Notas iniciais
DEMOREI UM POUCO, EU SEI. Porém foi um pouco proposital pra vcs sentirem saudade de SF KDUSBDIDDJDDKDJ sou maligna joguem pedras. (Quem tá no Bleh sabia o dia que eu ia postar ent dont be shy e entre no grupo) Mas vamos parar de palha assada e vamos logo pro capítulo. QUEM LEMBRA DO LUKE? euzinha Beijos de luzzzx até lá embaixo

Já estava na terceira taça do martini feito por Percy... Não que eu estivesse bebendo para impressioná-lo, mas de repente, o contudo nas taças idênticas a cálices pareceram me enfeitiçar, e desde então eu não conseguia para de beber e rir de todos a minha volta.

Mesmo depois de Thalia, Nico e Leo resolverem se juntar a minha conversa privada com Percy – mesmo que ela tenha demorado apenas 5 minutos. No entanto, eu pude perceber a atenção que recebia das duas esmeraldas presas em mim, toda vez que eu dizia algo, ou simplesmente estava ali, bebendo.

Meus olhos vagueiam o local, e então me deparo no fundo do pub, aquele lounge que era uma provável área de fumantes. Eu não havia rondado os olhos ali desde o momento em que entrei – até porque eles estavam preocupados com uma outra coisa...

Deixo meus novos amigos de lado, enquanto todas as suas conversas são resultado de gargalhadas que, por vezes, nem mesmo eu sou obrigada a entender. Meus saltos se chocam contra o chão envernizado, caminhando lentamente com as alças de minha bolsa presa nos dedos, até que eu esteja na pequena parte externa do pub.

Um curto caminho de madeira envelhecida é sobreposto por pedras cristalinas no chão. Algumas palmeiras se estendem pelas extremidades do lugar, e assim como na fachada, as luzes verde neon estão enroladas em cada árvore presente... Decido me acomodar perto de uma das palmeiras, de forma que pudesse descansar minhas costas. Meus dedos procuram o zíper de minha bolsa, e o abrem. Eles vagueiam por todo o conteúdo ali, até achar um pequeno quadrado, uma caixinha, plastificada, um pouco danificada pelo excesso de coisas na bolsa. Mas, de qualquer forma, os cigarros embutidos dentro, estão intactos para o meu uso.

Comprimo um filtro vermelho nos dedos, o levando até meus lábios deixando-o pendurado, para que minha mão volte ao trabalho de vasculhar minha bolsa. E ter uma, é uma das pequenas dificuldades de ser mulher, porque pequenos itens são esquecidos ali e nunca mais encontrados. A facilidade com que perdia isqueiros chegava a ser maior do que a quantidade de brigas com minha mãe, desde que chegamos em Londres.

Quando estou prestes a desistir, uma pequena chama se acende logo a minha frente. O alaranjado fazendo com que meus olhos sejam atraídos por ali, e então me deparo com dedos segurando um zip-lock, estendido na ponta de meu cigarro... Subo o olhar até que eu repare na jaqueta de couro bem vestida, e em seguida, os olhos verdes e cabelos despenteados. Meu coração parece tomar um susto, mas apenas pela surpresa dele ter aparecido tão de repente.

Engulo em seco, inclinando a cabeça até que a ponta do meu cigarro encoste no fogo. Puxo a fumaça, sentindo seu gosto forte em minha boca e a sugo para dentro, no mesmo momento em que tiro o cigarro de meus lábios com o dedo indicador e médio, e que Percy Jackson fecha seu zip-lock.

— Obrigada... — murmuro, apoiando meu cotovelo na palma de minha mão, abraçada ao tronco. Meus olhos se voltam para o isqueiro prestes a cair em seu bolso da sua jaqueta, mas então ele retira o seu maço — Sempre quis ter um desses, mas com a facilidade com que perco isqueiros, seria um desperdício.

Percy solta uma risada baixa, em um movimento rápido com o cigarro já em seus lábios finos, e a chama o acendendo. Ele traga com profundidade, levantando a cabeça de forma que olhe para o céu sobre nós, e solta a fumaça.

