Notas iniciais
ooooi gente! Vai, eu nem demorei né? Mesmo não demorando, eu vi q umas pessoas Q comentaram sumiram no 1 capítulo :( apareçam please, eu não mordo, adoro fantasmas e adoro interagir C os leitores! PERCY CHEGOU NA ÁREA E ah, se vcs quiserem ver as merdas Q eu faço o dia inteiro, me sigam no meu Twitter @suucklerman e avisem Q eu vou seguir de volta. N esqueçam de me atormentar por lá, pq eu amo falar C meus leitores❤️ Podem me mandar msgs nos vemos lá embaixo, kisses

O meu primeiro dia de aula não foi menos imperceptível do que eu estava acostumada. Fora algumas dezenas de aulas entediantes totalmente desnecessárias, eu precisei de dois copos de suco de laranja no intervalo para me recompor totalmente pelo restante do dia.

Nada do que um dia de escola normal, para fazer-me lembrar da verdadeira rotina.

Descobri que Thalia sabe tocar guitarra e cantar bem (pelo que Nico e Leo disseram o dia inteiro), e que, por mais óbvio que aparentasse, ela faria justamente isso na sua apresentação no tal pub, St. George's. Eu me submeti até em perguntá-la com qual roupa eu deveria ir, mas a única resposta que ganhei, foi algo parecido com "use algo legal, ok?". Então, presumi que algo legal fosse algum tecido parcialmente empoeirado que jazia esquecido no fundo do meu novo guarda-roupa.

Sem mencionar o fato de que Thalia perguntava de, 10 em 10 minutos, se a carona com Leo ainda estava de pé.

E bem, aqui estou eu...

— É Chase seu sobrenome, certo? — o garoto dos fios encaracolados pergunta, quando o silêncio ensurdecedor do mundo é um empecilho para nossa conversa.

— Exatamente. — murmuro em resposta, levantando o dedo polegar em afirmação.

— Você por acaso conhece Margareth Olympus?

— É a minha avó. — sorrio amarelo, omitindo a minha nova aversão a membros muito próximos da família. Vovó se mostrou cada vez mais na direita de minha mãe, do que na minha.

— Oh! — Leo exclama, quase perdendo as mãos do volante — Somos vizinhos. Eu costumo levar Gutemberg para passear, de vez em quando.

— Quem diabos é Gutemberg?!

— O cachorro. — Leo esboça uma risada, sem olhar para o meu rosto. Muito pelo contrário. Seus olhos estão vidrados nas ruas a sua frente, e eu o agradecia mentalmente por isso.

Acabo por rir junto. De fato, eu nunca lembraria de um nome tão estranho para um simples cachorro.

— Nunca vou conseguir decorar isso — digo, batucando os dedos perto da janela de vidro, embaçada, por causa do frio, bem ao meu lado —, é por isso que eu o apelidei gentilmente de Eddy.

— Com certeza, é um nome bem mais agradável para um pastor-alemão. — Leo concorda com a cabeça, e eu prevejo que estamos chegando perto de casa, já que surpreendentemente eu passo a reconhecer a vizinhança.

Aquela vizinhança típica americana, obviamente não está presente ali. As casas, de fato possuem um jardim, garagem externa e inteira, algumas árvores e inclusive, dependendo da moradia, uma cerca pintada de branco-porcelana.

Leo estaciona o carro quando eu estou muito atenta ao meio-fio e as demais casas idênticas uma das outras. Sem mencionar, que elas acabam por serem meio rústicas, não lembrando tanto assim os Estados Unidos.

Encaro a casa de minha avó da mesma forma que todas as outras ali. Ela era branca, com algumas pilastras de tijolos erguidas pelo jardim de entrada. Margareth Olympus, como Leo disse, está ali, regando as flores vermelhas de eu jardim gentilmente, quase não prestando atenção que um carro familiar acabara de estacionar.

Descemos do veículo, e eu fechei a porta de forma escancarada, apenas para atrair os olhares de minha avó. E consegui, já que um vislumbre assustado passa pelos seus olhos acinzentados, mas logo em seguida se tranquiliza quando nota eu e Leo caminhando em sua direção. A sua expressão passa para surpresa, talvez pelo fato de eu ter feito um amigo na escola que fosse gente boa.

