Sin City
11 Nunca fale com estranhos
Notas iniciais
Yes, aqui estou eu (vivinha..rsrs), trazendo mais um capitulo para vocês!!
Muito obrigada a todos pelos reviews, que para minha minha felicidade não foram tão ameaçadores assim...rsrsrs
Capitulo de hoje traz os acontecimentos após a tal discussão. Sinceramente achei até que ficou um pouco tenso, mas espero que gostem.
Na requintada mansão ao estilo europeu, dois homens permaneciam sentados nas escadas do lado de fora a observar o pôr do sol. A sala enorme estava escura e silenciosa, assim como o resto do local. Porém subindo as escadas, era possivel escutar algo vindo do escritório, e não eram palavras ou risadas, eram sim gemidos, roucos e abafados, que tentavam se ocultar por tras daquelas portas fechadas. As vezes parecia que era possivel até ouvir barulho de "algo" se batendo ou se chocando com força. E isso já continuava por um bom tempo até que de repente tudo parou. E agora sim era uma voz feminina, doce e aparentemente gentil e as palavras eram um tanto incompreensivas para quem estava do lado de fora do escritorio. A porta então se abriu devagar revelando uma mulher muito bonita, seios fartos, de cabelos longos e ruivos.
_ Aizen-san, pode me ligar quando quiser e..... — foi interompida pela porta sendo fechada com tudo em sua cara.
Toda cena foi obersavada de canto por aquelas duas figuras. Um dos homens olhou quando a ruiva baixara a face e desviou seu olhar logo em seguida para o outro, que embora tivera visto tudo, mantinha-se sério em seu semblante, porém com uma trsiteza profunda no olhar. Ela desceu as escadas passando pelos dois, sem encará-los e seguiu para fora, parecia muito bem saber o caminho. Antes que eles a pudessem seguir, a porta do escritorio de abre novamente e alguém chama pelo dois.
_ Esperem, antes eu tenho algo para vocês. — com um envelope nas mãos encarou os dois homens ali parados. _ Quero que dêem um "recado" para esse homem. — estendeu o envelope na direção deles. Grimmjow que já estava praticamente do lado de fora, olhou para o outro, que se quer se moveu ou encarou Aizen.
Voltou rapido e pegou logo o envelope das mãos dele. _ Pode deixar, Aizen-san. — saiu depressa pela porta sendo agora seguido pelo outro.
Do lado de fora, longe dos olhares de Aizen, Grimmjow segurou com força a gola do paletó do homem que o seguia e o socou contra o carro. _ O que acha que está fazendo Ulquiorra?? Ficou louco?? — encarou a face palida daquele homem, que desviou seu olhar imediatamente sem esboçar nenhuma reação. _ Leva ela pra casa. — o soltou com tudo contra o carro.
_ O que?
_ Leva ela pra casa, que eu cuido disso. — apontou para o tal envelope e de cara amarrada e sem esperar resposta, entrou no seu carro, fechou a porta com tudo e saiu.
Ulquiorra por sua vez, entrou no outro veiculo, onde Inoue estava. A olhou e pode ver seus olhos levemente molhados e avermelhados. Sentiu vontade de abraça-la, sim apesar de tudo, sentiu vontade de tocá-la e perguntar porque continuava com aquilo. Mas, mais uma vez engoliu a tal questão, pois nem precisava da resposta, era melhor não escutar a tal resposta, que ele já sabia bem qual era. Quem sabe assim doeria menos em si, quem sabe assim ele pudesse continuar olhando aquela mulher que tanto amava ali ao seu lado com a mesma doçura.
Na estrada, Grimmjow dirigia seu carro como um louco furioso. Não se conformava pelo fato de Ulquiorra ter que suportar aquilo. Ver a mulher que ele dizia amar se deitar com outro bem na sua cara? Isso era incompreensivel. Amor? — pensou ele. Seria esse tal de amor, que aquele emo dizia sentir o responsavel por ele suportar tudo isso? Aumentou o volume do rádio, que tocava um metal pesado e seus pensamentos foram parar sem explicação em outra pessoa. Aquela mulher com aqueles olhos tão penetrantes, com quem já estivera tantas vezes, mesmo as escondidas, mas nem ligaria se tivesse que continuar a ser assim. Na verdade, seira maravilhoso se pudesse estar com ela naquele momento.
