Sin City

7 Trabalhos obscuros


Notas iniciais
Oi gente!!!
Demorou, mas está aí mais um capitulo para vocês!!
O começou está um pouquinho tenso, mas o final até que ficou descontraído.
Espero que gostem, pois saiu mais curtinho que os outros!
Boa leitura pessoal!

Em um outro extremo da cidade, um carro preto permanecia estacionado a mais ou menos uns quarenta minutos em frente a um pequeno prédio de três ou quatro andares bem mal arrumado. Embora a noite estivesse bem abafada, os vidros escuros do veiculo permaneciam totalmente fechados. Dentro duas figuras pareciam aguardar ou vigiar alguém que estaria justamente naquele prédio. Um deles apenas observava a grande movimentação na rua e o entra e sai de pessoas daquele local. A sua paciência era tamanha que parecia não mexer sequer um músculo, com excessão dos olhos é claro, aqueles grandes e esverdeados olhos que não perdiam qualquer movimento dos que passavam ali. Ao contrário do homem ao seu lado, que remexia-se no banco do carro a cada dois segundos e batia os dedos de uma das mãos freneticamente no volante do veiculo. O cenho franzido refletido no retrovisor demonstrava bem a impaciencia desse homem corpulento de cabelos azuis.

_ Já chega Ulquiorra, cansei de esperar. — abriu a porta do veiculo com tudo, ajeitando algo na cintura por baixo do terno preto que vestia.

_ Estava demorando. — falava enquanto saia do carro. _ Alguém por acaso já lhe explicou o significado da palavra paciência Grimmjow? — Ajeitava também alguma coisa por debaixo do paletó.

_ Pro inferno essa tal paciência. — atravessou a rua e adentrou o local seguido do outro homem.

O local era sujo, mal ilumindado e fedia a mofo. Subiram três lances de escadas esbarrandos em sujeitos não muito sobrios que desciam as mesmas escadarias. Chegaram em um corredor extenso e caminharam por ele até chegar a ultima porta, que não demorou muito a ser aberta por um único ponta-pé do homem de cabelos azuis, e lá dentro se depararam com duas figuras estáticas e sem reação pela entrada repentina deles.

_ Mas que merda é essa?!! — exclamou Barragan que estava sentado em um velho sofá e tinha a frente uma mesinha de centro lotada de dinheiro.

_ Cala a boca vovô, que meu assunto não é com você....não diretamente. — falava Grimmjow adentrando o local com as mãos nos bolsos seguido de Ulquiorra que fechava a porta arrombada.

_ O que acham que estão fazendo??! — perguntou Nnoitra que estava sentado em uma velha cadeira a frente do dinheiro sobre a mesa tendo uma bolsa jogada ao chão bem ao seu lado.

_ É o que eu pergunto pra você, seu inútil! — O azulado andou até o homem com o semblante sério, parando bem no meio, entre ele e o dinheiro. _ E nem pense nisso velhote!! — sacou sua arma a apontou para Barragan que esboçava uma tentativa de pegar uma pistola que estava sobre a pilha de dinheiro.

_ Grimmjow, o que acha que está fazendo? Eu só....- Nnoitra tentou se levantar da cadeira mas foi detido pelo azulado que o forçou a se sentar novamente.

_ Fica quietinho aí magrelo! — empurrou o homem de volta para a cadeira._ Então, vai fazer? ou será que seremos obrigados a fazer por você? — falava sarcastico com a cara colada a de Nnoitra. _ Sabe que se fizermos, amanhã serão, não um, mas dois. E um deles será o seu. — falava dando a entender sobre o número de corpos.

_ Calma, nós podemos negociar. — propos Barragan fazendo menção a quantidade de dinheiro sobre a mesa.

_ Eu não mandei você calar a boca velhote?!! — esbravejou Grimmjow colocando a arma na testa do homem.

_ E então Nnoitra? — perguntou o então calado Ulquiorra, enquanto estendia a arma para o homem. _ E use isso. — lhe entregava agora também um silenciador.

