Sin City
22 Final (parte I)
Notas iniciais
Gente escrever esse ultimo capitulo tá me deixando doida! E caramba são tantas coisas para explicar e tantos acontecimentos que eu fui obrigada a dividir o capitulo em duas partes, senão ele iria ficar longo demais para o meu gosto. E foi exatamente por isso que não teve cap a semana passada, foi complicado achar digamos que uma "metade" para dividir esse capitulo.
Não posso esquecer jamais de agradecer pelos reviews, pessoal muito obrigada por não me abandorem! Mas mesmo assim ainda estou sentindo falta de alguns leitores (as).
Chega de enrolação, né? Capitulo de hoje com várias revelações e eu sei que vocês irão me odiar por acho que por todas elas e enfim capitulo tenso.
Espero que gostem!
No dia seguinte, Rukia voltava de uma reunião, a única programada para o dia, acompanhada de Matsumoto. O clima tenso entre elas deixava claro o quão pesada havia sido a conversa com os outros acionistas.
_ Kuchiki-san. – chamou Hinamori antes que ela entrasse em sua sala. _ O Kurosaki-san ligou e disse ocorreu um imprevisto e pediu para que você fosse na frente que te encontraria lá.
_ Que coisa boa, depois de uma reunião dessas, era só o que me faltava. – ironizou. Tinham combinado de irem juntos para a casa do lago passar o final de semana.
_ Kuchiki-san, ele disse algo a respeito do temporal que está se formando lá fora. – as três olharam na direção de uma das janelas ao lado da mesa da secretária e avistaram o céu acinzentado e repleto de nuvens negras.
_ Rukia-chan, não é má ideia você ir mais cedo mesmo.
_ Tem razão Matsumoto, você sabe que eu odeio dirigir quando chove. Então acho que só vou enviar um e-mail e já vou né, fazer o que. – bufou entediada adentrando sua sala.
E assim fez, enviou o tal e-mail e saiu direto para a casa do lago. Passou o caminho inteiro relembrando acontecimentos que se passaram lá e o quanto esses momentos haviam sido bons e que a partir de hoje, novos momentos bons também aconteceriam. Quando chegou lá, descarregou as coisas rápido e quando as primeiras gotas de chuva começaram a cair, ela finalmente entrou em casa. Tateou a procura do interruptor, já que o tempo nublado deixava a casa na total penumbra. Para sua surpresa assim que as luzes iluminaram o local, revelaram junto com os moveis rústicos da sala, uma figura masculina sentada confortavelmente no sofá. Instintivamente a bolsa que trazia consigo na outra mão foi ao chão e os lábios entre abriram na tentativa de pronunciar algo.
_ Eu estava esperando você, Rukia-san. – disse o homem com um sorriso sereno no rosto enquanto se levantava e caminhava na direção dela.
_ A...Aizen...Aizen-san..como entrou aqui?? – as palavras falhadas expressavam todo o espanto por encontrá-lo ali.
_ Como entrei? – parou diante dela e balançou um molho com algumas chaves. _ Desde aquela vez. – referia-se a ultima vez em que todos estiveram juntos ali. _ Você fez algumas reformas aqui nesta casa, mas não trocou nenhuma fechadura. – guardou as chaves no bolso e voltou seus olhos a observar o local. _ Ah essa... tantas lembranças boas aqui, não é Rukia-san?
_ O que você veio fazer aqui Aizen? – agora sem hesitar, soltou as palavras em tom sério enquanto os olhos daquele homem pousavam em si.
_ É que nós dois precisamos conversar. – sem desviar os olhos, aproximou-se rapido de Rukia e praticamente colou sua face a dela. _ Você precisa saber o que eu sinto e de tudo que eu fiz por você. – Tocou de leve uma das mãos no rosto dela e avançou em direção aqueles lábios que tanto desejava. Rukia se viu encurralada diante daquelas palavras e daquela reação dele. Num impulso, o empurrou de leve com uma das mãos e se afastou rapidamente.
_ Mas o que foi isso Aizen-san? – perguntou para aquele homem que permanecia de costas sem encara-la. _ Você....você tentou me beijar?? – mais uma vez ele nada respondeu, não com palavras, já que ao se virar para ela, o então costumeiro sorriso sereno dava lugar a algo malicioso, assim como seus olhos que agora transbordavam mistério.
