Sin City

14 Um dia misterioso na vida de três amigas


Notas iniciais
Oieee!!!
Sim, mais uma vez estou eu chegando atrasada com um novo capitulo para vocês.
E por falar em atraso, gostaria de me desculpar pela demora na resposta dos reviews. Eu fico me remoendo de vontade de responder, mas essa tal falta de tempo de impede.
Claro, não posso de jeito nenhum deixar de agradecer os coments!Gente, passamos dos 100, na verdade 105 e como isso faz bem!rsrs. E pra fechar com chave de ouro, a fic teve mais uma recomendação!!! Hime-chan, como autora, já deve imaginar o tamanho da felicidade, né? Muitissimo obrigada!!
Bom o capitulo de hoje, vai focar na amizade entre Rukia, Matsumoto e Hinamori, contando um pouco da história das três.
Falei demais hoje, então vamos ao capitulo...rsrs

Já no estacionamento do hotel, Aizen caminhava em direção ao seu carro. Com aparencia serena e passos lentos, tirava a chave do bolso abrindo a porta do veiculo e sentando-se no banco do motorista. E foi nesse momento, sozinho ali em seu veiculo, que fez transparecer todo sua ira reprimida socando o volante violentamente por três vezes seguidas. Levou uma das mão a face enquanto respirava profundamente tentando se acalmar. Foi inutil, pois a cena daquele delinquente, segundo ele, beijando sua musa não saia de sua cabeça. O que mais precisava fazer para que ela percebesse? Pensava silenciosamente, tentando recompor sua mente. Saiu dali e foi direto para sua mansão e assim que chegou, convocou logo os seus homens de "confiança" até seu escritorio.


_ Muito bem. — fitava os dois homens parados a sua frente enquanto sentava-se a sua mesa. _ Eu pensei ter dado uma missão para vocês dois. E uma missão simples no meu ponto de vista. — indagou, enquanto os dois se entre-olhavam. Achei ter pedido para você Ulquiorra ficar de olho no tal Kurosaki e para você Grimmjow, ficar de olho em Kuchiki Rukia. — mais uma vez eles se entre-olharam e nada responderam. _ Agora me digam, o que vocês fizeram esse tempo todo?


Relutante, o homem de cabelos azuis tentou argumentar. _ Aizen-san, mas nós ficamos, mas....


_ NÃO! — levantou-se com um grito, socando a mesa a sua frente. _ Não, vocês não ficaram. E querem saber porque? Porque hoje, eu tive que comprovar com meus proprios olhos o que uma outra pessoa me informou. — encarou furioso as duas figuras pasmas e estaticas enquanto caminhava até perto deles. _ Isso é um trabalho bem feito para vocês? — questionou ficando cara a cara com Grimmjow, que engoliu seco sentindo-se acuado pelo olhar raivoso de Aizen.

_ Existe um dossiê, Aizen-san. — disse Ulquiorra, ao mesmo tempo que os olhos raivosos se voltavam para si. _ Er..é um dossiê sobre a vida de Kuchiki Rukia, que foi encomendado pelo Kurosaki. — receioso, proferiu praticamente tropeçando nas palavras.

_Um dossiê? — pergutou praticamente para si, com um leve sorriso brotando de seus labios.

_ Sim, dizem que ele... — agora conseguindo pelo menos respirar, Ulquiorra tentava falar.

_ Ótimo. — interrompe Aizen. _ Podem sair. — disse para os dois, que se apressaram em deixar o escritorio.


Aizen por sua vez sentava-se em sua cadeira, com a expressão muito diferente da de instantes atras. Parecia agora uma mistura de satisfação e maldade. _ Um dossie sobre a vida de Kuchiki Rukia, isso é bom, muito bom. — Cruzava os braços e reclinava-se na cadeira. _ Preciso ter isso em minhas mãos. — sussurou essas ultimas palavras deixando escapar um sorriso misterioso dos labios.


Do lado de fora, Grimmjow fez um gesto qualquer para que Ulquiorra o seguisse até que ambos estivessem fora da mansão.

_ O que deu em você, seu emo do caralho?? — puxou o outro pelo braço com muita rispidez. _ Nós não dissemos que não iriamos contar nada sobre isso?

_ E você queria que eu fizesse o que? — encarou o azulado enquanto livrava seu braço.

_ Eu é que vou saber? Désse lá um jeito, mas que não fosse esse. — irritado, colocou as mãos no bolso se encostando numa das paredes do lado de fora da mansão.

_ Qual é a sua em Grimmjow?? Quase que ele te mata só com o olhar e você está preocupado com isso? — alterado, questionou o homem de cabelos azuis, que nada respondeu, apenas bufou e logo em seguida tirou um maço de cigarros do bolso.

_ Eu não estou preocupado. — respondeu um tempo depois enquanto acendia e dava uma longa tragada em seu cigarro.

