Sin City

18 Encontros, desencontros e assuntos mal explicados


Notas iniciais
Olá queridissimos leitores!!!!
Sim.... tem cap novinho hoje!!! Mas antes,o que eu não posso jamais deixar de fazer é agradacer aos reviews do capitulo anterior e também de todos os outros. Pessoas, isso faz um bem, que não tenho como mensurar. Gostaria também de dar as boas vindas aos novos leitores, sintam-se em casa e falem o que quiserem com a autora aqui, sem vergonha mesmo. rs
Bom acho que hoje estou bem inspirada, já que concluí esse e o proximo já está quase pronto. OOOHHH!!
O cap de hoje é tenso e mais acontecimentos nada agradaveis irão acontecer com o Ichi. A fic está em um momento bem tenso agora, portanto paciencia pessoal e não me matem...rsrs
Boa leitura!

As horas pareceram voar naquele dia. Com a cabeça ainda estourando e um vidro de analgésicos pela metade, o jovem Kurosaki arrumava sua mala com pressa depois de todo aquele acontecimento de algumas horas atrás. Havia chegado fazia pouco tempo daquele lugar que ele sequer sabia onde era e que com certeza não queria mais se lembrar. Tinha conseguido depois de muito custo ligar para o seu pai, que foi busca-lo naquela espelunca fétida. Só teve tempo de tomar um banho e explicar por alto o que aconteceu para o seu pai, que insistiu para que ele fosse a policia, porém o jovem teimoso negou-se a ir. Também, ir a policia e dizer o que? Já que não se lembrava de nada do que aconteceu depois que aquela vagabunda loira se aproximou. O máximo que poderia dizer era que tomou uma bebida "batizada" e que transou sabe-se lá quantas vezes com uma loira gostosa, que se quer sentiu nada por estar dopado e que ainda teve o celular roubado por ela. Os policiais com certeza ririam e muito da cara dele.


Ainda tinha outro agravante, tinha que fingir estar tudo bem diante de suas irmãs, que estavam visivelmente preocupadas. Olhou pela enésima vez para o relógio. Estava atrasado e se não corresse um pouco mais, perderia o vôo, e Rukia com certeza o mataria se não chegasse a tempo como havia prometido. E Rukia? Como contar para ela o que aconteceu? Meu Deus se contasse aí sim seria um homem morto. Irritado, socou o que pôde na mala e a fechou. Sua cabeça a essa altura já tinha um nó dos grandes para desatar.



Em seu escritório, aquele homem de cabelos castanhos e olhar sereno, olhava vagamente para o nada, enquanto sua mente não conseguia apagar aquele cena do seu "quase" beijo com Kuchiki Rukia. E como aquela lembrança lhe trazia uma mistura de sensações, havia sido imprudente de sua parte sim, porém essa imprudência havia sido ótima. Sentir aquela pele macia perto da sua e aqueles lábios, rosados e chamativos tão próximos aos seus. Suspirava só de imaginar chegar ao fim daquela cena da maneira que ele planejava. Nesse momento seu celular toca e ao observar o número, um sorriso pretencioso surge nos lábios de Aizen e atende sem delongas.


_ Estava ansioso por sua ligação. E como foram as coisas?

_ Saiu tudo como o planejado Aizen-san. – disse a voz feminina do outro lado da linha.

_ Ótimo. Colocou o que eu lhe pedi na mala dele?

_ Claro Aizen-san, como você pediu. – falava com um tom debochado nas palavras. _ Você sabe que o meu serviço é completo. Faço como meu cliente manda.

_ É bom saber que posso contar com você Halibel. Farei o restante do pagamento em instantes em sua conta. – abriu seu notebook e rapidamente iniciou a transferência de valores.

_ Aizen-san, pode contar sempre com os meus serviços, principalmente se forem como esses. – riu alto.

_ Me lembrarei dessas palavras Halibel. – desligou e logo em seguida discou para outro numero e após muito custo atendeu. _ A quanto tempo meu caro D Roy.

_ A....Ai...Aizen-sama.

_ Que bom, vejo que ainda se lembra da minha voz. Sabe por que estou te ligando, não né? – o homem do outro lado da linha emudeceu-se por um instante. _ Tenho um servicinho para você. É bem simples se comparado a todos os outros que você já faz.

