Sin City

12 Me deixe te desvendar


Notas iniciais
Olá pessoas!!!
Começando, claro agradecendo a todos pelos reviews, não só do capitulo anterior, mas também pelos primeiros capitulos, que continuo a receber até agora! Simplesmente ADORO!!!
Bom, agora sim mais um capitulo para vocês. Com certo atraso, eu sei. E desde já peço desculpas por isso. Não ficou exatamente como eu queria que ficasse, então espero que pelo menos consigam ler até o fim.
Boa leitura!

Uma semana havia se passado, e Rukia não atendia nenhumas das insistentes ligações de um certo ruivo, que ligou todos os dias, menos nos dois ultimos. Ótimo! Pensava ela. Quem sabe não tinha desistido e a deixava em paz de vez.


_ Hinamori, tem certeza que tentou todos?

_ Tenho sim, Rukia-san. Todos os hotéis estão lotados desde a semana passada devido a varios congressos que estão acontecendo na cidade.

_ Droga! Porque que essas porcarias tinham que acontecer ao mesmo tempo? — praguejou irritada. _ É, não vai ter jeito, vou ter que ficar num dos hotéis daquele infeliz.

_ Você quer dizer do Sr. Kurosaki Ichigo?

_ É, desse infeliz! — gesticulou rabugenta com uma das mãos.

_ Mas Rukia-san, se não fosse ele eu não teria conseguido fazer a reserva e...

_ Espera um pouco, você está me dizendo que esse imbecil, idiota e cafageste sabe que eu vou ficar hospedada num dos hoteis dele?? — Inconformada, perguntava para sua pequena secretaria que apenas afirmava o que ela havia acabado de dizer. _ Pronto, era só o que me faltava... — revirou os olhos e entrou em sua sala.


Assim que saiu da empresa, a morena de olhos violetas, deu uma ultima passada em seu apartamento para pegar suas coisas. Agora só voltaria ali depois de vinte dias, que foi o prazo combinado para que a reforma do local ficasse pronto. Seguiu um tanto desconfortavel para o tal hotel onde ficaria esse tempo e quando chegou lá, já passava das oito da noite. Pensou em ir tarde mesmo, para evitar um possivel encontro com aquele homem.

O local estava movimentado com varias pessoas no hall de entrada, sendo que muitas delas também aguardavam para fazer o check in. Rukia conversava com uma funcionaria da recepção que finalizava o atendimento, e já chamava um mensageiro para que carregasse a mala dela.


_ Ora, ora! Então a minha hospede chegou. — se aproximava Kurosaki Ichigo com um sorriso nos labios falando naturalmente. _ Eu já te aguardava Kuchiki Rukia. — avançou até ela e tomou uma de suas mãos depositando um suave beijo.

A morena por sua vez, forçou um sorriso e o cumprimentou formalmente. _ É um prazer reve-lo Sr. Kurosaki. — puxou a mão ainda segura pelo ruivo e sacou logo de cara qual era a intenção dele, de não demonstrar nada ali a frente de outras pessoas e resolveu entrar naquele joguinho teatral.

_ Por favor a sua mala. — tomou a tal mala das mãos dela.

_ Não se incomode Sr. Kurosaki. — com um sorriso sinico, puxou a mala de volta para si.

_ Eu faço questão. — arrancou das mãos da baixinha e saiu andando, deixando algumas pessoas que observavam um tanto curiosas com a cena.


Seguiram em silencio do elevador a suite em que a morena ficaria hospedada por pelo menos vinte dias até que a reforma de seu apartamento ficasse pronta. Ela ria por dentro observando uma certa dificuldade dele ao carregar sua mala, enquanto ele pragueja em silencio, o que teria dentro daquela porcaria de bagagem? Como era pesada! E aquele sufocante silencio só foi quebrado depois que eles adentraram a suite.

_ Eis aqui a sua suite. — abriu a porta educadamente, mostrando o local muito bem arrumado a morena, que olhava um tanto admirada, pois era enorme e sequer era a mais cara do hotel. _ Eu digo que essa é a segunda melhor suite que temos. Nem a minha que fica no andar de baixo é assim.

_ Realmente é de muito bom gosto e.....