_ Tsc... porque eu estou pensando isso... — disse para si mesmo em tom de reprovação, voltando a si e pisando mais forte no acelerador.
_ Até que enfim, esse maldito dia terminou. — praguejava Ichigo enquanto fechava a porta de seu escritório. _ Já não me bastava tudo aquilo de manhã com aquela nanica metida e o Ishida resolve dar o cano no serviço. — caminhava pelo corredo, falando sozinho inconformado. _ Preciso mesmo é de uma bebida.
Pegou seu carro e saiu pela cidade, passando por varios lugares badalados e entupidos de gente. Mas curiosamente não parou em nenhum deles. Não queria farras e aglomeração de pessoas, queria sim era encher a cara, voltar para casa e dormir, quem sabe assim a sua mente se esqueceria da merda de dia que tinha passado. Rodou até o extremo da cidade e parou em um simplório barzinho. Adentrou o pequeno local, que tinha um balcão bem na entrada, algumas mesas ao lado com pessoas jogando cartas e logo ao fundo uma daquelas antigas jukebox que tocava uma musica qualquer. Sentou-se num dos bancos junto ao balcão, esperando para pedir uma bebida. E queria uma bem forte que o pudesse derrubar logo de cara. Alcool puro quem sabe? Pensou ele. Absinto talvez? Não, realmente o sabor não lhe agradava.
_ Um whisky duplo, por favor. — pediu, digamos que o de sempre. E logo que chegou, praticamente o virou de uma vez.
E assim foi, duas, três, cinco doses. Olhou em volta e o lugar que já não tinha muita gente, agora tinha menos ainda.Já sentia sua cabeça rodar um pouco, enquanto fazia sinal para o barman trazer mais uma dose. Nesse mesmo tempo, uma figura entra no local e passa por tras do ruivo, sentando-se uns três bancos ao lado, fitando discretamente o jovem Kurosaki. Conhecidencia? Pensou aquele misterioso homem, que agora tinha um leve corte acima do supercilho esquerdo e que também parecia sedento por uma bebida.
_ Dia dificil? — perguntou o barman enquanto servia a bebida ao ruivo.
_ Nem me fala. — respondeu entediado segurando seu copo de bebida.
_ Mulher? — tornou a perguntar o barman, enquanto se afastava e servia uma cerveja para o homem recem chegado.
_ Ha!! — riu um pouco alto, virando logo em seguida a bebida na boca. _Aquela nanica metida. — balbuciou para si, mas de maneira que chamasse a atenção daquele homem sentado mais a frente ao seu lado.
_ Mulheres são extremamente complicadas, não é mesmo? — disse a figura masculina, com sua cerveja em uma das mãos e um prato de amendoins na outra, sentando-se ao lado do ruivo.
_ Se são. — respondeu, levantando seu olhar e fitando aquele estranho de cabelos azuis que tentava puxar conversa.
_ O que foi, ela te dispensou? Pegou ela com outro? — perguntou despretencioso, dando um gole em sua bebida.
Antes de responder, o jovem Kurosaki deu um sorriso debochado. _ Digamos que eu tenha me dispensado. — fitou o outro homem que franzia o cenho, como se não tivesse entendido nada. _ Sabe, eu poderia ter qualquer mulher nessa merda de cidade, mas eu não sei o que é, eu fui querer justo aquela nanica metida. — continuou falando um tanto desconexo, e já com a voz mole. _ Ela foi um desafio para mim. Ela e aqueles olhos sedutores que ela tem, aquele jeito mandão dela....