Sem pensar duas vezes, Rukia saiu em direção a porta dos fundos, porém foi impedida por uma forte que agarrava o seu braço. _ Onde vai? Nós ainda nem conversamos, minha querida Rukia. – apertou com força o braço dela e a conduziu de volta para a sala, fazendo com que ela se sentasse com tudo no sofá.
_ Aizen-san o que está acontecendo com você?! Porque está fazendo isso?? – indagou descrente das reações tomadas por ele.
_ Porque estou fazendo isso?? Eu já disse que nós precisamos conversar.
_ Aizen-san você está nervoso. Não precisava ter feito isso, poderia ter me procurado mais cedo na empresa ou então ter esperado para conversarmos na segunda, em outro lugar e....
_ Esperado?? – perguntou rispido, fazendo com que ela se calasse de imediato. _ Querida Rukia, você tem noção de quanto tempo eu tenho esperado por você?? De quantos anos eu tenho esperado que você perceba o que eu realmente sinto por você e tudo o que eu fiz por você?! – exaltou-se atirando longe um pequeno porta retratos que enfeitava o rack.
Rukia emudeceu-se. Jamais havia presenciado tal reação de Aizen. Seu olhos perplexos captavam cada movimento agressivo dele, enquanto sua mente travava uma batalha dolorosa com todas as lembranças boas que tinha dele. Do homem sempre gentil e atencioso, que sempre lhe estendera a mão quando precisou, contra aquele que acabara de conhecer, agressivo, impulsivo e principalmente obsessivo, que lhe jogava na cara tudo que havia feito por ela. Balbuciou algumas palavras inaudíveis, até que finalmente a voz resolveu sair e ela conseguiu falar.
_ Aizen-san eu...
_Escute Rukia, antes que você fale qualquer coisa do tipo "eu sou eternamente grata a você" ou "você é como um irmão para mim", fique sabendo que eu já estou cansado de ouvir isso de você. – gesticulou com certo desdém com um dos braços. _ Agora deixa eu te contar alguns sacrifícios que eu tive que fazer por todos esses anos, mas preciso que você escute tudo quietinha, entendeu?. – sentou-se ao lado dela e segurou uma de suas mãos mesmo contra a vontade dela. _ Sabe Rukia sempre houve muitas pessoas entre nós, ali atrapalhando a nossa aproximação e sabe quem foi o primeiro de todos? – perguntou com ironia. _ O seu querido irmão Kuchiki Byakuya. – Rukia arregalou os olhos espantada. _ Não foi tão difícil tirá-lo do caminho, mas tive que usar muita lábia para convencê-lo a ir para Tóquio. – a morena tentou protestar, mas foi contida por ele. _ Depois veio aquele seu noivinho, e como era mesmo o nome dele? – levou uma das mãos ao queixo.
_ Kaien!? ? – disse ela um pouco confusa.
_ Isso mesmo minha querida, esse tal de Kaien. E devo confessar que esse deu trabalho. Tentei de tudo, dinheiro, viagens, outras mulheres. – ainda cínico, suspirou debochado com a situação. _ E ele recusou tudo. Ele disse que te amava e insistiu em continuar com aquele casamento. Então fui obrigado a impossibilita-lo de comparecer ao seu próprio casamento e em qualquer outro. – riu malicioso.
Ao escutar essas palavras, Rukia acertou com toda força o rosto de Aizen com a mão que estava livre. _ O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?? – esbravejou enquanto ele se virava novamente para si moldando novamente aquele sorriso malicioso nos lábios. _ Seu...seu louco... – disse já sem forças enquanto algumas lagrimas molhavam sua face.
_ Boa reação minha querida. – debochou levando a mão ao local avermelhado da face. _ Depois disso, você resolveu cair na farra até que um dia seu irmão apareceu, não por acaso é claro. Sabe depois disso, eu tinha quase certeza que você viria direto para mim, mas foi aí que apareceu aquele pirralho do Kurosaki. Realmente achei que seria só um passatempo, tanto para você quanto para ele. – remexeu-se um pouco no sofá. _ Mas me enganei e mais uma vez tive que tirar alguém do meu caminho. Não da maneira que fiz com o seu ex-noivinho. Com o Kurosaki foi algo mais "limpo". Uma mistura de sexo com uma desconhecida, atraso em compromissos com você e para finalizar uma pasta com as dolorosas lembranças do seu passado.
_ Foi você que armou tudo isso para que eu rompesse com o Ichigo??
