Sin City
20 E a vida tem que continuar...
Notas iniciais
Puxa pessoal, acho que nem se eu pedisse desculpas um milhão de vezes seria o suficiente para vocês me perdoarem pelo meu sumiço de só três semanas. Bom acho que é isso, faz tanto tempo que já perdi as contas....
Enfim as vezes penso que o dia deveria ter umas trinta horas, sei lá. Quem sabe assim, eu conseguiria fazer tudo. Mas como isso não é possivel, tive que fazer uma escala de prioridades, e infelizmente meus hobbys, acabaram ficando no fim da lista. Digo isso porque, escrever e postar essa fic, se tornou um dos meus mais prazeirosos hobbys. Fazer o que né gente, trabalho e estudo tem que vir primeiro, e eles tem me sugado muito tempo.
Bom, depois dessa minha "breve" justificativa, gostaria de agradecer a todos que enviaram reviews. Eu amei!!! Principalmente daqueles que andavam sumidos....gente eu sinto falta...rsrs. Vou responder a todos, prometo!
Agora vamos ao que interessa, o cap de hoje e eu acho que o titulo já é meio auto-explicativo.
Espero que gostem!
Naquela mesma noite, o jovem de cabelos alaranjados subia até a cobertura de um elegante prédio. O som alto já era ouvido por ele que tocava a campainha pela segunda vez, até que foi atendido por uma bela jovem, que o recepcionou com um largo sorriso. Adentrou o enorme apartamento e logo percebeu vários olhares femininos sobre si, não deu muita importância e foi direto procurar o dono da festa. E foi muito fácil encontrá-lo, já que a cabeleira vermelha se destacava no meio de uma roda de mulheres.
_ Yo, Renji! – cumprimentou com dois tapinhas nas costas.
_ Yo, Ichigo! – Abraçou o amigo com um largo sorriso. _ Meninas, só um minutinho que o papai aqui já volta. – virou-se com o ruivo, ouvindo vários protestos manhosos das mulheres ali presentes. _Até que enfim, pensei que não viesse mais.
_ É, eu também. — A feição entediada deixava claro que tinha ido sem a menor vontade.
_Qual é Ichigo?! Olha só a sua volta. – apontava para os convidados, ou melhor convidadas, já que 90% ali eram mulheres. _ Cara, isso aqui tá um harém!
_ Lá vem você de novo Renji... – bufava revirando os olhos.
_ Xii, fez voto de castidade agora só porque o seu namoro não deu certo? – ironizou, enquanto era fuzilado pelos olhos do ruivo. _ Ichigo, você tem que se animar cara. Olha só pra você...que cara de bunda é essa? — ironizou
_ Cala boca Renji, você não sabe o que está falando. – falou já irritado.
_ Meu amigo, a vida continua, com ela ou sem ela. – agora Renji mudava totalmente a expressão, falando sério, enquanto o ruivo arregalava os olhos espantados. _ Sei que isso pode soar duro, mas é assim que as coisas são.
_ Você fala como se fosse tão simples e como se entendesse tudo.
_ É eu com certeza não entendo, posso até imaginar, mas não entendo, porque eu nunca sofri por amor e dizem que é a pior dor que existe...
_ Sofrer por amor??? De onde você tirou isso??
_ Tsc, tá na sua cara, seu idiota. Parecendo até um luminoso bem grande. – deu um tapa na testa do ruivo, que protestou um palavrão qualquer afastando o braço de si. _ Não me leva a mal Ichigo, mas como eu disse, a vida continua com ou sem ela. – se afastou e voltou para a roda de mulheres, que o receberam com gritinhos histéricos.
_ Renji idiota...- disse entre os dentes, vendo o amigo se esbaldar em meio a aquele bando de mulheres. Odiava quando Renji fazia esse tipo de coisa, porém sabia que ele tinha razão, precisava continuar, porque a vida continuava. Talvez por isso tenha decidido vir a essa tal festa, a primeira depois de tudo o que aconteceu entre ele e Rukia. Soltou um longo suspiro e olhou em volta e realmente aquele lugar parecia uma vitrine, bastava ele escolher entre ruivas, loiras ou morenas. _ É a vida tem que continuar. – disse baixinho para si mesmo, enquanto ia pegar uma bebida.