_ Porque não atendeu as minhas ligações? — perguntou sério interrompendo a fala dela, enquanto acomodava a pesada mala.

_ Então era essa sua intenção quando quis carregar minhas coisas até aqui? — retrucou rispida.

_ Já se esqueceu que esse hotel é meu e que eu trabalho aqui. — cruzou os braços e encarou a figura feminina que fazia um reconhecimento do local. _ Então eu faço o que eu quero aqui. Se eu quiser carregar mil malas eu carrego.

_ Ah é? — ela pegou a sua bolsa e remexeu na carteira. _ Ótimo trabalho Sr. Kurosaki. — tirou uma nota de dinheiro e estendeu na direção do ruivo.

_ O que é isso?

_ Ué, sua gorjeta. — caminhou a passos lentos na direção dele parando bem a sua frente. _ Sempre soube que é educado e comum dar gorjetas nos hotéis aos mensageiros. — sarcastica colocou a nota no bolso da camisa do rapaz lhe dando dois tapinhas em seguida.


Ichigo franziu o cenho de imediato, não tinha gostado nada da colocação da baixinha. A encarou mais uma vez, o que foi pior, pois aqueles olhos debochados dela só o faziam sentir mais desconforto e raiva. Então lhe deu as costas e bateu a porta da suite com tudo. E assim que o fez pode ouvir em alto e bom som as gargalhadas daquela maldita mulher atras da porta. Agora sim estava furioso, havia tentado uma aproximação, a sua maneira claro, e depois ser tratado assim dentro do proprio hotel?. Não isso ele não iria aceitar, definitivamente não tentaria outra aproximação, pelo menos não tão cedo.


Bem mais tarde, já de banho tomado e malas desfeitas, a pequena Kuchiki parecia inquieta em seu quarto. Deitada de bruços na espaçosa cama, mexia no controle remoto da tv e mudava sem parar de canal. Pensava no que havia ocorrido mais cedo. Será que havia sido dura demais com ele? Dura não, mas talvez sarcastica demais. Afinal ele aguentou em silencio até chegarem no quarto para ficarem a sós e enfim poder perguntar. Ainda inquieta, se levantou ajeitando o roupão preto que vestia e seguiu até a janela, observando vagamente a noite na cidade. Do nada um sorriso brotou em seus labios ao lembrar da cara de frustração do ruivo. É realmente havia pegado pesado. Porém o mais estranho e só agora ela havia se dado conta, era o que ela havia sentido no momento em que o viu. Não era raiva ou rancor, o que seria normal depois do ocorrido entre eles. Era sim um sentimento estranho que não soube nomear e que não fez sentido aos seus atos, já que simplesmente sentia seu coração a mil e suas pernas bambas diante da figura daquele homem. Não sabia explicar, mas só tinha certeza de uma coisa, aquele ruivo mexia mesmo com ela.

Em sua suite, o jovem Kurosaki havia acabado de sair do banho. Sem camisa, vestia apenas uma calça preta que o deixava bem a vontade. Realmente precisava relaxar, com o hotel cheio teve um dia corrido e exaustante, recebendo todos aqueles figurões e empresários. Aquilo era um saco. Porém era preciso fazer a social para esse tipo de gente, o que garantiria novos negocios no futuro, e foi por isso também que resolveu ficar ali mesmo no hotel ao invés de ir para sua casa. Espreguiço-se vagarosamente enquanto caminhava até o frigobar na intenção de pegar uma bebida. O bar do seu hotel seria bem mais interessante, só que a essa altura deveria estar lotado de gente, e hoje definitivamente ele não estava com paciencia para isso. Com uma garrafa de whisky nas mãos iria se servir, sim iria, já que foi interrompido por batidas a sua porta. Caminhou sem pressa até lá e abriu a porta devagar se deparando com aquela pequena figura feminina de cabelos negros, fechando a cara de imediato.

_ O que você quer? — perguntou seco, apoiando um dos braços no batente da porta.

A morena de olhos violaceos simplesmente deu uma boa olhada dos pés a cabeça do homem a sua frente antes de responder. E como estava lindo e sexy com aquele peitoral a mostra. _ Gelo. — estendeu uma pequena vasilha de inox na direção dele.