Grimmjow só ouvia, enquanto o ruivo visivelmente embriagado continuava a tagarelar sobre aquela mulher que ele sabia bem de quem se tratava. Sabia também que de certa forma estava sendo muito imprudente ao se aproximar de Kurosaki Ichigo daquele jeito, por outro lado se não o fizesse, seria corroído pela curiosidade de saber se realmente a pessoa que o ruivo se referia era mesmo Kuchiki Rukia e o que havia ocorrido entre os dois. E outra, a essa altura vendo a situação nada sobria daquele homem ao seu lado, não tinha com que se preocupar, já que no dia seguinte ele nem se lembraria de ter conversado com alguem.
_ E você?? Tem alguém, alguma mulher? — perguntou Ichigo, fitando o azulado.
_ Eu? — fez uma pausa e lambeu os labios antes de responder. _ Tenho e não tenho ao mesmo tempo, já que nossos encontros são escondidos e quando ela quer.
_ Como assim? Ela é casada, né? — retrucou o ruivo
_ Não. Acho até que se ela fosse seria menos complicado. — encarou o ruivo que o olhava com certa duvida.
_ Se é tão complicado assim, porque ainda continua?
_ Sei lá!
_ Sei lá? Não, ou essa mulher é muito gostosa ou alguma coisa você tem que sentir por ela . Não sei, só pode pra você aceitar que ela mande em você e faça tudo do jeito dela. — nada sóbrio, falava como aquele estranho como se aconselhasse um velho amigo.
_ É talvez eu goste desse jeito dela. O que não tem de tamanho, tem de autoritario. — falou com um leve sorriso nos labios.
_ Sabe, é engraçado. Parece até que estamos falando da mesma pessoa. — gargalhou, enquanto o de cabelos azuis fechava a cara e terminava sua cerveja.
Depois do comentario do ruivo, ficaram em silencio por alguns instantes, que só foi quebrado quando Grimmjow se levantou deixando algumas notas sobre o balcão. _ Mulheres complicadas são um saco! — proferiu e segiu em direção a porta. Ichigo permaneceu mais um pouco, e com certa dificuldade saiu do local e chegou até seu carro. Sua cabeça rodava, mas agora a unica coisa que queria era sua cama e dormir para esquecer aquele dia. Imprudentemente, deu a partida em seu veiculo e segiu.
Longe dali, na casa do lago, Rukia abria a porta dos fundos da casa com uma garrafa de vodka, com menos da metade na mão. Depois de toda aquela confusão, pediu para que Hinamori desmarcasse todos os seus compromissos, pois não estava com saco para mais nada. Pegou seu carro e foi para aquele lugar, o seu "refugio", como costumava chamar a casa que tanto gostava que ficava a beira do lago. Precisava esfriar a cabeça, então assim que chegou, pegou aquela bebida e saiu para caminhar e só agora depois de horas estava voltando. Assim que entrou, deixou o litro sobre a mesa e foi se "largar" no sofá, porém assim que o fez, seu celular toca e ela o pega observando um tanto confusa o numero, mas mesmo assim atende.
_ Olha, hoje não é um bom dia... — atendeu rispida
_ Ah é? Só porque você brigou com seu namoradinho?? — retrucou sarcastica a voz masculina.
_ Do que você está falando, Grimmjow??
_ Ué, daquele playboyzinho Kurosaki Ichigo. Não foi com ele que você andou dormindo? — perguntou irnonico, ouvindo um "o que?" vindo dela ao fundo. _ Não sei o que aconteceu, nem o que você fez, mas aquele retardado ficou bem mal.
_ Como você sabe dessas coisas? — perguntou intrigada, porém ele nada respondeu. _ Não quer falar não fala, e foda-se você e aquele idiota do Ichigo. — exclamou irritada.
_Calma, meu amor! — riu ironico. _ Você está muito estressada. Vixe pelo jeito aquele cara, não deu conta do recado. — provocou rindo mais uma vez, enquanto a morena só ouvia. _ Mas eu sei fazer do jeito que você gosta. — falou pausadamente de maneira sedutora e sugestiva.