— Ei, Margareth! — Leo diz, e eu arqueio as sobrancelhas pela intimidade que os dois possuem por usar primeiros nomes — Conheci sua neta na escola. Estava na diretoria porque xingou uma professora. Nós conversamos, e eu percebi pelo sobrenome que existia uma família metida no meio disso...

Os seus olhos cinzas são lançados contra os meus, ignorando a parte onde ela mostra-se educada, e responde "Oi, Leo! Tudo bem?".

Em vez disso, seu tom de voz é o pior possível.

— Isso é verdade, Annabeth? — murmura, no incrível mal-humor da família Olympus, do qual eu fiz questão de não herdá-lo.

Antes que eu abra a boca para responder algo óbvio, Leo solta uma risada, tentando tranquilizar as coisas. Caso isso realmente tivesse acontecido, era capaz de minha família querer me deserdar, e eu tivesse que voltar para Nova York.

Pensando bem, isso é uma ótima opção.

— Não, não. Foi só uma brincadeira — Leo vira-se para mim quando tem total certeza de que a expressão da minha avó já está parcialmente calma — Você se arruma e depois dá um grito na minha janela para irmos. Tudo bem?

— Certo.

— Não demore mais do que horas. Precisamos chegar lá as 8 p.m, se quiser assistir Thalia se apresentando um pouco mais tarde.

Levanto o meu dedão em um sinal positivo, e Leo acena com a cabeça em minha direção enquanto percorre um caminho até a casa do lado esquerdo de minha avó.

Passo ao seu lado, ignorando o fato da minha avó me olhar de cima a baixo. Quando estou prestes a entrar em casa, percebo a companhia dela ao meu encalço.

— Fez amigos? — ela disse, em tom monótono.

Adentro aquela típica casa de vó, com os móveis rústicos e bem acentuados em todos os cantos da casa. As molduras artísticas, provavelmente ganhas em leilão, ainda estavam penduradas desde a última vez que eu a visitei em Londres.

— Alguns. — ouço a porta ser fechada atrás de mim. Deixo minha mochila no sofá, e me esparramo ali mesmo — Vou sair com eles mais tarde.

Escuto os seus passos atravessando toda a sala e indo em direção à cozinha. Alguns minutos depois, ela está de volta com um copo de uísque e um cigarro nas mãos, ainda não aceso. Vovó senta-se na poltrona desocupada ao lado do sofá, cruzando as pernas. Tira seu zip-lock de alguns lugar de seus bolsos e acende o cigarro com maestria.

— Leo Valdez é um bom garoto, você sabe... — ela gesticula com o cigarro em mãos, após de dar uma longa tragada e a voz abafada pela fumaça. Eu me surpreendia com o tempo, que ainda não havia feito com que ela parasse com o hábito de fumar, e beber uísque, simultaneamente. — Sua mãe ainda não voltou do trabalho. Não vejo problemas em você fazer novas amizades.

Dou de ombros, ignorando o fato da nicotina entrar pelas minhas narinas, e despertar aquela vontade absurda de fazer daquele cigarro, meu.

— Então, eu preciso me arrumar... — murmuro, agarrando minha mochila novamente. Estou prestes a sair andando, quando me lembro de algo e estalo a língua, sentando-me de novo no sofá — Caso minha mãe perguntar, diga que eu estou em provavelmente em alguma boate regada de bebidas, drogas, e prostitutas. Se quiser, aproveite e diga que eu estou pensando em levar essa vida. Acrescente também que eu vou gastar todo o dinheiro da nossa família para montar meu próprio clube de Strip Tease... Eu aposto que ela vai parar de prestar atenção logo na primeira frase, ou quando escutar meu nome.

•••

Um banho relaxante era tudo que eu estava precisando para finalizar a minha tarde exaustiva, dada por um período integral na escola, e muitas informações sobre pessoas novas ao meu redor.

A água quente que escorria pelo meu corpo, não poderia ter sido mais relaxante, devido à minha nova rotina periódica e novamente presente de um Ensino Médio nas costas. E, depois de todas as energias gastas e dispensadas junto com a água, pelo ralo, eu me seco e me preparo para a minha noite, que talvez pareça mais longa do que eu poderia imaginar.

Eu não sei, mas tudo me submetia a uma palavra bem interessante, chamada instinto.

