Notas iniciais
Entenderão o título quando terminarem o capítulo.

Freed engoliu em seco ao se lembrar de como havia desmaiado e a julgar pela situação que estava, limpo e seco, alguém havia lhe dado um banho e o vestido. E pensar que Laxus fizera isso não era nada agradável.

Estava pondo ainda mais força nos seus pulsos. Tinha que sair dali. Com certeza Laxus havia lhe trazido para aquele lugar e tinha certeza absoluta de que não era um sonho. Estava ao mesmo tempo nervoso e envergonhado. Não só daquela situação, mas também de quando se lembrava do que havia acontecido na floresta. Permitiu-se ficar vermelho por algum tempo, de vergonha e raiva. Estava a ponto de desistir de lutar contra as cordas quando ouviu passos próximos ao quarto onde estava. Não vendo outra saída, deitou-se novamente. A porta foi aberta com certa impaciência, que logo o ajudou a reconhecer quem entrara.

Falando ao celular e trajando terno, coisas até então desconhecidas para Freed, Laxus entrou no quarto com sua costumeira impaciência. Conversava sobre ações de empresas, consumo de energia, nada que Freed entendesse. Esse se manteve parado, fingindo da melhor forma possível que ainda estava desacordado. Se Laxus o visse acordado poderia fazer tudo o que tinha feito antes. Uma idéia nada agradável. Se soltaria, pegaria sua espada e depois decidiria o que iria fazer. Um problema de cada vez.

Laxus ficou alguns minutos gritando até que por fim desligou o telefone. Deu um suspiro desanimado ao terminar de falar, mas tornou a sorrir ao ver quem estava na cama. Com seus passos pesados, caminhou até ficar ao lado da cama e passou a mão pelo rosto de Freed, que tentava ao máximo se manter quieto. Seu plano de enganá-lo teria dado certo se seu cabelo não estivesse todo atrapalhado. Freed estava arrumado quando fora deitado na cama e agora estava todo desalinhado. Além disso, seus pulsos estavam marcados e vermelhos. Laxus deu uma risada baixa. O sombrio Freed podia fazer melhor do que isso. Retirou os sapatos e se sentou na cama, já afrouxando a gravata. Seu olhar de desejo parecia aumentar ao ver o outro ali a sua mercê. Para aquele momento ficar ainda melhor era necessário apenas uma coisa: fazer Freed abrir os olhos.

- Ora vejam só. Você disse para ser maduro e aí está fingindo que está dormindo. Afinal, qual de nós é a criança?

Laxus fez questão de demonstrar todo o desejo que estava sentindo ao falar baixinho para o rapaz. Quase no mesmo momento, Freed abriu os olhos. Tentava se manter calmo, pois sabia que as coisas só piorariam se ele se descontrolasse.

- Me solte Laxus, deixe de brincadeiras!!!

O outro balançou a cabeça. Freed estava entendendo errado não só a situação, mas também sua posição perante Laxus que não deixaria que palavras ofensivas, por menores que parecessem lhe fossem dirigidas. Deu um tapa no rosto de Freed, que fez o outro virar o rosto bruscamente e sentir não só ardência na região atingida, mas também dor em seu pescoço. Laxus não sabia medir sua força.

- Primeiramente, vou lhe explicar sua situação. Você é meu escravo a partir de hoje. Fará o que eu digo, sem questionar ou resmungar. Fará coisas como falar ou sair apenas quando eu permitir. O que eu quiser, quando eu quiser e da forma exata que eu disser. Conhece regras muito bem, portanto não preciso lhe explicar muito. Não tente me desobedecer ou você vai se machucar ... e muito! Sabe que não tenho paciência e posso acabar te matando. Mas isso não vai acontecer não é? Afinal não imagino ninguém ocupando seu lugar....

Enquanto falava, Laxus tirava seu paletó e camisa. Pronunciava cada palavra calmamente, como um pai ensinando algo a um filho. Freed que ainda estava com o rosto virado, não conseguia encará-lo. A cada minuto que passava ao lado de Laxus seu ódio aumentava. Estava sentindo um ódio que nunca sentira por ninguém em toda sua vida. Tentar transformá-lo em um objeto? Laxus podia tentar. Freed morreria, mas não se submeteria às ordens dele, não de novo. Quando tornou a virar o rosto vira Laxus já sem camisa e sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Não ..... ele não poderia fazer o que ele estava imaginando que ele faria. Era baixo demais.

- Não se preocupe Freed – disse Laxus já ficando entre as pernas do outro – com o tempo eu sei que você vai se acostumar, da mesma forma que se acostumou com minhas ordens no passado.

Os olhos azuis de Freed diminuíram de tamanho quando ele percebeu do que se tratava, forçou ainda mais as cordas, se contorcendo e tentando chutar Laxus para longe dali. Não podia deixar aquele maldito fazer aquilo com ele. Uma mistura de raiva e de desespero, que o fez acertar em cheio um chute no rosto daquele que se dizia seu mestre. Laxus tentava segurá-lo, mas ao ser acertado, sua raiva vira à tona. Segurou Freed pelo cabelo e puxou seu rosto, começando assim um beijo ainda mais forçado que todos os outros que ele já dera no mais novo.

