Sickly Desire
35 Depois do susto
Notas iniciais
Ambulância e carros da policia encheram a pequena rua onde estava localizada aquela casa. Segurou Ângela até que os policiais chegassem o que não demorou muito. Os guardas colocaram a mulher dentro do carro, enquanto uma ambulância cuidava de Bickslow e Freed. Laxus mandara sedar Bickslow e tratar de suas feridas. Depois que ele estivesse bom, o mandaria de volta para o mundo de onde os três vieram.
Freed estava em outra ambulância. Ainda estava consciente e sentia muita dor. A maior preocupação era com a perca de sangue já que os tiros não tinham acertado nenhum órgão. Deitado em uma maca na ambulância, um enfermeiro lhe fazia um curativo para evitar que ele sangrasse mais. Já não sabia dizer mais o que estava sentindo. Seu corpo estava em uma mistura de dor e fraqueza, de forma que ele não sabia distinguir. Arfando, permanecia calado se lamentando por não ter conseguido se livrar de tudo aquilo, de forma que só percebeu que Laxus já estava ao seu lado quando ele começou a falar.
- O que diabos estava tentando fazer? Estava tentando ser morto? – gritou Laxus já dentro da ambulância, o que chegou a assustar o enfermeiro que cuidava do menor.
O menor se encolheu. Já imaginava o que viria depois que voltasse para a casa de Laxus. Mas talvez ele morresse com mais uma punição, só precisava agüentar e fingir estar forte. Não conseguiu responder, de forma que só desviou os olhos para o lado apertando uma mandíbula contra a outra de dor.
Irritado, Laxus respirou fundo olhando para o menor. Estava nervoso, não só por ter fugido e tentado se matar ao irritar Ângela, mas pelo desespero de quase o ter perdido. Percebeu que não conseguiria uma resposta de Freed e resolveu deixar aquele assunto de lado por hora, mas Freed teria que lhe dar uma boa explicação para tudo aquilo depois. Sentou-se dentro da ambulância e jogou a cabeça para trás, respirando fundo. Tinha de manter a calma já que o pior tinha passado.
Depois de arrumar Freed na maca, o enfermeiro avisou para o motorista que dirigiu apressado para o hospital. Freed precisaria retirar aquelas balas em seu corpo o mais rápido possível até mesmo para evitar mais sangramentos. Em alta velocidade, o motorista rapidamente chegou ao hospital, onde uma equipe já esperava para levar o menor para a sala de cirurgia. Com todo cuidado, retiraram Freed do carro e o levaram para dentro do estabelecimento. Ainda dentro da ambulância, Laxus apenas observava a movimentação dos médicos ao tratar Freed, perdido em pensamentos.
Ainda nervoso Laxus passou as mãos em seu cabelo. Em menos de vinte quatro horas havia passado por muito desespero, lutas, raiva, medo. Passara por tudo aquilo em um único dia. E todo aquele tormento ainda não tinha acabado. A situação que o médico descrevera anteriormente de Freed não era boa e só pioraria depois dele ser baleado.
Perdido em sua preocupação apenas voltou à realidade quando o enfermeiro pediu que ele fosse até a sala de espera, pois os médicos lhe diriam a situação do menor. Afirmando com a cabeça se levantou, indo até o lugar designado, porém não encontrou ninguém lá. A sala, assim como a maioria do quartos do hospital estavam vazios, o que era estranho. Pensou que aquele dia fosse algum feriado e teve um susto ao conferir a data em seu celular. Era mês de Natal.
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