Notas iniciais
Oiie! Me chamem de Ella, okay? Okay
Essa é a minha terceira fanfic a ser postada, e com fé em Deus irei posta-la no prazo.
Sempre bom lembrar que críticas construtivas são muito bem vindas e abaixo vão algumas observações:
??”> A fic tem TRAILER e ele esta nas Notas Finais.
??”> A fic é INTEIRAMENTE de minha autoria.
??”> Plágio é CRIME.
??”> Comentários me deixam incrivelmente feliz, então se quiserem apenas me dar um "oi sumida" ou "oi estranha" sintam-se a vontade. E se quiserem mandar um BIG comentário, fiquem a vontade também S2

APROVEITEM A FANFICTION E BOA LEITURA!

“... Há 500 anos atrás, após a unificação de todos os continentes, a família Leon vem lutando contra formas de corrupção existentes no mundo, diminuindo os níveis de desigualdade e tomando precauções devido às tragédias ocorrentes durante a história, por isso foram escolhidos para governar assegurando a paz e igualdade entre todos aqueles que respiram sobre a terra…”

— É um belo engana trouxa esse livro. – Seven falou, o que fez Chris tirar os olhos do livro e mira-lo com um sorriso indignado. – Eu prefiro acreditar naquele velho ditado dos sábios onde fala “O Livro da Época é uma tremenda mentira que cega aos que se permitem acreditar que exista apenas um continente e justiça”.

— Acha mesmo que os continentes não se juntaram após os tremores que despedaçaram 70% de seu território? – Chris disse arqueando a sobrancelha.

— Melhor que você acreditando que do dia pra noite BUM Tremor de Terra BUM abalos sísmicos BUM continentes se afastam BUM eles se juntam. Sério? – Seven respondeu riu.

— Não foi do dia pra noite. – Chris voltou o olhar para as páginas do livro. – E no dia que você me trouxer um pedaço de qualquer um desses continentes que você pensa existir, eu acreditarei em sua tese. Até lá, somos apenas um continente.

— É claro! – Seven se esticou nos bancos. – Até porque o que você fala é lei.

Chris revirou os olhos e não falou mais nada.

— Já correu da nossa discussão? – Seven provocou. – Qual é Chris? Estava adorando aprender uns argumentos para deixar na parede aqueles que creem nessa teoria.

Angel suspirou olhando pela janela o que atraiu a atenção de Seven que foi para o lado dela e bateu no braço dela com o cotovelo.

— Você concorda comigo não é, Angel? – Ele disse com olhos pidões.

— Sobre o que? – Ela piscou confusa.

— Sobre existirem outros continentes, cabeça de vento.

— Ah! – Angel sorriu largamente. – Sim! Existem sim, minha mãe uma vez me falou que nossa bisavó veio de um deles em um navio, e lá era simplesmente lindo, era tão maravilhoso que parecia existir um brilho diferente, e...

— E por que ela veio pra cá? – Seven disse confuso.

Angel revirou a boca e cruzou os braços no seu típico jeito de incomodo.

— Seven. – Chris o chamou. – Só cala a boca.

— Não me mande calar a boca. – A discussão dos dois, que já durava em torno de 40 minutos, voltou e tudo o que consegui fazer foi encostar minha cabeça ao banco do trem e respirar fundo na esperança que a viagem já estivesse no fim.

— ...Não sei nem porque você veio, nem da nossa equipe você é. Devia estar com o Ro... – Ao ouvir aquela pequena sílaba, pulei de onde estava para perto do Seven tapando sua boca.

— Não diga esse nome. – Falei sério com o olhar fixo aos olhos dourados dele. – Os guardas do império podem estar em qualquer parte, e não seria bom que eles soubessem que conhecemos um criminoso.

Chris tinha o olhar em mim, assim como a Angel, mas nenhum deles se metia, apesar que só pelo olhar eu sabia que eles tinham achado minha ação exagerada.

O trem foi parando e na mesma medida fui soltando ao Seven.

— Não estamos mais no interior, estamos na cidade Capital. – Continuei. – Qualquer ação nossa deve ser feita com extremo cuidado.

