Sickly Desire

20 Plano da serpente


Notas iniciais
Particularmente, eu fiquei mais feliz em criar a Ângela do que a Seny '-'

Midwich Hospital. Tinha de ter se lembrado desse lugar. Era o hospital mais caro e considerado o melhor de todo o Japão. Além disso, o médico de confiança de Laxus trabalhava nesse lugar.

Já dentro de sua limusine, Ângela falava ao celular, resolvendo alguns problemas de sua empresa. Assim como Laxus, tinha bastante dinheiro. Dinheiro que se tornara seu logo após a morte do homem velho com quem se casara. Uma jogada de sorte em sua vida, ou melhor, uma morte.

O veículo já estava parado em frente ao hospital quando ela desligou o celular. Ajeitando seu vestido, saiu do carro, colocando óculos escuros antes de começar a caminhar. Dava passos rápidos e pesados, que faziam seus caros sapatos fazerem barulho. Chegou à recepção, logo sendo reconhecida, o que facilitou sua entrada. Alegou estar ali para visitar Freed Justine e para saber de notícias dele a pedido de Laxus. O recepcionista não lhe fez mais perguntas, apenas a indicou para qual andar deveria seguir, lhe entregando um cartão de visitante. Tentando parecer o mais gentil possível, ela agradeceu e se pôs a caminhar em direção ao elevador. O recepcionista continuou a olhá-la de costas a admirando. Não era todo dia que se via Ângela Mason caminhando fora de sua empresa.

Apertando o botão do elevador, Ângela sorria. Finalmente ia conhecer o amado de Laxus. Ficara imaginando como ele era até que o elevador chegasse. Já dentro do elevador, consertou sua franja comprida que tapava um de seus olhos. Demorou poucos segundos para chegar ao andar que o menor estava. Como da outra vez, Laxus mandara esvaziar um andar inteiro apenas para cuidar do menor e colocara também duas enfermeiras para ficarem de olho nele. Havia seguranças por todos os lados, para o caso de Freed tentar usar o mesmo plano da última vez.

Caminhando apressadamente, Ângela entrou no quarto se apresentando para as enfermeiras e para não chamar a atenção, perguntou sobre o estado do menor, antes mesmo de vê-lo. As enfermeiras lhe informaram que ele estava estável, mas muito fraco e ferido. Informaram-lhe também que ele estava acordado, o que era ótimo. Agradeceu pela informação já entrando no quarto onde o menor estava.

Fraco e cansado, Freed olhava para a janela quando a garota entrou. Já estava respirando sem a ajuda de aparelhos, o que era um progresso. Pensou inicialmente que fosse Laxus quando ouviu o barulho do elevador, mas ouvindo o barulho do salto percebeu que estava enganado. Viu a estranha mulher entrar no quarto e caminhar em sua direção. Seus olhos estavam embaçados. De tristeza e dor.

Ângela ficou tanto encantada, quanto espantada com a visão que tivera. O famoso Freed era mais bonito do que ela imaginara. Caminhou no quarto, ficando ao lado do menor que levantou a cabeça quando ela se aproximou. Ele realmente parecia péssimo.

- Olá. – disse sentando-se em um poltrona ao lado da cama. – sou amiga de Laxus. Vim ver como você está.

Com os olhos embaçados, Freed não respondeu a pergunta que lhe fora feita e ao invés disso, fez outra pergunta.

- Q-quem é você?

A mulher sorriu, colocando as mãos nos próprios lábios. Além de bonito, sua voz era encantadora. Mas ele jamais chegaria aos pés do que Laxus era para ela. Percebeu a agonia do outro, o que a fez sorrir mais. Colocar seu plano em prática seria mais fácil do que imaginava.

- Me desculpe! Que falta de elegância a minha! Meu nome é Ângela Mason. Você é Freed Justine certo?

O menor balançou a cabeça em sinal positivo. Não havia expressão em seu rosto, uma vez que estava afundado em agonia.

- Bem Freed vou usar “kun” ao me referir a você. Afinal vejo que você é bem jovem. Bem, me diga Freed-kun, quantos anos você tem?

- Vinte anos .... – normalmente Freed estranharia um estranho vir falar com ele, mas não estava processando muito bem o que ela falava, de forma que apenas respondia. A notícia da morte de Seny e seu atual estado de saúde estavam o deixando fora de si.

- Vinte anos? Podia jurar que era mais novo! Mas isso não importa agora. Eu soube do que Laxus está fazendo com você e vim lhe ajudar. – a mulher sorria, de forma que tinha vontade de gargalhar da situação do menor. Freed era um empecilho em seu plano de se tornar a senhora Dreyar. Um empecilho que deveria desaparecer o mais rápido possível.

- Me ajudar? – Freed lhe respondeu com voz fraca.

- Sim, lhe ajudar. Imagino o quanto tudo o que Laxus está fazendo é doloroso e por isso vou lhe ajudar a voltar para o mundo de onde viera.

Apenas nesse momento Freed olhou a mulher nos olhos, tombando o rosto para o lado. Voltar para onde viera? Parecia um sonho. Um sonho que se tornara cada vez mais distante.

- Porque me ajudaria? – disse o menor, apertando o lençol que cobria suas pernas.

- Porque não suporto a idéia de que alguém está sofrendo. Laxus é um monstro e vai acabar lhe matando. Sei que no mundo aonde viera você pode usar magia para se defender. Aqui você ficará a mercê dele. – disse a garota tentando parecer mais bondosa do que podia.

Freed abaixou a cabeça, piscando devagar. Ela tinha razão. Se tinha alguma chance de acabar com Laxus era no mundo de onde viera e não naquele lugar. Vendo que o rapaz não falaria mais nada, Ângela se levantou caminhando para a porta.

- Se torne um boneco nas mãos dele. – ditou friamente. — Não resista quando ele fizer algo com você. Ele irá “perder a graça” em você, pois é a sua resistência que o excita. Agüente um pouco mais, pois assim que ele se cansar de você ele irá lhe abandonar.

O menor levantou a cabeça devagar, vendo a garota já saindo dali. Sem dizer mais nada a mulher saiu do quarto, entregando um maço de dinheiro para um dos seguranças. O preço do silêncio. Fingiu simpatia ao passar pelas enfermeiras sentadas no corredor, lhes dando um sorriso. Da mesma forma que entrara no estabelecimento saiu, entrando novamente em seu carro luxuoso. Deu a ordem para que o motorista seguisse para sua casa, enquanto ela olhava a hora em seu celular.

- Veremos se você não irá atrás de mim, Laxus Dreyar. – disse antes de desligar o aparelho.