Sin City

1 Bem vindo a Karakura!


Notas iniciais
Oi pessoal!!! Nova historia para vocês!!!
Como já estou finalizando minha outra fic "O caminho de cada um" (leiam tambem, please! rsrs), resolvi já postar essa nova historia, que eu espero que gostem, pois ela foge um pouquinho do estilo da outra.
Boa leitura!!

Num futuro não muito distante, Karakura agora tomava ares de cidade grande com grande empresas e multidões que praticamente se espremiam nas ruas. Ruas essas agora totalmente concretadas como uma especie de "selva de pedra" e uma vida noturna muito agitada e regada a muito alcool, drogas e sexo. As pessoas pareciam mesmo querer curtir a vida sem se preocupar com as consequencias. Era comum, embora muitos repugnassem, a presença de prostitutas a cada esquina, assim como boates que mais pareciam motéis a céu aberto, onde sexo se fazia sem pudor e sem se preocupar com as pessoas ao redor, pois essas já estariam tão chapadas que nem se davam conta do que se passava ao seu redor. A alta sociedade não ficava de fora, porém as farras aconteciam em lugares luxuosos e festas vip, assim como os frequentadores que eram selecionados as dedo. Mas no fundo tudo era igual, era tudo a mesma merda.

A água praticamente gelada caia sobre o desnudo corpo masculino muito bem formado que banhavasse naquela manhã de calor insuportavel. O banho demorado pareceu ajudar a refrescar-se, mas não ajudou muito com sua cabeça que quase explodia de dor. Passou uma das mãos no espelho um pouco embaçado revelando os olhos amendoados ainda levemente inchados e os exóticos cabelos laranja que pingavam água. Passou uma toalha nos cabelos tirando o excesso de agua e pegou um vidro qualquer sobre uma prateleira de marmore, tirou um comprimido e virou na boca. Saiu do banheiro em direção ao closet fitando rápido uma figura feminina de cabelos loiros e dotes avantajados que dormia em sua cama. Se livrou da toalha enrrolada que cobria o corpo nu da cintura para baixo e se vestiu rápido enquanto ouvia o telefone tocar insistentemente.

_ Nemu, hoje estarei no Ùnique. E quanto a ela, já sabe o que fazer.. — disse o rapaz passando por uma jovem de uniforme preto e cabelos presos e pouca expressão no rosto.

_ Sim, Sr. Kurosaki. Primeiro ofereço o café da manhã e assim que ela terminar, aviso que aquele se amigo taxista, Shinji a está aguardando e a deixará onde ela quiser. — disse de forma quase mecanica.

_ Isso mesmo! Essa é minha garota! — fez um sinal positivo com um dos dedos, virando-se rápido já atendendo o celular.

_ Eu não sou sua garota, sou apenas sua empregada Sr. Kurosaki. E se voltar a se referir assim, eu peço demissão e vou embora. — usava o mesmo tom mecanico de antes, parecia que ela tinha decorado um texto.

_ Er.. calma Nemu, foi só brincadeira. Tchau! — fechou a porta do apartamento e saiu com pressa. _Não vivo sem essa mulher... — falou baixinho enquanto a voz do outro lado da linha gritava enfurecidamente.

_ KUROSAKI!!! Será que não sabe pensar em outra coisa além de mulher? — esbravejou para o ruivo que apenas fazia uma careta e mantinha o telefone longe do ouvido.

_ Sei sim, mas é que eu não gosto. — respondeu em tom de deboche. _ Acho muito melhor pensar em mulher, falar de mulher, tocar uma mulher, tras... — não conseguiu terminar a frase pois foi mais uma vez interrompido por outro berro vindo do telefone.

_ Dá pra parar de viajar?!!! Esqueceu da reunião de hoje???

_ Claro que não. — mentiu descaradamente, claro que havia esquecido.

_ Pois é, ela deveria ter começado faz quarenta minutos, e eu estou aqui com a maior cara de tacho sem saber o que dizer sobre o seu atraso. — dizia um pouco em graça.

_ Ishida....relaxa cara, você é muito preocupado... — disse em tom de chacota se jogando no banco de seu carro espotivo e colocando seus óculos de sol.

_Relaxar??? — foram a ultimas palavras antes de desligar o telefone na cara do ruivo.


_ Bom dia e me desculpem pelo atraso — entrava apressado em seu escritório se dirigindo a duas fiuras que o aguardavam.

_ Muito prazer eu sou Ukitake Juushirou, vice-presidente das empresas Kuchiki — cumprimentou o ruivo com um forte aperto de mãos.