_ Gelo? Se você quer gelo deveria ter pedido para o serviço de quarto. — Ainda com o semblante sério, respondeu com certo desdem.

_ É que eu achei, que como dono desse hotel, você pudesse fazer isso. — Sinica, frisou bem as palavras antes também ditas por ele mesmo. _ E outra, talvez o gelo daqui tenha um sabor diferente. — sorriu de leve, para o rapaz que continuava de cara fechada a encara-la.

_ Tá!. — bufou tomando a vasilha das mãos dela, se arrependendo amargamente pelo que havia dito mais cedo. _ Sabor diferente? Pra mim gelo é gelo e ponto. — pegava o tal gelo do seu frigobar.

A morena por sua vez passeava pelo quarto. Era sim menor que a sua suite, porem de muito bom gosto. Com a cama ao centro, duas poltronas proximas a janela, aparadores de marmore com aromatizadores e uma confortavel chaise. O ambiente era muito agradavel e espantosamente organizado. Nenhuma roupa ou sapato jogado pelo quarto. Era realmente de se admirar para um quarto masculino.

_ Aqui o seu gelo, madame. — debochou embora ainda permanecesse sério.

_ Obrigada. — tomou delicamente a vasilha das mãos dele encarando aqueles olhos, que mesmo serios ainda eram incrivelmente sedutores. Aproveitando a proximidade, ousada ela pegou um dos cubos de gelo e deslizou pelo peitoral desnudo do rapaz, que se assustou a principio e tentou protestar, porem nenhuma palavra brotou de seus labios enquanto ela continuava a deslizar o gelo até seu abdomem, o que fez a pele dele se arrepiar de imediato.

_ O que...o que acha que está fazendo? — pronunciou com a voz baixa e um tanto baqueada.


A morena por sua vez nada respondeu, apenas levou o cubo de gelo aos labios e o chupou sedutoramente. _ O gelo daqui é bem mais gostoso, sabia? Pronunciou com a voz provocante. E essas palavras somadas ao gesto sedutor dela, mais que imediato ouriçou os sentidos do ruivo, que segurou o pulso dela com força e a puxou para si, fazendo o gelo voar longe.

_ Porque veio aqui, hein? a voz saiu rouca e sedutora. O braço livre, agora já rodeava a cintura dela e os labios já se roçavam de leve.

Nem foi preciso de resposta, ou melhor nem houve tempo para uma resposta, pois os labios se calaram em um beijo provocante e intenso. Os braços fortes dele abraçavam o corpo fragil e pequeno da morena com força ao mesmo tempo em que a vasilha que ela tinha em mãos aí ao chão e ela enlaçasse o pescoço dele, correndo os dedos pelos exoticos cabelos laranjas. Se separaram a procura de ar. Seus olhares ainda conectados e seus corações a mil, transpassavam bem todo desejo reprimido que aquele mal entendido deixou entre eles. A morena por sua vez, posicionou as duas mãos no peito do rapaz e o empurrou, o obrigando a dar dois passos para tras e cair sentado na chaise. Ela sentou-se em seu colo logo em seguida já colando seus labios aos dele. As mãos do ruivo percorriam o corpo dela por cima do fino tecido do roupão que ela usava. Provocante, como aquela mulher era provocante e irresistivel. Pousou as mesmas mãos sobre as coxas dela as segurando com gana, fazendo um leve gemido escapar por aqueles labios sensuais que tinha entre os seus. A morena aproveitava para passear os dedos e arranhar levemente as costas fortes do rapaz, enquanto descia os labios pelo pescoço quente dele. As vestes largas, já denunciavam a clara excitação do ruivo, que era sentida pela intimidade dela, que provocante se mexia devagar, arrancando suspiros inebriados dele.


Os corpos quentes e as respirações descompassadas eram só alguns dos claros indicios do quanto aqueles dois se desejavam naquele momento. As mãos dele exploravam as curvas da morena por baixo do roupão. A pele macia e alva se arrepiava a cada toque e gesto ousado proferido por aquele ruivo, que tinha o pescoço tomado pelos labios tentadores dela, que o mordiscava de leve. Estavam realmente a ponto de explodirem. A vontade de unirem seus corpos como um único parecia irresistivel. Ela se afastou um pouco daquele pescoço masculino e o encarou colocando agora as duas mãos em seu peito. E num subto se aproximou novamente, agora do ouvido do rapaz sussurando algumas palavras.

