Sin City
2 Maldita aposta
Notas iniciais
E em segundo lugar, um capitulo novinho para vocês com alguns personagens novos também!
Boa leitura...
_ E então Rukia-chan, o gostosão conseguiu te convencer? — era Matsumoto que entrava na sala da morena fazendo chacota, seguida de Ukitake e Urahara.
_ Eu já falei Matsumoto, não vou nem ferrando nessa merda de festa. — falava bufando
_ Vai sim e eu vou agora escolher o meu vestido. — Saiu da sala cantarolando, a loira adorava ver a amiga nervosinha.
_ Podem chamar a policia porque vai acontecer um assassinato aqui se ela voltar e disser mais uma palavra a respeito disso. — socou a mesa e se segurava para não ir atras da amiga lhe socar a cara.
_ Kuchiki-san, é só uma festa. Não entendo porque você ficou tão nervosa com isso. — rebateu Ukitake sentando num dos cantos da mesa da baixinha.
_ Isso mesmo Kuchiki-san. E pelo que sei faz tempo que você não sai para se divertir e fica só aí atras de trabalho, trabalho e trabalho. — dizia também Urahara, cruzando os braços ao lado de Ukitake.
_ Vocês dois melhor que ninguem, sabem porque eu não frequento mais essas festas badaladas faz um tempo.
_ Kuchiki Byakuya. — responderam os dois juntos.
_ Não é por isso! — berrou a morena. _ Vocês sempre acham que eu não faço mais as coisas por causa dele. Até parece que vocês não se lembram das loucuras que eu fiz a alguns anos atras.
_ É, a sua cara vivia estampada nas revistas de fofocas. Chapada, cada vez com um "cara" diferente, arrumando confusão. — Urahara relembrava sério com um das mãos no queixo.
_ Então, não quero isso pra mim denovo.
_ Kuchiki-san, mas agora é diferente. Aquela vez você passava por aquela fase horrivel, com tudo acontecendo praticamente ao mesmo tempo. — falava Ukitake parecendo relembrar das coisas que a baixinha havia passado.
_ Escutando isso de vocês, me sinto um menininha de 15 anos sabia? — baixou o olhar, mudando a costumeira feição confiante para algo melancolico e tristonho.
_ Já sei. -falava com um dos indicadores levantados. _ Se a Yoruichi-san for, você vai?
_ A Yoruichi-san?? — espantou-se Urahara. _ Porque a Yoruichi-san??
_ É Ukitake, até que não seria má ideia. Porque eu aposto que ela não vai ter mais naaaaada de interessante para fazer mesmo. — disse a morena em tom sugestivo dirigindo seu olhar ao homem de kimono verde.
_A Yoruichi-san não iria em um lugar desses com você.
_ Então porque você não a convida para ir em outro lugar mais interessante .
_ Se eu fizer isso você vai a essa festa? — ajeitava o chapeu também verde de listras brancas na cabeça.
_ É...eu vou sim. — relutou um pouco para responder, pois o homem por incrivel que pareça demonstrava bastante confiança.
Sem dizer nada Urahara virou as costas e saiu da sala da Kuchiki.
_ Ei Ukitake-san, você acha mesmo que ele vai fazer isso?
_ Pelo jeito você coseguiu deixar ele irritado.
_ Você, por acaso iria comigo? — perguntou parecendo prever perder a aposta.
_ Me desculpe Kuchiki, mas é aniversário dos meus filhos. A Matsumoto está anciosa para isso, vá com ela. — acenou enquanto fechava a porta.
A noite do dia seguinte era chegada a tal festa. As duas figuras femininas adentravam o iluminado e bem decorado local. Como esperado, estava lotado e tinha de tudo um pouco, desde pessoas famosas e empresarios importantes, até claro os costumeiros penetras, que se amontoavam, procurando um espaço para entrar. Também não poderiam faltar os fotografos, reporteres e os paparazzi, que se aglomeraram em volta das duas. A loira por sua vez conseguiu escorregar por entre eles, deixando a pequena morena de olhos violetas entre os "lobos". Mesmo acompanhada de dois seguanças, se é que pode dizer dois, já que Shuurei fazia seu papel e tentava afasta-los, enquanto Oomaeda era pisoteados por eles. Os flashs das cameras ofuscavam a garota que via-se perdida ali, pois a um certo tempo já não lidava mais com isso. Porem a presença de dois homens que afastavam a aglomeração e de um terceiro que segurou e puxou o braço da pequena, foram sua salvação.
_ Está tudo bem Kuchiki-san? — disse a voz masculina em tom calmo e doce.
_ Agora sim. — suspirou longamente. _ Obrigada Aizen-san! — agradeceu com um leve sorriso, ainda com seu braço seguro pelo homem. _ Acho que perdi o jeito. — falava apontando para os fotografos e paparazzi.
