Simplesmente Amor

9 Esse Pedido Serviu Para mim?


9° Capítulo

– É o que eu mais quero, Breno! – eu me aproximo vagarosamente, pego em seu rosto e ela fecha os olhos, sentindo meu carinho. E o beijo aconteceu, o beijo tão desejado por mim. Calmo, apaixonado – ai meu Deus! Era pra mim me fazer de difícil! Shiii, já foi.

– Difícil? O quê?

– O Caio disse que... – eu a olhei – você vai ficar me olhando assim toda hora?

– Assim como? – a olhei novamente.

– Assim! Eu não consigo falar... – ela diz triste.

– Não precisa falar nada. – eu a beijei de novo. Como era bom ter Carol perto de mim. Meu celular toca.

~LIGAÇÃO ON~

– Oi mano, onde você ta? – era Caio.

– Com a Carol, e você?

– Aleluia! – nós rimos – com a Vic. Vou dormir por aqui, tudo bem?

– Hmmm... – fui malicioso.

– Não é nada disso! Mas você avisa a mãe? – nosso pai estava sempre de viagem, por isso morávamos eu, Caio, Gabriel e Ana Lygia, minha mãe.

– Claro pode deixar.

– Valeu, falô.

– Tchau.

~LIGAÇÃO OFF~

– Caio vai dormir na sua casa.

– Tudo bem, gosto dele.

– Gosta é? – disse bravo.

– Nem começa Breno César!

– Desculpa, mas estou convidado?

– Ei! – nós rimos – melhor não...

– Tudo bem. – falei decepcionado.

– Não fica triste meu amor...

– Não estou – digo tentando convencê-la.

– Mesmo que seja por pouco tempo, eu te conheço ta? – ela diz, me dando uma ideia.

– Ta, mas... vamos nos conhecer melhor?

– Como?

– Assim, você me diz seu maior defeito e sua maior qualidade, e eu faço o mesmo, que tal?

– Aham, você começa.

– Bom, meu maior defeito é o ciúmes, com certeza... – ela espera – minha maior qualidade é... sorte!

– Por quê?

– Por ter conhecido você!

– Ain eu vou derreter... – ela diz me abraçando e nós rimos.

– Vai, sua vez!

– Acho que meu maior defeito, é... ser certinha sabe? E um pouco impulsiva também... quando falei tudo aquilo pra você, foi sem pensar e... – eu a interrompi.

– Sem passado! – ela assenti – mas e sua qualidade?

– Ah, sei lá...

– To vendo uma agora.

– Qual?

– A humildade, mas também tem sua beleza, sua simpatia... sua dança então, é a sua maior qualidade.

– Obrigada vida, também vejo tantas de suas qualidades...

– Quais?

– Sua perfeição – ela me olha de cima a baixo e eu sorrio – seu romantismo, sua fofura, e... ao mesmo tempo, a segurança que você me dá... é meio que inexplicável...

– É simplesmente amor! – cantei, e nós rimos novamente.

– Estamos atrasados nas coreografias? – ela pergunta enquanto andávamos pelas ruas da cidade.

– Na verdade não, a Fernanda me ensaiou.

– Fernanda é?

– Ela tem 47 anos de idade. – rimos mais uma vez, Carol cora, envergonhada. Nós conversamos e rimos por mais duas horas, mas depois Carol foi pra seu apê.

Carol

Parecia que depois do pedido de Breno nos unimos em um só corpo. Eu já estava na porta do loft e resolvo pegar minha chave, mas... eu não a achava. Como Breno tinha carregado minha blusa de frio, achei que poderia estar com ele.

~LIGAÇÃO ON~

– Bre... – fui interrompida.

– Nossa! Quanta saudade meu amor! – rimos.

– É... mas você está com as minhas chaves?

– Peraí. – ele mexeu nos bolsos, acho – não, não ta aqui não...

– Eu não acredito que... Espera só um minutinho vida... – eu ouço Vic e Caio brincando ou brigando por alguma coisa na sala “Não Caio, não” “Vem aqui Vic” “Caio César, você é um menino muito mal!”

– Carol? Tudo bem?

– Sim, acho que Vic e Caio ainda estão acordados...

– Sorte sua, por que se não você teria que dormir aqui comi...

– Não começa Breno César!

– Nossa “muié”! Que nervosa!

– Desculpa amor, boa noite ta? Beijo, te amo.

– Eu também, beijo.

~LIGAÇÃO OFF~

Toco a campainha e Vic vem atender toda branca, não sei com o quê, com um sorriso daqueles escandalosos na boca, mas quando ela me vê, fecha a cara.

– Carol eu... – a interrompo.

– Não precisa me explicar nada, eu só quero que vocês arrumem tudo aqui... – disse vendo a casa toda branca também, e pelo cheiro era farinha. Tentei conter o riso quando Caio me olhou, ele estava coberto pelo pó branco.

– Pode deixar mamãe! – Caio me zoa e eu rio, subindo as escadas.

Vic

Carol estava feliz, eu pude perceber, mas... comigo ela não estava normal, quando chegou, sequer olhou pra mim.

– Caio, quero minha amiga de volta! – eu dizia triste.

– Calma pequena, ela vai perceber que isso é uma briguinha á toa.

– Ontem eu a peguei escrevendo no diário dela, o diário dela era EU! – meus olhos encheram.

– Paciência Vic, vocês vão voltar a ser unha e carne ta? – eu confirmei com a cabeça, e nós limpamos toda aquela baderna.

Caio

Vic adormeceu em meu colo. Eu delicadamente coloquei sua cabeça no sofá e a beijei, vejo que mesmo dormindo, ela sorri.

Acordei e resolvi acabar com aquela briguinha tonta entre as duas. Subo as escadas, faço minhas higienes e bato na porta do quarto de Carol.

– Bom dia Caio. O que te traz aqui? – mesmo sendo uma fala grossa, Carol não quis ser grosseira.

– Bom dia, vim resolver a porcaria da briga de vocês!

– Se foi Vic que mandou você vir... – eu a interrompi.

– Não, ela está dormindo! E sofrendo!

– Ela não é a única!

– Então? Que burrice é essa?

– Aô educação! – nós rimos.

– Desculpa, mas é sério! Ela daria a vida por você! E sei que você também faria o mesmo! Converse com ela Carol... resolva tudo de uma vez! Não aguento mais vê-la sofrer!

– Awn, que bonitinho! – Carol apertou minha bochechas – vou falar com ela sim Caio, e obrigada. – eu a abracei, com a missão cumprida.

Vic

Acordei com o sol em meu rosto, não vi Caio e fui até o banheiro. Depois de me arrumar, fui até meu quarto e fechei a porta. Vejo a maçaneta girar e a porta se abrir.

– Desculpa, posso entrar?

Continua...