— Eu sei. – Seven disse abaixando a cabeça. – Eu deixei me levar.

— Isso não ira se repetir. – Chris disse tomando para si a culpa também.

— A partir daqui nos separamos. – Falei como se os minutos anteriores não tivessem ocorrido. – Angel e Chris vão pegar suprimentos, já Seven e eu iremos para a taverna pegar a próxima missão.

— Certo, capitão. – Chris disse guardando o livro em sua mochila e se levantando.

— Tomem cuidado. – Falei olhando diretamente para ele.

— Sim, senhor. – Ele pegou na mão de Angel e os dois saíram.

— Agora é hora de beber e raparigar. – Seven disse balançando o saquinho de dinheiro na mão.

O olhei sério e não relutei em dar um soco forte no braço dele.

— Por que isso? – Ele disse alisando o braço.

— Pra você ficar esperto. – Peguei a sacola de dinheiro dele e guardei comigo saindo da cabine do trem.

— Isso machuca sabia? – Ele me seguia. – Como quer que eu faça algo agora? Sabe que pelos próximos três meses vou ficar debilitado, né? Você nunca faz isso com a Angel. No fim das contas eu sou o sexo frágil...

O drama dele continuou até sairmos da estação. A cidade Capital não tinha mudado muito desde a ultima vez que estivemos aqui, as crianças correndo pelas ruas, os adultos trabalhando, as ruas limpas. A primeira vista é uma bela visão, mas quando se olha realmente de dentro é possível notar os rostos tristes e a sujeira que isso realmente é.

— AÍ! – Seven gritou um pouco atrás de mim. – Guarda imperial o cacete, moleque do capiroto.

— Ei, cara! – O olhei sério. – Que isso?

— Esses infelizes me acertaram com um pedaço de madeira. – Ele disse alisando a perna e ao olhar para o lado, percebi um grupinho de meninos que riam com madeiras que imitavam espadas.

— Não devia falar mal da nossa tão querida guarda imperial. – Arqueei a sobrancelha. – Afinal são eles que nos defendem.

— Adoro seus teatrinhos, Zef. – A voz conhecida soou atrás de mim.

— Minhas heroínas! – Seven disse levantando os braços para poder se apoiar sobre as duas garotas. – Não sabem o quanto senti falta de vocês.

— É mesmo? – A gêmea de pele pálida e cabelo rosa perguntou sorrindo.

— Você não imagina o quanto. – Ele disse a olhando.

— O que vocês querem? – Perguntei sendo direto.

— Calma, meu anjo. – A que tinha cabelo azul respondeu, em anos eu nunca aprendi qual é qual. – Só achei que iria gostar de saber que haverá um torneio no final de semana, o primeiro lugar ganhará um bom dinheiro.

— Boa. – Seven sorriu com o braço sobre os ombros das duas. – Já posso me imaginar no primeiro lugar.

— Disse isso da ultima vez. – Provoquei. – E pelo que me lembro, eu que venci.

— Cara, eu deixei você vencer, beleza?

— Agora temos que ir. – A gêmea de cabelo azul disse.

— Temos informações do agrado do Tulio. – A outra disse e ambas se afastaram de Seven.

— Que tipo de informações? – Perguntei sabendo a resposta.

— Não é da tua conta! – Ambas falaram e sorriram saindo.

— Essas duas sabem demais. – Seven disse as olhando caminharem até a fonte.

— Eu sei. – Dei de ombros. – Mas não são ameaça ainda. Acho que elas tem bastante consciência que qualquer passo em falso elas podem morrer, seja pelas mãos do Túlio ou pelas nossas.

— Seria um desperdício. – Seven sorriu de lado.

Caminhamos até a taverna e nos sentamos em uma das mesas mais afastadas, não demorou muito até a garota que trabalhava lá vim nos atender. Ela tinha a pele bem branca, assim como a maioria das garotas daqui, olhos de um azul profundo que só eram amenizados pelo seu sorriso fino. O cabelo castanho amarrado num rabo de cavalo por um enorme laço rosa comprovava que ele trabalhava aqui.

— Querem pedir algo, rapazes? – Ela sorriu de lado.