_ Shhh...eu ainda não terminei. – tocou um dos dedos nos lábios dela, que virou o rosto em repulsa ao toque. _ Dessa vez eu não esperaria por você como fiz todas as outras vezes. Não, dessa vez eu estava decidido a te procurar e te confortar por todas desilusões que você passou e então finalmente te provar que sou o único que pode te fazer feliz. Só que para minha surpresa, você procurou esse tal conforto nos braços de outro homem. – a puxou para perto de si pelos braços ficando face a face. _ Agora me diga Rukia, como pôde se deitar com um reles serviçal como o Grimmjow??!! Ou devo perguntar, a quanto tempo?
Ela mais uma vez ficou atônita, como ele sabia daquilo? Como ele conseguiu descobrir já que sempre faziam tudo muito escondido, sem rastros e nem pistas? – seus pensamentos voltaram quando Aizen a sacudiu com certa rispidez como se cobrasse a resposta para sua pergunta. _ Você não tem nada a ver com isso e agora me solta! – praticamente ordenou tentando livrar os braços.
_ Sabia que não responderia. Eu poderia até perguntar a ele, mas uma hora dessas ele já não pode mais responder. – riu alto e Rukia mesmo com os pulsos seguros tentava acerta-lo com ódio.
_ O que fez com o Grimmjow???!!
_ Não posso acreditar que se preocupa tanto assim com aquele imprestável... – a puxou para si, envolvendo-a com força entre seus braços e colou os lábios nos dela. Rukia debatia-se enquanto ele se deliciava tendo entre os seus aqueles lábios que sempre desejou. Num ato desesperado, a morena entre abriu os lábios como se fosse permitir o beijo, aproveitou o toque mais profundo dos lábios dele para morde-lo com força, fazendo com que ele se afastasse imediatamente. Porém de imediato também veio a resposta que foi a mão pesada a lhe espalmar a face com força.
_ PORQUE??!! – esbravejou levando uma das mãos aos lábios manchados de sangue. _ Porque não pode aceitar o que eu sinto por você?? Porque não pode aceitar o meu amor??? – encarou a morena, que massageava de leve o lado do rosto acertado. Num impulso, sentou-se novamente a frente dela tentando tocar-lhe a face. _ Me desculpe minha querida Rukia. Mas viu o que você me faz fazer? Você me faz perder a cabeça. – Ela levantou o rosto e o encarou com fúria. Aqueles olhos violáceos agora envolto a lágrimas e a mais profunda ira expressavam perfeitamente os sentimentos sentidos por ela naquele momento. Era uma mistura de raiva e culpa, por ser o centro de tudo aquilo que aconteceu, mas principalmente sentia-se traída por aquele que tanto confiou.
Aizen pareceu nem se importar com o peso daquele olhar sobre si. _ E depois de tudo isso, você volta correndo para os braços daquele pirralho. – nesse momento os olhos expressivos dela dão lugar a mais profunda preocupação, já que Ichigo logo chegaria a casa. _ Não precisa se preocupar minha querida, que aquele pirralho é meu convidado de honra hoje. – riu sarcástico enquanto tirava uma arma prateada da cintura.
Enquanto isso, o jovem de cabelos laranja parecia impaciente dentro do elevador olhando para o relógio a cada cinco segundos. Assim que chegou ao andar desejado, saiu depressa e foi caminhando a passos rápidos pelo extenso corredor até chegar primeiro a mesa daquela pequena jovem que olhava distraída pela janela a chuva fina que caia lá fora.
_ Boa tarde....er...Hina...Hinamori-san. – cumprimentou um pouco hesitante, por não se lembrar bem do nome daquela moça, que se virou com tudo quase caindo da cadeira.
_ Boa..boa tarde Kurosaki-san, como vai?.
_ Bem, se não fosse pela minha namorada viciada em trabalho. – sorriu debochado. _ Ela está aqui na sala? – perguntou e já foi em direção a porta.
_ Ichigo?? O que está fazendo aqui?? – questionou uma voz feminina
_ Ah é você Matsumoto-san?! – o ruivo se virou e deparou-se com a recém chegada loira atrás de si. _ Eu vim buscar a senhorita trabalho, já que estou ligando para o celular dela e ela nem me atende. – disse com um sorriso torto nos lábios, porem logo mudou de expressão ao perceber a fisionomia seria da loira.
_ Ichigo, você não ligou para a Rukia mais cedo? – perguntou desconfiada.