_ Eu realmente não esperava vê-la aqui hoje. — correu os olhos na morena que trajava um vestido longo azul, com uma fenda até a altura do meio da coxa direita.
_ É, sinceramente eu também não. — rui de leve. _ E você sempre cuidando de mim, né Aizen-san.
_ Faço isso com todo gosto Kuchiki-san. — a conduziu para uma area onde aquela multidão não tinha mais acesso.
_ Agora cadê a Matsumoto? — falava trincando os dentes de raiva pela loira a ter deixado lá sozinha.
_ Eu não a vi, mas o Gin estava comigo agora a pouco. — respondeu o homem, deixando mais que perceptivel o que havia acontecido.
A baixinha apenas sorriu, olhando em volta vendo duas figuras logo atras que acompanhavam Aizen. Um de cabelos negros escorridos, olhos verdes e de semblante pálido e sem expressão. O outro com curiosos cabelos azuis, alto e corpulento. Foi então que notou outro alguem vindo em sua direção. Era impossivel não notar devido as chamativas madeixas laranjas.
_ Yo! — disse Ichigo se aproximando. _ Parece que vocês chegaram causando um grande frisson aqui.
_ Passo toda a responsabilidade a essa bela dama. — Aizen maneou um dos braços fazendo menção a morena ao seu lado.
_ Ah claro... — a fitou de cima em baixo, admirando descaradamente a beleza dela. _ É Aizen-san, você tem toda razão.
Quando a morena preparava-se para responder, um dos homens que acompanhavam Aizen se aproxima e fala alguma coisa ao ouvido dele, fazendo com que esse altere um pouco sua feição.
_ Bom , me desculpem, mas se me derem licença eu preciso atender uma ligação. — disse Aizen saindo e logo sendo seguido por aqueles dois homens.
_ Então para quem não viria porque não tinha tempo na agenda. — disse sugestivo, pegando um dos braços dela e passando pelo dele.
_ O que acha que está fazendo? — tentou se soltar, mas teve a mão segura pelo ruivo.
_ Relaxa, eu só quero te mostrar o meu novo hotel. — falou acariciando uma das mãos dela e a conduzindo pelo local.
Passaram pelo enorme hall de entrada logo descendo pela escadas que os levaram para um andar abaixo, onde se localizava um enorme cassino.
_ Aqui é o cassino, fiz questão de montar o maior e melhor de Karakura. — mostrava o local cheio de pessoas que jogavam nas inumeras de mesas de apostas e maquinas caça-niquel de todos os tipos. _ Gosta de apostas Srta. Kuchiki?
_ Literalmente não, graças a uma delas eu estou aqui hoje. — revirava os olhos ao responder.
O ruivo a olhou de lado sem entender nada e prosseguiram passando por uma outra porta que levava agora a uma enorme pista de dança, com um bar ao fundo, não muito visivel para a morena, já que o local estava tão lotado, que era até dificil caminhar.
O som alto do local e repleto de pessoas dançando, fizeram com que os dois corpos ficassem bem proximos enquanto tentavam chegar ao bar. Caminhar por ali era dificil, assim como o contato que os corpos involuntariamente faziam. Ela caminhava na frente lentamente, sentindo o corpo do rapaz constantemente esbarrar no seu. Ele por sua vez, mesmo sem querer, aproveitava a proximidade para tentar senti-la de todas as formas, seu corpo, seu perfume.
Chegando no bar, sentaram-se nos bancos altos do balcão bem proximos um do outro. O rapaz fez um gesto discreto com a mão e logo o barman veio servi-los.
_ O que vai beber Srta. Kuchiki?
_ Um dry martini.
_ Ok, e pra mim um whisky duplo com gelo. Mas e então Srta. Kuchiki, o que achou do meu novo hotel?
_ Rukia, por favor me chame de Rukia.
_ Tudo bem, então o que achou, Rukia?
_ Acho que tudo está magnifico e de muito bom gosto Sr. Kurosaki. O espaço aqui realmente me impressionou. — olhava em volta e mesmo sob a penumbra ainda era possivel admirar a decoração do lugar.
_ Ichigo, por favor. Eu me sentiria mais a vontade.
_ Então tá, Ichigo. — disse segurando a taça recem servida fazendo um leve brinde com o copo do rapaz.
_ Sabe Rukia, depois que eu assumi o controle dos hotéis, acabei adotando uma tematica propria para cada um, que vai desde um hotel voltado para os negocios, no caso o Ùnique, outro para as jogatinas e dois....digamos para o pecado. Mas no caso desse, eu quis englobar tudo...e...
_ Pretende fazer disso um motel? — disse Rukia interrompendo o rapaz.