— Duas cervejas e um encontro com você, o que acha? – Seven disse antes que eu conseguisse pensar em algo.

— As duas cervejas saem em instantes... – Ela sorriu. – Mas devido a minha falta de tesão física e intelectual por você o encontro não será permitido.

— Tesão intelectual? – Ele disse rindo meio nervoso. – V-você não sabe o que tá perdendo.

Não pude conter uma risada da frase dele. A garota tinha mesmo desarmado ele.

— Realmente, não sei. – Ela disse de bom humor. – Ah, e na próxima, tenta não gaguejar, isso passa insegurança na sua resposta.

Ela falou dando as costas e indo pegar a cerveja.

— Que filha da puta. – Seven falou ainda descrente. – Viu só isso?

— Claro que vi. – Respondi despreocupado. – E nunca me divertir tanto na minha vida.

— Precisa sair mais, tá sem saber o que é diversão. – Ele disse sério.

A garota voltou com as bebidas e nos serviu.

— Mais alguma coisa? – Ela continuava a sorrir.

— O meu encontro. – Seven falou insistente.

— Eu tenho namorado. – Ela disse sem precisar pensar, o que pra mim pareceu ser sincero.

— Ah... – Foi evidente a broxada de Seven. – Foi mal.

— Relaxa. – Ela sorriu saindo. – Se precisarem de algo, basta chamar.

— O jeito é me contentar com as gêmeas mesmo. – Ele disse relaxando na cadeira.

— Você sabe qual é qual? – Disse curioso bebendo minha cerveja.

— A de cabelo rosa é a Mia, e a de azul é a Eli. – Ele pensou um pouco. – Tenho quase certeza.

Um homem que parecia já estar no bar veio até nossa mesa e se sentou entre eu e Seven.

— Uma honra conhecer o comandante do Silent Assassins. – Ele disse tirando um envelope de seu casaco e o passando para mim.

— Diga o código. – Seven falou com sua seriedade de trabalho.

— Miles et officium est custodire a rege ut etiam pro populo hoc, et gratiam pro sua essentia. – Ele falou com um olhar sério para Seven, quase de raiva.

— Nós gostamos de manter o profissionalismo. – Respondi a ele.

— Entendo. – Ele teve seu semblante fragilizado ao falar comigo.

— Vamos indo, Zef. – Seven se levantou bebendo toda a sua cerveja de uma vez, algo que não era comum.

Agradeci ao homem, deixei algumas moedas sobre a mesa e sai do local me encontrando com Seven do lado de fora.

— Odeio esses revolucionários baba ovo que vão pra cima de você como se fosses um deus, e eu sou só um entojo ao lado. – Seven disse irritado.

— Já acabou, cara.

— Não, não acabou. – Ele me olhou irado. – Aonde quer que a gente vá, sempre ira existir pessoas como ele, e é esse tipo de gentinha que me faz ter dúvidas se a revolução vale a pena, iremos acabar com toda essa corrupção a troco de nada, pois sempre ira existir alguém para fazer tudo voltar para o buraco de merda.

Ele me deu as costas e saiu caminhando na frente. No fundo ele não estava errado, mas não era uma desculpa plausível a ponto de jogar tudo para o alto e desistir de nossos princípios de justiça.

Percebi que o sol ainda não estava no topo do céu. Pelo jeito voltaremos para casa bem cedo hoje.

(...)

— Você não terá medo dos pe-perigos da noite nem de assi... assaltos durante o dia... Não terá medo da peste que se es.. es-pa-lha na escuri-dão nem dos males que matam... ao meio-dia. Ainda que... mil pessoas sejam mortas ao seu lado, e dez mil, ao seu re-redor, você não so-fre-rá nada. Você o-lha-rá e ve-rá como os maus são cas-ti-ga-dos. – Escutava aquele pequeno ser lendo, apesar das várias pausas era possível compreender.

— Giovana. – Falei do sofá e ela me olhou com seus olhos cor de caramelo quase escondidos em meio ao cabelo loiro caído sobre seu rosto. – Vem cá.