_ Eu sou Matsumoto Rangiku, muito prazer Kurosaki-san. — Com seu tipico sorriso no rosto, se apresentou para o rapaz, que mal escutou seu nome, pois os olhos dele estavam vidrados no avantajado par de seios dela, que quase saltavam para fora do profundo decote de sua blusa.

_ Bom Kurosaki, essa é proposta que eles vieram para nos apresentar. — entrega uma pasta ao ruivo que enfim desvia os olhos dos seios da loira.

Ichigo sentava-se em sua cadeira enquanto lia atentamente o documento. _ Oh! é um valor bem expressivo.

_ Eu prefiro dizer que é um valor condizente ao serviço que vamos prestar e aos produtos que vamos oferecer. — respondeu calmamente Ukitake.

_ Ukitake-san, o senhor sabe que em meus hotéis, uma das coisas que não pode faltar é bebida, não é?- Jogou o corpo na cadeira a fazendo reclinar levemente. _ Então o senhor acha que pode suprir as quantidades que iremos precisar? Além, claro de nos entregar tudo no prazo, já que eu ficaria constrangido se um de meus hospedes pedisse algo que eu não tivesse para servi-lo.

_ Kurosaki-san, devo lembra-lo que somos o maior distribuidor de bebidas do Japão e que temos mais de vinte centros de distribuição espalhados pelo país, e destes, dois são aqui em Karakura.

O ruivo olhava um tanto espantado, já que sequer sabia dessa informação, enquanto Ishida escondia a face envergonhada pela falta de informação de seu amigo em sequer saber com quem negociava.

_ E em com relação aos prazos, se tiver uma estimativa do consumo de seus hotéis, posso lhe informar em quanto tempo podemos lhe atender.

Ishida passou as mãos de Ukitake uma folha com o consumo medio diario dos quatro hotéis. Ele olhou os numeros e logo passou para Matsumoto que rapidamente passava as informação para seu tablet.

_ Aqui está. — passou o aparelho para as mãos de Ichigo.

_ Um dia?! Tem certeza disso Ukitake-san? O senhor viu que as quantias são bem altas e..

_Kurosaki-san, acho que você também não sabe que trabalhamos com logistica propria, então não dependemos da dispinibilidade de um terceiro para isso. Ah, claro que se o cliente for muito especial, conseguimos reduzir esse tempo, digamos que pela metade.

Ishida quase se contorcia de vergonha pelos comentarios infelizes do ruivo, que veio para fechar um negocio sem se quer saber com que negociava. E ali estavam Matsumoto Rangiku, diretora comercial das empresas Kuchiki, que aparentemente podia até parecer não muito interessada no blá blá blá das negociações, mas era muito boa com numeros. E claro, o experiente Ukitake Juushirou, vice-presidente da maior distribuidora de bebidas do Japão.

_ Bom eu tenho uma outra proposta para vocês é que...

_ Kurosaki, o que acha que está fazendo?. — Ishida se aproximou falando de canto.

_ Relaxa Ishida! — levantou-se e começou a caminhar enquanto falava. _ Bom como vocês devem saber vou inaugurar mais um hotel, daqui duas semanas, então eu proponho inclui-lo, mas com uma redução de 25% do valor total.

Ukitake só olhou para Matsumoto, que já calculava os valores em seu tablet.

_ Chegamos a 18%, Kurosaki-san.

_ Ok, então acho que 18% está ótimo.

Depois de toda essa explicação de prazos e valores, assinaram os documentos pertinentes, concretizando finalmente a negociação.

_ A proposito, eu comentei sobre a inauguração do meu novo hotel, que é numa sexta daqui duas semanas. E eu ficaria muito feliz se vocês pudessem comparecer, já que agora temos negocios juntos. Principalmente a senhorita, eu ficaria muito contente em recebe-la. — tomou a mão da loira e a encarou de forma sedutora.

_ Seria uma honra Kurosaki-san, mas vamos primeiro consultar nossas agendas. — respondeu de forma comica, puxando a estatica Matsumoto pelo braço, que parecia enfeitiçada pelos olhos do ruivo.

_ Eu enviarei um convite formal.

Se despediram, e ao fechar a porta Ichigo se deparou com Ishida que o observava com um olhar assassino.

_ Que foi?

_ Você não tem vergonha da cara mesmo, né Kurosaki? Flertando no meio de uma negociação.

_ Ishida, mas você viu o tamanho daqueles peitos? — levava as mãos a altura do proprio peito tentando demonstrar o volume que o deixou tão admirado. _ Acho que nunca vi uns tão grandes. Nem os da Inoue são maiores que os dela.

