Sin City
17 Boa noite "Cinderelo"
Notas iniciais
Atrasei, mas cá estou com mais um cap fresquinho para vocês!
Mas antes eu tenho e preciso agradecer, primeiro aos lindos leitores que deixaram seus reviews, gente isso faz tão bem e eu adoro!
E segundo e especial agradecimento a lindissima Ruki-chan! E sabem porque? Estão vendo a novissima capa da fic?? Sim, foi obra dela! Ficou simplesmente perfect, não ficou? Amei, simples assim!
Acho que não tenho muito o que falar sobre o cap de hoje, o titulo já diz bem e vocês irão entender porque.
Boa leitura!
A brisa fria balançava os cabelos azuis daquele homem corpulento que saía afoito da badalada danceteria. Travava e destravava a chave tipo "canivete" de seu carro que estava em uma de suas mãos, deixando visível o quão inquieto estava. As palavras ditas a alguns instantes atrás não lhe saiam da cabeça. Como havia sido imprudente ao dizer tudo aquilo. E quando se referia a tudo era tudo mesmo, Aizen e suas intenções e também com relação a si mesmo, ao que sent...Estranhamente quando pensava nessa ultima questão, não aprofundava os pensamentos e eles simplesmente voltavam ao inicio de tudo. A única intenção que tinha agora era pegar logo o seu carro e sumir daquele lugar, porém sua atenção foi chamada por uma figura feminina inconfundível que descia de um carro. Talvez descer não fosse o termo correto, talvez enxotada fosse o mais apropriado, já que foi exatamente isso que aconteceu. Nesse momento caminhou mais devagar e ficou a observar aquela mulher com olhos visivelmente vermelhos, provavelmente causados pelo choro contido, revirar a bolsa e pegar o celular. Falou pouco e logo enfiou o aparelho na bolsa novamente, se encolhendo pelo ar mais frio do outono enquanto seus cabelos ruivos balançavam com o vento que soprava.
_ O que faz aqui, Inoue Orihime? — perguntou o homem se aproximando e assustando a mulher que tentava limpar a maquiagem borrada.
_ Grim...Grimmjow-kun? — virou-se dando de cara com o azulado que a encarava sério com as mãos nos bolsos. _ Eu...Eu....- gaguejou buscando pelas palavras porém nada saiu.
O azulado continuou encarando enquanto ela ainda procurava palavras para responder. A gagueira dela deixava perceptível o quanto estava nervosa e antes que ela pudesse tentar mais uma vez dizer algo, foi interrompida por ele. _ Ligou para ele? — a ruiva baixou os olhos e gesticulou positivamente com a cabeça. _ Tsc! Eu não entendo sabia? Ou melhor, eu não te entendo. Porque faz isso? — pausou esperando uma resposta, porem nada foi dito. _ Cara, eu não entendo porque você sai com esses caras mesmo sabendo que eles só querem transar com você! Fazendo isso você parece uma prostituta, sabia? Só que pelo menos as prostituas cobram pelo serviço.
_ Eu....eu não sou prostituta... — balbuciou ainda com o olhar baixo. _ Mas é que a mídia...
_ A mídia....a mídia.... — pronunciava com sarcasmo enquanto revirava os olhos. _ Garota, você é tão idiota que não percebe o que está fazendo com você e com os outros. — nesse momento a ruiva volta seu olhar para ele um tanto confusa. _ Não percebe que aquele idiota sofre toda vez que te vê assim nesse estado? — apontou para ela.
_ O Ulquiorra-kun não é idiota. — com a voz tremula tentava conter inutilmente as lágrimas que já rolavam pelo seu rosto.
_ Idiota então deve ser esse tal de "amor" que ele diz sentir por você. — ficou cara a cara com ela que continuava a chorar.
_ Ele....Ele disse isso? — perguntou em meio aos soluços.
_ Nossa! Você é mais burrinha do que eu pensava. — ríspido, maneou a cabeça negativamente. _ Escuta, você saí quando você quer, com quem você quer, transa com quem você quer e no final o que você ganha com isso? — Inoue permaneceu em silencio, seus olhos arregalados demonstravam todo o espanto pelas palavras ditas daquela forma por aquele homem, que continuou como um ditador em um acalorado discurso. _ A única coisa que eu posso afirmar, é que apesar disso tudo, ele ainda vai estar lá, te esperando. E ao meu ponto de vista sem esperar, ou melhor, sem receber nada em troca.