_ Não, hoje eu fiquei visitando todos os hotéis com meu pai e.... – parou de falar quando Matsumoto simplesmente se virou e foi em direção a mesa da secretária de Rukia.
_ Hinamori! Me diga o que está acontecendo aqui?? Você disse que o Ichigo tinha ligado antes, mas ele não ligou. – questionou séria, porem a secretária nada disse, apenas tentava segurar o que Matsumoto não soube distinguir se era choro ou riso. _ FALA LOGO!! CADÊ A RUKIA?? – gritou exaltada e agora Hinamori explodia em uma gargalhada.
A voz alta da loira e as gargalhadas incessantes de Hinamori chamaram a atenção e logo Yoruichi e Ukitake apareceram para saber o que estava acontecendo e assim como os outros observaram incrédulos a cena protagonizada pela tão discreta secretaria, que tentava agora cessar com muito esforço o riso. _ Cadê a Rukia?? – ironizou ela. _ Uma hora dessas, aquela vadia deve estar recebendo o que ela merece e...- foi interrompida pela mão de Matsumoto estalando em sua face.
_ O que você fez com a Rukia, sua desgraçada! – esbravejou a loira, que foi contida por Yoruichi.
_ Cadê a Rukia?? – gritou Ichigo virando o rosto dela com uma das mãos.
_ Eu não fiz nada para ela e para falar a verdade foi ela mesma que fez. – disse com tom cínico, afastando a mão do ruivo. _ Por rejeitar o amor daquele homem e jamais reconhecer tudo que ele fez por ela. Aquela desgraçada tem que sofrer por cada dia que fez com ele sofresse e rastejasse aos pés dela. – as palavras raivosas causaram espantos nos quatro que escutavam perplexos cada palavra. _ Só eu sei como é ser rejeitado por alguém que se ama, só eu sei o quanto isso dói!! Só eu posso saber o que o Aizen-san passou todos esses anos!! — mais uma vez a mão pesada de Matsumoto acertava a face dela com furia.
_ A casa do lago. – disse Ichigo para si enquanto corria em direção ao elevador.
_ Ichigo! Onde pensa que vai sozinho?? – gritou Yoruichi enquanto Ukitake ligava para a policia.
_ Ligue para o Kenpachi! – pediu antes que a porta do elevador se fechasse.
Ukitake de um lado e Yoruichi do outro falando ao telefone desesperados e mais a frente uma loira que chorava inconformada diante daquela inexpressível figura que antes considerava uma grande amiga. _ Porque...porque fez isso com a Rukia, Hinamori? – perguntou cessando forçadamente as lagrimas.
_ Deixa eu contar Matsumoto uma coisa que vocês duas sempre quiseram saber, que é sobre aquele encontro entre eu e o Aizen-san a alguns anos. – fez uma pausa e sorriu de canto. _ Não aconteceu nada entre nós Matsumoto. Nós só conversamos naquele dia. E foi uma conversa que eu jamais vou esquecer. – encarou os olhos chorosos da loira com certo desdém. _ E quer saber o que ele me disse? Bom, ele disse que já amava alguém e esse alguém era ela... a minha amiga Kuchiki Rukia e que eu poderia ama-lo o quanto eu quisesse que eu jamais o alcançaria. O máximo que eu poderia fazer para que de alguma forma eu pudesse tê-lo por perto, era cooperar em ajudá-lo a conquistá-la. Eu não pensei duas vezes em aceitar, se essa fosse a única forma de senti-lo perto de mim.
_ Teve coragem de fazer isso com ela, mesmo ela sendo sua amiga e tendo te ajudado tanto?
_Ela deixou de ser minha amiga quando o Aizen me rejeitou por causa dela. Eu passei a vê-la como minha rival desde então. Vadia que sempre teve tudo, se já não bastasse o dinheiro e a empresa bem sucedida, tinha que ser também com os homens? – praguejou
_ Tem tanta inveja dela assim? – questionou Matsumoto com certo pesar na voz. _ Pessoas como você, que nós um dia encontramos perdida, sozinha e sem rumo, que não valorizam os pequenos atos que os verdadeiro amigos proporcionam, tem que terminar assim mesmo. – apontou para aquela pequena figura a sua frente. _ Completamente sozinhas, sem ninguém para compartilhar os sentimentos. E sabe porque? Porque elas são vazias, completamente vazias assim como você.
