão surpreendente assim.

Quando chego na calçada pavimentada, por fim, acabo encontrando o carro de Leo coincidentemente. Estão ele e Nico, caminhando tranquilamente de costas para mim. Eu não teria os reconhecido se eles não fossem tão exóticos. Leo, com seus cachos e uma altura mínima, e Nico, o dobro do seu tamanho, com os cabelos escorridos até a altura de seu ombro.

— Ei! — grito, acenando na direção. Leo se vira primeiro, e dá um cutucão em Nico, para que ele parasse de andar. O moreno vira-se emburrado, mas sua expressão muda quando também me reconhece, alguns metros de distância atrás.

— Annie! — eles dizem, em uníssono, talvez falando em um tom divertido para impressionar-me. Logo em seguida, Nico voltou-se para a posição emburrada de sempre.

— Seria tarde demais para pedir uma carona? Valdez, somos vizinhos...

O olhar de Leo oscila entre Nico e eu. Até poderia fazer um biquinho e implorar para não ir a pé para casa. Eu realmente não queria estragar o programa deles, seja lá qual for (provavelmente algo como jogar vídeo game a noite inteira), mas estava cansada demais após um período integral, repleto de lição de casa.

— Sim. É claro. — Leo diz, balançando a cabeça e concordando em seguida. Nico se mantém indiferente, com os cabelos grandes atrapalhando um pouco sua visão. — Mas nós vamos passar na lanchonete Kings primeiro, ok?

— Sem problemas! — levanto as mãos para o céu, caminhando até eles apressadamente, e parando ao lado do carro estacionado. — Passei lá ontem. A café da manhã tradicional deles realmente é muito bom.

Nico me lança um sorriso sarcástico, com quem diz "obrigado", e eu sorrio amigavelmente de volta... Antes deles, me lanço para a porta de trás do carro, e abro, acomodando-me no estofado de três lugares, e esperando as duas silhuetas através do vidro, ocuparem o veículo assim como eu.

Eles trocam olhares e então entram no carro. Nico do lado do passageiro e Leo como motorista. Escuto algumas dezenas de indiretas vindas de um di Ângelo, mas não me atrevo a responder nenhuma delas... Eu definitivamente estraguei um fim de tarde repleto de vídeo games, mas pelo menos, começarei a concluir uma parte do meu plano.

— O quê vocês estavam planejando fazer, exatamente? — digo, quando alguns minutos de silêncio já se passaram. Os dois garotos no banco da frente, carregavam exatamente a mesma expressão monótona de sempre.

— Nada demais. — Leo deu de ombros, apertando as mãos no volante.

— Apenas ver... Alguns filmes. — Nico responde pelo garoto, olhando fixamente para a rua a nossa frente, enquanto o carro se movimentava na pista.

— Quando você diz filmes, você quer dizer filme pornô, certo?

— Annie... — dizem, em uníssono, e eu controlo uma risada.

— Eu apenas imaginei que fosse a cara de vocês! — estico as mãos para o alto, em rendimento — Como maltratar cachorrinhos e observar garotas se trocando no vestiário feminino. É bem depravado.

— Você está nos chamando de depravados? — é Nico quem diz, girando a cabeça por cima do banco do passageiro, apenas para visualizar-me melhor, ou tentar intimidar de alguma forma.

— Sim, eu estou.

Nico abre a boca em contra resposta, mas ao mesmo tempo, Valdez estaciona o veículo em algum lugar. Quando sondo o olhar com meus próprios olhos, reconheço a fachada da lanchonete que frequentei na última manhã, e estavam parados no seu estacionamento.

Escuto o barulho do cinto de Leo deslocando-se, e logo em seguida, ele alterna o olhar entre mim e Nico.

— Vou pegar três cappuccinos e vocês vão esperar aqui dentro. Sem brigas, sem ofensas e sem julgamentos. — advertiu, e antes que respondêssemos alguma coisa, ele abre a porta do banco do motorista e lança-se para fora. De longe, poderia ver os seus cachos balançando conforme andava.

Dessa vez, não espero alguma troca de ofensas com Nico, porque de fato, era divertido. Estragar a tarde de amigos deles, e deixar di Ângelo um pouco mais emburrado do que o costume. E eu sabia que ele também acabava deixando de ser um pouco orgulhoso e rendendo-se na brincadeira.

— Você é virgem? — pergunto, tentando voltar no assunto depravado de espionar garotas se trocando. No entanto, Nico arregalava os olhos, e vira-se novamente para trás, podendo me observar melhor.

— Como é?

— Você entendeu. Já transou?

— É claro que já. — ele bufa balançando os ombros. Arqueio uma sobrancelha, e quando ele percebe, olha para o meu resto, analisando minha expressão... Por mais tempo do que o necessário. — O quê? Eu tenho cara de virgem?

— Eu preciso mesmo responder essa pergunta?

— Porra... — Nico bate com as mãos no estofado de couro, e depois volta a olhar para mim. — Deixa eu adivinhar: você não acredita em mim.

— É claro que não. Quem foi a última garota com quem você transou?

