Sickly Desire
34 Desespero
Notas iniciais
Laxus teve um mau pressentimento ao ouvir o barulho de forma que correu o mais rápido que pode naquele momento. Saiu da casa apressado e engoliu em seco ao ver Freed caído no chão. O menor apoiava o peso em uma das mãos, enquanto a outra estava do lado direito de seu peito que sangrava. Ofegando pela luta e desespero, ele iria caminhar até o menor, mas o barulho de uma arma sendo engatilhada o fez parar e olhar para frente.
A cerca de dois metros de Freed, Ângela ainda estava com a arma em mãos apontada para o menor. Ao ver Laxus se aproximar engatilhou a arma novamente e começou a gargalhar.
- Você não devia ter feito o que fez comigo Laxus. Agora você vai pagar caro por isso! – Ângela ria insanamente. Estava tão tensa que tremia e sua respiração estava pesada.
Freed se mantinha de cabeça baixa, pressionando a ferida com a mão para diminuir o sangramento. Sentia dor e devido ao ritmo que seu coração batia, mais sangue saía da ferida. Mas o pior era saber que não havia ninguém que pudesse confiar. Bickslow, Ângela ... todos provaram do que eram capazes. Talvez morrer fosse melhor. Teria paz se conseguisse isso.
- Ele nunca gostou de você. – disse com a voz baixa, mas tornou a repetir aumentando o tom de voz. – Sabe porquê? Você nunca o deixou satisfeito. Você é apenas uma vadia que ele se aproveitou e se descartou.
Laxus que estava parado arregalou os olhos ao ver o estado de Ângela. Era óbvio que ela tinha atirado em Freed. Precisava ter calma para conversar com ela, mas se viu a ponto de entrar em pânico ao ouvir o que Freed dissera. Não era costume dele falar aquilo. Ele a estava provocando, mas porque faria isso? Quando entendeu, o loiro deu um passo para impedir o menor, mas Ângela foi mais rápida e deu um tiro no braço que Freed apoiava seu peso, fazendo-o cair no chão. Uma punição pelo o que ele dissera e por Laxus ter tentado se aproximar.
- É mentira! – gritou para o menor que estava caído no chão. – Você o confundiu e o tirou de mim, Ele quer a mim! – gritava apontando a arma para o outro. Estava totalmente fora de si pela raiva.
- Ângela não faça isso! – gritou Laxus desesperado. Não podia se aproximar de Freed ou pioraria as coisas. Tinha que fazer Ângela se acalmar ou do contrário ela acertaria algum ponto vital do outro.
- Porque Laxus? – Apontando a arma para o menor, ela começou a chorar, olhando para Laxus. – Porque me trocou por ele? Eu posso lhe proporcionar tudo que ele lhe proporciona, mas mesmo assim você me trocou .... porque? PORQUE?
Antes mesmo que Laxus abrisse a boca, Bickslow surgiu ao seu lado, rindo.
- Porque ele o ama, não percebe isso? – com seu jeito debochado, Bickslow parou ao de Laxus. Já havia percebido isso há muito tempo, antes mesmo de Laxus seqüestrar Freed.
Laxus olhou para o lado espantado. Com o desespero tinha se esquecido da presença do outro na casa. Ângela não gostou da resposta, de forma que começou a bater o pé e a gritar. Uma criança mimada com raiva.
- É mentira! Você não o ama. Você gosta do corpo dele, só isso. Você tem que amar a mim ... apenas a MIM!
Caído no chão, Freed sentia muita dor. Suas feridas sangravam e ele tentava em vão apertá-las para diminuir o sangramento. Não sabia dizer qual ferimento doía mais. Porém ainda tinha força para gritar. Força para irritar Ângela para que assim, ela o matasse.
- É óbvio que é verdade. Não tem como alguém gostar de uma vadia como você. Faça um favor e desapareça!
Furiosa, Ângela caminhou para perto de Freed. Não o mataria rápido, o faria sofrer antes por insultá-la. Deu-lhe um chute no rosto que machucou a boca do menor. E teria lhe dado outro se não visse Bickslow correr em sua direção. Bickslow sabia que ela o mataria se continuasse assim e deveria impedir. Escolheu a pior forma: o ataque direto.