Ichigo dirigiu como nunca havia dirigido antes. Rasgava o asfalto molhado como seu esportivo. Tinha a mente focada unicamente em chegar o mais rápido possível naquela casa e encontrar Rukia lá. Não via mais nada a sua frente, a não ser aquela maldita estrada que parecia ter ficado mais longa. Ligou para Zaraki Kenpachi, mas estava tão nervoso que não soube explicar direito o que estava acontecendo, então apenas pediu para que ele também fosse para lá o mais rápido que pudesse. E o que realmente estava acontecendo? Essa era a pergunta que martelava em sua cabeça. De todas as coisas que Hinamori disse, as unicas que entendeu muito bem foram que Aizen tinha sentimentos maiores por Rukia desde sabe-se lá quando e que isso parecia ter se tornado doentio ao ponto dele fazer alguma besteira. A mente do ruivo relutava um pouco, não pelo fato dos sentimentos de Aizen para com Rukia, mas sim na possibilidade dele fazer algum mal a ela, já que ele sempre foi tão atencioso e zeloso com ela. Aquilo não fazia sentido para ele. Cessou os pensamentos quando enfim chegou a tal casa. Viu só o carro de Rukia estacionado e sem pensar duas vezes, saiu correndo do seu e entrou com tudo pela porta chamando por ela. Mas para sua surpresa se deparou com a pequena figura feminina sentada imóvel em uma cadeira na cozinha.
Rukia arregalou os olhos e uma expressão de pavor tomou conta de seu rosto ao vê-lo parado porta adentro. _NÃO VENHA! – gritou em desespero, mas foi em vão. Logo a figura de Aizen surgiu por trás dela e a silenciou tapando sua boca com uma das mãos.
_ Enfim o nosso convidado de honra chegou.
_ Tira as mãos dela Aizen! – Ichigo protestou e avançou na direção deles afoito.
_ Não faria isso se fosse você. – levantou a outra mão revelando uma arma e apontou para Rukia, fazendo com que o ruivo parasse imediatamente. _ Isso mesmo, seja um bom garoto. E na verdade você é um bom garoto. Olha só pra você, jovem, economicamente resolvido, bem apresentável, mulheres e mais mulheres aos seus pés, as vezes irresponsável e inconsequente, mas mesmo assim é um bom garoto. – Ichigo mantinha o cenho franzido e cerrava os punhos com força diante das palavras cínicas de Aizen. _ Agora me responda uma coisa, com tudo isso, porque a Rukia? Por que simplesmente não ficou com qualquer outra dessas tantas que vivem atrás de você?
_ Você não sabe o que está falando Aizen. – disse sério dando um passo lento a frente. Nesse momento Rukia aproveita a distração de Aizen e morde a mão dele que ainda tapava sua boca. Enquanto ele se afasta derrubando Rukia no chão, Ichigo avança sobre ele, mas antes que ele pudesse chegar, Aizen dispara com sua arma acertando o ruivo, que cai no chão levando imediatamente uma das mãos ao braço.
_ ICHIGO!! – Rukia grita desesperada tentando se aproximar dele, mas antes que ela pudesse chegar, foi puxada por Aizen, que a suspendeu do chão e a imobilizou junto a si.
_ Você viu o que você fez? – sussurrou Aizen junto ao ouvido dela que mesmo com certa dificuldade tentava olhar para o ruivo que continuava no chão e viu quando ele tirou a mão suja de sangue do braço. Tentou gritar mais uma vez, foi impedida por um dos braços que lhe apertavam com força o pescoço. _ Ainda bem que foi só de raspão, não é mesmo Kurosaki Ichigo? – falou cínico ao mesmo tempo que apontava sua arma na direção dele. _ Senão perderia toda a graça. – sorriu de canto e atirou sem piedade, enquanto Rukia se debatia tentando em vão fazer alguma coisa
Notas finais
Já estão me odiando?? rsrsrs
Me desculpem por ter parado bem nessa parte, tão...tão ...tensa. Mas como eu disse eu tinha que dividir esse cap. E para quem acompanhou minha outra fic (O caminho de cada um)...sim eu matei o Kaien de novo!!! rsrs. Tadinho adoro ele, mas sabe eu não resisto...rsrs.
Bom pessoal, então é isso e eu espero anciosa pelos reviews de vocês e como a segunda parte já está praticamente finalizada, vou fazer o possivel para postar no meio da semana.
Bjokas
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