_ É ela, não é? Está preocupado com ela.

_ Eu já disse que não estou preocupado com ninguem porra! — esbravejou colocando o dedo quase na cara daquele homem de semblante quase inalterado parado bem a sua frente.

_ Grimmjow. — maneou a cabeça negativamente. _ Olha só pra você, você está até fumando. — apontou para o azulado, que imediatamente soltou o cigarro no chão e começou a pisotea-lo. _ Você sabe que ele vai fazer alguma coisa e que isso vai atingi-la e que ela vai sofrer mais uma vez. — fez uma pausa e observou a feição perplexa a fita-lo. _ Não consigo entender porque ainda luta contra os seus sen...

_ Escuta aqui branquelo anêmico, você não sabe o que está dizendo. — em tom sério interrompeu a frase que ele já sabia bem qual seria. _ Cuida da sua vida. — passou trombando com Ulquiorra e entrou na mansão.



Ainda era cedo e a jovem Kuchiki já estava em sua sala concentrada lendo e assinando alguns documentos que sua secretária havia acabado de trazer. Não era muita coisa, mas ela parecia uma maquina trabalhando e não desviava seu olhar daqueles documentos por nada, ou melhor quase nada, já que sua atenção foi roubada pela figura feminina escandalosa que entrava sem sequer bater.

_ Bom dia Rukia-chan! — com um largo sorriso nos labios cantarolava o cumprimento e já se sentava a frente da amiga.

_ Bom dia Matsumoto. — respondeu Rukia com um sorriso forçado. _ Obrigada por bater antes de entrar.

_ Ah Rukia-chan, sabe que eu acho isso formalidade demais. — indagou com desdém, enquanto a morena trincava os dentes. _ Não se esqueceu que dia é hoje, né? — mudou rápido de assunto.

_ Que dia é hoje?? — questionou sem entender pousando a caneta sobre a mesa e cruzando os braços.

_ Meu Deus Rukia, hoje é aniversário da Hinamori! — falava em tom repreendedor. _ Não vai me dizer que você esqueceu? — fitou a amiga que nada respondeu e ficou estática. _ Nossa, sinceramente não sei onde você anda com a cabeça ultimamente. — maneou a cabeça negativamente.

_ Acho que eu também não. — forma as unicas palavras que conseguiu pronuncia. Recriminava-se mentalmente, pois já havia falado com sua secretária, ou melhor sua amiga Hinamori e se quer se lembrou.

_ Bom, deixa isso pra lá e vamos ao que interessa. Eu pensei em fazer uma comemoração e...

_ Matsumoto, você sabe que ela não gosta de festas.

_ Eu sei, mas não é uma festa. Eu pensei em algo só entre nós, para não passar em branco, sabe? — diferente da costumeira empolgação, a loira agora parecia falar em um tom melancolico, deixando que seus olhos transparecerem desse mesmo tom.

Rukia soltou um longo suspiro, enquanto baixava seu olhar e maneava sua cabeça positivamente. _Até hoje não entendo porque ela se distanciou tanto de nós. — falou lamentando-se.

O silencio paerou entre as duas. Seus olhares vagos pareciam buscar uma resposta em suas lembranças.

_ Eu vou fazer as reservas! — praticamente berrou a loira, assustando a morena que deu um pulo em sua cadeira. _ E você, convide o Aizen e trate de convence-lo a ir. — apontou um dos dedos para a amiga e saiu da sala.

_ É, quem sabe isso anime um pouco ela. — falou para si baixando o olhar, era inevitavel a lembrança daqueles "bons tempos" e era impossivel também não questionar sobre aquele dia. _ Ah, Hinamori, o que aconteceu naquele dia que te afastou tanto de nós depois? — questionou como se anos depois fosse encontrar a tal resposta.


