Sickly Desire
21 Feliz Aniversário
Notas iniciais
Já haviam se passado quatro dias desde que aquela mulher estranha viera lhe visitar. Laxus também não aparecera desde que ele havia acordado. O que era ótimo. Podia se acostumar facilmente com essa vida de hospital onde não era violentado.
Sua rotina não mudava. Acordava pelas nove da manhã, tomava café e ficava deitado até a hora do almoço. Depois de almoçar, via TV até a hora do jantar. Depois de jantar tomava banho e ia dormir. Todos esses quatro dias foram assim. E o quinto dia teria sido igual se Laxus não aparecesse.
Depois de tomar banho, Freed já se preparava para dormir quando o loiro apareceu. Apressado, entrou no quarto jogando um moletom cinza e um cachecol para o menor.
- Vista-se. – ditou enquanto tirava o celular do bolso, já de frente a cama.
Freed que já estava deitado se levantou para vestir. Iria seguir o conselho de Ângela e fazer tudo o que Laxus mandara. Enquanto ele se vestia com dificuldade, Laxus começou a discar alguns números. Já havia acabado de se vestir quando Laxus desligou o celular.
- Vamos! – Disse Laxus já o puxando pelo braço para saírem dali.
Do elevador a portaria nenhuma palavra foi pronunciada pelos dois. Freed se matinha de cabeça baixa olhando apenas para o chão, o que incomodou Laxus. Continuou a puxá-lo pelo braço até chegarem a sua BMW. Quando saíram, Freed pôde ver que começara a nevar. A neve caía lentamente, começando a formar pequenos montes nas ruas. Teria ficado parado olhando a neve cair se Laxus não o mandasse entrar no carro. Mais uma vez, obedeceu.
Nenhuma palavra era trocada entre ambos. Laxus dirigia, sabe Deus para onde, enquanto Freed mantinha os olhos na janela apenas olhando as coisas que passavam. Aquele mundo parecia ser muito bonito e interessante, mas ele não lhe atraía. Só tinha lembranças ruins desde que acordara ali. Laxus dirigiu por cerca de uma hora e meia, de forma que Freed começara a cochilar. Chegando até o destino, parou o carro. Deu a volta no veículo para poder abrir a porta de Freed.
- Desça. Há algo que quero lhe mostrar. – ditou já com a porta do carro aberta, acordando o menor.
Aquele lugar era muito mais frio que o hospital, Freed pôde perceber isso ao descer do carro. Ainda de cabeça baixa, acompanhou Laxus que caminhou até a beirada da plataforma onde estavam. A vista daquele lugar era magnífica. Conseguia ver Tókio inteira de longe. Uma visão que se tornava ainda mais bonita com a neve caindo. Freed olhava aquilo espantado até que Laxus chamou sua atenção.
- Feliz Aniversário. – disse sorrindo para o menor.
Apenas naquele momento o menor olhara para ele diretamente. Tombou a cabeça para o lado, demonstrando não estar entendendo o que ele estava falando. Não queria falar com ele, mas ficou intrigado com aquilo.
- Feliz aniversário?
- Sim. – lhe respondeu o loiro. – Não me diga que esqueceu o próprio aniversário!
Freed olhou para o chão e conseguiu se lembrar. Desde que fora trazido para aquele mundo perdera a noção de tempo, mas se lembrava que quando saiu para fazer aquela missão, faltavam cerca de vinte dias para seu aniversário. Já havia vinte dias que sua vida mudara drasticamente.
- Bom, era de se esperar. Afinal você já ficou desacordado por alguns dias. – caminhou, ficando atrás do me menor, contornando sua cintura com os braços. – Bem, agora você tem vinte e um anos. E precisamos comemorar! – disse enquanto dava um beijo no pescoço do outro.
Puxou Freed para debaixo de um telhado ali perto. Ajeitou seu cachecol e puxou seu rosto para cima para poder beijá-lo. Como sentia falta do corpo do menor. De poder beijá-lo e tocá-lo. Freed não ofereceu resistência. Fechou os olhos enquanto sentia o outro invadir sua boca com a língua. Mantinha os olhos fechados e apertados, tentando ser o máximo que podia o brinquedo a qual fora instruído a ser. O loiro sabia que deveria que ter cuidado com o corpo do outro, de forma que apenas apertava seu corpo de leve e até mesmo o beijava devagar. Chegou a estranhar que o outro não ofereceu resistência, mas julgou que ele estivesse muito fraco para fazer isso.
- Eu senti tanto sua falta ... – disse ofegante se separando dos lábios do menor, começando a beijar seu pescoço.
Contra a parede, Freed se matinha imóvel, sentindo os lábios molhados do outro em seu pescoço. Logo sentira também a mão do outro começar a subir por debaixo de sua blusa. Soltou um gemido baixo de dor ao sentir o toque dele contra uma de suas feridas. Ainda não estava totalmente curado.
- Desculpe. Pelo que vejo ainda dói..... – disse o loiro parando de beijar o menor e puxando seu corpo com o máximo de cuidado possível para perto de si. – Acho melhor sairmos daqui. Está frio e no seu atual estado você pode pegar algum resfriado facilmente.
Freed não lhe respondeu. Apenas o seguiu quando ele começou a puxá-lo pela mão de volta ao carro. O loiro abriu a porta de trás do carro para que o menor entrasse e foi o que ele fez. Pensou que Laxus sairia e iria para frente, mas para seu espanto ele entrou junto com ele. Laxus o deitou no banco, ficando em cima dele apoiado pelos cotovelos e joelhos.
Com as mãos livres, tirou a blusa do menor, se assustando com a quantidade de faixas que cobriam seu peito. Não poderia mexer ali, do contrário o menor pioraria. Tinha que ser muito cuidadoso. Depois de tirar a blusa do menor com cuidado, passou a mão em seu rosto, tirando a franja que tapava um dos olhos do outro. Freed apertava os olhos de novo, o que o deixou mais uma vez incomodado.
- O que foi? Você está estranho .... está se sentindo bem? – disse passando a mão em seu rosto, o que fez o menor abrir os olhos.
- Eu estou bem ..... — disse desviando os olhos para o lado ao ver que o loiro o encarava.
Laxus ficou desconfiado, mas preferiu não render assunto. Tornou a beijar o pescoço do menor, o que fez Freed fechar os olhos de novo. O loiro beijava seu pescoço devagar, sem deixar nenhuma marca ali. Sua respiração estava pesada e suas mãos alisavam o corpo abaixo de si, enquanto apoiava o peso de seu corpo em seus cotovelos. O menor corava e sentia arrepios em seu corpo com aquilo. Normalmente sentia repulsa, mas estava sentindo o mesmo que sentira quando Seny beijara seu corpo. O loiro interrompeu o ato o puxando para cima, dando-lhe um beijo demorado antes de voltar a falar.
- É melhorar parar. Do contrário vou acabar me empolgando e vou lhe machucar de novo. Vamos para algum restaurante. Estou com fome. – disse saindo e entregando a blusa do menor para que ele a vestisse.
Ainda em silêncio, Freed tornou a vestir a blusa já se sentando no banco da frente. Enquanto Laxus ligava o carro e colocava o cinto de segurança, Freed ajeitava seu cabelo pelo reflexo do vidro ao seu lado, se espantando ao ver que o loiro olhava para ele sorrindo. Não era um sorriso maldoso, ou debochado. Era um sorriso diferente. Um sorriso bom. Mas talvez estivesse enxergando mal.
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