Sin City

8 Dias estranhamente monótonos


Notas iniciais
Oieee!!
Pessoal, muito obrigada pelos reviews! Adoro todos e faço questão de responder todos com muito gosto.
Gostaria de agradecer pela recomendação!Sim, a fic teve sua primeira recomendação!! Obrigada querida Keithy!!
Agora sim, capitulo novinho...espero que gostem!

Já era quinta-feira e passava das 10 da manhã, quando o jovem Kurosaki Ichigo entra em sua sala, com sua tipica cara amarrada de todas as manhãs, abre uma das gavetas de sua mesa e pega seu frasco de remédio virando os dois ultimos comprimidos na boca. A cabeça mais uma vez latejava devido a noitada regada a muita vodka, isso não era novidade nenhuma para ele. Novidade sim, era ele ter acabado a noite sem levar nenhuma mulher para cama. Sim havia ido para casa sozinho dessa vez, não que faltassem opções na festa que estava, já que andou se amassando no minimo com duas naquela noite, mas levar alguma delas para os finalmente, não lhe passou pela cabeça. Ok, passou sim, mas na hora sentiu que não era aquilo que queria, ou melhor não era nenhuma daquelas mulheres ali que ele queria.


Com os pensamentos a mil, jogou o frasco vazio sobre a mesa e se sentou em sua cadeira, voltando seu olhar para a mesa de Ishida, que estava vazia. Achou estranho, mas nem se importou, já que sua mente nesse momento se voltava para aquela quarta feira da semana passada e aquela bendita mulher. Aquela irresistivel mulher, que vinha mexendo tanto com ele. Olhou para o celular mais uma vez e sem novidades, não havia nenhuma chamada, sacudiu a cabeça soltando um longo suspiro logo em seguida.

_ Ficando louco Kurosaki? O que acha que está fazendo? — era Ishida que entrava na sala com uma sacola plástica nas mãos, achando estranho a cena que acabara de observar.

_ Nada.

_ Nada? Ficar chacoalhando a cabeça para o celular é nada? — disse ajeitando os óculos.

_ Ah! cala boca seu nerd. Minha cabeça está explodindo, e você não pára de falar. — disse entediado, enquanto massageava as temporas com as mãos. _ E a propósito, onde o senhor estava?

_ Onde mais, comprando seu remédio. — entregou a sacola ao ruivo e permaneceu parado a sua frente.

_ Valeu, Ishida. Agora, tem algum recado pra mim? — remexia a sacola retirando o frasco e tomando outro comprimido.

_ O que você tem Kurosaki? Acho que se eu fosse contar, essa seria a milhonésima vez que você me pergunta isso essa semana. Você está esperando ligações de quem??- indagou o rapaz de óculos com certa curiosidade.

_ De ninguém Ishida, de ninguém. — respondeu já irritado. _ Agora só me responda: tenho recados ou não??

_ Não Kurosaki, nenhum recado.

_ Tá. — encarou o outro que permanecia feito estátua a sua frente. _ Tá bom Ishida, agora porque você não vai lá pra sua mesa, hein? — gesticulou com um dos braços para o amigo que revirou os olhos e se afatou.

Mais uma vez seu cérebro estava a mil, não conseguia entender porque aquela nanica não havia ligado. Que ela era orgulhosa não tinha duvidas, mas também não tinha dúvidas que tinha conseguido mexer com ela de certa forma naquela noite.


Na empresa Kuchiki, a jovem morena falava ao telefone a algum tempo com um cliente. Embora fosse um ótimo cliente, ela queria mesmo era desligar e comer alguma coisa, já que sua fome estava falando mais alto que ela, e os barulhos vindos de seu estomago pareciam querer participar da conversa. Matsumoto e Ukitake entram em sua sala e se sentam em silencio a frente dela, e tentaram conter o riso diante dos protestos escandalosos da barriga faminta da pequena. Mais alguns minutos e enfim a ligação é finalizada.

_ Ufa! — disse alivida a morena ao desligar o telefone, agora sob os risos dos dois a sua frente. _ Eu preciso comer.

_ Nós percebemos! — disseram juntos ainda em meio aos risos.

_ Enfim Matsumoto, podemos ir almoçar. — disse sorrindo alivida.