— Você não tem cara de que faz o tipo de que fuma... — ele volta a olhar para mim, e eu arqueio uma sobrancelha — Foi só uma impressão. — solta uma risada, livrando a tensão magnética ao nosso redor. Seu corpo está encostado na parede de vidro, bem ao lado da minha palmeira — Como começou?

Olho para o céu da mesma forma que ele o fez, levando o cigarro para os meus lábios comprimidos, e tragando mais uma vez. Solto a fumaça mais vagarosamente do que da última vez, recordando-me de algumas lembranças da minha antiga vida que costumava ser considerada perfeita.

— Em Nova York, meus amigos sempre fumavam no campus do colégio, e simplesmente nunca acontecia nada. Havia uma lanchonete que nós nos encontrávamos quando tínhamos 14 anos. Praticamente todos de lá iam... E, um dia, lá mesmo, um deles me disse que fumar alivia o estresse. E bem, eu nunca me dei muito bem com minha mãe e sua família. Foi então que todas as vezes que brigávamos, eu corria para o quarto, abria a janela, e acedia meu cigarro, deixando que a nicotina fizesse a sua tarefa de aliviar a tensão pendente em meu corpo... E você?

Percy esboça um sorriso, enquanto solta sua fumaça pelo canto da boca. Vê-lo puxar a fumaça e franzir o cenho quando o faz, talvez entrou para a lista de melhores visões da minha adolescência.

— Foi algo parecido com você. Eu até tentei parar de fumar em uma época, mas para mim, cigarros são os poemas de quem nunca sabe o que falar... — pelo jeito você não precisa deles, sabe muito bem o que dizer a uma garota que não vê nada de interessante na cidade, além de você, pensei, mas apenas esbocei um sorriso, aproveitando o silêncio do momento para não desviar o meu olhar do verde do seu — Porque você se mudou para Londres, Annie?

Engulo em seco. De fato, toda a conversa estava funcionando perfeitamente. Desde quando ele se ofereceu para pagar uma bebida, até a conversa poética sobre cigarros. Eu não podia o culpar por perguntar aquilo. Todos ficariam interessados alguma vez, porém, desde o começo do dia, quando me perguntavam isso, eu respondia vagamente algo com a palavra "divórcio" envolvida. Eu não costumava reviver aquele assunto diversas vezes, e talvez pela expressão que Percy fez, eu pareço ter ficado ligeiramente pálida quando ele tocou na ferida.

— Bem, — pigarreio, para limpar minha voz — minha mãe nunca foi o melhor tipo de mulher. Todos nós já desconfiávamos do que estava acontecendo, mas ninguém, nunca, tinha coragem de falar. Até que meu pai, um dia se tocou, e foi no seu escritório, onde pegou ela abrindo as pernas para o seu chefe, Mr. March... E eu ainda poderia escutar os gritos deles quando chegaram em casa. E foi onde toda essa história de divórcio começou, que além de me separar dos meus antigos amigos e do meu pai, me tirou meu irmão, que teve que ficar em Nova York. Talvez seja esse o grande motivo de que eu odeie tanto Londres. Ela me separou da minha verdadeira família, das pessoas das quais eu realmente amava.

Desvio meu olhar do chão, dessa vez olhando sem pretensões suas íris verdes. Elas pareciam me subjugar cada vez mais, principalmente em momentos vulneráveis como esse.

— Você acredita em destino, Annabeth Chase?

Essas palavras vagueiam pela minha mente por um bom tempo. Ora tentando achar respostas, ora perguntando-me sobre a última vez que haviam me feito essa pergunta. E, como sempre, tudo que tenho como resposta (além de um ponto de interrogação na testa) é um grande borrão cinza pelo meu cérebro.

— Provavelmente, não... — respondo, da forma mais óbvia possível como se isso fosse apenas uma besteira. Mas tudo parece real em minha cabeça, até o ponto em que eu o olho nos olhos, trazendo aquele mesmo olhar que vem me afagando em cada minuto que se passa desta noite.