Sei que minha mãe ainda não chegou em casa. Não existiam evidências, mas eu simplesmente sei. Não é com se, alguém com ela, fosse bater na porta do meu quarto gentilmente, perguntando como foi o meu primeiro dia de aula. Mas eu provavelmente sentiria que ela estava presente na casa.

Ignoro a pensar que, talvez ela só esteja abrindo as pernas para mais alguém do novo escritório.

Aproveito a oportunidade e visto um roupão felpudo, caminhando até a mais nova penteadeira do meu quarto (coisa que nunca tive em Nova York), e separo as minhas antigas maquiagens, trazidas em minhas malas. Dessa vez, não poupo algo menos chamativo. E, estaria saindo com os meus novos "amigos", e eu precisava causar alguma impressão. Esfumo uma sombra marrom escura em meu côncavo, após de passar um corretivo descente para cobrir minhas olheiras, e passo bastante rímel e um delineador. Também adiciono um pouco de blush ao meu rosto pálido, e finalizo com um batom coral, que deixava os meus lábios avermelhados naturalmente.

Por mais fácil que pareça, tudo isso demora de 20 a 30 minutos, já que o perfeccionismo consta nas minhas características, e então vou em direção ao meu guarda-roupa, com uma pintura nos nuances mais brancos que existem.

Era incrível a capacidade de, mesmo ter chego aqui há poucos dias, as roupas já estavam totalmente esparramadas e desorganizadas pelo armário. "Vista algo legal, ok?", batucou na minha cabeça sem parar, com a voz rouca de Thalia sondando minha mente, até que eu faça algum movimento voluntário a escolher algo para vestir.

Acabo colocando uma calça jeans preta, com alguns poucos rasgos, uma camisa surrada com a estampa da bandeira dos Estados Unidos e a ponte do Brooklyn, talhado Nova York de forma envelhecida. Finalizo com minha jaqueta jeans de lavagem clara, que tem bordado "badass, babe", na parte das costas e saltos pretos, altos o suficiente para me manter de pé por uma noite.

•••

As ruas de Londres sempre me provocaram um clima rústico e aconchegante. Nova York era algo agitado, que te submete e impressiona. Mas Londres, não. Eu me sentia em outro continente, me sentia ao redor de castelos, torres, e não arranha-céus altos demais pro meu gosto. Consigo enxergar o Big Ben e o London Eye, conforme Leo dirige por alguma avenida, e, quando meus olhos estão atentos demais, sinto o carro ser estacionado.

Literalmente, vir de salto não foi uma das melhores opções. Fechei a porta do veículo atrás de mim, tentando me equilibrar nas agulhas vindas do inferno, diante da calçada pavimentada.

Dou de cara com o pub, St. George's, com o seu nome talhado acima da porta de entrada, junto com um brasão medieval. Algumas palmeiras, e luzes neon verdes, contornam a fachada do local. A porta amadeirada, coberta por uma vidraça, já está aberta, com uma mulher que traja terno feminino e acena com a cabeça em nossa direção.

Esse seria o momento em que eu desconfiaria de que algo está errado. Menores entrando em um pub sem ao menos serem revistados? Talvez eu estivesse com uma aparência mais velha, mas então, me lembro que Leo não tem essa mesma sorte. No entanto, quando olho de soslaio, ele carrega uma expressão confiante, com se fizesse isso o tempo todo.

Por dentro, o pub não parecia ser menos fascinante do que eu imaginava. Esses tipos de lugares, são como uma tradição britânica. Casas noturnas que têm shows de rock de gêneros diversos, com bandas alternativas e cover, em ambiente rústico-chique. Um único balcão, se propaga por toda a extremidade de meu lado esquerdo, até que chegue no fundo do local delimitado. Mesas são espalhadas por toda a área exposta, mas de fato, o balcão parecia bem mais emocionante, devido a diversidade de bebidas expostas nas paredes, atrás dos bartenders. No fundo, talvez uma das últimas coisas a serem reparadas, podia enxergar características que se assemelhavam a um lounge, ou área de fumantes.

— O que achou? — a voz de Leo me surpreende, fazendo com que meus pensamentos se dissipem como fumaça.

— É fantástico... — é tudo que consigo dizer, pensando até como o som da palavra "fantástico" sairia em sotaque britânico. Até aquilo, parecia ser mais bonito.

— Então não vamos perder tempo. — sua mão pequena se prende ao meu pulso, puxando-me em direção ao balcão, cujo consiste em duas cadeiras desocupadas. Sento-me em uma delas, que faz com que eu fique de costas para a porta, e Leo, a minha frente. — O que você pretende beber?