Aquelas palavras mais pareciam com um punhal, bem afiado que lhe cravava o coração com força. Será que era assim mesmo? Perguntou-se mentalmente enquanto observava aquele homem de cabelos azuis já distante de si. Sentiu vontade de gritar por um instante, pois só agora havia se dado conta de como estava sendo egoísta. De que aquela sua vontade de sempre estar na mídia, sob os holofotes custe o que custar, magoava alguém. E que esse alguém vinha sofrendo calado, aceitando tudo que ela fazia, simplesmente por amá-la. Como se o amor fosse tão simples. _ Eu...eu o amo. Eu te amo Ulquiorra-kun. — balbuciou para si mesmo apertando as mãos com força contra o próprio peito. Nesse momento escutou seu nome como num sussurro e virou-se para encarar aquele que a chamava.
_ Orihime?! — com o vidro do carro aberto admirou-se ao ver o estado em que ela se encontrava. Abriu a porta do carro e a ruiva entrou depressa aos prantos se jogando em seus braços.
_ Ulquiorra-kun....eu...eu... -
Ele lhe acariciava os cabelos, na tentativa de um consolo silencioso, já que nunca perguntava nada. O medo da resposta, ou o que a resposta pudesse causar em si eram sempre maiores que a curiosidade.
_ Ulquiorra-kun....me desculpe... — sussurrou em meio ao choro.
Escutar aquilo ali tão de repente não era algo que ele esperava. Aliás, não era algo que ele esperava escutar nem ali e nem em lugar algum. Como por instinto, tirou a mão que afagava os cabelos ruivos dela e sentiu como se o ar lhe faltasse por um instante. _ Vai ficar tudo bem, Inoue.
Muito longe dali, mais precisamente na Republica Dominicana, o sol se escondia lentamente naquele quente fim de tarde. Os olhos castanhos observavam um tanto perdidos aquela imensidão do mar, agora com suas águas azuis claríssimas mescladas ao vermelho do poente. Aquele lugar era realmente paradisíaco. Só saiu daquele transe, quando percebeu que seu pai se aproximava. Por incrível que pareça havia passado quase toda a tarde ao lado dele e mais incrível ainda foi que ficaram conversando racionalmente, sem nenhum chute ou cotovelada. Isso era realmente um milagre. Pois é, pelo menos quando se tratava de negócios, Kurosaki Isshin parecia ser racional.
_ Vou voltar para o hotel. Você vem?
_ Vou terminar minha bebida primeiro velho. — ergueu o copo mostrando que ainda havia um pouco mais da metade.
_ Te esperamos lá. — deu um tapa, dessa vez nada amigável no filho e logo saiu daquele aconchegante bar que ficava a beira mar.
O ruivo por sua vez se recompôs praguejando que realmente estava bom demais para ser verdade seu pai agindo de maneira normal, como qualquer outro. Sorveu um gole da bebida e assim que depositou o copo sobre o balcão, percebeu que estava sendo observado. Fitou de canto e notou uma loira alta vindo em sua direção. Disfarçou tomando mais um gole de sua bebida, enquanto a tal loira encostava-se ao balcão ao seu lado.
_ Olá!
_ Oi. — cumprimentou com um sorriso torto, sem encarar a tal mulher.
_ Também sozinho tomando uma bebida?
_ É que meu pai acabou de ir. — virou o copo na boca finalizando a bebida de uma vez só.
_ Humm. Sei... só que eu quis dizer, sozinho, entende? — disse agora com tom sugestivo.
O ruivo arqueou uma das sobrancelhas e virou para encara-la e movido pelo mais puro instinto masculino, a primeira coisa que olhou ou reparou foi no par enorme de seios que praticamente pulavam para fora da blusa decotada que ela usava. Respirou fundo e enfim voltou seus olhos para o rosto da mulher.
_ Prazer, eu sou Harribel.
_ Kurosaki Ichigo. — disse se levantando. _Olha Harribel, desculpe, mas eu já estou de saída. Foi um prazer.
_ É uma pena, eu até tinha pedido uma bebida para você. — apontou o barman que acabara de servir dois copos de bebidas.
_ Bem legal da sua parte moça, mas eu preciso voltar para o hotel e...
_ É só uma bebida. — passou o dedo indicador na borda de um dos copos. _ Fica tranquilo que eu não vou te morder ou te agarrar. Claro, a menos que você queira. — riu alto, deixando o ruivo um tanto sem graça. _ É brincadeira, bobinho.