_ Vocês são mesmo uns vermes! — disse o homem extremamente magro enquanto acoplava o silenciador a sua arma. _ Não vêem o quão vantajoso pode ser esse tipo de coisa? — apontava a grande quantidade de dinheiro sobre a mesa, enquanto os dois pareciam dar de ombros a isso.

_ Vai logo magrelo, você já está sendo pago para isso. — maneou a cabeça apontando para o velho sentado, que tinha um certo terror em sua face.

Nnoitra deu dois passos, o suficiente para ficar cara a cara com Barragan. Agora sem exitar, mirou e disparou um tiro certeiro na cabeça do homem, que tombou com tudo no sofá. Assim que o fez, olhou os dois homens que apenas o observavam com frieza, mas não por muito tempo, pois logo o corpo tombara no sofá, os dois pegaram a bolsa que estava no chão a tratatam de enche-la com o dinheiro que estava sobre a mesa.

_ O que estão fazendo???!! Esse dinheiro é meu! — exclamou Nnoitra.

_ Seu??? Hã?! não me faça rir! — retrucou o homem de cabelos azuis.

_ De que dinheiro você está falando? — continuou Ulquiorra. _ Não havia dinheiro nenhum aqui e você apenas cumpriu o que lhe foi ordenado. — encarou o homem magro que permanecia com a arma ainda quente nas mãos. _ Você apenas fez o lhe foi pedido, só isso, não é mesmo Nnoitra? E Aizen-san vai ficar muito satisfeito assim que contarmos a ele que o seu "hunter" não o desapontou dessa vez.

Fecharam o ziper da bolsa cheia de dinheiro e encararam o furioso Nnoitra, que só não esboçou nenhuma reação pois sabia que estava em total desvantagem ali.

_ Ah magrelo! Trate de limpar o lugar. — disse Grimmjow fechando a porta e saindo do local.

Desceram as escadas normalmente como se nada tivesse acontecido, atravessaram a rua e entraram no veiculo, jogando a bolsa no banco de tras e saindo logo em seguida. Ulquiorra e Grimmjow eram digamos os "homens de confiança" de Aizen, mas não no sentido de confiar e sim de confirmar que certos serviços seriam cumpridos. Sempre ficavam encarregados de se certificar que tudo saisse conforme o planejado por Aizen e caso isso não acontecesse, eram eles que tomariam as providencias para que tudo desse certo. Embora tivessem essa imagem de mal-carater, certos rumores diziam que eles nunca precisaram usar uma arma, pelo menos não para tirar a vida de alguem. Ao inves disso, preferiam usar de persuasão e ameaças para conseguir o que queriam. Para eles era mais facil e mais viável empurrar o sangue para mãos alheias do que sujar as próprias.


Já havia se passado quase uma semana desde o tal encontro, e uma certa empresária, embora muito atarefada, não conseguia afastar seus pensamentos daquele dia. Nada lhe fugia a mente, desde a conversa no restaurante até o ousado contato de seus corpos a porta de seu apartamento, que só de lembrar fazia seu corpo queimar por dentro. Era estranho para ela, mas sentia uma vontade enorme de pegar o telefone e ligar para aquele ruivo sedutor, chama-lo para sair novamente e...nesse momento sempre era interrompida por um outro sentimento, também muito grande dentro de si, que chama orgulho. Sim, pois sabia que se ligasse, estaria fazendo exatamente como ele falou, e isso para ela era inadmissivel.

_ Rukia-chan!!!! — entrava Matsumoto aos berros na sala, quase infartando a pequena Kuchiki que viajava em seus devaneios. _ Me conta!! me conta tudo! — fechou a porta e praticamente correu até a mesa da amiga.

_ Como vai Matsumoto? Eu estou muito bem também, obrigada por perguntar! — de cara fechada encarou a sorridente loira a sua frente.