_ Sabe Rukia-chan, é sobre isso que eu vim falar. Eu não vou poder ir com você. — disse com a voz chorosa. _ É que o Gin acabou de ligar para almoçarmos juntos. Mas o Ukitake-san pode te fazer companhia! — animada apontava para o homem ao seu lado.

_ Me desculpe Kuchiki-san, mas eu prometi almoçar em casa hoje. E eu já havia lhe dito isso Matsumoto.

_ Tá, estou vendo que vou ter que almoçar sozinha hoje, mais uma vez...-disse entediada apoiando o queixo sobre uma das mãos.

_ Rukia-chan, não fica assim tristinha, amanhã nós almoçamos juntas.

_ Sai daqui logo Matsumoto, antes que eu te dê uma porrada, vai.- fitou a loira com um olhar mortal, enquanto a mesma deixava a sala contarolando.

_ Calma Kuchiki-san, a sua amiga só está feliz. — disse tentando apaziguar a fúria da pequena a sua frente. _ Eu fiquei sabendo que ela até te arrumou um encontro.

_ É, essa amiga da onça. — cruzou os braços emburrada virando a cara fechada para um dos lados.

_ Pelo jeito você não gostou do tal encontro então?

_ Bem, não que eu não tenho gostado....sabe Ukitake-san...- tentou disfarçar, mas era impossivel esconder alguma coisa daquele homem.

_ Você gostou não foi? Só não quer admitir. — sorriu para a baixinha, pois via em seus olhos o mesmo brilho que costuma ver quando ela era pequena e se encantava com alguma coisa.


Rukia apenas suspirou e desviou seu olhar. Realmente era impossivel tentar enganar Ukitake, que a conhecia melhor que ninguém. Era incrivel como aquele homem conseguia saber o que ela estava pensando ou sentindo apenas com gestos ou palavras simples.

_ Porque não liga para ele? Eu sei que esse tal de Kurosaki Ichigo não tem boa fama, mas... — indagou enquanto se levantava e seguia em direção a porta. _ Kuchiki-san, eu melhor que ninguém sei qual o problema, sei que o passado ainda te incomoda muito. Mas pense, você está com vinte e cinco anos, e daquele episodio já se passaram mais de três. Já não acha que está na hora de seguir em frente? — o jeito sério de falar do homem deixou a morena em silencio e até um pouco surpresa.

_ Eu sei Ukitake-san, mas....- baixou o olhar transparecendo uma enorme insegurança em si mesma.

_ Kuchiki-san, não estou dizendo que você deve se envolver em um relacionamento sério, só estou dizendo para você se soltar mais. Mas não tanto quanto antes, não quero ver você em revista de fofoca de novo. — gesticulava negativamente com as mão em frente ao corpo. _ E outra, se não der certo, pelo menos você aproveitou o momento e tirou proveito disso. — acenou para ela que o encarava com olhos incredulos ao que acabara de ouvir.


Ainda um pouco atordoada pelas palavras de Ukitake, Rukia pegou o telefone e procurou pelo numero do tal ruivo, sua mente conflitava em ligar ou não ligar? Que dúvida, que merda! pensava alto, mas não tão alto quanto seu estomago que roncava pela fome. Soltou o celular na bolsa e resolveu pensar nisso depois do almoço.


Em uma das concessionárias de Aizen, uma figura feminina, alta, loira, trajando um vestido justissimo adentrara sorridente acenando para todos ali. A maioria esmagadora masculina simplesmente parou para vislumbrar aquelas curvas perfeitas e um tanto avantajadas da mulher que seguiu direto para as escadas que davam acesso ao escritório. Lá se sentou em um dos sofás do lado de fora da sala e remexeu na bolsa em busca de seu baton.

_ Matsumoto-san, como vai? — Cumprimentou Ulquiorra educado como sempre e seguindo para as escadas, enquanto a loira acenava sorrindo.

Instantes depois, outra figura masculina bem maior que o primeiro sai da sala. De cara fechada fita a mulher ali sentada, que devolve o mesmo olhar carramcudo para ele.