Ela se levantou rapidamente com o livro na mão e se sentou ao meu lado. Puxei o cabelo dela para trás, deixando seus olhos mais visíveis.

— O que você está lendo?

— A Bíblia. – Ela disse de forma simples.

— E você não acha que com apenas 8 anos não é jovem demais para isso? – Disse sorrindo.

— Não. – Ela disse de forma simples e sem pensar muito. Normalmente ela era um tanto confusa.

— Quer que eu leia para você? – Perguntei e vi finalmente confusão no rosto dela.

— Não sei... – Ela se agarrou ao livro. – Acho que sim.

— O que quer que eu leia? – Perguntei pegando o livro dela. Ela apenas deu de ombros.

— Uma vez eu vi uma pessoa fazendo isso. – Falei fechando os olhos e abrindo a bíblia em alguma parte e botando o dedo em cima de um capítulo. – Vou ler esse.

Abri os olhos e vi ela sorrindo sabendo que eu me referia a Angel.

— Vamos lá. – Minha visão tremeu só de ver o tamanho daquilo. – Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu,– Atualmente é apenas uma línguas, então não seria difícil.— mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino. – Olhei para ela e ela estava tão focada em cada palavra que decidi continuar. – Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada. Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada. – Pesadão— Quem ama é paciente e bondoso. – Meu pai deveria ter lido isso— Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno.

Decidi parar naquela frase. Toda essa baboseira de amor paciente, sem mágoa e eterno era fictício demais para mim. Não que eu não acredite no amor, apenas não acredito nesse amor perfeito.

— É o amor de Deus. – Giovana falou botando o dedo sobre o livro. – Por isso é tão perfeito, a mamãe tem ciúmes do papai perto da Barbie, e sempre que a Barbie discute com a Jacob ela grita “eu nunca vou perdoar você”, o Chris me disse que isso é mágoa. Mas eles não desistem um do outro e eu acho que isso é o que importa.

Ela falou com convicção, apesar do achismo. Era assustador saber que uma menina de 8 anos tinha mais convicção do amor do que eu.

— Já chega Giovana. – Robin entrou na sala a puxando para cima e a colocando no chão logo em seguida. – Hoje é dia do Chris e da Angel na cozinha, por que não vai ajuda-los?

— Porque o Chris consegue queimar até água e a Angel só faz sorrir e dizer: tá tudo bem, amor. – Ela disse emburrada.

— Pare de ser reclamona, tenho certeza que na sua bíblia tem algo escrito sobre obedecer aos pais. – Robin disse se sentando ao meu lado.

— Tem... – Ela disse baixinho.

— Vai lá. – Ele disse a empurrando de leve. – Amo você, sabia?

— Ama nada.. – Ela respondeu em meio a um sussurro.

— Crianças... – Robin disse e assim que viu ela entrando na cozinha me olhou sério. – Qual a missão?

— O envelope com as informações estava sendo analisado pelo Chris. – Respondi. – Acredito que após o jantar ela vá nos dizer as coordenadas de como realizar a missão com sucesso, mas em resumo é um casal bem rico, o sobrenome deles é algo como Hanne.

— Hasen? – Robin disse animado. – Cara, já ouvi falar deles. Eles são ricos pra caralho, e o Senhor Hasen trabalha para o primeiro ministro do rei, acho que é algo a ver com arquivos ou impostos, não sei ao certo.

— Já sinto o gostinho de sangue escorrendo por essas mãos. – Seven disse entrando na sala e indo para perto da gente. – Eles têm uma filha, né? Alice ou algo do tipo, o que faremos?

— O destino de todos naquela casa, desde o empregado até o dono será a morte. – Respondi de forma seca. – Mortes sem piedade.

— Sim, capitão. – Ambos responderam.

Para a grande maioria da população os Silent Assassins matam apenas por dinheiro, e talvez isso seja meio verdade, mas o nosso maior incentivo é fazer a justiça. A nossa justiça, nem que para isso precisemos nos igualar a toda essa laia de ratos ricos e nojentos.

Notas finais
Trailer: https://youtu.be/KViPDFzghoE
Sim, sou apaixonada pelo filme Troia

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