— Ahn, você me recomenda alguma bebida britânica que seja melhor do que vodka pura? — digo, mas Leo continua com as sobrancelhas franzidas, como se não tivesse entendido. Bufo, revirando os olhos — Não faço ideia do que beber — justifico.

Seu olhar parece ficar mais atento e brilhante, pronto para me responder, provavelmente, a sua bebida preferida e acrescentar seus componentes. Mas então, seus olhos se voltam para algum lugar atrás de meus ombros, e ele abre um sorriso mínimo no rosto, batucando com os dedos no balcão.

Viro meu rosto de modo que posso enxergar através de meus ombros, tentando seguir o olhar de Valdez até onde posso, mas nada encontro. De repente, vejo três silhuetas passarem pela porta de entrada, da qual eu havia entrado em um tempo que não faziam nem 3 minutos.

— Um timing perfeito, devo dizer... Eles chegaram.

Então, posso enxergar perfeitamente a cena que está por vir. Primeiro, Nico, vestindo uma camiseta surrada preta, e calças jeans de lavagem escura. Depois, Thalia, que estava com calças de couro, botas de combate, e uma blusa branca cujo tamanho é o dobro do seu corpo. E, em seguida, eu até penso que alguma pessoa conhecida aparecia, mas o que eu encontro, são melhores do que minhas recém-expectativas.

Chega a ser engraçado como todo o pub ao redor, parece se moldar a ele. O piso lustroso, fora feito sobre medida para que seus pés pudessem andar livremente por ali. As luzes, conseguiam iluminar perfeitamente o seu rosto, como se tudo ao seu redor perdesse o foco e se tornasse um breu, uma escuridão. De repente, nem as roupas góticas e o cabelo grande de Nico, o estilo magnífico de Thalia, Valdez tagarelando ao meu lado, e nem mesmo a beleza única daquele pub, faziam jus ao garoto que caminhava lentamente com os outros dois, até nossa direção.

Seus cabelos eram negros como petróleo, lisos, de forma que eles se tornassem um pouco mais bagunçadas a medida que ele andava. E, com se isso não bastasse, no meio do trajeto, o garoto resolve passar a mão nos fios desgrenhados, colocando-os para trás. Talvez aquele fora o momento em que eu puxo uma quantidade inigualável de ar para dentro de meus pulmões, apenas para que eu não precisasse suspirar a cada passo seu, ou atitude.

E como se nenhuma de suas características fossem o suficiente para descrever perfeição, quanto mais ele chega perto, mais eu posso enxergar os seus olhos verdes. Duas esmeraldas perdidas no meio de algum mar do Caribe, prontas para serem capturadas. E eu daria tudo para tê-las em minhas mãos, naquele momento. Seu olhar ardia em brasa contra o meu. A faísca e a gasolina, a combinação perfeita para causar um incêndio, uma combustão.

Não sei qual foi a última vez que isso havia acontecido comigo. Um estranho causar tanta impressão. Algo estava errado, mas eu não parecia ligar. Eu não fazia questão.

E, então, meus olhos recaem para a sua jaqueta de couro, praticamente gritando a palavra "perigo!", em um dos maiores letreiros que eu já havia visto de Nova York. Ou, Londres. Aparentemente, um maço de cigarros estava à beira do bolso da mesma jaqueta, revelando-me o seu vício (provavelmente o favorito), tornando algo muito interessante de se apreciar.

Mal noto a presença de mais duas silhuetas, Thalia e Nico, fitando-me. Mas eu estava mais preocupada em ter a atenção do moreno de olhos verdes, que tinha os olhos grudados nos meus, desde o momento que ele havia posto os pés naquele pub. Como uma tensão magnética, eletrizando tudo ao nosso redor. Uma sensação surreal, como se eu pudesse sentir o universo.

— O gato comeu sua língua? — escuto uma voz ser adicionada aos meus ouvidos. Aquela mesma voz rouca que Thalia usava.

Meus pensamentos flutuam para o ar, meus ouvidos se acostumando ao som a redor novamente, em um impacto. De fato, eu não sabia se o garoto andava em câmera lenta, ou se as imagens na minha cabeça estavam sendo produzidas dessa forma.