— Você sabe o que eu acho? — ele franze o cenho, levando o seu cigarro até os lábios, sem quebrar o contato visual. Ele traga, e depois solta a fumaça, que se dissipa no ar com facilidade. Prendo uma grande quantidade de ar em meus pulmões quando ele dá um passo à frente. — Acho que tudo acontece por um propósito, uma razão.

Até penso em abrir minha boca para dizer algo, mas minhas bochechas já estão coradas, com uma facilidade incrível. Seria inútil se eu quisesse responder à altura em uma disputa de belas palavras... Em vez disso, deixo que ele dê mais um passo em minha frente, desta vez com os corpos tão perto que ele tem se afastar a ponta do cigarro para que não me queimasse.

— E algo te trouxe para esse lugar, Annie... Mas, eu ainda não sei se esse propósito é bom, ou ruim.

Arqueio as sobrancelhas, dessa vez me mantendo instável às suas tentativas de conduta, ou seja lá o que isso for. Eu apenas precisava me controlar, porque pela primeira vez em meus 17 anos, estava sendo subestimada por um cara de sei-lá-quantos-anos, que batizou um drinque com meu nome.

— Bom, quando você descobrir, quero que me conte. Por que não tenho a menor ideia do que estou fazendo aqui.

— Não se preocupe... — ele vira seu rosto para a esquerda, levando o cigarro até os lábios comprimidos. O restante de seu rosto é iluminado apenas pela luz alaranjada opaca da brasa do cigarro sendo queimada — Será a primeira a saber.

Quando noto que estávamos próximos demais, meus dedos, subitamente, agarram o meu cigarro, imitando o seu gesto apenas para quebrar a tensão magnética que nos envolve. Meu corpo parecia gelar, e se paralisar bem onde eu estava, esquecendo do resto, e fazendo com que tudo que saia da minha boca, seja inútil.

Talvez seja só a sua pose confiante, sexy e mandona que me fazia sentir assim. Ele transmitia uma auto-estima maior do que eu tinha em meses. Mas os olhares diretos para o encaminhar do horizonte, as palavras pensadas, e a curta distância que ele sempre fazia questão de diminuir, me faziam entrar em xeque a todo momento. Com se ele previsse meus próprios movimentos, antes mesmo de eu saber.

Joguei o resto do meu cigarro no chão e apaguei com a ponta de meu salto. Percy ainda deu uma última tragada na fumaça, para por fim, fazer o mesmo que eu.

— Nós deveríamos entrar.

Ele concordou com a cabeça, girando os calcanhares em direção à porta da onde chegamos. Um clima silencioso predominou o local, causando aquela tensão pendendo em nossos corpos, de forma desconfortável... E, pior que estar desconfortável por isso, era o fato de eu ser um livro aberto para ele, antes mesmo de saber algum detalhe pessoal.

De fato, eu não tinha certas histórias interessantes e marcas deixadas em Nova York. A maior marca e história, era o divórcio de meus pais, que fizeram-me tornar tudo aquilo na história do porquê uma garota americana se mudou para Londres após o período letivo já ter começado.

Logo que pisamos no piso lustrado da madeira, dezenas de olhares femininos estavam a beira de um colapso ao avistarem Percy. Eu não as culpava. Ele definitivamente, não era de se jogar fora. Assim como todas elas, eu só era mais uma que caiu em alguns truques de sedução parciais, e não conseguia tirar meus olhos dele.

— Tem uma garota te olhando, bem atrás de você... — digo, com certa indiferença assim que chegamos no balcão, onde havíamos largado nossas bebidas.

Percy não se deu o trabalho de virar para trás. Apenas franziu o cenho, dando um gole do seu martini.

— Loira, vestido azul, sardas pelo rosto e olhos escuros? — perguntou, sem ao menos olhar para trás. Viro minha cabeça por cima de seus ombros, de forma que enxergasse melhor.

— Como sabe?

— Ignore-a. Eu faço isso todos os dias.

Um ponto de interrogação surgem em meus pensamentos, mas antes que pudesse esclarecer quaisquer dúvidas, sou interrompida por Leo, com o cabelos encaracolados atrapalhando ligeiramente sua visão.