_ Obrigada pelo gelo... — disse com a voz doce, porém ainda embargada de luxuria, enquanto se afastava com um sorriso leve nos labios. Encarou o ruivo, que retribuiu sem entender nada e logo em seguida se levantou e saiu em direção a porta.


Fechou a porta atras de si e caminhou a passos rapidos em direção ao elevador. Apertou o botão varias vezes, como se assim fosse faze-lo chegar mais rapido ao andar. A vontade de ficar e continuar era grande, aquele homem era realmente irresistivel só de se olhar, imagine tocando e acariciando então. Não, definitivamente não poderia continuar, não queria mais se envolver com Kurosaki Ichigo, na verdade achava até que já tinham ido longe demais. Mas era dificil, sim como era dificil lutar consigo mesma, com os proprios sentimentos que nem sabia explicar. Perdida em seus pensamentos e anciosa pela chegada do elevador, nem percebeu que alguem se aproximava por tras a envolvendo com seus braços.

_ Mas...o que....acha que está fazendo?? — protestou sem sucesso, enquanto um certo ruivo decidido a pegava facilmente no colo e a trazia de volta para o quarto, entrando rapido e depositando seu pequeno corpo sobre a cama.


Ichigo manteve seu corpo sobre o dela, que relutava para se levantar. _ Posso te perguntar uma coisa? — pronunciou com a voz calma para a ainda relutante, que parou ao ouvir as palavras sendo pronunciadas daquela forma. _ Porque fez isso?

_ Porque? Porque é isso que eu faço. — um sorriso sinico brotou em seus labios acompanhado das palavras ao mesmo tom. _ Você não disse que eu sou um devoradora de homens? Que eu me aproveito, me satisfaço e depois descarto? Só que agora eu só me aproveitei um pouquinho, nem me saciei. — ainda sinica levou mais uma vez as mãos ao peito desnudo do rapaz na tentativa de se livrar.

_ De novo isso? — docemente acariciou os cabelos da morena, fazendo mais uma vez com que ela parasse. _ Olha pra mim Rukia, acha mesmo que eu penso isso de você? — buscou os olhos dela e os encarou serio enquanto esperava uma resposta, que não foi pronunciada, já que ela só desviou seu olhar para um dos lados, enquanto relaxava os braços e aparentemente desistia da fuga. _ Sabe eu falei muita coisa, mas no fundo eu só não queria me sentir rejeitado, rejeitado por você.

Rukia voltou novamente seu olhar para o ruivo com certa admiração. _ Ichigo...

_ E outra coisa, você tem essa imagem forte, decidida, mandona, que demonstra não se importar com nada e com ninguem. Mas sabe, acho que tem muito mais, e isso é só um muro, bem alto que você criou para esconder seus verdadeiros sentimentos. — espantada a morena olhava nos olhos castanhos dele, tão profundos que pareciam ler sua mente e entender seus sentimentos. _ Porque não me deixa pular esse muro? Deixa eu te mostrar como pode ser bom todos esses sentimentos juntos. — sorriu, acariciando o rosto admirado dela, que visivelmente não tinha palavras para responder.

Parecia ver sua alma sendo decifrada ali a cada palavra dita por ele. Seria verdadeiro? Tudo aquilo, todas aquelas palavras seriam verdadeiras? _ Se esse muro é tão alto, você pode se machucar sabia?

_ Acho que é um risco que estou disposto a correr, nanica. — respondeu com um sorriso verdadeiro estampado no rosto.


Foram as ultimas palavras antes que seus labios se tocassem, começando um beijo. Porém esse era diferente dos outros, era calmo e terno, que parecia selar aquele sentimento crescente ainda sem nome e sem uma definição exata para ambos.

Notas finais
Desta ves não irei perguntar se gostaram, pois como eu já citei lá nas notas iniciais, esse capitulo não ficou como eu gostaria que ficasse. Então só me resta humildemente me desculpar com vocês e prometer melhorar para os proximos.
Criticas e pricipalmente sugestões são muito bem vindas, então não se segurem.
Bjokas e até o proximo.