Sickly Desire
51 Verdade
Notas iniciais
Laxus voltou para o quarto apenas quando o sol nasceu. Freed ficou chorando por muito tempo, até que caiu no sono deitado perto da porta. O loiro estranhou ao ver o menor deitado naquele lugar e correu para ampará-lo, mas quando o tocou sentiu que ele estava um pouco frio.
- Freed o que houve? Você está bem? – disse sacudindo o menor devagar para que ele acordasse.
Lentamente Freed abriu os olhos e sentiu aquela dor no peito voltar aos poucos ao ver o loiro com o cabelo úmido. Ele havia ficado todo esse tempo com a mulher.
- Nada ..... eu só queria ficar perto do aquecedor ... – mentiu virando os olhos para o lado e empurrando o maior para que ele o soltasse.
- Você devia ter pedido alguém para mudar o aquecedor. Pode ficar doente se dormir assim no chão. – puxou o menor para cima para que ele levantasse e ao fazer isso percebeu que os olhos do outro estavam inchados. – O que houve com seus olhos?
- Não foi nada. – Freed o empurrou de forma que Laxus o soltou, mas o maior não se deu por vencido. Tentou segurá-lo pelos ombros, ao fazer isso percebeu que o kimono do menor estava úmido na região do peito e fitando seu rosto com mais cuidado pode ver algumas finas cascas causadas por lágrimas secas.
- Por que estava chorando? Alguém fez algo a você? – puxou o rosto do menor com cuidado para cima.
- E-eu não estava chorando e- foi interrompido.
- Não minta para mim! – Laxus começou a aumentar o tom de voz, apertando também o queixo do menor. – Me diga o que houve para fazer você chorar.
- Não! – Freed disse entre dentes. Ficou nervoso, porém lágrimas começaram a escorrer por seu rosto contra sua vontade. – Me deixe em paz! – Empurrou novamente o loiro, mas não conseguiu fazê-lo se mover.
- Então é por minha causa. – afirmou o maior ao ver o rapaz chorar. – Mas eu não fiz nada com .... – ele parou de falar para pensar e chegou a uma conclusão. – Você me viu ontem com aquela mulher não viu? É por isso que está chorando?
- Não! – Freed gritou mais alto que o maior, o empurrando com toda sua força e saindo de seus braços. – Eu jamais choraria por sua causa! – deu-lhe as costas para limpar as lágrimas com a manga do kimono. – Pouco me importa o que você faz com sua vida ......
O loiro suspirou, deixando os ombros caírem. Em passos lentos, parou atrás do menor e o segurou pelos pulsos. Freed se contorceu por um tempo, gritando enquanto tentava se livrar das mãos do outro até que desistiu. Percebendo que ele havia parado, Laxus girou seu corpo e viu que o menor ainda chorava.
- Em todo o momento, eu imaginei que fosse você ..... – Laxus diminuiu seu tom de voz, falando de forma suave. – Nos meus braços, sentindo prazer junto comigo ....
- I-isso não conforta ninguém Laxus – respondeu o menor, cabisbaixo.
- Eu sei ... mas é a verdade.... Eu queria fazer aquilo com você.
Laxus nunca foi de esconder seus desejos e nada mais justo de que revelar naquele momento. Queria Freed. Não só seu corpo, mas também sua afeição, porém não estava mais suportando ficar tão próximo do menor sem tocá-lo.
- Eu estava enfraquecendo. No dia em que você caiu em cima de mim eu nem sei dizer como suportei não fazer nada com você. Não quero lhe machucar de nenhuma forma ... não mais.
- Está me dizendo que fez aquilo com aquela mulher para saciar seu desejo? – Freed mantinha a cabeça baixa, encarando o chão.
- Em resumo, sim. Era fazer aquilo com outra pessoa ou forçar você mais uma vez. Eu posso ser forte fisicamente Freed, mas não consigo controlar isso. – Laxus preferiu esclarecer as coisas de uma vez para o menor, para que não ficassem dúvidas. Não era uma explicação plausível, muito menos para aquele assunto, porém se tratava da verdade.
- Vamos, levante este rosto.... – puxou o rosto do menor devagar para cima, encarando seus olhos avermelhados. – Não é algo que eu deva me orgulhar Freed, mas estou contente de que eu não tenha perdido o controle com você. Eu não farei mais isso, prometo a você. – um sorriso enfeitou o rosto do maior e ele bagunçou o cabelo do rapaz. Não havia maldade, ou mesmo fingimento em seu sorriso. Era um sorriso bom que fazia com que a dor no peito que Freed sentia aos poucos desaparecesse.
- Bom parece que nós dois tivemos uma péssima noite de sono. Vamos dormir agora?
Freed assentiu, sentindo a dor em seu peito desaparecer por completo aos poucos. Aquela explicação não lhe era agradável, mas ele acreditou. Fazia a dor sumir e lhe era quase que agradável de se escutar.
- Mas antes de irmos dormir eu preciso fazer isso ....
Enlaçando as costas do menor com as mãos, Laxus puxou o corpo de Freed para perto e uniu seus lábios aos dele. O menor se assustou e tentou empurrá-lo, mas sentindo aqueles lábios junto aos seus de forma suave não conseguiu recusar. Foi um beijo rápido, mas para Freed foi o melhor que o loiro lhe dera até aquele momento.
- Bem vamos dormir agora. – mesmo tendo sido um beijo mais suave, o maior estava ofegando. – Viu como você me deixa excitado?
Freed ficou corado e rindo, o maior bagunçou seu cabelo, secando o restante das lágrimas que restaram no rosto do menor com a ponta dos dedos. Depois de fazer isso, puxou seu fúton para próximo ao do menor que estava sentado sobre ele. Nenhuma palavra a mais foi trocada entre ambos. Laxus sorriu para o menor o tempo todo, enquanto se arrumava na cama. A luz da manhã já entrava pela janela, mas ambos estavam exaustos. Sem mais o que falar, ambos se deitaram, cada um em seu fúton, mas bem próximos. Freed chegou a fechar os olhos, mas o abriu novamente ao sentir a mão do loiro acariciar seu rosto. Olhou em seus olhos, como não fazia há muito tempo e ouviu o outro lhe desejar boa noite. Poucos minutos depois, ambos já estavam em sono profundo.
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