_ Tá, tá. Mas me diga, não achou o valor um pouco alto?

_ Mas me fala Ishida, que opções eu tinha? O Yammy pisou muito na bola, não tinha como renovar o contrato com ele, fora que eu acho que algumas das bebidas não eram 100% originais.

_ Isso eu também concordo.

_ Bom esse papo de negocios me deixou com fome, vou descer para comer alguma coisa. — pegou seu celular e saiu da sala, sendo observado pelo amigo que sacudia a cabeça negativamente.

Esse era Kurosaki Ichigo, um jovem empresario dono de agora cinco hoteis em Karakura, herdados de seu pai Kurosaki Ishiin, que resolveu de uma hora para outra se aposentar e viajar pelo mundo com suas outras duas filhas, deixando seu inexperiente filho responsavel por tudo. Por sorte ele pode contar com seu amigo Ishida, que digamos cuida de praticamente tudo. Ichigo é o tipico playboy: rico, bonito, simpatico e mulherengo, que só anda com carrões. Adora a vida noturna da cidade e vive em farras regadas a muito alcool e mulheres, chegando todos os dias atrasado em escritorio, o que faz Ishida quase morrer de raiva.


No aeroporto de Karakura, desembarcava uma figura pequena de cabelos negros, elegantemente vestida, com um bolsa em uma das mãos e puxando uma mala com a outra.

_ Olá Shuuhei, me desculpe pelo atraso, acabei ficando presa na area de desembarque.

_ Seja bem vinda Kuchiki-san e não se preocupe com isso. — tomava a mala das mãos dela e seguiam em direção ao carro.

_ Está sozinho?

_ Sim, Izuru ainda não voltou de férias e Oomaeda teve, digamos um desconforto intestinal.

A garota revirou os olhos e se acomodou no banco traseiro do luxuoso sedã preto, logo atendendo o celular que começava a tocar.

_ Rukia-chan! Rukia-chan! Conseguimos! Fechamos aquele negocio! — Era Matsumoto que gritava euforica do outro lado da linha.

_ Isso é ótimo Matsumoto, mas não precisa gritar assim. — mantinha o celular um pouco longe dos ouvidos devido as berros da loira.

_ Fechamos o negocio com aquele gostosão.... — cantarolava muito animada.

_ Tá Matsumoto, eu estou indo direto para a empresa e quando chegar aí você me conta os detalhes. Sabe o Shuuhei está dirigindo e eu quero chegar inteira aí. — Desligou e olhou a feição do rapaz pelo retrovisor que corava violentamete.

_Er..me desculpe por aquele dia Kuchiki-san. — com seu rosto queimando de vergonha, tentava mais uma vez se desculpar.

_ Tudo bem Hisagi, eu só falei porque senão a Matsumoto não ia calar a boca. — riu de leve.

Continuou ainda se lembrando do dia que Shuuhei, seu motorista e segurança, quase bateu o carro, com ela e Matsumoto, por causa de uma bendita toritnha de morango com chantili que a loira comia. Os dotes da loira realmente mexiam muito com o rapaz e ele sempre ficava desconcertado perto dela. Nauqele dia enquanto ela comia sua tortinha, um pouquinho de chantili caiu entre os enormes seios dela, que como de costume quase saltavam pelo decote. Ao observar aquela cena pelo retrovisor, sabe-se lá o que passou pela cabeça de Shuuhei, que perdeu a direção e quase bateu de frente com outro carro.

_ O que?? você não vai não festa amanhã? — reclamava Matsumoto.

_ Não vou. — respondeu a Kuchiki que assinava alguns documentos trazidos pela sua diretora de marketing e comunicação Shihouin Yoruichi.

_ Mas Rukia-chan, vai ter tanta gente lá...vamos vai.. — continuava a insistir falando com a voz manhosa.

_ Já disse que não. — ainda séria continuava a assinar a pepelada em sua mesa.

_ Rukia-chan, aquele gostosão vai estar lá e sinceramente eu perderia meia horinha com ele, não meia não, muito mais. — Com o rosto levemente corado, a loira viajava em seus pensamentos.

_ Que saco Matsumoto! — exclamou irritada a morena soltando a caneta com tudo sobre a mesa. _Será que esse cara é tão lindo assim como você fala? Eu não sei porque você tem um gosto bem peculiar para homens.

_ Olha Kuchiki, dessa vez eu tenho que concordar com a Matsumoto. — opinou pela primeira vez a morena de cabelos longos e arroxeados. _ Ele é um gato mesmo.

_ Até você Yoruichi-san. — passou uma das mãos no rosto descrente do que acabara de ouvir.