_ Ah...Rukia-chan, não gosto de formalidades. Só me responde, você saiu com o gostosão ou não??

_ Sim. — respondeu depois de um longo suspiro. _ E a culpa foi.... — teve a boca calada por uma das mãos da loira.

_ Não me conta! Isso merece até uma comemoração! — falava exaltada, deixando a morena sem entender nada. _ Depois do expediente, lá naquele barzinho. — tirou a mão do rosto da amiga e saiu saltitando em direção a porta, deixando a amiga sem entender nada.

_ Matsumoto! você não deveria ter voltado na sexta?

_ É aquele congresso chatérrimo acabou na sexta, mas adivinha quem eu encontrei lá por acaso? — levou as mãos a cintura tentando conter o sorriso.

_ Ah...posso até imaginar...- respondeu sem animo nenhum por já saber de quem se tratava.

_ Rukia-chan, eu sei que você não gosta dele, mas não precisa falar assim do meu Gin. — falava com voz manhosa na tentativa de comover a morena.

_ Tá Matsumoto, foi por acaso que você encontrou ele lá, sei. Conta outra vai.

_ Mas foi mesmo! Mas olha, sei que está curiosa para saber os detalhes, mas depois eu te conto. Lá no bar eu te conto. — disse saindo.

_ E quem disse que eu estou curiosa? — disse para si. _ Aposto que ficaram o dia todo no quarto trepando, que novidade.... — continuou enquanto abria sua caixa de e-mails um tanto entediada.


Algumas horas depois, como combinado, foram até um barzinho que ficava proximo a empresa. Não era um lugar dos mais chiques, mas era ótimo para tomar uma boa cerveja.

_ Yoruichi-san, que bom que veio conosco. — falava Rukia enquanto todas se sentavam na única mesa vazia um pouco distante do bar.

_ O Kisuke foi dar uma palestra na universidade e eu precisava relaxar um pouco. — fez um gesto com a mão chamando um garçom.

_ Quer dizer que você e o Urahara-san estão mesmo saindo? — falava Matsumoto com sua costumeira animação.

_ É, estamos oficialmente namorando, desde aquele dia, você se lembra Rukia? — virou-se com um sorriso malicioso. _ Tudo por causa daquela aposta que você perdeu. — rui alto na cara da morena.

_ É, muito obrigada por me lembrar desse dia. — retrucou revirando os olhos. _ Mas não sabia que estavam sérios.

_ Não estou me achando velha, por que eu não sou. — disse fazendo menção ao belo corpo com uma das mãos. _ Mas também não estou mais na idade de "curtir", assim como vocês. Por isso eu e Kisuke resolvemos levar isso a sério.

_ É verdade Yoruichi-san, chega uma hora que sentimos que temos parar e encontrar a pessoa certa. — a loira gesticulou a cabeça apontando para Rukia.

_ Ahh..., quem vê assim pensa que você Matsumoto tem um namorado sério. Pra começo de conversa, aquele Gin é ou não é seu namorado? — perguntou a baixinha já irritada pelas provocações da amiga.

_ É claro que é! Nós só não discutimos isso oficialmente ainda.

_ AHH!! — exclamaram as outra duas, dando depois um longo gole em suas cervejas.


Assim que colocou seu copo sobre a mesa, os olhos violetas tiveram sua atenção chamada por alguém sentado no bar acompanhado de uma loira de cabelos curtos. As mãos daquele homem tocavam o rosto da moça afim de traze-la para perto, enquanto ele parecia falar algo bem ao ouvido dela. Os olhos de Rukia pareciam fixos a aquela cena e assim que ele se afastou um pouco da tal loira, deixou transparecer aquele sorriso cafageste que ela conhecia muito bem. Instintivamente a morena soltou um leve sorriso e virou o copo de cerveja de uma só vez, chamando a atenção das outras duas que estava ali juntas a mesa.