— Estou bem. — esboço um sorriso, virando-me para Thalia, e oscilando o olhar entre elas Leo — Leo estava tentando me indicar uma bebida, mas eu não achei que ele fosse muito recomendado para o ato.

— Que seja — Thalia chiou, desta vez levando os olhos até o moreno de olhos verdes. Rastejo os meus até ele, de forma que minha vista passe a ser algo mais agradável, e para a minha minha surpresa, ele ainda estava me olhando. Sinto minhas bochechas tomarem um tom vermelho. Que porra estava acontecendo? — Percy, essa é a dólar que te falamos...

Percy... Percy. O primo de Thalia, que ela havia mencionado. Ao contrário de Luke, ele não estava nem um pouco machucado, ou tivesse alguma marca que denunciasse que estivesse brigando. De repente, ele abre um sorriso mínimo, repuxando o canto esquerdo do lábio em algo malicioso. Seus olhos me rondam rapidamente, com uma averiguação da cabeça aos pés, mas que eu mal pude notar pela velocidade da qual o fez.

— Valeu cada centavo...

Sua voz era rouca, mas é claro que eu já imaginava. Ele tinha tudo para ser considerado perfeito. As esmeraldas cristalinas, ainda não tiraram o foco das minhas orbes acizentadas. Levando em consideração de que nunca fui muito fã do sotaque britânico, percebo que já sou uma fã número um quando as palavras passam pela boca dele. E, estou prestes a soltar um suspiro por ali mesmo, mas lembro-me que posso parecer uma imbecil na sua frente.

— Mas, parece que o dólar anda muito caro, hoje em dia. — rebato, concordando de leve com a cabeça, sem desviar dos olhos caribenhos de Percy.

— Posso dizer o mesmo do euro. — sua voz rouca faz os pelos presentes em meu corpo se eriçarem. Havia uma tensão em meu corpo. Em nossos corpos. O sotaque saindo pela ponta de sua língua como se fosse uma das suas especialidades. E eu até posso imaginar as restantes...

— Acho que sou capaz de chegar lá.

Um silêncio constrangedor domina o local, e eu me dou por vencida. Três pares de olhos encaram eu e Percy simultaneamente, como se fosse um grande reality show. Então, eles parecem entender o motivo de abria olhares oblíquos e disputa de metáforas.

— Sou Percy Jackson. — sua mão se estende na altura da cintura, seus dedos parando logo a minha frente. Eu só precisava estender a minha também.

E eu o faço. O choque das nossas mãos se encostando, é como choque molhado nas têmporas. Percorre por todo o meu corpo, e por incrível que pareça, usando uma comparação tão cruel e masoquista como essa, nosso primeiro toque foi um tanto quanto extasiante.

— É um prazer te conhecer, Percy Jackson — respondo, balançando nossas mãos — Annabeth Chase.

— Acredite... O prazer é todo meu, Annabeth Chase.

Aquele silêncio avassalador nos toma mais uma vez. Aquilo só fazia com que a tensão magnética aumentasse. Meu corpo ardia em chamas, e provavelmente minhas bochechas estavam em um tom mais vermelho que tomate. Tudo isso, porque seus olhos não desgrudaram dos meus, e muito menos suas mãos soltaram as minhas. Ele continuava com aquele sorriso torto, e talvez entendo essa sua tática misteriosa, que estava funcionando.

Desprendo minha mão das suas, transformando um pequeno sorriso em meu rosto.

— Se importaria se eu fizesse o trabalho de Valdez e te pagasse uma bebida?

Seus dedos meneiam em minha direção, e sua voz rouca fazia questão de se destacar ao meio do pub cuja as vozes que tagarelam impacientemente não fazem questão de atrapalhá-lo enquanto falava. Ou talvez fosse eu, prestando atenção demais.

— Fique à vontade.

Posso notar de soslaio os pares de olhos arregalados e sorrisos estampados no rosto. Acho que, nenhum de nós havia pensado nessa possibilidade, mas de fato, estava acontecendo, e nenhum dali gostaria de reclamar.

O banco ao meu lado é ocupado, e no mesmo instante, Leo se levanta e engata em uma conversa com Nico e Thalia, animada o suficiente para olhares presunçosos serem encaminhados diretamente à mim.

Ao meu lado, escuto o pigarrear de Percy. Giro minha cabeça em sua direção e ele se volta para o bartender encarando suas orbes esverdeadas.