_ Espera! — Matsumoto se levanta rapido e sai atras daquele homem que encontrava-se parado no primeiro lance de escadas. _ O que acha que está fazendo? O que acha que está fazendo com ela? — encarou séria aquele homem que também mantinha o cenho franzido.

_ Desculpe, mas não sei do que está falando. — com certo desdém, enfiou as mãos nos bolsos e virou-se na tentativa de continuar a descer as escadas.

_ Você sabe muito bem de quem eu estou falando, Grimmjow. — rapida a loira desceu de encontro a ele e segurou seu braço impedindo que fosse embora. _ Porque está fazendo isso com ela? Porque você não se decide logo de uma vez ao invez de ficar mantendo esse relacionamento estranho? — Falava séria, até um pouco alterada para a ocasião e local, enquanto o azulado só a encarava. _ Você é um canalha mesmo, nem se importa com o que ela sente!

_ Escuta aqui peituda! — desvencilhou-se da mão dela que segurava o seu braço e em um mesmo ato agarrou-lhe um dos pulsos com força. _ Você por acaso já perguntou a opinião dela? Já perguntou porque tem que ser assim? Já perguntou a ela quem é que pediu para que fosse assim? — irritado e rispido Grimmjow praticamento jogava as palavras sobre a mulher, que continuava a encara-lo mesmo com toda a ignorancia dele.

_ Algum problema Rangiku? — perguntou o homem parado no topo da escada.

_ Gin! — virou-se para ele ao mesmo tempo que o outro soltava seu pulso.

_ Está mesmo tudo bem Rangiku? — perguntou mais uma vez aquele homem de cabelos claros, labios finos e olhos naturalmente cerrados que agora estava parado ao lado dela.

_ Ah! Claro Gin. — respondeu sorrindo tentando disfarçar.


Grimmjow apenas observou os dois, enfiou as mãos nos bolsos e continuou a descer as escadas. Sabia que arrumar qualquer tipo de confusão ali não seria nada bom, ainda mais pelo fato de "quem" se tratava a tal discussão.

_ O que aconteceu Rangiku? — perguntou com seu tipico sorriso sarcastico nos labios.

_ Nós só estamos conversando sobre uma coisa, nada demais Gin.

_ Sei, posso até imaginar de quem estavam falando. — disse despretencioso, sobre os olhares um tanto espantados da loira. _ Agora vamos, estou morrendo de fome. — passou um dos braços pela cintura fina dela e seguiram para o almoço.


Esse era Ichimaru Gin, o pseudo sócio de Aizen na concessionaria e namorado não assumido de Matsumoto, pelo menos da parte dele que jamais tocara no assunto com ela, embora adorasse desfilar com aquela belissima mulher ao seu lado. Quase sempre estava com Aizen em eventos e fechamento de negocios, porém nunca se pronunciava e todas as decisões ficavam por conta de seu sócio. Mantinha sempre essa figura enigmatica e parecia fazer vista grossa sob os negocios secretos de Aizen, que as vezes parecia realmente que não sabia de nada, deixando qualquer um que estivesse ao seu lado confuso.


Começava a escurecer e para Kurosaki Ichigo aquele dia havia sido como outro qualquer, tedioso, chato e sem novidades. O sol se escondia dando lugar a uma noite estrelada, e toda essa metamorfose era observada por ele de uma das janelas de seu escritório que ficava em um dos seus luxosos hotéis. Olhou para sua mesa que estava forrada por papéis e algumas fotos daquele dossiê, que pela enésima vez havia lido. Pensava e se questionava, onde havia errado? Havia lido tudo sobre a vida dela e tudo o que ela havia passado até aquele momento e conseguiu atraves disso deduzir inumeras reações dela e até pôde saber qual o sentimento dela com relação a inumeras coisas. Continua pensativo, até sentir algo vibrando em seu bolso e ao pegar o celular um sorriso enigmatico brota de seus labios. Era uma mistura de satisfação e alivio ao mesmo tempo.

_ Sabia que iria ligar, só não pensei que fosse demorar tanto.....

Notas finais
É isso pessoal!!
O capitulo ficou meio morno eu sei...mas tinha que ser assim para "dar liga" para o proximo, que estará quentissimo!!!
Fico anciosa aguardando pelos reviews, ok?!
Bjokas