— Bem, ela era careca. Quer dizer, parcialmente. Seu cabelo era bem curto... — a resposta vem mais rápida do que o planejado, o que me leva a crer que ele não estava mentindo.

— Que fofo. Quem era o homem e a mulher da relação? — digo, apontando para seus cabelos compridos. Nico revira os olhos, mantendo o olhar longe do meu. — O quê? Pelos menos combina. Suponho que ela seja alguma metaleira, então formariam um casal de metaleiros. Não que nem Thalia e Luke. Às vezes, fico tentando os imaginar juntos. Eles parecem tão diferentes...

Consigo chegar no ápice da conversa, exatamente e estrategicamente no ponto onde queria. Ganho uma arregalada de olhos em resposta. Definitivamente, ninguém sentia-se confortável o bastante para falar sobre esse assunto. E talvez eu fosse uma das únicas que ainda não sabia o porquê.

Nico abaixa os olhos para as mangas de sua jaqueta jeans surrada. Ele fica algum tempo assim, olhando para baixo, provavelmente tentando encontrar alguma reposta. Concluo que ele não dirá mas nada quando passa tempo demais em silêncio, ponderando na história que ele provavelmente sabia.

— Você sabe porque eles terminaram, não é? — atrevo-me, dizendo isso em uma entonação afirmativa. Uma das táticas de fazer alguém abrir a boca.

— É claro que eu sei. — responde de forma óbvia, passando a mão nos cabelos longos. Ainda que seus olhos continuassem fixos em algum ponto de sua jaqueta.

— Foi o que eu pensei. — afirmo, encostando-me no banco atrás de mim, apenas para relaxar minhas costas. Solto uma bufada involuntária, mas que foi o suficiente para atrair a atenção de Nico para mim, da qual antes estava na jaqueta. — Ela está planejando algum tipo de vingança contra ele, por causa do seu olho roxo... Mas eu não consigo acreditar que é só isso.

— Então acredite... — murmura.

— Não pode ser isso. — passo a mão em meus fios desajeitados, colocando-os apenas para o me ombro direto, onde eles se escorriam até a metade de minha barriga. — Será que você não se importaria de diz–

Teria concluído a frase se algum barulho devastador não tivesse nos interrompendo. Leo faz com que o ranger da porta anuncie sua chegada, e inutilmente, Nico e eu nos relaxamos no banco como se nada tivesse acontecido. No entanto, não importava quanto tempo eu ficasse ali, insistindo... No momento em que disse as primeiras sílabas da frase, seu rosto empalideceu de uma forma mais clara do que já seria sua cor natural.

Leo vira seu corpo para o banco de trás, ficando na minha direção e de frente para o di Ângelo. Em suas mãos, ele carregava três copos que transbordavam fumaça, mostrando quanto a bebida estava quente. No possível frio e ventania que estava do lado de fora, eu saiba que esses copos, poderiam ser uma decisão bem agradável para o momento.

— Cappuccino?

•••

Depois que chegue em Londres, adquiri um gosto um pouco exótico para chás. Após a janta, quando estava prestes ao horário de dormir, acabava por tomar uma dou duas canecas antes de me deitar.

Era tudo culpa de minha avó, a nova fixação cotidiana pelos chás, que tinham a função de aquecer o corpo do ser humano. Mas no meu caso, eles sempre estavam quentes demais e eu acabava por soar e implorar por um bom ar-condicionado.

Agarro meu telefone por uma opção vaga de não ter exatamente algo interessante para fazer. Checo a minha lista de contatos, cuja a grande maioria eram apenas antigos amigos de Nova York. Fico feliz ao ver que Silena ainda mantém a sua foto de perfil da qual eu estou com ela. Os cantos de meus lábios se repuxam em um sorriso, sem eu ao menos perceber.

Estavam na Times Square em um sábado à noite. O plano inicial era que eu, Silena e nosso amigo Charles fossemos no Hard Rock café, porém, nada saiu como planejado. Eu e Silena subimos as escadas vermelhas da Times Square enquanto Charles bateu a foto no meio de uma multidão de pessoas. Alguns minutos depois, ele foi abordado por aquelas garotas que fazem pintura corporal e simplesmente sumiu. Então, eu e Silena recorremos aos restaurante chineses espalhados por toda avenida, dos quais já estávamos mais do que acostumadas a comer de finais de semana.

Levo um susto quando meu telefone começa a tocar em minhas mãos. Estava tão concentrada na foto de Silena, que quando ele começou a tocar e vibrar, praticamente pulou de minhas mãos. Respiro fundo, recuperando o ar perdido e encaro o telefone na minha frente.

Eu não tinha o número salvo. E ao menos o reconhecia. Franzi o cenho, hesitando por um momento na hora de apertar o circulo verde, mas o fiz, logo em seguida, levando o telefone até meu ouvido.

— Alô?

Você passa uma noite flertando comigo, dorme na minha cama, me encontra numa lanchonete no dia seguinte e eu ofereço uma carona para Lótus. Mesmo assim, você não me passou seu telefone.