_ Aizen-sama, eu sinto muito mas, acho que desta vez não poderei...- a voz gaguejada remetiam todo o receio que ele sentia.

_ Não poderá?

_ Sim, Aizen-sama. As coisas por aqui tem ficado cada vez mais complicadas. A fiscalização está mais forte e está até difícil passar com as mercadorias. – com o mesmo tom de antes engasgava ao pronunciar as palavras.

_ D Roy, espero que não tenha se esquecido de quem foi que te colocou onde você está agora. Espero que não tenha se esquecido dos seus carrões, de suas belas mansões e belas mulheres. E que tudo isso foi graças a uma única pessoa. – fez uma pausa e escutou aquele estranho homem balbuciar alguma coisa ao fundo. _ AGORA NÃO VENHA ME DIZER QUE NÃO PODE FAZER ALGO POR MIM! – berrou socando a mesa e se levantando. _ Se o seu pagamento não é o suficiente ou o seu percentual sobre a mercadoria não é o suficiente, é só falar. Garanto que em menos de cinco minutos arrumo alguém muito mais competente para ficar no seu lugar.

_ Eu farei Aizen-sama, eu farei o que me pedir Aizen-sama!

_ Ótimo, então escute com atenção. Eu quero que intercepte uma pessoa para mim. Seu vôo sai as cinco da tarde da Republica Dominicana e irá fazer uma escala em Nova York. Atrase-o máximo que puder, por dois ou três dias está de bom tamanho. Não me pergunte como ou porque, apenas faça. – autoritário, interrompeu o outro que tentava se manifestar. _ Mais tarde, lhe enviarei todos os dados. – finalizou com um sorriso satisfeito nos lábios. _ Você não vai chegar a tempo aqui Kurosaki Ichigo e ela...será minha dessa vez.



Aeroporto de Nova York, enfim o avião acabara de pousar para uma conexão que levaria o jovem Kurosaki ao Japão. Agradeceu aos céus pelo vôo ter chegado no horário e pelo que pôde ver quando desembarcou, o avião que o levaria de volta sairia sem atrasos. Ótimo pelo menos uma coisa boa naquele dia tão conturbado, chegaria no horário para se encontrar com Rukia em Tóquio, para o tal coquetel do seu irmão. Daí para frente só teria um único problema, como a encararia? Contar ou não contar sobre o que aconteceu? Teria várias horas para pensar nisso durante o vôo. Caminhava pela área que dava acesso ao portão de embarque, quando foi interceptado por três homens, vestidos com ternos pretos e com crachás de segurança do aeroporto.


_ Senhor Kurosaki Ichigo? – perguntou um deles e o ruivo apenas assentiu com a cabeça. _ Preciso que o senhor nos acompanhe.

_ Desculpe, mas meu avião já está para partir e...

_ Senhor Kurosaki, isso não é um pedido, é uma ordem. – disse um quarto homem de aparência estranha, surgindo por trás dos outros. – sem muita opção ele os seguiu até uma saleta, com uma única mesa e cadeira e também um sofá.

_Agora posso saber o que está acontecendo? – indagou sentando-se na tal cadeira indicada por um dos homens.

_ Bom senhor Kurosaki Ichigo, é sabido que nós trabalhamos para garantir a segurança não só das pessoas que transitam por esse aeroporto, mas também indiretamente das pessoas fora daqui. E o seu rosto foi reconhecido como sendo um procurado internacionalmente.

_ Como é que é???

_ Isso mesmo, então até levantarmos todos os dados e fatos o senhor ficará aqui apreendido nesta sala. – continuou falando aquele homem de aparência estranha.

_ Olha, me desculpe senhor...

_ D Roy. Senhor D Roy, chefe da segurança desse aeroporto.

_ Ok, senhor D Roy. É que só pode estar acontecendo um engano. Eu sempre viajo para o exterior, inclusive já morei por anos aqui nos Estado Unidos. – levantou-se da cadeira, mas logo foi cercado pelos outros seguranças que o obrigaram a se sentar novamente. _ Eu tenho um compromisso muito importante que eu não posso adiar.

_ Sei, sei. – deu de ombros. _ É o que todos falam. Inocentes e cheios de compromissos. Acha que eu sou idiota, senhor Kurosaki?! – bateu uma das mãos espalmadas sobre a mesa. _ Até nós terminarmos as averiguações, o senhor ficará aqui quietinho. O senhor entendeu? – embora a pouca altura, esbravejou em tom autoritário.