— Calipso Atlas. Ela é a única razão de eu ir no colégio todos os dias...

Seu olhar se mantém preso na garota, que por sua vez, está muito mais dedicada em secar Percy Jackson de cima à baixo, enquanto ele se mantém submerso ao seus olhares de costas para ela. Dou um longo gole do meu martini, esvaziando todo o conteúdo da taça, e fazendo um gesto para o bartender preencher meu copo novamente. E ele o faz.

— Percy a ignora, desde que eu me lembro, a vida toda. Ou pelo menos quando veio para Londres. — Thalia lançou um olhar para a garota com algo parecido com desprezo. Um de seus braços apoiados no ombro de Nico.

— Você não é de Londres? — pergunto, levando o copo em direção a minha boca. Despejo todo o líquido em minha garganta, sentindo a queimação extasiante, começar a tomar conta de mim.

— Bristol, ainda sim na Inglaterra. — seus olhos são mantidos pela primeira vez longe dos meus, encarando a linha do horizonte enquanto seus cotovelos estão apoiados no balcão.

— Enfim, — Thalia continua, gesticulando — Eu só me lembro do fora que ela recebe toda vez que tenta alguma coisa.

— Não é de se exagerar, — Nico pronuncia, com uma garrafa de cerveja despencada em suas mãos como se o seu estado alcoólico já estivesse em alta. Ele está abraçando Thalia pelos ombros, como se esse fosse o gesto de melhor amigo. E, pelo que parecia, eles deveriam ser pela vida toda. — todas as garotas querem ir para o quarto de Percy Jackson.

Ele levanta a sua cerveja, e Thalia imita seu gesto, engatando ambos em algumas gargalhadas. Olho de soslaio para o moreno ao meu lado, que guarda um pequeno sorriso no rosto, sem tentar demonstrar nenhuma expressão.

— Elas nunca vão para o quarto — justifica, meneando com a cabeça — Aliás, elas mal passam da sala. Ou sobem no andar de cima.

— E por que toda essa frescura, Jackson? — Thalia esnoba. Percy dá de ombros, como se isso fosse uma coisa só dele, mas então respira fundo para pensar em algo decente.

— Eu durmo lá... — ele balança as mãos, franzindo o cenho como se tentasse achar respostas — E...eu não me sinto confortável.

Nico é o primeiro a soltar uma gargalhada. Thalia o acompanhou em um riso tímido, e Leo estava muito bem sozinho, observando atentamente qualquer movimento inútil que Calipso se atrevia a fazer. Permito-me esperar pela próxima piada, que por alguma razão, me agrade.

— Confortável é uma palavra interessante, Jackson... — Thalia murmura, e então se desprende de Nico — Eu até poderia ficar aqui, mas preciso tocar. Chegou minha hora.

Minha cabeça já está indescritivelmente rodando, conforme eu tento assimilar seus passos com os seus sapatos até dois degraus que a levam para um pequeno palco. Tento aplaudir ou dizer alguma coisa, mas soa inútil, de forma que eu apenas rio pelo efeito do martini. O álcool sempre subia muito rápido, e, se antes eu já estava me sentindo um pouco tonta, agora estava totalmente bêbada.

Enquanto Thalia arruma seu equipamento da guitarra e microfone, não me lembro quando, mas o bartender havia completado o restante da minha taça semi-vazia. Imediatamente, despejei o líquido garganta abaixo, recebendo um olhar receoso de Percy que ainda estava em perfeito estado, mesmo depois das mesmas quantidades de martini que eu.

E então ela estava lá, confiante, com instrumento em mãos e microfone apoiado. Seus olhos azuis vagueando pelas cordas de sua guitarra enquanto seus dedos encaminham direto para aquela direção. Tudo parece iluminá-la perfeitamente, deixando a visão mais límpida, algo quase próximo da perfeição. E ela teria conseguido, ela estava prestes a soltar o primeiro acorde, se não fosse por um empecilho.

