Simplesmente Amor

8 Amigas para Sempre?


8° Capítulo

Eu precisava conversar com Vic, minha vida tinha concerto! Como fiquei feliz com aquela mensagem! Vic havia saído a á 5 horas e ainda estava fora. No momento em que eu iria começar a ficar preocupada ouço o molho de chaves contra a mesa de vidro, rapidamente, desci as escadas e encontro Vic com um enorme sorriso nos lábios. Nos abraçamos.

– Ai amiga ele me deu uma chance! – falei.

– Eu dei uma chance a ele.

– Eu não vou desperdiçar!

– Sei que ele não desperdiçará...

– Ei? Você está prestando atenção no que eu estou falando?

– Te pergunto o mesmo!

– Eu, estou aqui, feliz por causa de um dos fatos da minha vida e você falando... – ela me interrompe.

– E eu estou falando da MINHA vida.

– É? E como eu fico?

– Sempre você né Carol? Sempre você! O mundo todo tem que girar a sua volta!

– Como assim? Do que você está falando? – vi que ali, começaríamos uma briga.

– Estou falando do seu egoísmo! Pra você, tudo tem que ser do seu jeito!

– Da onde você tirou isso? – eu me senti injustiçada, ofendida por minha melhor amiga.

– De suas ações, oras!

– Vic, nós nos conhecemos á 10 anos, e agora você resolve falar isso?

– Repito : você não me deixa falar, lembra? – ela gritou e eu me calei, agora, eu já estava chorando, como sempre faço. Uma lágrima sozinha escorreu pelo rosto de Vic.

– Não sei qual é seu objetivo com tudo isso, mas... – minha voz estava falhando – eu não quero brigar com você.

– Eu também não, mas... ai Carol, eu não queria dizer essas coisas pra você...

– Mas disse, e isso me magoou.

– Ah, desculpa vai? – será que ela estava mesmo arrependida?

– Se eu realmente ajo dessa forma, eu é quem devo te pedir desculpas. Nunca tive a intenção de ser egoísta... ainda mais com você, que é uma parte de mim.

– Carol...

– Depois conversamos, ta bem? – subi as escadas, e fui para meu quarto. Não sabia se me sentia feliz, por ter uma chance depois de tudo que eu fiz pra Breno, ou se ficava triste, por ter brigado com a irmã que nunca tive.

Victória

Depois que ela saiu dali, senti uma dor gigantesca, eu não parecia... inteira. Sabia que ela precisava de um tempo, então, a deixei sozinha. Era sexta á noite, um dia perfeito pra sair, mas eu não conseguia, meu celular vibrou e era Caio.

“Oi princesa, tudo bem? Quer sair? Saudades...”

Respondi a ele.

“Oi Caio, comigo ta... sei lá... e você? Você vem aqui em casa? Prefiro assim, não estou afim de sair anjo.”

“Ok amor, to indo pra aí que a gente coversa melhor, te amo.”

Meia hora depois, ouço a campainha tocar, vou correndo até a porta. Caio era tudo o que eu estava precisando naquele momento.

– Vic!? – ele encosta no parapeito da porta, observando-me.

– Preciso de você... – ele me abraça e entra, meus olhos estavam marejados.

– Que foi pequena? – me solto dele.

– Só me escuta ta? – ele assente e nós nos sentamos no sofá, um de frente para o outro. – hoje, logo depois que sai do estúdio, cheguei falando de nós dois, e Carol falava dela e do Breno, e daí nós brigamos, eu falei que ela era egoísta e... – minha voz começava a falhar – e agora ela ta brava comigo... por favor me ajuda! – ele enxuga minhas lágrimas procurando por resposta.

– Vic eu...

– Por favor. – coloquei o dedo em sua boca, já um pouco mais calma. – só fica aqui comigo? – ele assenti e me envolve em seu corpo. Ficamos ali, jogados no sofá, sem reação alguma.

HORAS DEPOIS...

– Vic?! – Caio me cutuca e eu desperto.

– Por quanto tempo eu dormi?

– Acho que umas duas horas... já são 11 horas da noite e eu preciso mesmo ir. – ele fez um biquinho que eu adorei.

– Já? Não... eu não vou levantar daqui e o homem que eu amo não vai em bora! – fiz birra.

– Homem? – ele da uma gargalhada gostosa – que tal rapaz?

– Qualquer coisa! Mas não vai...

– Eu realmente preciso...

– Eu realmente preciso de você!

– Ô minha teimosinha mais linda... – eu sorrio – ta, eu fico, só deixa eu avisar lá em casa.- Ele se levanta e liga pra Breno, e depois voltou pra sala.

– Obrigada Caio, com você aqui, até me sinto melhor sabia? Ou inteira pelo menos... você me faz tão bem...

– Não precisa agradecer Vic, faço tudo pra ver seu sorriso, ta? Mas... eu DORMIREI aqui né? Ou... – interrompi ele, e sabia o que ele estava querendo dizer.

– Você só DORMIRÁ aqui. – frisei, como ele, o verbo dormir. – seu tonto! — Joguei a almofada em seu rosto lindo.

Breno

Eu estava a espera dela, com pouca luminosidade não fui reconhecido, a demora me angustiava. Fui até a lanchonete e comprei um chiclete de menta, estava prestes a ir embora e avisto uma silhueta perfeita, minha timidez aflorou.

– Oi. – ela estava linda, mais do que o normal.

– Você... você está muito bonita.

– Obrigada, é... você também. – ficamos alguns minutos sem dizer nada. — Por que você me trouxe aqui? Já me perdoou?

– Eu queria te ver, e te dizer que... – eu parei.

– Que? – era minha vez de falar. Então, decidi me virar de costas e criei coragem.

– Eu estava morrendo de saudades! Não aguentava mais não te ver, eu te amo Carol! E fiquei muito mal com tudo que você me disse...

– Já me arrependi... – me virei pra ela.

– Eu sei, e por isso que te chamei aqui, pra te confessar que não, você não perdeu todas suas fichas, eu desejava aquele beijo, e sim, adorei sua dança pro Caio, e me senti até com um pouco de ciúmes...

– Ciúmes? – ela riu e eu a acompanhei, adorava seu sorriso.

– É, ciúmes é meu nome do meio sabia? – rimos novamente – e eu também queria pedir...

– Anda Breno, fala!

– Te pedir em namoro. – me surpreendi comigo mesmo, mas percebi que era o que eu queria realmente – é! Você quer namorar comigo? – aquela pergunta tinha surpreendido Carol, tanto quanto a mim mesmo.

Continua...