_ Eu preciso fazer uma ligação...... e as minha coisas? – levantou-se e saiu atrás dos homens que se retiravam da sala.

_ Aqui não é delegacia senhor Kurosaki e as suas coisas estão confiscadas. – com um sorriso sarcástico nos lábios, o tal chefe da segurança falou essas ultimas palavras e fechou a porta na cara do ruivo, que esmurrou a parede com ira. Literalmente aquele não era o seu dia de sorte.



O coquetel no terraço de um luxuoso prédio comercial em Toquio já havia começado e já circulavam por lá também vários médicos e amigos do irmão da pequena Kuchiki, que com seu vestido preto tomara que caia e seus cabelos negros presos, circulava entre eles com seu celular em mãos e um olhar visivelmente preocupado. O que havia acontecido com Ichigo? Ele que já deveria ter chegado a horas, nem dera sinal de vida, não atendia o celular e até mesmo Ishida não sabia nada. Aquilo era angustiante. A alguns instantes atrás, seu celular havia tocado, porém era Hinamori lhe passando o telefone do aeroporto de Tóquio. Ligou imediatamente para lá, e para sua surpresa, foi informado que o vôo havia chegado no horário e sem problemas. Agora sim estava preocupada. O que teria acontecido? Permanecia encostada num dos cantos do local a observar os convidados, literalmente não estava com humor para ser social com eles. Porém um grupo de três jovens médicos que trabalhavam com seu irmão se aproximaram e um sorriso forçado surgiu de seus lábios quando eles a cumprimentaram.


_ Então você é a irmã mais nova do chefe? – disse um deles. _ Nossa você é realmente linda! – Rukia, que estava sem paciência nenhuma forçou mais uma vez um sorriso. Era um saco, mas tinha que pelo menos parecer educada, embora sua vontade fosse de mandar aqueles três a merda.

_ Deixa o chefe ouvir você falando isso. E além do mais, ele disse que ela já tem namorado. – disse o outro.

_ É, mas ele não está aqui. E nem o chefe está aqui. Então se a Rukia-chan quiser, podemos fazer companhia a ela.


Rukia simplesmente se sentia um cordeiro em meio a lobos famintos, e aquilo já estava se tornando entediante. Abriu a boca para falar alguma coisa pouco educada, mas foi contida por um braço masculino que passava por seus ombros.

_ Ah Rukia-san, vejo que já conheceu os subordinados de seu irmão na clinica. Isso poupa o trabalho de uma apresentação formal da parte dele, não é mesmo, meus caros jovens? – aquele homem de gestos e voz serenos, porém de olhar intimidador encarou os três, que logo se afastaram.

_ Não precisava se incomodar Aizen-san, eu sei me defender desses tipinhos. – sentia-se desconfortável pela maneira com que fora abordada sendo envolvida pelo braço dele. Talvez antes do acontecido naquele dia na danceteria não se importasse com isso, porém agora era visível que não estava a vontade.


Nesse momento era Byakuya que se aproximava para cumprimentar o velho amigo. Depois das formalidades e de falar sobre alguns assuntos, ele não poderia deixar de comentar a respeito do "namorado" de sua irmã, que olhava angustiada para o celular a cada minuto. _ Você o conhece Aizen-san? Conhece esse tal de Kurosaki Ichigo? – com tamanha frieza na voz, fitou a irmã de lado, que o encarou sem entender qual era o intuito daquela pergunta.

_ Já fizemos negócios algumas vezes. É rapaz jovem que herdou a rede hoteleira do pai e age como todo o jovem comum de hoje em dia.

_ Entendo, deve ser mais um pirralho desmiolado como tantos outros por aí.

_ Ele parece ser um bom rapaz Byakuya, não o julgue antes de conhecê-lo. – tentou apaziguar, pois percebeu que a qualquer momento Rukia teria um ataque ali ao seu lado.

_ Sei, tão bom que não está aqui hoje. – voltou seus olhos para a irmã, que o fuzilava. _ É Rukia, parece que essa é mesmo a sua sina, sempre arruma homens que te deixam esperando ou que largam.