_ E outra, participar desse tipo de evento é muito bom para os negocios. — cruzava os braços e andava na direção da pequena. _ Pelo jeito vai ter muita gente importante lá, o que pode gerar muitos contatos e futuros contratos.

_ É, pensando por esse lado você tem razão. Bom mas agora eu já respondi que não vou. Embora a resposta que eu tenha recebido depois foi um tanto esquisita. — abriu seu caixa de e-mails, mostrando a resposta para ambas ali presente.

_ É, ele é ousado. Dizer que não aceita um não como resposta e que se fosse preciso faria o convite novamente pessoalmente. — rebateu Yoruichi com um sorrisinho torto nos labios.

_ É ele é bem confiante, mas não vai me fazer mudar de idéia.


O telefone toca, era a secretaria de Rukia, Hinamori. Avisava que um rapaz de cabelos laranjas chamado Kurosaki Ichigo queria vê-la.

_ É não demorou muito. — comentou com as duas a sua frente que tinham sorrisos maliciosos nos labios. _ Hinamori, peça para ele aguardar um pouco.

_ É agora é com você. — falou a morena se retirando da sala seguida da loira.

Ambas passaram pela sala onde a figura masculina sentado bem avontade aguardava. Matsumoto até acenou para ele, que ficou sem entender nada.

_ Espera um pouco. — resmungou para si mesmo. Se aquela loira peituda não é a tal Rukia, então quem é ela? — se remexeu um pouco no sofá enquanto sua mente tentava entender.

_ Kurosaki-san. A Kuchiki-san vai recebê-lo agora.

O rapaz se levantou e caminhava até a porta. A distancia era minima, mas para ele parecia quilometros. O que encontraria atras daquela porta? Se fosse uma velhota pelancuda? Praguejava por sempre agir impulsivamente, sempre usando a "cabeça de baixo" para pensar.

_ Com licença. — com olhos semi-abertos adentrou o local tomado pelo medo do que iria encontrar ali.

_ Claro, então você é o famoso Kurosaki Ichigo. — levantou-se e foi em direção ao rapaz que continuava estatico proximo a porta.

_ É, tirando o famoso, sou eu mesmo. — os olhos agora arregalados e a boca entre aberta, contemplavam a figura feminina a frente, de estatura baixa, corpo delicado, cabelos negros e exoticos olhos violetas.

_ Sei, é você parece surpreso. Pela sua reação parece que você esperava encontrar aqui uma velha cheia de pelancas. — riu da cara do ruivo, voltando para sua mesa. _Sente-se por favor.

_ Cla...claro. — ela é telepata?, pensou ele sentando-se a frente dela. _ Então, como eu disse no e-mail, não aceito um não como resposta Srta. Kuchiki.

_ Você é bem ousado, sabia? Mesmo sem me conhecer, você vem aqui pessoalmente refazer um convite que eu já havia recusado. Muito corajoso Sr. Kurosaki.

_ Como temos negocios agora, acho que seria bom nos conhecermos um pouco melhor, não acha Srta Kuchiki.

Rukia só o observou, e com certeza tinha que concordar com Matsumoto, ele era um gato, porém tava na cara que era um cafageste daqueles que colecionava mulheres como trofeus. Os olhos voraceis dele sobre ela desde o momento que entrou na sala, deixavam claro que o que ele queria não era falar de negocios.

_ Bom Sr. Kusoraki, negocios são negocios e como eu já havia lhe informado, voltei de viagem a pouco tempo, então minha agenda está cheia. — os olhares despretenciosos dela cruzavam com os sedutores dele, deixando o clima um tanto desconfortavel.

_ Sei, agenda cheia é... — se levantou da cadeira e foi em direção a porta. _ É uma pena, pois a Srta. parece uma pessoa muito agradavel e uma excelente profissional, que eu adoraria conhecer melhor e passar algumas horas junto apreciando uma bebida.

_ Foi um prazer conhece-lo tambem Sr. Kurosaki. Passar bem. — nem se deu o trabalho de levantar para se despedir do rapaz que saia pela porta.

Conquistadorzinho barato, pensou ela. Se ele acha que eu sou como todas as outras que ele joga esse papinho furado e depois traça, ele está muito enganado. Definitivamente não iria a porcaria nenhuma de festa.

Já o ruivo descia pelo elevador mordendo os labios. Estava admirado, ela era linda e delicada. Não se conformava em ter jogado todo seu charme para cima dela e até apelou para o lado profissional, mas nada disso a abalou. Essa realmente seria um desafio interessante.

Notas finais
E então?? Gostaram?? Posso continuar??
Coments, please!!!
Bjokas.