_ Olha Grimmjow, eu quero ficar sozinha tá. Então se é só isso. — desligou o telefone e o jogou sobre a mesa de centro. _ Esse desgraçado tinha que ligar justo agora? Falava sozinha enquanto levava uma das mãos a face. Embora aquela ligação tivesse deixado a pequena Kuchiki ainda mais irritada, ela teve sim o seu lado bom, que foi saber o quanto o poderoso devorador de mulheres Kurosaki Ichigo tinha se abalado com tudo o que ocorrera entre os dois. Sim ele realmente havia se abalado.
Tirou a mão do rosto e levantou o olhar, que parecia um tanto satisfeita agora, porém seus olhos tiveram a atenção chamada por algo guardado no rack da tv bem a sua frente. Curiosa, se levantou e foi até lá pegando o que parecia ser um antigo album de fotos. Se sentou novamente, passando suavemente uma das mãos sobre o relevo da capa que dizia "Memories" e logo em seguida o abrindo. Os olhos sempre atentos e curiosos dela, agora pareciam saudosos e emotivos ao ver a primeira foto do album, que trazia ela ainda bem pequena, seu irmão e seus falecidos pais, ali mesmo naquela casa. _ Acho que eu tinha uns seis anos aqui. — pronunciou baixinho.
Na proxima, estavam os três inseparaveis amigos de infancia juntos. E era notavel o contraste entre eles. Byakuya de cara fechada, a sorridente Rukia agora com dez anos e ao seu lado Aizen, com seus olhares enigmaticos demais para um jovem de apenas quinze anos. A outra foto trazia todos reunidos, a familia Kuchiki e claro Aizen e seus pais no ultimo encontro naquela casa. A morena suspirou saudosa em meio a um discreto sorriso, nossa como tudo aquilo lhe boas recordações. A foto seguinte havia sido tirada um ano antes da morte de seus pais, aquela foi a ultima foto dela junto daqueles que tanto amava. Tocou carinhosamente as figuras paterna e materna uma de cada vez. Piscava os olhos sem parar, como se lutasse com as lagrimas que teimavam em brotar. Porém, esses mesmo olhos pareceram travar ao fitar outras duas figuras na mesma foto. Uma delas era ela mesma, agora com recém completados dezoito anos e a outra era aquele que daria tudo para esquecer. Resolveu ir logo para a proxima foto, a ultima, mas foi pior. Sentiu seu coração apertar por um momento e se surpreendeu com essa inesperada reação de si mesma, já que nem ela mesma sabia como reagiria ao ver a imagem daquele homem, ainda mais junto dela, depois de tanto tempo. Num impulso, retirou a foto do album e a segurou com as mãos em ambas as extremidades. A vontade de picotar aquela dolorosa recordação era grande. Olhou mais uma vez a imagem daquele homem que se posicionava atras dela, enlaçando sua cintura e deixando seus rostos bem proximos. As mãos unidas em volto ao seu corpo, deixavam gritantes o brilho dourado das alianças recém colocadas em seus dedos. Rukia tinha vinte anos naquela época.
Mantinha os olhos cerrados diante daquela imagem, que mesmo depois de tanto tempo lhe trazia uma imensa tristeza. Suspirou devagar e relaxou as mãos, rasgar aquela recordação poderia até lhe trazer uma satisfação momentanea, mas que logo seria apagada por aquele enorme rancor que ainda sentia. Recolocou a foto no album e o fechou, trazendo-o junto ao peito. _ Porque você me deixou? Porque você me deixou aqui sozinha, seu idiota.
Notas finais
Espero que sim e espero também pelos coments de vocês. Criticas, sugestões, elogios e até reclamações são muito bem aceitas. Então não se contenham e escrevam a vontade! Eu juro que irei responder a todos.
No proximo capitulo acontecerá o reencontro dos nossos queridos....e qual será a reação deles???
Até o proximo pessoal!!
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