O desdém com que aquelas palavras foram ditas foi o suficiente para a morena explodir de ódio, só que ao invés de esbravejar como era de costume, deu as costas para o irmão e saiu apressada passando pelo meio dos convidados. Para Byakuya essa atitude de lhe dar as costas era pior que uma discussão acalorada. Ameaçou ir atrás dela, mas foi contido por Aizen. _ Deixa que eu cuido disso. – disse e saiu atrás da morena, a alcançando já no estacionamento.

_ Olha Aizen-san, me desculpe, mas eu não quero conversar agora. – revirava a pequena bolsa a procura das malditas chaves. Mas espera, nunca iria encontra-las, já que não estava de carro, tinha vindo com seu irmão. _ Que beleza. – murmurou com desanimo para si mesma e logo em seguida olhou para aquele estático homem parado pouco atrás de si.

_ Vem, eu te dou uma carona.


O caminho seguiu silencioso até o apartamento de Byakuya. A morena mantinha os olhos fixos nas ruas de Tóquio sentindo que vez ou outra os olhos de Aizen pairavam sobre si. Entraram no estacionamento do prédio e quando parou o carro, Aizen resolveu quebrar o silencio.


_ Rukia-san, tem algo que eu quero, ou melhor que eu preciso falar com você. – desligou o carro tirando o cinto de segurança e se virando para ela.


A morena por sua vez não queria falar, definitivamente não estava nem um pouco a fim de falar. _ Olha Aizen-san, acho que eu não quero mais falar sobre esse assunto...

_ Não é sobre hoje. – interrompeu. _ É sobre aquele dia na danceteria. – nesse momento Rukia sentiu um arrepio percorrer sua espinha, se sentia desconfortável ao tocar naquele assunto e mesmo a contra gosto, parou para ouvi-lo. _ Não sei nem como começar, mas eu preciso me desculpar. Foi totalmente impensado agir daquela maneira com você. Acabei não te vendo com os mesmo olhos sempre, acabei te enxergando como uma mulher, linda, ali bem a minha frente. – mentiu descaradamente, pois sempre enxergou Rukia com outros olhos, olhos pretenciosos e cheios de cobiça. _ Acabei não segurando meus impulsos. – desviou seu olhar lamentando-se.

_ Tudo bem Aizen-san. Eu confio em você, sei que não faria isso por maldade e que jamais teria segundas intenções. – era realmente uma situação embaraçosa. E dizer mais o que para aquele homem que se desculpa ali a sua frente? Aquele homem que tanto confiava e que sempre esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis e que ainda continuava, a exemplo de hoje. _ Eu nunca vou pensar mal de você Aizen-san. – segurou uma das mãos dele e voltaram a se encarar.

_ Eu fico aliviado em ouvir isso. – expressou aquele seu típico sorriso sereno enquanto tinha seus olhos presos aos envolventes olhos dela.

_ Bom Aizen-san, eu vou subir. Obrigada por me trazer e me desculpe por te tirar da festa. – avançou e deu um beijo rápido no rosto dele e saiu do carro. _ Mas ainda está cedo, deveria voltar pra lá. – sugeriu pela janela que estava aberta.

_ Acho que não, a pessoa que mais me interessava naquele lugar já foi embora. – sorriu de canto ao mesmo tempo em que a morena se virava. _ Ah Rukia. E se houvesse mesmo segundas intenções?

_ Você é como um irmão para mim Aizen-san! Muito mais "irmão" do que o meu próprio irmão de sangue. – abriu um largo sorriso. _ Tenho certeza que tudo aquilo foi só cuidado demais com a sua "irmãzinha" aqui. – apontou para si mesma, acenando logo em seguida para ele que arrancava com o carro. Caminhou a passos lentos em direção ao elevador achando tudo aquilo muito estranho, não o fato de Aizen se desculpar, pelo que conhece dele, com certeza faria isso. Mas sim o fato desta ultima pergunta. Será mesmo que Aizen, aquele que ela considerava como irmão, tivesse mesmo outros interesses?

Notas finais
E então como foi???
Acho que vou levar uma pedrada se eu perguntar se vocês gostaram, por isso eu mudei a minha pergunta de sempre...rsrs
Está tenso né pessoal? E o proximo será um "pouquinho" pior. Varios acontecimentos se darão ao mesmo e uma "pequienina" discussão entre o nosso casal...Quando eu postar o proximo vocês porque usei diminutivos aqui...
Bjokas pessoal e espero pelos coments, ok?!