Acostumada com armas, ela conseguiu levantar o braço e disparar contra Bickslow, o acertando no peito. O maior caiu e quando iria se levantar novamente, ela lhe deu mais dois tiros em cada perna. Sem ter como se levantar, Bickslow ficou caído no chão, se apoiando nos braços e rangendo os dentes para suportar a dor..
- Sabe Laxus, eu sempre gostei de você. – Ângela ignorou Bickslow totalmente naquele momento. Ele já não tinha mais serventia para ela. — Até envenenei aquele velho asqueroso que era o meu marido para ficar com você. Eu sempre te amei, te desejei .... E você me troca por esse idiota. – com a voz mais suave, ela falava para o loiro. O homem que ela amava.
Laxus não sabia o que fazer. Mesmo olhando para ele, ela continuava com a arma apontada para o menor. Bickslow continuava a gemer de dor e obviamente não poderia ajudar. Teria que salvar Freed sozinho.
- Ângela, abaixe essa arma. Vo-você está entendo mal o que está acontecendo! – começou a gaguejar devido ao desespero. Tinha a vida de Freed em jogo.
- O que Laxus? O que estou entendendo errado? Me diga! – ela engasgava de tanto chorar. De raiva, desespero, nem ela mesma sabia dizer.
- E-eu nunca amei Freed. – aproveitando deu um pequeno passo para frente. – Como você mesma disse, eu só sentia desejo por ele, apenas isso. Eu jamais te trocaria por um homem!
- Mentira! – gritou novamente batendo o pé e quase acertando o rosto de Freed com o salto. – Se isso fosse verdade você não teria me abandonado!
- Eu estava cego. – Laxus engoliu em seco ao ver ela bater o pé novamente. Ela podia deixar Freed cego com aqueles saltos. – Eu estava como uma criança empolgada com um brinquedo, mas eu jamais te abandonaria. Meu lugar é nos seus braços .... – deu mais alguns passos esticando a mão tentando alcançar Ângela. – tem idéia do trabalho que vai me dar se matar ele? Você será presa por homicídio e eu por tortura. Não faça algo que irá nos separar Ângela ... e-eu preciso de você! – tentava parecer o mais convincente em suas palavras, algo que sempre fora bom, porém estava muito desesperado.
- Mas isso me machuca Laxus, não percebe? Sua atitude, sua indiferença e como você apenas falava nele. Tudo isso me machucava! – ela começava a fraquejar de forma que abaixou um pouco a mão. Aquilo já era um progresso enorme.
- Você me conhece e sabe que sou cabeça dura. Por favor, não faça isso, não separe a gente! E-eu preciso de você!
Laxus tremia e gaguejava, tentando parecer o mais convincente possível. Normalmente, Ângela não cairia em algo tão superficial, mas devido ao seu estado ela não conseguia raciocinar direito. Ainda chorando, ela abaixou a arma e esticou a mão para pegar a de Laxus que se aproximava dela devagar.
Freed percebeu que sua chance acabaria. Desesperado para que acabasse seu sofrimento, ele a segurou pela perna. Não podia deixar aquela oportunidade de se livrar daquele inferno passar. Respirou fundo e gritou com o resto de força que ainda tinha.
- Você é tão idiota! Ele jamais amaria alguém tão estúpida como você. Ele ama a mim! Laxus me ama!
Furiosa, ela apontou a arma para a cabeça de Freed e puxou o gatilho. Estando perto dela, Laxus puxou sua mão desesperado, de forma que o tiro passou de raspão no rosto do menor. Laxus a segurou e a dominou, arrancando a arma de suas mãos e a jogando longe.
Ângela começou a se debater, mas segurá-la não foi difícil para Laxus. Com apenas uma das mãos segurava os pulsos da mulher, enquanto com a outra pegou seu celular. Ainda nervoso, começou a discar um número conhecido. Precisava de ajuda.
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