Rukia, Matsumoto e Hinamori haviam se conhecido na faculdade, bem no primeiro dia de aula. E tudo começou quando a jovem Kuchiki, trafegava com seu carro em uma das ruas ao redor da faculdade, como só havia ido para saber onde seria sua sala, já estava indo para casa. Parou o veiculo no semaforo e observava atentamente a sua frente uma grande movimentação de veiculos e gente. Distraída, nem se deu conta quando um par enorme de seios invadiu o seu carro pela janela que estava aberta e quando se virou deu de cara com os peitões daquela loira que fazia "pedagio" no trote para os calouros. Protestou a principio, mas logo a simpatia da loira a fizeram pagar o pedágio e ainda a covenceu a participar da bebedeira patrocinada pelo dinheiro arrecadado dos motoristas que passavam por ali. Foi assim que Rukia conheceu a falante Matsumoto. Enquanto caminhavam para o bar, trombaram com uma outra figura pequena e perdida em meio a aquela bagunça de gente. Os olhos dela pareciam amedrontados e ela parecia acuada com tudo aquilo. Foi então que mais uma vez Matsumoto usou seu poder de convencimento, era realmente incrivel como ela tinha facilidade em convencer as pessoas, e persuadiu a agora conhecida Hinamori Momo a acompanhá-las. Desde esse dia, as três jovens de personalidades tão distintas se tornaram grande amigas, digamos que inseparaveis amigas, principalmente quando o noivado de Rukia acabou. Elas saiam para a farra quase todos os dias juntas. E foi justamente em uma dessas farras, ou melhor, no aniversário de Rukia que tudo começou a mudar. Como era o seu primeiro aniversário solteira, a pequena Kuchiki, organizou uma grande festa, fechando a maior danceteria da cidade na epoca só para os seus convidados. E havia de tudo, desde amigos e conhecidos, até claro pessoas que ela jamais havia visto na vida. E dentre os amigos, a figura que não poderia faltar era a daquele homem compreensivo e sereno, que estava sempre junto dela: Aizen. Foi nessa ocasião que ele foi apresentado a suas amigas. Hinamori, que sempre foi timida e recatada, parecia enfeitiçada pela figura daquele homem e não desgrudava os olhos dele nem por um segundo. Aizen, por sua vez tinha vindo acompanhado por seu sócio, Ichimaru Gin. Homem de sorriso misterioso e olhos naturalmente cerrados, que fizeram Matsumoto espantosamente ficar sem palavras. E tal impacto foi reciproco, já que logo estavam conversando, dançando juntos e óbvio se agarrando pelos cantos. E é assim até hoje. Realmente entre os dois havia sido gamação a primeira vista. Passado a festa, Hinamori ainda encontrava-se encantada, e Aizen não lhe saia da cabeça. Vendo isso, suas duas amigas trataram logo de agir e finalmente conseguiram um encontro entre os dois. A pequena Momo, parecia não se conter quando o carro dele parava em frente a sua casa. Suas mãos suavam frio em uma mistura de anciedade e felicidade. Claro, que suas duas companheiras observavam as escondidas da janela da sala enquanto os dois partiam para o tal encontro. No dia seguinte, tomadas pela curiosidade, ligaram para amiga para saber como tinha sido, porém estranhamente ela não atendeu. Tentaram mais algumas vezes, mas depois desistiram, já que poderiam estar atrapalhando alguma coisa. Quando se encontraram na faculdade, lançaram varias perguntas sob Hinamori, que estranhamente não respondeu a nenhuma delas. Simplesmente fechou-se e se limitou a dizer que não houve nada. Mesmo Matsumoto com todas as suas táticas e Rukia com toda sua discrição, nenhuma palavra foi arrancada da boca da pequena. E a partir desse dia, ela começou a se distanciar. Recusava-se a sair, evitava conversas, mesmo as corriqueiras do dia a dia. Rukia e Matsumoto chegaram até a pensar alguma maldade por parte de Aizen, porém logo isso foi descartado, já que ele era o unico assunto que Momo ainda conversava com elas e muito animada diga-se de passagem. Até hoje o que aconteceu nesse tal encontro para que houvesse essa mudança tão grande de comportamento ainda era um mistério para as duas.



Passava das sete da noite e a jovem Kuchiki em frente ao espelho finalizando sua maquiagem. Calibrou os cilios com varias camadas rimel, deixando ainda mais destacado os exoticos olhos violáceos. Assim que terminou, observou mais uma vez sua imagem refletida no espelho, só que dessa vez seus olhos correram para o plano de fundo da imagem, que era aquele quarto de hotel, que já a vinte dias estava sendo seu lar e seria por mais dez, no minimo, já que a reforma de seu apartamento havia atrasado. Virou-se e continuou a observar a suite, os moveis, as roupas dela sobre a cama e ao lado as roupas masculinas cuidadosamente dobradas. Riu de leve, já que era estranho estar revivendo alguns sentimentos que ela pensou estar extintos dentro de si. Praticamente já tinha se esquecido de como era bom voltar do trabalho e saber que alguem estaria ali para recebe-la com um beijo e um sorriso no rosto. Alguem com quem poderia conversar sobre assuntos sérios ou qualquer bobeira do dia a dia. Era nostalgico, depois de anos sentir-se assim novamente, mas uma coisa tinha que admitir, estava realmente gostando muito daquilo.

Notas finais
E então, gostaram??
Ou melhor entenderam? Pergunto isso, porque achei que algumas partes ficaram um tanto confusas. Então sintam-se a vontade para perguntar. E pode ser por review ou msg mesmo.
E mais uma coisa, vocês devem estar se questinando qual a importancia desse capitulo na história, não é mesmo? Sim eu sei que está, mas só posso dizer que sem ele alguns acontecimentos futuros não fariam sentido e eu não teria como encaixa-los.
Vixe falei demais até nas notas finais....rsrs
Bjokas!!