_ Não, só um lugar mais aconchegante para o prazer. — sorriu maliciosamente antes de dar o ultimo gole em sua bebida. _ Porque, isso não te agrada? você não gosta disso, Rukia? — olhou em volta a avistou as varias pessoas que dançavam, que se agarravam pelos cantos e ainda outras que praticamente transavam nos enormes puffs e sofás dispostos nos cantos mais escuros do local.
Rukia terminava seu drink, ja acenando para o barman trazer outra dose. _ Acho que a minha opinião não faz diferença. E outra, em hora nenhuma eu disse que não gosto. — encarou o rapaz apoiando as costas no pequeno encosto do banco.
_ Sei...mas já que entramos nesse assunto. — reclinou o corpo em direção ao dela. _ Que tipo de homem lhe agrada Rukia? — encarava profundamente os olhos violetas dela.
_ Porque não me responde primeiro você? Qual o seu tipo de mulher? — pronunciou levando a taça as labios sem tirar os olhos do ruivo. _ Acho que seios fartos seria a sua primeira resposta...
_ Bom, se eu disser que não gosto estarei mentindo, mas acho que tem muito mais que isso. — Aproximou-se mais tocando uma das mãos na perna da garota. _ Gosto de mulheres ousadas, sem vulgaridade. E também gosto de mulheres misteriosas, adoro olhar em seus olhos e tentar desvendá-los.
Seus olhos fixos nos dela e a curta distancia entre eles era tentador e a vontade de agarra-la ali lhe causava formigametos nas mãos, mas conteve-se, afastando-se um pouco, pois agora seria a vez dela responder e estava curioso para ouvi-la. _ Agora é a sua vez, que tipo de homem lhe atrai, Rukia?
_ Gosto de homens bonitos, elegantes e charmosos é claro. Mas esses, qual mulher não gosta não é mesmo, Ichigo? — sorriu com malicia, voltando a encontrar os olhos dele. _ Para mim o homem tem que ser independente e ousado, mas com um pequeno toque de romantismo. — deu enfase a palavra pequeno, realmente não gostava de homens melosos. _ Mas acho que o principal, — dessa vez foi ela quem reclinou seu corpo na direção do ruivo, deixando os labios proximos ao ouvido dele. _É que ele tem que me desejar. E num olhar possa me mostrar todo esse desejo e me faça sentir desejada.
As palavras quentes quase sussurradas ao ouvido, fizeram o corpo do rapaz estremecer. Poderia existir uma mulher assim? pensava ele, que achou que ela recuaria apos ouvir o que ele achava, mas não, foi ela quem partiu para o ataque. Nenhuma mulher jamais o havia feito ficar assim, se sentir assim. Ela por sua vez sentiu o que causara no rapaz e então recuou seu corpo se afastando triunfante por dentro, pois havia conseguido causar nele a reação que queria. Baixou a face revirando a pequena bolsa em suas mãos e encontrou o celular com uma mensagem que dizia apenas "30 minutos". E não precisava mais que isso, já sabia bem do que e de quem se tratava.
Enquanto guardava o aparelho, o ruivo aproximou-se, colocando novamente uma das mãos sobre a perna dela, só que dessa vez deslizando e parando quase no meio de sua coxa.
_Escuta Rukia, porque não vamos para um outro lugar? — propos ele agora com os labios bem proximos ao ouvido dela.
_ Ah, Ichigo! Acho que esqueci....-esboçou um sorriso e afastou o ruivo agora o encarando. _ Esqueci de falar que não gosto dos apressados. Eles sempre tem muita pressa para tudo, comendo cru ou quente demais e se quer imaginam que saborear um prato ao ponto tem um gosto muito melhor.
_Bem Ichigo, eu preciso ir agora. Olha o seu hotel é fascinante, gostei muito e muito obrigada pelo convite. — levou os labios a face estatica do rapaz e depositou-lhe um leve beijo. _ Eu realmente adorei a nossa conversa também.
Ela se levantou e acenou despedindo-se do rapaz, que não conseguia encontrar palavras para aquele momento, só pragueja por dentro e perguntava-se para si o que tinha sido aquilo. Se ela quisesse recusar até que tudo bem, mas levar um fora daqueles realmente não estava em seus planos. Ela discaradamente o havia chamado apressado e sem paciencia.
Mesmo desconcertado com aquilo, o rapaz tomou o ultimo gole da bebida deixando o copo sobre o balcão com um sorriso no rosto. No final das contas havia entendido o recado daquela nanica, segundo ele. Paciencia e persistencia se quisesse realmente transar com ela.
_ Você é interessante, Rukia. — falou para si se levantando e perdendo-se no meio das pessoas presentes ali.
Notas finais
No proximo capitulo irei introduzir melhor alguns dos personagens que apareceram aqui hoje e mais algumas coisinhas...
Bjokas
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