— Um martini seco. Dois. Em um cálice de profundidade. Três medidas de Gordon, uma de vodka, meia medida de Kina Lillet. Agite-o muito bem com gelo, mas não o sirva nas taças. Adicione uma casca fina da raspa de um limão.

O bartender não questionou. Muito menos eu. Percy murmurou um obrigado e voltou a olhar para mim.

— Aposto que serve isso para todas as garotas — questiono, dando de ombros com um olhar indiferente.

— Na verdade... — ele passa as mãos nos fios negros, os jogando para trás enquanto seu olhar se prendia no horizonte de garrafas expostas atrás do grande balcão de madeira. — Eu acabei de inventar.

Solto uma risada irônica, jogando minha cabeça para trás como se tivesse ouvido a pior piada possível.

— Você espere que eu acredite nisso?

— Existem dois tipos de martini's. O normal, feito meia-boca e espalhado pelo mundo todo, — seus olhos se voltam para mim, apoiando os cotovelos na bancada — e os mais sofisticados e com o toque certo de cada ingrediente. Eu escolho o segundo, porque de alguma forma, ele é eficaz o suficiente para garantir uma boa conversa.

— Você quis dizer mais alcoólico...

Ele solta uma risada nasal, balançando os ombros.

— Se isso fizer com que você passe o resto da noite conversando comigo... Eu me orgulharei da minha escolha.

Meu coração parece parar por alguns instantes, forçando minhas bochechas a adquirirem uma tonalidade vermelha. Eu de fato havia prestado atenção, mas não fui corajosa o suficiente para enfrentar o moreno dos olhos verdes, que fazia-me submeter pelos próprios pensamentos, mesmo acabando-o de conhecer há menos de 5 minutos.

Salva pelo gongo, num baque surdo, duas pequenas taças em forma de cálice, são depositadas na bancada a nossa frente preenchidas por um líquido meio amarelado, com uma fina casca de limão siciliano boiando pela metade.

Percy é o primeiro, que agarra a taça e deixa que o conteúdo encoste em sua boca. Ele dá um pequeno gole, e seus olhos brilham em minha direção como se tivesse descoberto a América.

— Até que está muito bom... — elogia a si mesmo, porque até então, fora ele quem inventou o drinque. Ele levanta a taça em minha direção, suas orbes penetrando a minha em um gesto oculto, cheio de intenções. — Acho que vou chamá-lo de Annabeth.

Solo uma risada, prendendo o meu dedo as taças e erguendo ao alto, assim como ele.

— Aliás, eu prefiro que me chamem de Annie, Ann, Anns... Senão, acho que estão brigando comigo — dou uma leve olhada a coloração do drinque em minhas mãos, forçando a abrir um sorriso singelo nos lábios. Percy assente, como se tivesse mudado o nome dele instantemente — Vou provar do seu veneno.

— E então, só faltará provar do seu.

Meus olhos voltam para ele, tendo um pequeno sorriso malicioso em resposta, e íris verdes observando cada movimento meu. Aquele tom, repleto de sentimentos ocultos, fez meus pelos eriçarem em resposta. Eu mal o conhecia, mas já estava entrando em todos os seus truques facilmente, e eu não lembrava a última vez de uma pessoa fazer-me sentir daquela forma. E aquilo poderia me assustar.

A jaqueta de couro, os sorrisos maliciosos, os olhares penetrantes... Eles até gritavam a palavra "cuidado! Destruidor de corações". Mas eu não me importava com esse fato. A ideia de me aprofundar nos olhos verdes como um oceano, além de perigosa, soava excitante.

Notas finais
Eu definitivamente amo essa última frase no final, massssss qual a impressão de vcs do Percy? Gostaram? Odiaram? Se você é leitor novo, não esqueça de clicar na caixinha aq em baixo para acompanhar a história e ser notificado quando ela for atualizada. Se vc tá gostando, favorita a fic, e deixa seu review aqui em baixo para sugestões ou comentários. Agora pausa pro meu surto ALGUÉM JÁ ASSISTIU SHADOWHUNTERS? Gent, eu amei, netflix fez um bom trabalho ❤️ Outra coisa, antes que eu me esqueça HDUDBDIDJSKDDJ se vocês tiverem interesse em entrar em um grupo do whats pra leitores e escritores, me mandem uma MP com nome e número de vcs ❤️ Xoxo