Amarrado, Freed não conseguia fugir do ataque. E percebendo que ele estava se mexendo demais, Laxus cravou os dentes nos lábios inferiores do menor, rasgando-os de forma brusca. Freed soltou um gemido de dor, parando de se contorcer enquanto Laxus se concentrou em sugar todo o sangue que escorria. Sim Freed era uma fonte para Laxus, não de água, mas de prazer. Habilidoso, Laxus puxou a camisa branca que Freed vestia rasgando-a e a atirando longe. Tomava seus lábios e queria explorar o resto de seu corpo, mas tinha que fazer algo para mantê-lo calado, já que sabia que Freed naquela situação não utilizaria nem um pouco de sua educação para lhe dirigir a palavra. Lembrou da gag que deixava guardada na escrivaninha ao lado. Aquele quarto vinha sendo usado há muito tempo como um quarto para sexo. Laxus já havia trazido varias mulheres para aquele quarto, mas sempre teve um desejo quase insano por Freed desde que o conhecera. Não utilizaria a gag. Aquela era uma situação perfeita para mostrar quem mandava naquela casa e nele. Saiu de seus lábios, percorrendo seu pescoço. Deixou marcas arroxeadas ali com seus beijos e mordidas. Toda vez que Freed tentava dizer algo, tinha o rosto esbofeteado.

- Se ficar quietinho, talvez eu seja mais gentil com você ..... talvez!

Mentira. Ele não seria e Freed sabia disso. Desesperado ele tentava se soltar e aprendera que quanto mais tentasse falar, pior seria. Restava apenas se contorcer e rezar para Laxus desistir daquilo. Coisa que não aconteceria. Laxus parecia um animal provando o corpo de sua presa. Estava quase fora de si. Tornou a subir seus beijos, até chegar novamente à boca do menor. Prensava seu corpo contra dele, de forma que Freed conseguiu sentir o volume que havia na região baixa de Laxus. Seu desespero apenas aumentou, se é que isso era possível.

- Laxus ..... pare!!!

- Parar por quê? A diversão ainda nem começou!! – Laxus sussurrou entre risadas ao ouvido de Freed antes de dar uma leve mordida naquela região, tornando a deslizar pelo corpo do menor. Passou a língua por todo o peito do rapaz, dando leve mordicadas em seus mamilos. Já as mãos de Laxus tinham outro destino. Arranhando com força as costas do menor, levou suas mãos para dentro da calça do outro, agarrando seu membro e o massageando. Freed contraiu ao sentir o toque do outro. Não conseguia sentir prazer naquilo. Sentia dor e desespero ao imaginar o que poderia vir seguir. Mal sabia ele que seu medo se tornaria real.

Sem cerimônias, Laxus arrancou sua própria calça e cueca, fazendo o mesmo com as roupas de Freed. Ambos já estavam nus e suados, e para evitar que Freed o acertasse novamente, deitou-se sobre ele. Continuava com seu ritual, beijando, chupando e mordendo os lábios e pescoço do menor, enquanto suas mãos massageavam com mais intensidade o membro do outro. No entanto, havia algo mais que ele queria. Ele queria sentir o calor do corpo do outro. Sentado novamente, posicionou-se entre as pernas de Freed, segurou suas pernas, fazendo-as ficar abertas com a indelicadeza que lhe era de costume.

- Se tivesse ficado quietinho e me obedecido, eu faria isso ser menos doloroso para você. Considere isso o seu castigo!

E antes que Freed falasse ou mesmo recuperasse o fôlego que a todo momento lhe era tirado, Laxus o adentrou em um átimo. Freed soltou um gemido alto de dor. Não, aquilo não estava acontecendo. Não podia ser real. Era o que queria acreditar, mas a realidade fazia questão de lhe esfregar na cara de que não era um pesadelo. Laxus não esperou um minuto sequer e logo tornou a deitar sobre o rapaz. Enquanto fazia movimento com os quadris, beijava Freed com sua voracidade. Parecia não só querer roubar a virgindade, mas também o ar que o outro respirava. Mordiscava mais seus lábios, arrancando mais sangue de sua boca e aumentando o ritmo de seus movimentos.

Devido a sua excitação, demorou cerca de um minuto para Laxus chegar ao ápice, o que para Freed pareceu uma eternidade. Depois de preencher o interior do menor com seu prazer, Laxus saiu de dentro dele e tornou a se vestir. Freed podia enfim recuperar o fôlego, mas se sentia um lixo. Aquilo era humilhação demais. A única coisa que conseguiu fazer foi levar as mãos ao rosto. Laxus riu vendo a reação do outro e antes de sair, lhe deixou a última provocação.

- Você realmente tem um gosto muito bom. Você não será .... você já é meu!

Notas finais
Lemon, lemon lemon! :9