Mesmo um pouco desconfortável, Ichigo resolveu ficar. A companhia talvez não fosse tão agradável, mas o lugar, a música, o clima ameno e a bela visão daquela praia, com certeza eram estímulos para virar aquela noite que acabara de começar. Porém essa não era a sua intenção, queria mesmo terminar aquela bebida aproveitando o máximo possível dali, já que partiria no dia seguinte. Voltou seu pensamento para aquela que havia ficado tão longe e que numa hora dessas, provavelmente estaria correndo para alguma reunião. Seria errado o fato de ele tomar uma bebida com uma outra mulher? Seria se ele tivesse segundas intenções para com ela, só que por incrível que pareça, essa não era a intenção de Kurosaki Ichigo. Uma mudança da água para a pinga, para aqueles que o conheciam e que o visse agindo assim. No final era só uma bebida e uma bebida não iria matar ninguém. Será?
A claridade vinda de uma fresta da janela parcialmente coberta por uma cortina antiga de temas florais iluminava parte daquele lugar pequeno de paredes escuras e mal cuidadas. Numa delas a tinta descascava e no teto varias manchas escuras, reflexo do tempo em que aquele lugar não era reformado ou pelo menos pintado. Na cama, um corpo remexia-se vagarosamente coberto apenas por um lençol velho e já amarelado pelo tempo. Os olhos pesados esforçavam-se para abrir. Fitou o local com eles ainda entreabertos e piscou uma, duas e foi só na terceira vez que eles se arregalaram. E não foram sós os olhos que reagiram, o corpo praticamente pulou batendo os dois pés com tudo no chão. Mas não foi por muito tempo, já que a cabeça rodou e mais uma vez aquele mesmo corpo se encontrou com a cama. E que dor era aquela? Sua cabeça agora parecia querer explodir a qualquer momento. Enfiou os dedos entre os cabelos laranjas, como se aquele gesto fosse inibir aquela bomba que pulsava ali. Que lugar era aquele? Perguntava-se mentalmente. Sentou-se e correu os olhos pelo quarto, avistando logo suas roupas jogadas num dos cantos. Voltou os olhos para si mesmo e foi então que se deu conta que estava completamente nu.
_ Mas que porra é essa? — perguntou para si mesmo, enquanto mesmo com certa dificuldade, se levantava e ia à direção da única janela do lugar. Afastou a cortina, tapando os olhos logo em seguida devido a forte claridade. _ Mas...que lugar é esse? — murmurou olhando para fora e vendo um lugar extremamente diferente do que ele estava ou mesmo dos arredores do hotel. Casas extremamente simples e um mundaréu de pessoas que se misturavam no que ele julgou ser uma espécie de feira livre. Com num instinto, fechou os olhos e respirou fundo, o que não foi agradável devido ao cheiro forte que vinha de fora e ao cheiro de mofo daquele quarto, se é poderia se chamar assim. Voltou a se sentar. _ O que aconteceu? — não conseguia se lembrar de nada.
Um branco, isso era tudo que Kurosaki Ichigo tinha em sua mente naquele momento. Esforçava-se para lembrar, porém as únicas coisas que se recordava, era seu pai lhe dando um tapa e voltando para o hotel e a visão daquela praia. Esfregou as têmporas com raiva. Tinha mais, claro que tinha mais que isso. Num estalo, se lembrou daquela figura feminina, alta e loira que se aproximou dele e lhe ofereceu uma bebida. _ Caramba! – exclamou e foi procurar suas coisas, que estavam em cima de uma mesinha num dos cantos do quarto. Sua carteira e seu cartão do hotel estavam ali, porém nem sinal do seu celular. _ Que merda! – lamentou-se com certa raiva virando o rosto para uma outra porta, que ele sequer percebera que estava ali, que dava acesso a uma espécie de banheiro, mofado e mal cheiroso. E foi uma péssima visão, não só pela estética ou pela falta de higiene, mas sim pelo fato de avistar algo muito mais lastimável, pelo menos um ou dois preservativos usados jogados num dos cantos do local. Socou a própria testa com força nessa hora, sem se importar com a dor que já sentia. Isso sim era uma merda de verdade. Agora sim se lamentava inconformado pela maldita hora em que aceitou aquela bebida.
Notas finais
Espero que sim, embora eu ache que muitos de vocês queiram me matar agora...rsrs
Mas calma gente, ainda tem bastante coisa para acontecer e em ritmo acelerado, pois a fic está entrando em sua reta final.
Espero anciosa pelos reviews de vocês! Podem me xingar, criticar (as vezes eu mereço...rsrs), elogiar (isso é bom!), enfim, sintam-se em casa.
Bjokas e até o proximo.
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