Palmas estrondando pelo pub semi-quieto. Foram o suficiente para atrair a atenção de todos que estavam virados para ela. Subitamente, girei minha cabeça para identificar a pequena salva de palmas ironizadas, reproduzidas de forma lenta e sarcástica.

Os olhos azuis de Thalia estavam prestes a se esbugalhar. Ela havia perdido a fala, soltando um simples suspiro, audível, já que seus lábios estavam próximos do microfone. Percy, ao meu lado, se enrijeceu por inteiro, e eu pude vê-lo de soslaio trincando o maxilar. Leo, finalmente parou de rodear com os olhos o corpo de Calipso, para então ficar perplexo. Nico não estava mais rindo silenciosamente. Muito pelo contrário. Tudo que poderíamos escutar, além das palmas, era um silêncio intimidador.

Luke Castellan finalmente parou, abaixando uma de suas mãos, enquanto a outra tocava o corte em seu nariz inchado. Percy. Ele fez isso, e estava se contorcendo ao meu lado para não deixar mais uma de suas marcas registradas nele.

— Isso não vai ser nada b–

— Thalia Grace — a voz de Leo foi cortada pelo sarcasmo do Castellan, dessa vez dando um passo à frente, chegando cada vez mais perto de nós. Meu corpo receoso que Percy falhasse e demonstrasse seu instinto.

Thalia revirou os olhos em frustração. Ele rapidamente largou a guitarra na cadeira atrás dela, e desceu os degraus, chegando mais perto de Luke. Eles estavam a metros de distância, e, por mais que eu implorasse para permanecêssemos onde estávamos, todos deram um passo à frente, juntando a rodinha recém feita.

— Eu disse para você não vir aqui. — escuto um sussurro de Thalia, sendo abafados por corpos a minha frente. Me esquivo entre eles, tentando enxergar algo que se resume em um loiro gigantesco, e a garota aflita e de braços cruzados.

— Quantas vezes vou ter que dizer? — seu tom de voz está totalmente diferente do que eu havia visto pela manhã — Nós não namoramos mais, Thals. Eu posso ir onde eu quiser.

— Puta merda, eu toco aqui Luke.

Ele abre a boca para responder, mas é cortado pela terceira voz adicionada a conversa, bem ao meu lado.

— Sai daqui, Castellan — Percy disse, entredentes, as mãos fechadas em punho — Você ouviu o que ela disse... Sai daqui.

— Senão o quê? — o loiro passa um rápido olhar por mim, que talvez de todo o grupo estava a mais receosa. Ele aponta para o próprio nariz — Vai me dar mais um desses?

— É você quem está pedindo.

Ele está prestes a dar um passo à frente e assumir toda a situação de Thalia, mas algo em mim diz para que eu segure seu punho, e eu o faço. Agarro pelo pulso, e ele imediatamente para. Seus olhos verdes, dessa vez em um tom musgo, esbanjando raiva. Como se ele tivesse problemas para controlá-la.

— Tire ele daqui, Annie... — Thalia resmunga, virando o rosto em minha direção como se isso fosse uma ordem. E, mesmo não sendo, eu obedeço. Me sobrepondo na frente de Percy e agarrando seus ombros.

— Ok. Hora de ir. — o empurro para trás, um pouco cambaleante. Seus olhos não se atrevem a ir em minha direção, e travam uma batalha com provavelmente, os de Luke.

Continuo fazendo esses movimentos, principalmente quando algum gritaria atrás de mim chama atenção do moreno. Eu o coloco de costas, empurrando-o até que estamos para fora do pub. Percy se debatia quando escutou mais vozes.

— Me solte! — ele se debate, tentando desvencilhar de meus dedos presos na sua jaqueta de couro — Você precisa me soltar, Annie! Ele está lá.

— Não há nada que você possa fazer agora.

— Não há?! — ele para de andar, com a voz estridente chocando meu ouvido. Ele aponta na direção da roda entre Luke e Thalia — Você acha que alguém de lá vai fazer alguma coisa? Me diz!

— Nico pode dar um jeito!