Não preciso de muito tempo para reconhecer a voz. Quero dizer, seria inútil se, mesmo depois de adquirir e relembrar todas essas informações, eu perguntasse. Invés disso, meu coração praticamente pede para sair pela minha boca, e se eu estivesse mastigando alguma coisa, já teria mordido a minha língua no momento em que reconheci sua voz.

— Se você não tem meu número, como conseguiu?

Thalia. — pisco com os olhos com força, a xingando mentalmente por isso. Talvez eu tenha praguejado baixinho, mas suficientemente audível para Percy no outro lado da linha. — Espero que não fique brava com isso. Eu tenho um convite, na verdade.

— Foi por isso que ligou?

Obviamente.

— Você não vai me chamar para um baile de formatura, não é? — rio.

Quase isso. — Percy suspira do outro lado da linha. — Quer me salvar de um jantar super entediante com meus pais e alguns amigos seus?

— Bem, eu adoraria participar dessa demonstração do ideal de compaixão paternal deles, mas infelizmente, vou ter que recusar... — solto uma curta risada, e para o meu alívio, ele me acompanha. — Estou de castigo.

Eu até poderia quebrar as regras, mas eu sabia das consequências. Também sabia que precisava de tempo antes que eu e Percy nos envolvêssemos, se fosse isso que ele queria, ou como agia desde que nos conhecemos. Quer dizer, qualquer garota sempre sabe quando um cara está afim dela...

Fiquei imaginando minha avó e minha mãe escutando o que estava pensando, porém em voz alta. Ou, escutando o pedido para jantar de Percy. Elas com certeza surtariam, e eu estaria fodida.

É uma pena... — escuto uma risada nasal vindo de sua parte, e ele estala a língua, com se lembrasse de alguma coisa. — Nós poderíamos sair para beber, um dia. Pelo menos não é um jantar chato, cheio de velhos ricos e gananciosos. Além disso, você ainda está me devendo duas.

Solto uma gargalhada. Estava meio receosa de minha mãe ou avó entrarem no meu quarto e perguntarem com quem estava falando. E, mesmo se fizessem, eu provavelmente daria de ombros.

— Tudo bem, você está certo... Nós marcaremos alguma coisa. Podemos comer um Quarteirão com Queijo no McDonalds. Boa sorte no seu jantar.

Obrigado, mas... O quê é um Quarteirão com Queijo? — estou prestes a soltar uma das melhores gargalhadas da minha vida, quando me lembro de não estar mais em Nova York, e lembrar-me que as coisas aqui em Londres, eram diferentes. — Não, espere, eu sei o que é. Vi no filme Pulp Fiction, do Quentin Tarantino. Aqui chama-se Royale com Queijo. A propósito, no McDonalds vende cerveja.

— Já disse que você tem um gosto incrível?

Há dois dias atrás, sendo mais preciso.

— Bem, digo de novo. — abro um sorriso impensado, lembrando que amanhã chegaríamos juntos no Lótus. — Definitivamente, podemos tomar algumas cervejas no McDonalds. Te vejo amanhã na escola?

Até, Annie.

Afasto o telefone de meu ouvido e encaro por alguns poucos segundos o visor do celular antes de apertar o botão vermelho, do qual desligo a chamada.

Fui até minha agenda de contados, e adicionei o número de Percy Jackson para nunca mais tomar um susto com ele. Talvez eu nem tenha me arrependido tanto de passar o meu à Thalia em alguma aula estressante de química, afinal, eu acabei de ganhar um convite para – por mais estranho que isso parecesse – algumas cervejas no McDonalds.

Notas finais
GOSTARAM? ODIARAM? OVÁRIOS EXPLODINDO? aí digam sua opinião no quadrado aqui embaixo pq ficarei INTEIRAMENTE GRATA por isso. Gente amo os reviews de vocês! Obrigada por todos os favoritos também, e quem ainda não favoritou CORRE LAAAAA (ou recomendou hehehehe). QUANTO MAIS RÁPIDO VCS COMENTAREM EU POSTO MAIS RÁPIDO JURO GENTE, PODE SAIR CAPÍTULO TODO DIA DEPENDENDO DE VCSSSS. agora é o seguinte, tava sem nada pra fazer um dia desses, e trago pra vcs, o ZODÍACO SKYFALL. Pois é, amo signos, não resisti. DIGAM AQUI EMBAIXO QUAL PERSONAGEM É VC: Annabeth - Touro Percy - Escorpião Atena - Áries Thalia - Peixes Nico - Virgem Leo/Tyson - Aquário Luke/Triton - Leão Gutemberg (Eddy)/ Silena - Câncer Margareth - Capricórnio Malcoml - Sagitário Frederick - Libra Calipso/Poseidon - Gêmeos Bem, vcs podem ver que alguns pp ainda não apareceram DONT WORRY eles estão chegando. Uma perguntinha: vcs gostariam se eu colocasse spoilers nas notas finais tipo, fala de alguns personagens e tal? Digam aq embaixo que eu posso fazer isso UHUL XOXO, Kydd