Sickly Desire
12 Punição
Notas iniciais
Somente quando Freed acordou pôde refletir com relação ao que fizera. Estava sem roupas, com os braços e pernas presos à cama. Havia curativos apenas em seus machucados mais fundos e Seny estava ao seu lado, nua e desmaiada. Olhou para os lados e sentiu seu coração acelerar ao ver Laxus sentado na poltrona, ostentando um sorriso maldoso. Sabia que algo ruim iria acontecer.
Brincando com uma adaga, o loiro se levantou, caminhando até ficar do lado da garota. Seu sorriso ficou ainda maior quando viu o menor engolir em seco. Puxou Seny pelo cabelo, a levantando e colocando a faca entre seus seios.
- Não Laxus! Não faça isso!!! – gritou o menor em desespero.
- Temos um acordo certo? Você faz o que eu mando e eu a poupo. Não me lembro de ter lhe mandado fazer aquilo. Agora alguém deve sofrer as conseqüências ..... — disse cravando a faca superficialmente na pele, fazendo um corte devagar, como um cirurgião cortando uma parte delicada.
Freed tentou se levantar e impedi-lo, mas as cordas apertadas em seu pulso machucado o fez se retrair de dor. Laxus ria do desespero do menor, de forma que continuou a cortar apenas para ver o outro se contorcer e gritar desesperado. Fez vários cortes naquela região, alguns diagonais e outros em paralelos, até que o nome “LAXUS” ficasse visível naquela região.
- Entenda que você e essa vadia são meus. E devem fazer o que eu digo ... apenas o que eu digo! – disse jogando a garota no chão sem nenhuma delicadeza e já subindo na cama. – Que isso lhe sirva de aviso. Mas não pense que não será punido também!
Engatinhou até chegar perto do menor. Ajoelhou-se e com a faca nas mãos, tornou a abrir vários dos cortes do corpo rapaz que estava entre suas pernas. Freed se contorcia e soltava ganidos de dor, mas o loiro não queria ouvir sua voz. Não naquele momento.
- Calado! Mantenha essa boca fechada ou eu vou costurá-la! — gritou já irritado. Não tinha paciência. Continuou a cortá-lo devagar, pois queria fazer aquilo durar o máximo possível. O menor apertava os lábios um contra outro para suportar aquilo, já que não podia gritar. Lágrimas escorriam de seus olhos, enquanto Laxus gargalhava.
A única pergunta que rondava em sua mente naquele momento era “porque?”. Porque estava passando por tudo aquilo? Porque Laxus fazia aquilo com ele se ele nunca se quer levantou a mão contra ele? Qual era seu erro? A resposta poderia ser “porque ele te ama”, mas aquilo não era amor. Não podia ser considerado o sentimento do bem do qual ouvira falar tanto em sua vida. Aquilo não era amor, era um desejo que o loiro sentia por ele ..... um desejo doentio. Sim, essa poderia ser a explicação do por que ele estava passando por tudo aquilo. Mas não lhe confortava. Apenas o deixava mais desesperado e esperançoso de que tudo aquilo fosse um pesadelo terrível e que um dia iria acordar. Mas mais uma vez estava enganado.
Tentava se manter em seus pensamentos para suportar a dor que estava sentindo, mas o loiro fazia questão de trazê-lo para a realidade, cortando sua carne mais fundo. Apenas parou quando o peito e tórax do menor estava cheio de cortes. Sangue escuro escorria de suas feridas, enquanto seu peito subia e descia rápido. Seus olhos haviam perdido o brilho de forma que ouvia o loiro lhe falar algo, mas não entendia.
Percebendo a situação do menor, Laxus o sacudiu, tentando-o fazer responder. Colocou a mão em seu pescoço e entrou em desespero ao constatar que sua pressão sanguínea estava fraca. Se sentindo ainda mais fraco que antes, Freed começou a respirar cada vez mais devagar. Sua visão começara a escurecer. Aquilo era a morte? Não podia morrer. Não ainda .... tinha de ......
- salvar Seny ..... – disse antes de entrar na escuridão.
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