— Leo parece uma criança, Nico é um magricela. Eles vão acabar no chão, ensanguentamos, se depender de Luke.

— Mas é isso que ele quer! — tento arranjar alguma justificativa, canelando enquanto meus braços inevitavelmente se apoiam conta os ombros de Percy. Sinto seu aperto em minha cintura quando estou prestes a cair — Ele quer que você vá lá. Que tome a dianteira. O negócio dele, além de provocar Thalia, é com você. Algo aconteceu, mas ele só quer descontar isso em você!

Percy paralisa por algum segundo como se estivesse pensando. Eu não fazia a menor ideia de como deveria ser a amizade deles, caso eles já tivessem tido uma. Eu não sabia nada sobre ele. E poderia parecer assustador, mas eu achava melhor não descobrir.

Ele ajeita sua jaqueta de couro, e eu o solto. A discussão ainda está rolando, mas de alguma forma Percy não se importa mais com ela. Não mais.

E, nas condições que eu me encontro, aquilo era como ter ganhado um Oscar. A última coisa que posso escutar, é algo vindo de Luke, razoavelmente parecido como "Eu vou descobrir tudo, sua vadia. Você pode apostar que eu vou descobrir com quem foi", e por sorte, Percy não parecia ter escutado o mesmo que eu.

Ele agarra a minha mão, para me puxar para fora, e eu o sigo, sendo presa apenas por ali. Quando estamos na fachada, Percy dá as costas, me puxando até que eu acompanhasse o seu ritmo acelerado. Olho para o seu rosto, totalmente travado e sem expressão, enquanto ele continua a andar pela rua e calçada pavimentada até encontrar o seu carro. Meu corpo está miseravelmente tonto, enquanto eu continuo gritando para que ele parasse de correr. Mas seus dedos ainda estão presos em minhas mãos, me arrastando até o veículo.

Escuto o barulho das chaves, e então o farol do carro se acende.

— Entre, vou te levar para casa.

Obedeço. Entro no banco do passageiro ao lado direto, me acomodando em um estufado de couro, que me abriga de bom grado enquanto o álcool sobe para minha cabeça, fazendo-me rodopiar. Percy entra logo em seguida, e eu jogo meus cabelos para trás de forma que consiga respirar.

Ficar bêbada sempre era uma ótima opção para curtir uma noite com seus amigos. Bem, até agora eu acreditava nisso. Eu descobri que em Londres, o clima de brigar entre os meus novos amigos, era muito mais constante do que eu imaginava. Até poderia ser considerado emocionante, às vezes. No entanto, ficar bêbada, sob os efeitos do álcool em meu cérebro, não era uma boa maneira de tentar resolver as coisas, acertá-las.

— Não posso ir para casa neste estado. Minha mãe vai me matar.

Não tenho certeza do que acabou de sair de minha boca, mas então sinto os olhos de Percy para o meu corpo esparramado em seu banco do carro. Eu não estava sentindo a tensão magnética de antes, talvez porque estava sonolenta demais para prestar atenção nisso. Provavelmente, se eu estivesse sóbria, meu coração teria palpitado até querer sair da boca quando ele sobrepôs as mãos sobre minha cintura. Ou quando segurou em minha mão para sair rápido do St. George's. Felizmente, isso não aconteceu. Eu teria parecido uma completa idiota, ruborizando e fazendo caretas constrangedoras.

— Então você vem para a minha.

Notas finais
Eu literalmente n revisei esse capítulo but eu espero Q vcs gostem de todo jeito Pq to amando os comentários de vcs e respondendo todos ❤️ Eaiiiii palpites pq Luke e Thalia terminaram? Que nota dao pro Percy deus grego? Tá uma merda? Tá joia? E se alguém perguntar a fic NÃO É thaluke. Se vcs tão gostando da história n esqueçam de favoritar ela e deixar um comentário nessa caixinha aqui? Vai me fazer MT feliz e eu vou te responder c a maior alegria do mundo. P.S.: ALGUÉM ASSISTIU A S3 DE T100? OU ALGUÉM ASSISTE T100? See you soon ❤️ Xoxo