Sickly Desire
56 Falha na proteção
De madrugada, passos pesados que faziam a madeira do chão ranger podiam ser ouvidos porém, todos estavam em sono profundo, de forma que não foram acordados com tal barulho. Uma porta foi aberta, precisamente a porta do quarto em que Freed e Laxus estavam. Seja quem fosse que tivesse entrado ali tinha a chave. Com cuidado, a silhueta passou pelo loiro, afinal se ele acordasse naquele momento uma grande confusão na instauraria naquele lugar. O alvo era o rapaz de cabelos verdes que dormia profundamente.
A silhueta parou perto da cabeça do menor. Tinha nas mãos uma seringa vazia e aos poucos, a estranha silhueta começou a puxar o êmbolo. Antes de fazer o que queria, a estranha silhueta mudou de lado, de forma que a luz da lua que entrava pela janela iluminou o corpo do homem mais velho.
Com o nariz quebrado e com um curativo naquela região, ele chegou a posicionar a agulha da injeção no pescoço do menor, mas teve uma ideia. Seus olhos brilhavam de ódio e ele mantinha um sorriso sádico estampado na cara. Queria fazer o menor pagar pelo que tinha feito, mas antes queria humilhá-lo. Tirou de dentro do kimono uma espécie de arma de choque e forçou a mão na boca do menor que despertou. Freed não teve sequer tempo de ver quem era. Apenas sentiu uma mão pesada com luvas de borracha forçar sua boca e logo em seguida ficou inconsciente devido ao choque.
O sorriso do homem ficou ainda maior e ele teve de conter uma gargalhada, afinal Laxus dormia ao lado. Com cuidado, pegou o menor e o colocou em seus ombros para levá-lo até seu carro. Iria torturar Freed e depois iria matá-lo. E sem provas, Laxus não poderia fazer nada. Ele já se sentia vitorioso, quando uma silhueta feminina saltou em sua frente. Nesse momento começou a confusão.
No desespero, a mulher puxou o menor dos ombros do outro, que caiu em cima de Laxus. Desesperado o homem se levantou e como estava escuro, não pode ver quem era, o que aumentou ainda mais seu desespero. Enquanto procurava pelo interruptor para acender a luz, o mais velho lutava com a mulher que o arranhava. Como era mais habilidoso conseguiu jogar a mulher no chão e acertou com a arma de choque. Laxus acendeu a luz e pôde ver o homem correr, tentando sair do quarto, porém o loiro foi mais rápido. Pegou um vaso que enfeitava o quarto e jogou nas pernas do homem que caiu de bruços no chão. Em passos lentos, caminhou até ele, pisando em suas costas.
- Me dê um bom motivo para eu não te matar neste exato momento .....
Olhou para o lado e pôde perceber que o peso que caíra sobre ele nada mais era que o corpo magro do menor. Viu também Akeginu caída no chão e uma seringa vazia jogada no canto. Aproveitando a distração do outro, o homem virou o corpo e colocou a arma de choque na perna de Laxus, acionando-a.
O homem que até o momento estava desesperado deixou um sorriso transparecer em seu rosto, mas aquele sorriso não durou muito. Em seu lugar, foi se formando uma expressão que demonstrava bem o espanto ao ver que o loiro absorvera a eletricidade.
- Então foi assim que você desmaiou os dois?
Rindo, Laxus chutou a arma de choque da mão do outro e puxou a gola de sua camisa ao tirar o pé de cima do corpo do velho. Tinha uma expressão demoníaca no rosto que se tornou ainda pior ao desferir um soco com toda sua força na barriga do outro.
O homem caiu no chão já vomitando de dor. Uma de suas costelas se partiu, mas o loiro por sua vez não estava satisfeito com aquilo. Pisou na perna do homem com toda sua força, fazendo o osso daquela região ser trincado. Aos gritos, o velho acordou os outros empresários que vieram correndo para ver o que se passava.
Foram necessários cerca de cinco homens para segurar Laxus. Ele estava pior do que quando puniu Freed por ter fugido. Queria matar aquele homem. No entanto ele não manteve sua atenção no velho por muito tempo. Virando o corpo para o lado, saiu das mãos dos outros e se abaixou para amparar o menor que estava inconsciente no chão.
- Já chega.
Todos olharam para Laxus naquele momento. Até mesmo velho que ainda gemia de dor o olhou. O loiro ostentava uma expressão de ódio enquanto apertava os ombros do menor devagar.
- Eu não ficarei nem mais um minuto sequer neste lugar! – ajeitou o menor em seus braços e saiu caminhando do quarto. Ao passar perto do homem, lhe deu o último aviso. – Isso não ficará dessa forma. Pode ter certeza disso.
Incrédulos, todos olhavam para o loiro que em passos firmes e lentos deixou o hotel. Com cuidado, colocou o menor no banco da frente e entrou no carro. Não esperou que ninguém viesse ao seu encontro para pedir que ele reconsiderasse. Pisou forte no acelerador, levando o menor consigo. Aquela era sua forma de proteger a pessoa que amava.
Fale com o autor