Eram quase três da manhã, quando a pequena Kuchiki se desvencilhava com cuidado do pesado braço que envolvia seu corpo. Quando conseguiu, sentou-se a beira da cama e acendeu a luz do pequeno abajur, precisava procurar as roupas e partir, era assim que pensava naquele momento. Virou-se e fitou o semblante daquele homem ríspido e indelicado, que estranhamente naquela noite a tratara de maneira diferente, que ela juraria ser "carinhosa" demais vindo dele. Suspirou e ameaçou se levantar, mas teve o braço seguro por ele.
_ Aonde vai? – perguntou com a voz embargada de sono.
_ Que pergunta Grimmjow? Você sabe que eu preciso ir embora.
_ Esqueceu que está sem carro?
_ Não, eu vou chamar um táxi. – disse sem encará-lo.
_ Essa hora? – insistiu ainda segurando o braço dela.
_ E daí? – tentou se desvencilhar, porém ele a puxou fazendo com que ela ficasse de frente para ele.
_ Fique. – encarou os olhos violetas dela, que notavelmente se arregalaram com o pedido dele.
Ficaram assim por um instante. Rukia emudeceu-se, tentava dizer algo, porém as palavras não saíam, tentava também desvendar aqueles olhos que magnetizavam nos seus. Não sabia o que eles queriam expressavam naquele momento, já que não se pareciam nada com aqueles olhos cheios de desejo de algumas horas atrás, quando faziam amor. Mesmo sem dizer nada, sentiu seu corpo ser envolvido pelos braços fortes dele em um abraço acolhedor. Grimmjow afagava os cabelos negros dela com uma das mãos e com o outro braço a matinha firme junto de si a ajeitando em seu peito. Aos poucos sentiu o corpo dela relaxar junto do seu enquanto pegavam novamente no sono.
Enquanto isso na cobertura de Renji, o jovem Kurosaki, terminava de se vestir e abria a porta de uma das suítes do local, fitando uma ultima vez os corpos desnudos de duas mulheres que dormiam largadas na cama. O som alto agora dava lugar ao mais puro silencio. Talvez não tão puro assim, já que era impossível não ouvir os gemidos que vinham de uma das suítes. Pelo jeito Renji também não terminara a noite sozinho. Sendo assim, não se importaria de dar um jeito nas duas que tinham ficado no outro quarto. Era o que o ruivo pensava enquanto dava partida em seu carro. Saiu dali e dirigiu pela cidade, que mesmo de madrugada se mostrava estar em plena atividade pela quantidade de pessoas que circulavam pelas ruas. Com o juízo ainda comandado pela garrafa de whisky que havia tomado, avistava vários rostos, porém seus olhos pareciam procurar por um em particular e sem que se desse conta, lá estava ele, com o carro parado em frente ao prédio onde Rukia mora. Sem dificuldades entrou e foi direto ao apartamento dela, tocando insistentemente a campainha. Ela teria que atende-lo, agora ela não teria como fugir como fez em todas as vezes em que ele tentou falar com ela. Cessou os pensamentos assim que ouviu um barulho na maçaneta, porém para sua surpresa era Hanatarou, que lhe explicou que Rukia havia saído cedo da empresa e não tinha passado em casa, porém havia ligado a pouco, dizendo que não voltaria naquela noite.
Por um momento Ichigo chegou a duvidar, porém a expressão de Hanatarou, não parecia ser de alguém que mentia. E aquelas palavras caíram como um balde de agua bem gelada na cabeça dele, que agradeceu e saiu. Para Rukia não estar em casa essa hora, só podia significar uma coisa em sua cabeça, de que ela não estava sozinha. Mas, por ouro lado, o que diria a ela? Bom até sabia o que dizer, porém bêbado do jeito que estava e com cheiro de sexo recém-consumado exalando por cara poro de seu corpo, ela provavelmente o mandaria a merda. Jogou-se no banco do carro, passando as mãos pelos cabelos rebeldes e fechando os olhos com força. _ Mas que porra! — Soltou em voz alta. Não conseguia imaginar a possibilidade de Rukia, a sua Rukia estar em outros braços agora. Sentia o peito doer. Era tão insuportável que chegava a latejar. Mas foi então que caiu na real e sim, Renji estava certo, aquela era a pior dor que existia.