_ O que foi Rukia? Que cara é essa? — questionou Yoruichi

_ O que? Não foi nada, é que essa cerveja está muito boa. — tentou disfarçar pedindo outra bebida logo em seguida


Porém Matsumoto, que de boba não tinha nada, logo olhou para frente e viu o motivo do repentino descontrole da amiga. _ E então Rukia-chan, como foi o encontro com o gostosão?Conta tudo pra gente! — voltou-se questionando a morena.

_ É foi agradavel. E antes que me perguntem qualquer coisa, não aconteceu nada! — respondeu seca.

_ Nada!! — exclamaram as duas ao mesmo tempo.

_ Nenhum beijinho?? — questionou a loira inconformada.

_ Não, nenhum beijinho. — respondeu já impaciente.

_ É, ou esse tal de Kurosaki só tem fama de comedor, ou a nossa amiga aqui tá com algum problema. — zombou Yoruichi com um sorriso sarcastico nos labios, arrancando risos da loira.

_ Que saco vocês duas! — exclamou irritada. _ Podem rir a vontade nas minhas costas enquanto eu vou ao banheiro. — se levantou e seguiu desviando das varias pessoas que lotavam o local.


Caminhou em direção ao banheiro, passando obrigatoriamente pelo bar. Um corredor a meia luza dava acesso ao local, mas antes que ela adentrasse teve um dos braços seguro. Quando se virou deu de cara com aquele mesmo homem com o mesmo sorriso cafajeste que estivera obsevando de longe.

_ Resolveu sair da toca baixinha? — perguntou o homem de cabelos azuis que mantinha o mesmo sorriso nos labios.

_ Porque? Não posso sair para tomar cerveja com as minhas amigas de vez em quando?. — respondeu rispida, ainda tendo o braço seguro por ele.

_ Não foi isso que eu quis dizer.

_ Ou então é a minha presença que te incomoda aqui? — soltou as palavras ainda em tom seco, enquanto se desvencilhava do rapaz.

_ Oh! Estou vendo que calibrou as ferraduras hoje baixinha. — encarou a morena, que virou o rosto fechado para um dos lados. _ Ahh, não vai me dizer que está com cuimes? — perguntou sarcastico junto ao ouvido dela.

_ Não me faça rir Grimmjow. — virou-se ficando cara a cara com ele, encarando aqueles penetrantes olhos azuis. _ Não fale como se existisse esse tipo de sentimento entre nós.

_ Sabe que você tem preferencia aqui, é só falar e saímos daqui agora. — falou com a voz sedutora antes de se aproveitar da proximidade e roubar um beijo dos labios da morena.

_ Humm, cerveja..- disse ele cessando o beijo bem devagar. _ Não sabia que gostava de cerveja também.

_ Você não presta mesmo Grimmjow. — falou com um sorriso desconcertado nos labios, diante de tal ousadia dele.

_ Mas você adora. — se virou lambendo os proprios labios enquanto voltava para o bar.


Depois de sua demorada ida ao banheiro, Rukia retorna a mesa sobre os protestos das duas que haviam ficado ali esperando.

_ Caramba Rukia, se você demorasse mais um pouquinho eu ía afirmar que estava beijando alguém por aí. — brincou debochada a morena de cabelos roxos.

_ É eu também! — disse Matsumoto chutando a perna da amiga por debaixo da mesa, lhe arrancando um gemido de dor.

Yoruichi, mesmo sem entender nada, soltava altas gargalhadas. A loira por sua vez trincava os dentes em um sorriso torto, pois sabia muito bem o porque da demora da amiga. Rukia queria matar a amiga e mantinha a expressão de dor em seu rosto. Mesmo com tudo isso correu rapidamente os olhos em direção ao local onde Grimmjow estava. Sim estava, pois nem ele e nem a tal loira se encontravam mais ali naquele momento.

Notas finais
E então gostaram??
Grimmjow e Ulquiorra dando as caras novamente e a nossa Rukia viajando e.... confusa? Será??
Espero que tenham gostado pessoal
Bjokas!!!!