Na manhã seguinte, Grimmjow abriu os olhos com certa dificuldade e para sua surpresa, não havia ninguém ao seu lado. Sentou-se e olhou em volta percebendo que as coisas dela também não estavam lá. Soltou um longo suspiro e caminhou até o banheiro, que ainda estava molhado, mostrando que havia sido usado a pouco tempo. Sem se importar com isso, tomou uma ducha rápida, se trocou e desceu as escadas, porém assim que chegou na cozinha, se deparou com a morena que pelo visto usava uma de suas camisas e estava de costas tirando algo do forno. Como de costume franziu o cenho e ficou a observa-la sem dizer nada.
_ Já acordou? – perguntou ela ainda de costas para ele. _ Eu fiz torradas, você gosta?
_ O que está fazendo? – questionou com o tom um pouco seco.
_ Eu já disse, torradas. Você gosta ou não? – colocava a bandeja sobre a mesa, onde já estavam os dois copos e o leite quente.
_ Eu gosto, mas não....
_ Eu achei café e um pouco de açúcar naquele armário ali. – apontou para o móvel enquanto preparava a bebida.
_ Não precisa fazer essas coisas. – ríspido, cruzou os braços e se encostou na parede.
_ Estou com fome. – passou encarando o azulado, colocando a garrafa de café sobre a mesa. _ Vai tomar café comigo, ou não? – se sentou e fitou mais uma vez aquele homem que permanecia escorado na parede.
Mesmo sem vontade Grimmjow sentou-se a mesa. Não que não estivesse com fome, pois estava, mas sim por aquele fato ser diferente para ele. E simplesmente não sabia bem como lidar com aquela situação. Talvez por isso tenham tomado o desjejum sem dizer uma única palavra.
_ Você pode chamar um táxi para mim? – encarou o azulado que tentou dizer algo, porém foi interrompido. _ Tenho um vôo daqui três horas. – se levantou e subiu as escadas.
Quase vinte minutos depois, Rukia descia as escadas com as pontas dos cabelos levemente molhados e agora vestida com suas roupas. Se deparou com o azulado de braços cruzados encostado na porta de entrada da casa.
_ Seu táxi chegou. – disse ele apontando para fora.
_ Eu sei. – caminhou em direção a porta e o fitou pedindo passagem, e foi prontamente atendida. Saiu a passos lentos enquanto Grimmjow seguia atrás dela. Antes de entrar no carro, ela se virou e encarou mais uma vez aqueles enigmáticos olhos azuis, daquele homem que permanecia sério com as mãos nos bolsos. _ Obrigada. – sussurrou ela enquanto se virava, mas para sua surpresa, teve o braço puxado e os lábios selados carinhosamente por um beijo dele.
_ Sabe onde me encontrar. – com um leve sorriso nos labios, o azulado cessava o beijo e soltava o braço da morena, que sem encará-lo abriu a porta do táxi e entrou.
Grimmjow ficou ali parado observando aquele táxi partir até que o perdesse de vista. Mesmo depois de tantos encontros, esse sem duvida havia sido o melhor. Se sabia explicar o por quê? Não, isso ele não sabia. Só sabia que havia sido o melhor e que ele jamais se esqueceria de cada toque, cada beijo daquela mulher que mexia com ele de uma maneira que ele não sabia explicar. Suspirou e enfiou as mãos novamente nos bolsos voltando para dentro de casa, sem se dar conta que toda aquela cena era observada por um homem de dentro de um carro preto, parado na esquina, que soltava um sorriso satisfeito.
_ Agora eu te peguei.... Grimmjow seu desgraçado!
Notas finais
Sei que vocês mereciam muito mais por ainda terem a paciencia de acompanharem a fic mesmo depois de tanto tempo sem postar, mas mesmo assim espero que tenha agradado.
Como eu já disse lá nas notas iniciais, prometo responder a todos os reviews. Pessoal eu adoro essa parte de responder os reviews de vocês e me corrou por dentro quando não consigo fazer isso.
Ahhh!! Como boa leitora, estou devendo coments em varias fics que acompanho e algumas que comecei a acompanhar e vou passar em cada uma delas para deixar pelo menos um oizinho.
E é isso pessoal, Sin City está chegando ao fim. Acredito que só mais uns três capitulos para o gran finale.
Bjokas!!!
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